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B. Mukayeseli Hukukta Özel hayatın Gizliliği ve Korunması Hakkı

1. Anglo-Sakson Hukuku

uma síntese rápida das imagens que se amontoam em sua mente, quase sempre vagas e fugazes, geralmente incompletas e algumas vezes inclusive privadas de nexo. (De

Lapuerta, 1997:p.25)

Ainda que os registros gráficos iniciais surjam tateantes, podem, assim mesmo, ganhar clareza e sentido, embora, é bom que se diga, trate-se de evento nem sempre tranqüilo, às vezes sofrido, em outras prazeroso.11

Aos chamados pensadores visuais é desejável, sobremaneira que, ao desenharem, movam-se de uma gramática gráfica a outra com naturalidade. Procedendo assim, ampliam o alcance de seus pensamentos. A propósito, veja-se que um registro gráfico é sempre necessariamente menos que o que ele próprio deseja representar. Tanto quanto a palavra, que não é a coisa que intenta descrever, também a representação gráfica considera uma forma singular de observar. Ao se valer de gramáticas distintas, o rafeiro pode vir a representar ideias de modo mais completo e, por sua vez, submetê-las a outras formas de construção mental, provavelmente enriquecendo a representação.

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Observamos claramente esse aspecto nos momentos em que são propostos exercícios de criação aos sujeitos envolvidos. Enquanto alguns deixam claro o seu entusiasmo com o processo que vai se desenvolvendo, outros demonstram impaciência e mesmo certa angústia. Tal sentimento é conspiratório, pois a inibição daí decorrente apresenta-se como resultado da escassa atividade mental (imagens mentais) naquele instante. “Não estou tendo idéias, professor” é a frase recorrente. Interpretar esse tipo de manifestação compreende dar a ela um significado razoavelmente distinto: “neste momento por razões que desconheço ou que não quero declarar, imagens mentais não me surgem, ou, se surgem, delas não faço racionalmente bom juízo”; ou “neste momento, por razões por mim conhecidas ou não, estou sem disposição para produzir criativamente”; ou ainda, o que é sempre possível, “não estou à vontade para isso neste momento”. É necessário respeito e consideração aos sujeitos nessas circunstâncias, pois não é desejável que se mantenham em estado de inibição. Um comprometimento mínimo, mas espontâneo, deve ser estimulado sem, contudo, ser coercitivo.

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Entretanto, queremos ressaltar – pois, para nós, trata-se do que é absolutamente relevante - enriquecendo também as próprias ideias. (Fig.10)

Figura 10. : Rafes de arquitetura (croquis). Fonte: o autor

Esse é o ponto: a retro-alimentação que a circularidade da produção gráfica de rafes estimula não se refere aos próprios desenhos que, em profusão, se apresentam aos olhos, mas àquilo que no âmbito da ideação prolifera por uma produtividade incessante. Rafes detém uma natureza própria de incompletude em que sobrevive sempre um certo caráter de transitoriedade, compreensível, por certo, já que as ideias não estão formadas por completo. É razoável cogitar, entretanto,

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que tal pudesse ocorrer por um aguçamento da relação entre processos mentais e processos gráficos, em mútuo auxílio. Essa parece ser a convicção daqueles que se entregam com afinco a essa prática.

Se um registro gráfico, como se viu, é sempre menor que o seu próprio desejo original de representar, também ela, a representação gráfica, é tributária de modos singulares de perceber visualmente, pois desenhar, em última análise, é uma estratégia destinada a dar visibilidade ao pensamento. Essa, inegavelmente, é uma atividade de preenchimento do vazio sempre presente entre visão e imaginação, entre memória e percepção. Há um lugar, portanto, para o desenho nessa tríplice interação: ver, imaginar e desenhar, simultâneos, podem amplificar as possibilidades de inovar criativamente e resolver problemas com o auxílio do desenho. A possibilidade de uma visão criativa ou de um pensamento visual que alimente a criatividade e a habilidade de resolver problemas graficamente de forma inovadora, parece estar ligada a uma articulação das percepções com a memória de um modo particularmente original e inusitado.

Aprisionar, na superfície do desenho, as ideias em ebulição, corresponde a um processo de criação em que a cumplicidade entre mente, mão e olhos agem no sentido de transformar o imaterial em visual. O sujeito disposto à prática do rafe, como executor e intérprete de seus próprios riscos, submete-se, muitas vezes, aos embaraços da indefinição e da incongruência, da instabilidade gráfica do

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sentido, mas isso não é de modo algum negativo. Ao contrário, é garantia de que o processo é aberto, portanto flexível.

Em última análise, o rafe é o registro de um pensamento ou ideia de forma quase instantânea, sem a pretensão da obra-prima – embora alguns até o consigam – a partir de dados adquiridos anteriormente, em geral pela visão, expresso com traços rápidos e significativos, descompromissado de certos rigores geométricos, a não ser com a captura gráfica de ideias e impressões que, de outra forma, talvez logo se dissipassem. (Fig. 11)

Figura 11.: Rafes para projeto de luminária. Trabalho acadêmico, 2003. (Gabriel Hornos, aluno da FauPucrs)

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Ao se admitir, como ocorre às vezes, que o desenho resulte apenas de atos de cognição, de aprendizado, restará sufocada aquela que postulamos ser sua valoração mais distintiva: o desenho também é, ele próprio, um instrumento de construção cognitiva. Nesse sentido, como manifestação gráfica que é foco de nossa abordagem, a prática do rafe pode ser distinguida como prática também inventiva, eis que ligada vigorosamente ao pensamento e à memória, e que, em razão de suas características, acaba também por nos fornecer chaves interpretativas do que chamamos “realidade”. Se concedermos ao rafe uma prerrogativa tal que constitua instrumento de construção de conhecimento, vamos acabar transferindo ao sujeito, como nos parece adequado, o protagonismo do desenvolvimento de sua capacidade criadora. Sabemos que expressar ideias pode ser um movimento pessoal que se utiliza de vários tipos de dispositivos: pode-se falar a respeito delas, escrever sobre elas, construir modelos tridimensionais relativos a elas e pode-se desenhá-las. O que queremos aqui enfatizar, como clara possibilidade, é que esboçar ideias graficamente acrescenta um outro componente: o de gerá-las.

Precisamos considerar que a representação gráfica manual como que sintetiza uma consonância entre o objeto físico, a imagem constituída e o sujeito da operação. É uma relação que se mantém ativa, mesmo que o objeto - cujas características formais e conceituais o desenho intenta definir - ainda não exista. O registro gráfico, oportunizado por esse acontecimento mental e gestual, é

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característica do humano, contraditório, instável, posicionado segundo as suas vivências e memórias, o que transforma o gesto manual do rafe em um gesto de significação, ainda que muito antes seja um gesto de conhecimento, pois a mão aprende, se assim pudermos dizer.

Ele é constituinte e resultante, igualmente, de um conjunto de operações várias em que o gestual é relevante. Sob esse aspecto, expressar ideias graficamente através de traços gestuais corresponde, para adultos, ao mesmo timbre simbólico que a manifestação infantil já continha. (Fig.12) Nessas circunstâncias, o rafe é um produto inegavelmente corporal, como exemplo da cumplicidade entre olho, mente e mão. Dos indivíduos já envolvidos com a produção de artefatos gráficos destinados à comunicação gráfica é razoável esperar-se ao menos essa disposição, a disposição de dele tirar proveito.

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O objeto do qual um desenho deseja ser representante, seja uma peça gráfica, uma logomarca, uma imagem conceitual, pode ser imaginado, hipotetizado. Ao se tornar imagem gráfica o objeto assim caracterizado assume um contorno ditado por alguma intenção de comunicação, em que o emissor dispara significantes dirigidos quase sempre a si próprio. A imagem gráfica assim representada, já marcada por todas essas circunstâncias, encontra-se distanciada de um referente físico, visual, concreto, mas aponta para uma imagem mental às vezes clara, noutras vezes vaga, imprecisa e relutante em se desvelar. No entanto, essa noção de representação particular constitui a re- apresentação de algo já presenciado ou vivenciado, mas sempre oriundo de um real.

Neste ponto, desejamos iniciar um interrogatório da computação gráfica, como tecnologia disponível também para a concepção. A idéia de real, de referente real, é a base de nossa primeira interpelação.

Assim, por exemplo, para Couchot (1993) uma imagem digital, ao contrário, apenas simula o real, não mais o representa, já que

Com as tecnologias numéricas, a lógica figurativa muda radicalmente e com ela o modelo geral de figuração. Ao contrário do que se poderia prever, o pixel, sendo instrumento de controle total, torna mais difícil na verdade a morfogênese da imagem. Enquanto para cada ponto da imagem ótica corresponde um ponto do objeto real, nenhum ponto de qualquer objeto real preexistente corresponde ao pixel. (...) O pixel é a expressão visual, materializada na tela, de um cálculo

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Benzer Belgeler