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1.1. Devlet Sırrı Ve Casusluk Kavramları

1.1.3. Sır Kavramı

Trata-se de uma pesquisa exploratório – descritiva, de abordagem quantitativa, com delineamento transversal analítico de base populacional.

3.2 Local e população do estudo

Estudo realizado no Hospital das Clínicas de Botucatu situado no Campus da Faculdade de Medicina de Botucatu, classificado como um Hospital Público, Universitário e de Ensino. É um hospital terciário, pertencente à DRS VI, compreendendo 68 municípios, num total de 1,6 milhões de habitantes.

O hospital possui 529 leitos, destes 57 leitos destinados a Unidades de Terapia Intensiva. O quadro de profissionais de enfermagem é composto por 250 enfermeiros, 819 técnicos de enfermagem, 119 auxiliares de enfermagem e 17 atendentes de enfermagem.

A Gerência de Enfermagem é subordinada hierarquicamente ao Departamento de Assistência à Saúde, sendo constituída por 6 núcleos: Núcleo de Unidades de internação, Núcleo de Urgência e Emergência, Núcleo Cirúrgico, Núcleo de Ambulatórios, Núcleo de Procedimentos Especiais e Núcleo de Procedimentos Diagnóstico e Terapêuticos.

Foram considerados como critério de inclusão: ser enfermeiro assistencial ou supervisor técnico de seção do Núcleo de Unidades de Internação. Atualmente o núcleo possui 36 enfermeiros, porém durante o período da coleta de dados, possuía

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apenas 30 enfermeiros que formaram a população do estudo. O núcleo possui 266 leitos divididos entre as seções de: Clínica Médica I, Clínica Médica II, Neurologia, Dermatologia, Moléstias Infecciosas e Parasitárias, Cirurgia Geral, Vascular, Gastrocirurgia, Ortopedia, Urologia, Convênios, Oftalmologia/Otorrinolaringologia, Cárdio – Tórax e Supervisão de enfermagem. Esse núcleo foi escolhido por conter as unidades de internação onde os pacientes adultos em tratamento quimioterápicos comumente são internados, já que inexiste uma enfermaria específica para esse tipo de pacientes. Como critério de exclusão estavam os enfermeiros que pertenciam a pediatria, ambulatórios e unidades de alta complexidade.

3.3 Coleta de dados

Foi entregue questionário com questões objetivas (APÊNDICE 1) pela própria pesquisadora, abordando conteúdo relacionado ao conhecimento dos enfermeiros sobre administração de quimioterapia e extravasamento.

A coleta de dados foi realizada nos meses de Novembro e Dezembro de 2014. Os questionários eram entregues e a pesquisadora esperava o participante da pesquisa responder, para que assim, fosse evitado pesquisa em outras fontes para responder as perguntas. As questões apresentavam múltiplas escolhas e possuíam apenas uma resposta correta para cada questão.

3.4 Variáveis em Estudo: Variáveis independentes

Para o alcance dos objetivos foi utilizado como variáveis independentes o tempo na instituição (≤ 5 anos / > 5 anos), se tem pós graduação (não/sim), já administrou algum quimioterápico (não/sim), já recebeu algum curso de capacitação

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sobre quimioterápico (não/sim), acha importante a diferenciação entre quimioterápicos vesicantes e irritantes (não/sim).

Variáveis dependentes

As variáveis de desfechos utilizadas para o alcance dos objetivos foram: resposta correta sobre as vias de administração de QT, resposta correta sobre checagem de acesso venoso periférico pré administração de QT, resposta correta sobre uso de acesso venoso periférico exclusivo para QT, resposta correta sobre lavagem do acesso venoso periférico após QT, resposta correta sobre a definição dos QT vesicantes, resposta correta sobre a definição dos QT irritantes, resposta correta sobre a diferença entre QT vesicantes e irritantes; resposta correta sobre cuidados em caso de extravasamento, resposta correta sobre protocolos de extravasamento.

3.5 Análise dos Dados

Os dados foram registrados em planilha e analisados por meio de estatística descritiva.

Foi realizada a associação entre variáveis independentes e desfechos pelos testes não paramétricos de Qui-quadrado ou teste exato de Fisher. Associações foram consideradas estatisticamente significativas se p< 0,05. Análise feita com o software SPSS v21.0.

3.6 Aspectos Éticos

Para a realização da pesquisa o projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu / UNESP para análise e aprovação.

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O mesmo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, através da Plataforma BRASIL - Parecer 820.619 em 06 de outubro de 2014 (ANEXO 1).

Os enfermeiros que aceitaram participar do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (ANEXO 2).

3.7 Elaboração dos Produtos

Para a elaboração dos produtos foi realizada uma pesquisa na literatura utilizando a Plataforma de Dados Bireme (Biblioteca Virtual da Saúde-BVS) e na Scielo, utilizando os descritores consultados através do DeCs (Descritores em Ciências da Saúde): Cuidados de Enfermagem, Administração intravenosa. Extravasamento de Materiais Terapêuticos e Diagnósticos, Antineoplásicos.

A seleção dos artigos também foi realizada no Pubmed e na Base de Dados Scopus utilizando os descritores contidos no MeSh (Medical Subject Headings): Nursing care, Administration, Intravenous, Extravasation of Diagnostic and Therapeutic Materials, Antineoplastic Agents.

Também foram analisados as Resoluções contidas no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O Procedimento Operacional Padrão (POP) sobre administração de antineoplásicos endovenoso; foi elaborado segundo a literatura indexada e as diretrizes dos Protocolos de Enfermagem do HEMORIO, 2010.

Os diferentes rótulos para identificação do antineoplásico de acordo com seu potencial de lesão (vermelho, amarelo e verde) foram elaborados utilizando as recomendações da Resolução RDC 45/2003 – ANVISA de 12 de março de 2003.

Para a elaboração do Manual de extravasamento de antineoplásicos, foi consultado o guideline sobre extravasamento da European Oncology Nursing Society

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e realizado uma adaptação de acordo com as rotinas implantadas na Instituição. Esse guideline foi escolhido por ser a literatura mais recente disponível.

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4. RESULTADOS

4.1 Conhecimento e formação dos enfermeiros

Responderam ao questionário 30 enfermeiros (assistenciais e supervisores) do Núcleo Clínico Cirúrgico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Não houve recusa.

O perfil dos enfermeiros está demonstrado na Tabela 1.

Tabela 1 – Perfil dos enfermeiros de acordo com o tempo na instituição, formação geral e na área. Experiência em administração de antineoplásicos e relevância na identificação das drogas de acordo com seu potencial de lesão. Hospital das Clínicas de Botucatu, 2015.

Variável (n=30) %

Tempo na instituição (≤ 5 anos / > 5 anos) 60% / 40%

Tem pós graduação em oncologia (Não / Sim) 100% /00%

Já administrou QT (Não / Sim) 0% / 100%

Já recebeu curso de capacitação na área (Não / Sim) 93% / 7% Acha importante a identificação entre drogas vesicantes e

irritantes (Não / Sim) 0 / 100%

A amostra caracteriza-se em sua maior parte (60%) por profissionais com tempo de Instituição menor ou igual a 5 anos. Nenhum enfermeiro possui pós graduação em oncologia (específica para administração de quimioterapia), conforme demonstra a tabela 4.

Quando questionado se já recebeu curso de capacitação, 93% dos entrevistados disseram que não. Todos concordaram que deve haver uma

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diferenciação na identificação entre o potencial de lesão do antineoplásico (vesicantes irritantes e não vesicantes).

Tabela 2 – Conhecimento dos profissionais sobre quimioterapia, vias, cuidados na administração, identificação de toxicidade, cuidados e protocolos de extravasamento. Hospital das Clinicas de Botucatu, 2015.

Conhecimento (n=30) acertos (%) erros (%)

Sobre as vias de administração de QT 11 37 19 63 Sobre checagem de acesso venoso periférico pré

administração de QT 30 100 00 00

Sobre uso de acesso venoso periférico exclusivo 25 83 05 17

Sobre lavagem do acesso venoso periférico após QT 30 100 00 00

Sobre a definição dos QT vesicantes 29 97 01 03 Sobre a definição dos QT irritantes 21 70 09 30

Sobre a diferença entre QT vesicantes e irritantes 5 17 25 83

Sobre cuidados em caso de extravasamento 17 57 13 43

Sobre protocolos de extravasamento 11 37 19 63

QT= Quimioterapia

Conforme evidenciado na tabela 2, somente 37% dos enfermeiros sabem as vias de administração de quimioterapia, a grande maioria (97%) sabem a definição de quimioterapia vesicante, porém apenas 17% (5 participantes), sabem diferenciar a quimioterapia pelo potencial de lesão (vesicantes e irritantes).

Todos os enfermeiros relatam checar o acesso venoso periférico antes de administrar a QT e também referem saber a importância da lavagem do acesso venoso após a administração de quimioterapia.

Foi realizado a Associação entre o tempo de trabalho na Instituição e o conhecimento dos enfermeiros sobre quimioterapia, como demonstra a tabela 3.

50 Tabela 3 –Associação entre tempo de instituição e conhecimento sobre quimioterapia, sua administração, classificação e protocolos de extravasamento. Hospital das Clínicas de Botucatu, 2015. Conhecimento Tempo na instituição ≤ 5 anos (n=18) > 5 anos (n=12) p N % N %

Sobre as vias de administração de QT 5 28 6 50 0.216

Sobre checagem de acesso venoso periférico pré

administração de QT 18 100 12 100 1.000

Sobre uso de acesso venoso periférico exclusivo 13 72 12 100 0.066

Sobre lavagem do acesso venoso periférico após QT 18 100 12 100 1.000

Sobre a definição dos QT vesicantes 17 94 12 100 1.000

Sobre a definição dos QT irritantes 11 61 10 91 0.110

Sobre a diferença entre QT vesicantes e irritantes 3 17 2 17 1.000

Sobre cuidados em caso de extravasamento 10 56 7 59 0.880

Sobre protocolos de extravasamento 5 28 6 50 0.216

Testes de Qui-quadrado ou exato de Fisher

Não houve relevância estatística ao realizar a associação entre o conhecimento e o tempo na Instituição.

Tabela 4 – Pós graduações apresentadas pelos enfermeiros que administram quimioterapia nas enfermarias do Núcleo de Unidades de Internação. Hospital das Clinicas de Botucatu, 2015. Especializações N Licenciatura 07 Auditoria 01 Saúde Pública 01 Saúde Mental 01 Enfermagem do Trabalho 03 Administração Hospitalar 02 Obstetrícia 01

Unidade de Terapia Intensiva 04

Cardiologia 02 Saúde da Família 01 Gestão Hospitalar 07 Urgência e Emergência 04 Mestrado 02 Total: 36

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Como observado na tabela 4, nenhum dos participantes da pesquisa possuíam a especialização em oncologia. Alguns enfermeiros possuíam mais que uma especialização.

4.2 Elaboração dos produtos

Após verificar o conhecimento dos enfermeiros que administram quimioterapia nas unidades de internação, foi elaborado os seguintes produtos:

PRODUTO 1. Procedimento Operacional Padrão (POP) para Administração de Quimioterápico Endovenoso.

O POP foi realizado para auxiliar o enfermeiro na administração de quimioterapia.

52 1. OBJETIVO: Administração de quimioterapia (QT) por via endovenosa

2. ABRANGÊNCIA: Enfermeiros, Farmácia, Suprimentos

3. MATERIAL E DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: Frasco ou seringa com o quimioterápico a ser administrado, 01 pacote de compressa de gaze, 01 almotolia com álcool 70 INPM, 01 seringa de 05 ml preenchida com 03 ml de soro fisiológico 0,9%, 01 seringa de 10 ml preenchida com soro fisiológico 0,9% (se a infusão for em push), óculos de proteção, máscara de carvão valvulada, avental descartável, luvas de procedimento, bandeja.

4. PROCEDIMENTO:

4.1. Realizar a conferência do frasco (ou seringa) de QT com a prescrição médica, observando dosagem, prazo de estabilidade e velocidade de administração;

4.2. Realizar lavagem das mãos;

4.3. Identificar corretamente o paciente através do questionamento do nome completo e matrícula, conferindo com a pulseira de identificação e placa de identificação do leito; 4.4. Explicar o procedimento ao paciente, orientando-o sobre os riscos de extravasamento, sinais e sintomas precoces e tardios, estimulando-o a informar qualquer alteração da sensibilidade local;

4.5. Realizar inspeção visual em todos os frascos, para assegurar integridade física da embalagem, ausência de partículas, precipitações e separação de fases;

Elaboração: Aprovação Gestor:

Revisão: Escritório da Qualidade:

Aprovação outros (SESMT, CCIRAS):

Hospital das Clínicas

Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Distrito de Rubião Junior s/nº Botucatu - São Paulo

CEP 18618-970

POP (sigla do setor) – n º Pág: 01

Data de Emissão: Revisão nº:

Data de Revisão: POP ADMINISTRAÇÃO DE QUIMIOTERÁPICO ENDOVENOSO

53 4.6. Colocar EPI (avental descartável, máscara de carvão valvulada, luvas de procedimento e óculos de proteção);

4.7. Observar via de acesso do paciente (já efetuada), verificando a data, o calibre e a localização do acesso venoso periférico. Se não houver acesso venoso prévio, seguir a técnica descrita no POP de Punção de Acesso Venoso Periférico;

4.8. Clampear o equipo 2 vias (polifix®);

4.9. Realizar desinfecção na tampa do polifix® ou da dânula (torneirinha);

4.10. Conectar a seringa de 5 ml (com 3 ml de soro fisiológico 0,9%) e verificar o fluxo e refluxo sanguíneo;

4.11. Conectar o equipo do frasco de quimioterapia em bomba de infusão, programando-a;

4.12. Fechar o clamp do polifix® e retirar a seringa de 5ml, conectar o equipo do quimioterápico;

4.13. Abrir o clamp e acionar a bomba de infusão; 4.14. Colocar o material utilizado na bandeja; 4.15. Manter o leito organizado;

4.16. Retirar luvas de procedimento e EPIs; 4.17. Realizar lavagem das mãos;

4.18. Preencher no rótulo da QT o nome do profissional que instalou, horário e velocidade da infusão e identificar a bomba de infusão;

4.19. Calçar luvas de procedimento e desprezar materiais em locais apropriados; 4.20. Limpar a bandeja e óculos com álcool 70 INPM, guardando-os em seus respectivos locais;

4.21. Retirar luvas de procedimento; 4.22. Realizar lavagem das mãos; 4.23. Checar prescrição médica;

Elaboração: Aprovação Gestor:

Revisão: Escritório da Qualidade:

Aprovação outros (SESMT, CCIRAS):

Hospital das Clínicas

Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Distrito de Rubião Junior s/nº Botucatu - São Paulo

CEP 18618-970

POP (sigla do setor) – n º Pág: 01

Data de Emissão: Revisão nº:

54 4.24. Realizar o registro no Prontuário Eletrônico do Paciente incluindo: data e hora da infusão, presença de efeitos colaterais, quimioterápico administrado, local da administração da droga, tipo de cateter utilizado, dias de acesso venoso, presença de fluxo e refluxo venoso, aspecto da punção antes e após administração, intercorrências (se houver).

5. CONTINGÊNCIA: Caso o sistema SOUL MV, estiver fora do ar, realizar manualmente o pedido de matérias para punção venosa (se houver), e posteriormente transcrever para o sistema SOUL MV e PEP.

6. OBSERVAÇÕES:

6.1. Se ao verificar o fluxo e refluxo sanguíneo esse for negativo, realizar nova punção de acesso venoso periférico preferencialmente na seguinte ordem: veias do antebraço, dorso da mão, braço e punho, evitando áreas de articulações como fossa antecubital; 6.2. Quando houver mais de um quimioterápico a ser administrado, dar preferência para a sequência: vesicante, irritante, não vesicante;

6.3. Recomenda-se não administrar QT em veias puncionadas há mais de 24 horas. Se paciente for de difícil acesso venoso periférico, considerar 72 horas (conforme protocolo da Instituição).

6.4. É contra – indicado administrar QT vesicante em veias puncionadas há mais de 03 dias sem fluxo e refluxo, por veia jugular externa, em membros inferiores, membros superiores edemaciados, mastectomizados, com distúrbios motores e sensoriais e através de fístulas arteriovenosas.

Elaboração: Aprovação Gestor:

Revisão: Escritório da Qualidade:

Aprovação outros (SESMT, CCIRAS):

Hospital das Clínicas

Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Distrito de Rubião Junior s/nº Botucatu - São Paulo

CEP 18618-970

POP (sigla do setor) – n º Pág: 01

Data de Emissão: Revisão nº:

55 6.5. Se a administração for em push realizar da seguinte forma:

- Realizar desinfecção na tampa do polifix® ou da dânula (torneirinha); - Conectar a seringa de 5 ml e verificar o fluxo e refluxo sanguíneo;

- Conectar a seringa com a QT no polifix® ou na dânula (torneirinha) apoiada em uma compressa de gaze para absorção de pequenos vazamentos;

- Administrar em push, de 10 a 15 minutos, com infusão paralela de soro fisiológico 0,9%;

- Verificar o refluxo a cada 2 ml infundidos, tracionando levemente o êmbolo da seringa;

- Após o término da infusão, lavar o acesso venoso com a seringa de 10 ml preenchida com soro fisiológico 0,9%.

6.6. Se a administração for em acesso venoso central, proceder da mesma forma citada acima.

7. ANEXOS:

HEMORIO, 2010. Protocolos de Enfermagem: Administração de Quimioterapia Antineoplásica no Tratamento de Hemopatias Malignas. Rio de Janeiro, 2010.Disponível:

http://www.hemorio.rj.gov.br/html/pdf/ccih.pdf. Acessado em 15/05/2015.

Elaboração: Aprovação Gestor:

Revisão: Escritório da Qualidade:

Aprovação outros (SESMT, CCIRAS):

Hospital das Clínicas

Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Distrito de Rubião Junior s/nº Botucatu - São Paulo

CEP 18618-970

POP (sigla do setor) – n º Pág: 01

Data de Emissão: Revisão nº:

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PRODUTO 2. Rótulos de identificação de quimioterapia antineoplásica de acordo com o potencial de lesão

Foi realizado um rótulo com diferentes cores para identificar o quimioterápico de acordo com seu potencial de lesão. Esse produto está em processo de padronização na Instituição do estudo, com previsão de implantação em dezembro de 2015. Possuem três cores diferentes de acordo com o potencial de lesão do quimioterápico: vermelho (vesicantes), amarelo (irritantes) e verde (sem potencial de lesão). Todos os rótulos contêm: nome, leito, registro, medicação, dosagem, volume, via de aplicação, horário e data do preparo, estabilidade, nome do profissional que preparou, nome do enfermeiro que administrou, horário de administração e velocidade da infusão.

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PRODUTO 3. Manual de Condutas no Extravasamento de Antineoplásicos

O protocolo de extravasamento da Instituição de estudo foi revisado e sofreu algumas alterações, sendo criado o Manual de Extravasamento de Antineoplásicos. Esse manual é composto por um fluxograma referente aos cuidados de enfermagem realizados durante e após o extravasamento de quimioterápicos, documentação pós extravasamento de quimioterápico. Está publicado no formato de E-book e o acesso está disponível aos enfermeiros na internet e na intranet do Hospital das Clinicas de Botucatu pelo endereço www.hcfmb.unesp.br/bibliotecadigital. A documentação foi implantada no Sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente e no e – book consta a o passo a passo para o seu preenchimento.

64 Adaptado de: PEREZ FIDALGO, J. A. et al. Management of chemotherapy extravasation: ESMO-- EONS clinical practice guidelines. Eur J Oncol Nurs, v. 16, n. 5, p. 528-34, Dec 2012.

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5. DISCUSSÃO

Quando analisamos o perfil dos enfermeiros que administram quimioterapia em pacientes internados, observamos que a maioria (60%), possuem tempo de Instituição menor ou igual a 5 anos o que corrobora e refuta com dados da literatura nacional respectivamente, evidenciando rotatividade 28,36.

Correia, 2011 em seu estudo realizado com enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem que atuavam em uma clínica oncológica de um hospital secundário de Campo Mourão (PR), com o objetivo de avaliar o conhecimento dessa equipe em relação à prevenção e os cuidados com o extravasamento de quimioterápicos, observou que o tempo de atuação na área da enfermagem era de 2 meses a 4 anos. Refere ainda, que esse fato sugere uma grande rotatividade de profissionais o que dificulta a educação continuada e permanente, a habilidade e competência necessária para administração de quimioterapia fica comprometida.

Em pesquisa realizada por Santos, 2014 em um instituto de radioterapia e oncologia de referência em tratamento a pacientes oncológicos, do Rio Grande do Sul, na cidade de Uruguaiana, constatou que o tempo de formação variou de 2 a 25 anos e que nenhum dos entrevistados tinham formação específica em enfermagem oncológica. O estudo tinha como objetivo, identificar a percepção dos profissionais de enfermagem (2 enfermeiros e 1 técnico de enfermagem), quanto a biossegurança no ambiente de cuidado quimioterápico.

Em se tratando de pós graduação, os enfermeiros entrevistados (83%), a possuíam, porém nenhuma voltada para a área de oncologia ou que fornecesse capacitação para administração de quimioterapia. As especializações apresentadas pelos enfermeiros não fornecem subsídios para o conhecimento sobre a

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administração de quimioterápicos, o que demonstra que esses profissionais precisam receber capacitação específica na área.

Gozzo (2015) em sua pesquisa para avaliar o conhecimento da equipe de enfermagem em relação aos eventos adversos da quimioterapia, com a equipe de enfermagem de um Hospital Universitário que atendem a mulheres com câncer ginecológico e mamário, constatou que 82,1% não possuíam especialização em oncologia e que 28,6% não receberam treinamento específico em oncologia.

A prática da enfermagem necessita ser fundamentada em conceitos e reflexões científicas. Para o alcance da eficiência plena é necessário integrar educação e trabalho, estimulando raciocínio crítico. A capacitação representa para o profissional o domínio de conhecimento, quanto melhor forem preparados, mais competentes no exercício de suas funções38.

A pós graduação, fornece ao profissional um perfil de trabalho diferenciado, promovendo atitudes críticas e pensamentos científicos de suas ações. Dessa mesma forma, a residência em oncologia também fornece um subsídio técnico cientifico para a assistência de enfermagem especializada 38.

Os profissionais que trabalham com pacientes onco – hematológicos devem ter conhecimentos aprofundados sobre a doença, suas manifestações, bem como os efeitos colaterais do tratamento quimioterápico para poderem orientar os pacientes. Quanto mais conhecimentos e experiência na área o enfermeiro possuir, terá maior segurança na realização de suas atividades e maior segurança poderão oferecer aos pacientes28.

A segurança também pode ser promovida através da capacitação. Observou- se no estudo que 93% dos enfermeiros, nunca receberam capacitação específica para

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administrarem quimioterapia. Fato esse muito preocupante, por tratar-se de uma atividade específica e privativa do enfermeiro.

Esses dados são opostos aos encontrados em literatura internacional, porém corroboram com os dados da literatura nacional.

Ireland, 2004 em sua pesquisa com 325 enfermeiros que trabalhavam em ambulatórios de quimioterapia, demonstrou que 78% dos entrevistados receberam programas de orientação através da Instituição. Destes, 43% acreditavam que a orientação era “adequada” e os preparou para a prática, enquanto que 26% consideraram o programa “muito adequado”, também os preparando para a prática. Aproximadamente 98% dos entrevistados fizeram um curso de quimioterapia. Os principais tópicos abordados durante esse treinamento foram: sobre quimioterapia, emergências oncológicas, questões éticas, administração de hemoderivados, entre outros.

Em estudo realizado por Silva, 2010 em uma enfermaria de Clínica Médica de um Hospital Público da cidade de Brasília, Distrito Federal, que tinha como objetivo avaliar o conhecimento da equipe de enfermagem sobre os riscos ocupacionais relacionados à quimioterapia antineoplásica, observou-se que apenas 14,8% dos profissionais afirmaram ter tido acesso a treinamentos em quimioterapia.

Outro estudo realizado dois hospitais referência para o tratamento do câncer na cidade e Campina Grande, na Paraíba em 2011, observou que apenas 25% da sua amostra receberam treinamento antes de iniciarem suas atividades no ambulatório de quimioterapia, enquanto 75% nunca receberam capacitação3.

Monteiro et al (2013), avaliou o conhecimento de 30 enfermeiros sobre a classificação da ciclofosfamida e constatou que 18 enfermeiros responderam corretamente que tratava-se de um antineoplásico, porém apenas 16 disseram ter

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recebido treinamento no tema. Os enfermeiros que não souberam responder (12), nenhum recebeu qualquer tipo de treinamento.