A partir da construção das respostas anteriores é possível perceber o que as obras desses autores trazem de comum, os quadros cinco e seis nos ajudam a perceber o que é comum as teorias desses dois naturalistas. O contexto histórico da época item que aparece na revisão bibliográfica como sendo uma das causas do não entendimento da teoria está presente em todas as coleções assim como os autores deixarem claro os motivos pelos quais as teorias de Lamarck e Darwin foram rejeitadas. O reconhecimento que se deve dar aos naturalistas pelas suas teorias, e nesse caso Lamarck, Darwin e Wallace têm seus méritos reconhecidos em cada coleção. Outra característica comum para a teoria de Lamarck todos os autores trazem como uma das figuras o auto-retrato do naturalista. Enquanto que para a teoria de Darwin o mapa e a rota da viagem abordo do Beagle é sempre destacado ocupa um pouco mais de meia página.
Algumas das singularidades encontradas nas obras podemos perceber quando os autores trazem exemplos diferentes para explicar a lei de uso e desuso na teoria de Lamarck e já não mais só o exemplo do pescoço da girafa. E nos exemplos para explicar a seleção natural proposta por Darwin vão além da explicação dos pássaros de Galápagos. Ainda sobre a teoria de Darwin algumas coleções detalham ainda mais as informações a respeito de Wallace.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como apontado pela revisão bibliográfica, que um dos maiores problemas sobre o ensino e a aprendizagem da Teoria da Evolução das espécies está na questão da interpretação dos referenciais teóricos, os conceitos e/ou a forma que a estrutura curricular foi organizada. E a hipótese levantada nesse trabalho, “se em anos de pesquisa sobre o ensino da Teoria da Evolução e suas concepções, estas pesquisas foram capazes de alterar a abordagem adotada nos livros didáticos e reestruturar a ordem em que o conteúdo das disciplinas é oferecido”.
Podemos dizer que a partir da revisão bibliográfica e dos registros realizados nestas seis coleções didáticas para responder o objetivo desse trabalho. Foi possível destacar o que os teóricos especialistas na área do ensino de ciências têm apresentado sobre a Teoria da Evolução e o Ensino de Evolucionismo no ensino público e qual tem sido a abordagem nos livros didáticos atuais. Uma questão que nos chama a atenção é que um dos especialistas e crítico da área Nélio Bizzo se torna autor de uma das colações aprovadas pelo PNLD e analisada nesse estudo.
Percebemos que os equívocos conceituais e históricos a respeito das Teorias Evolucionistas, no que tangência aos dois autores mais citados Darwin e Lamarck, foram corrigidos. Portanto, respondendo a hipótese desse trabalho os anos de pesquisa sobre o ensino da Teoria da Evolução e suas concepções proporcionaram mudanças na abordagem adotada nos livros didáticos. Os livros trazem valorizações significativas desses autores, como aspectos relevantes para o entendimento de suas teorias; o recorte histórico em que cada autor viveu e o devido reconhecimento por seu pensamento evolutivo. Os professores e alunos ao utilizarem essas coleções como um dos recursos didáticos para o processo de aprendizagem encontrarão uma abordagem diferenciada de outrora.
No entanto, a estrutura curricular não mudou. Um tema que tem o respaldo de anos de pesquisas e o reconhecimento por vários especialistas da área e do próprio programa de educação do Governo do estado de São Paulo, como um eixo centralizador para todas as disciplinas da biologia continua sendo oferecido aos alunos dos últimos anos e no último bimestre do ensino médio. Portanto a discussão levantada a cerca se o tempo é hábil ou não para se trabalhar esse tema nas escolas públicas continua.
Os livros didáticos terem melhorado suas abordagens não basta se não houver tempo suficiente para desenvolver a temática. Portanto são necessários estudos in loco para poder inferir sobre a percepção e apropriação dessa abordagem por alunos e professores ao manusearem esse material.
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