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Satışın Kurumun Mali Yapısının Güçlendirecek Mahiyette Olması

2020 KURUMLAR VERGİSİ BEYANNAME DÜZENLEME REHBERİ

DANIŞTAY 3. DAİRE E.2013/9895, K.2015/2666 sayılı kararı

3) Tam mükellefiyete tabi girişim sermayesi yatırım fonu katılma payları ile girişim sermayesi yatırım ortaklıklarının hisse senetlerinden elde ettikleri kâr payları,

4.6. Taşınmazlar ve İştirak Hisseleri ile Kurucu Senetleri, İntifa Senetleri ve Rüçhan Hakları Satış Kazancı İstisnasıHakları Satış Kazancı İstisnası

4.6.3. İstisna Uygulamasına İlişkin Şartlar

4.6.3.5. Satışın Kurumun Mali Yapısının Güçlendirecek Mahiyette Olması

A proporcionalidade prevê que o montante exigido deve ser proporcional à riqueza evidenciada em cada hipótese de incidência. O que se verifica na proporcionalidade é a aplicação de uma alíquota única sobre a matéria tributável variável, em que o imposto será proporcionalmente maior quanto maior for a matéria tributável, embora a alíquota permaneça sempre a mesma. As alíquotas proporcionais são iguais, ainda que haja alteração da base de cálculo.

Cabe destacar que a alíquota é o critério legal, normalmente expresso em porcentagem que, conjugado à base de cálculo, permite a verificação da quantia que o contribuinte deve pagar (quantum debeatur) ao Fisco ou a quem lhe faça as vezes, a título de tributo.

Nesse sentido, as lições de Geraldo Ataliba:

A alíquota é um termo do mandamento da norma tributária, mandamento esse que incide se e quando se consuma o fato imponível dando nascimento à obrigação tributária concreta. Deve receber a designação de alíquota só

esse termo que se consubstancia na fixação de um critério indicativo de uma parte, fração – sob a forma de percentual, ou outra – da base imponível.168

Verificamos que o tributo proporcional é aquele estabelecido em porcentagem única para todos os sujeitos passivos, sobre o valor da matéria tributável, aumentando o valor do imposto apenas em função da variação da base de cálculo. Nesta hipótese, o que se demonstra é que a diferença no montante a ser pago será detectada tão somente caso haja distinção na base de cálculo.

Concluímos, no entanto, que a proporcionalidade não basta, por si só, para atender a capacidade contributiva dos indivíduos na tributação, em razão de a aplicação de alíquotas meramente proporcionais acarretar no fato de que indivíduos com possibilidades de contribuir de forma diversa, acabarão por contribuir igualmente.

De forma a melhor entender a proporcionalidade, destacamos o seguinte exemplo genérico: o contribuinte “A” possui uma renda de R$ 20.000,00 e o contribuinte “B” uma renda de R$ 10.000,00. Aplicando-se uma alíquota de 5% sobre o ganho de cada um deles, o contribuinte “A” arcará com o pagamento de R$ 1.000,00 e o “B” com o valor de R$ 500,00.

É patente que o contribuinte “B”, no exemplo apresentado, arcará com o pagamento do imposto de forma mais prejudicial em questões econômicas do que o contribuinte “A”. Ora, a diferença do imposto recolhido seria de R$ 500,00, sendo que a diferença da renda é de R$ 10.000,00. Ou seja, os dois contribuintes arcarão com o pagamento igual do imposto, apesar da desigualdade patrimonial existente entre eles.

Limitar a aplicação da capacidade contributiva com base na proporcionalidade apenas atinge uma igualdade formal, em que contribuintes nas mesmas condições econômicas arcarão com o mesmo valor do imposto a ser repassado ao Estado.

Mas conforme verificado anteriormente no presente estudo, buscamos a aplicação da igualdade material como forma de alcançar a justiça fiscal, visto que por igualdade na lei entende-se a aplicação de tratamento isonômico àqueles que se encontram em situações iguais e de forma diferente aos desiguais, na medida de suas desigualdades.

Esta situação conduz, portanto, à aplicação de alíquotas diferenciadas em função da variação da base de cálculo169 do imposto. E isso se dará mediante a aplicação da

168 ATALIBA, Geraldo. Hipótese de incidência tributária. 6ª ed. 12ª tiragem. São Paulo: Malheiros Editores,

progressividade, de forma a realizar plenamente a capacidade contributiva. O princípio da capacidade contributiva somente será atendido se aplicada a progressividade; como no exemplo acima exposto, se o contribuinte “A” pagar R$ 3.000,00 e o “B” R$ 500,00, ou seja, na medida da manifestação de renda e patrimônio do contribuinte, fazendo com que este contribuinte apenas contribua com o pagamento do imposto na medida de suas possibilidades.

A progressividade nos impostos consiste no modo de o legislador estruturá-los, elevando as alíquotas à medida que aumenta a base de cálculo. Assim, ocorre a determinação de alíquotas diversas, crescentes, na medida em que aumenta a base de cálculo do imposto. Na progressividade existe a variação da matéria tributável, bem como a variação da alíquota, sendo que esta última será maior quanto maior for o valor da matéria tributável.

Nesse sentido, Luciano Amaro destaca de forma precisa seu entendimento a respeito do devido atendimento à capacidade contributiva:

A capacidade contributiva reclama mais do que isso [proporcionalidade], pois exige que se afira a justiça da incidência em cada situação isoladamente considerada, e não apenas a justiça relativa entre uma e outra das duas situações. O princípio da capacidade contributiva, conjugado com o da igualdade, direciona os impostos para a proporcionalidade, mas não se esgota nesta.170 (grifo do autor)

Procura-se, portanto, afastar a tributação meramente proporcional, uma vez que a tributação, nesta hipótese, será a mesma, independentemente da capacidade contributiva de cada contribuinte. Em termos numéricos, a tributação proporcional pode ser diferente, mas a carga de tributação quando ocorre a mera proporcionalidade, é, patentemente, a mesma.

O que se impõe é a necessidade de aplicação da progressividade de forma a atender a igualdade e, via de consequência, a capacidade contributiva, na medida em que permite a efetivação de uma tributação mais justa, considerando que os indivíduos arcarão com o pagamento dos tributos na medida da manifestação de sua riqueza. Assim, quanto mais 169 Base de cálculo é a expressão econômica da materialidade do tributo, estando relacionada com a hipótese de

incidência. Para Geraldo Ataliba “é uma perspectiva dimensível do aspecto material da h.i. que a lei qualifica, com a finalidade de fixar critério para a determinação, em cada obrigação tributária concreta, do quantum

debetur”. (ATALIBA, Geraldo. Hipótese de incidência tributária. 6ª ed. 12ª tiragem. São Paulo: Malheiros

Editores, 2011, p. 108). Cumpre esclarecer que para Geraldo Ataliba a base imponível (determinação em razão de existirem tributos cuja determinação quantitativa independe de cálculo) integra o aspecto material da hipótese de incidência. De forma diversa, Paulo de Barros Carvalho trata a base de cálculo no critério quantitativo do consequente da regra-matriz de incidência tributária. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito

Tributário. 23ª ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 398). Mas ambos juristas concordam qur a tipologia dos tributos

está armada sobre o binômio hipótese de incidência/base de cálculo.

capacidade contributiva for manifestada pelo contribuinte, maior deverá ser progressivamente a tributação, a fim de que aqueles contribuintes em situações diferentes se sacrifiquem igualmente em prol do desenvolvimento social.

É nesse sentido que Héctor Villegas opina: “as modernas tendências, todavia, têm admitido progressividade sob o argumento de que ela contribui para a redistribuição da renda, com sentido igualitário”.171

O jurista Aliomar Baleeiro, comentando a Constituição de 1946, aduziu a esse respeito: “tributos graduados são os progressivos, ou seja, aqueles cuja alíquota cresce à medida que se eleva a quantidade ou o valor da coisa tributada, em contraste com a relação constante dos impostos simplesmente proporcionais”.172

Entendemos que a progressividade é a forma adequada de atingir a igualdade na tributação, sendo este o ideal do ordenamento jurídico positivo.

Contudo, nem todos assim entendem. João Paulo Fanucchi de Almeida Melo destaca: José Maurício Conti (1997, p. 76 e 77) anota que existem bons argumentos contra a utilização da progressividade no exercício do poder tributante, sendo certo de que a igualdade na tributação poderia ser alcançada facilmente por meio do exercício da proporcionalidade.

Como primeiro argumento, os que não coadunam com a progressividade, assinalam que essa técnica penaliza os mais eficientes, ou seja, aqueles que trabalham e produzem mais. Argumentam, ainda, que a progressividade pode desestimular o trabalho, os esforços, a criatividade, a ousadia de quem cria e produz mais.173

Não se pode admitir a mera proporcionalidade mediante a aplicação da mesma alíquota para todos os contribuintes, independentemente da respectiva capacidade econômica para contribuir com o pagamento do imposto. Quem tem mais paga mais, na medida da sua manifestação de riqueza.

Posicionamo-nos, portanto, no sentido de que a aplicação meramente proporcional da tributação não alcança a tão almejada capacidade contributiva dos indivíduos. Eventual tributação excessiva, onerando o contribuinte, será limitada pela não consfiscatoriedade, razão pela qual não há argumentos para se sustentar que a progressividade não deve ser aplicada.

171 VILLEGAS, Héctor B. Curso de Direito Tributário. São Paulo: Editora RT, 1980, p. 92.

172 BALEEIRO, Aliomar. Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar, 7ª edição rev. E compl. à luz da

Constituição de 1988 até a Emenda Constitucional nº 10/1996. Atualizadora Misabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro, Forense, 1997, p. 751.

173 MELO, João Paulo Fanucchi de Almeida. Princípio da Capacidade Contributiva: a sua aplicação nos casos

Conforme esclarece a ilustre jurista Elizabeth Nazar Carrazza “a progressividade, longe de ser danosa ao sistema, é a única forma encontrável para que se afastem as injustiças tributárias, vedadas pela Constituição Federal”.174

Por conseguinte, a progressividade de alíquotas é indispensável para que se atenda ao princípio da capacidade contributiva de forma adequada. Dessa forma, o contribuinte arcará com a tributação na medida de sua capacidade contributiva e de forma progressiva.

Assim, por qualquer prisma que se analise, a tributação meramente proporcional não é a mais adequada, tendo em vista que a desigualdade patrimonial existente entre os contribuintes exige a aplicação de alíquotas variáveis de acordo com a base de cálculo do imposto.

Na proporcionalidade cobra-se uma única alíquota de todos os contribuintes, independentemente da respectiva capacidade contributiva. Já na progressividade, ocorre uma majoração das alíquotas na medida em que aumenta a base de cálculo, ou seja, o quantum tributável. Em outros termos, deve prevalecer, sempre que possível, a progressividade nos impostos, em respeito à capacidade contributiva dos indivíduos, para que seja alcançada a almejada justiça fiscal.

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Benzer Belgeler