• Sonuç bulunamadı

4.4. Üçüncü Epizota Bağlı Motifler

4.4.14. Sınavlar Motifi

Seleção pública

O orientador de Direitos Humanos apontou a necessidade de a seleção aos programas de pós-graduação stricto sensu ser pública e não uma escolha ser pautada no orientador, o que personalizaria o processo.

DH Or.: fizemos uma sugestão que foi refutada pela

disposição regimentar, nós não queremos, que como você está trabalhando com a coisa pública, a vaga jamais deveria ser direcionada, nós entendemos que a vaga não é do orientador, que a vaga é do departamento então ao invés de [nome do professor] apresentar duas [nome do professor] apresentar três, outro apresentar quatro, a gente somaria todas e elas ficariam à disposição como vagas da universidade especificamente daquele departamento, porque aí as pessoas apresentariam seus projetos e nós encaminharíamos os projetos aos professores segundo as suas linhas de pesquisa, nós fazemos isso quase que informalmente hoje em dia, porque eles indicam mas se nós entendermos que outro é mais habilitado, se há tantas pessoas concorrendo, às vezes algumas colocam um nome só, e às vezes as melhores jogaram todas num nome só, então deveriam ser aproveitados os dez daquele orientador e três que se inscreveram para outro orientador são pessoas que ainda não estão preparadas, então nós poderíamos aproveitar com mais facilidade os bons, em detrimento da indicação deles, isso dentro da nossa sugestão de alteração, mas não fomos bem-sucedidos ... no final quando você coletiviza o processo, você passa a trabalhar numa perspectiva de coisa pública, e não mais de coisa privada, porque a vaga não é minha, é do departamento e se é do departamento é uma coisa pública, é muito interessante, porque quanto mais você coletiviza e despersonaliza, mais você consegue resultados de excelência.

Alta taxa de reprovação na seleção

O orientador da área de Engenharia Hidráulica pontuou a sensação de que há um alto índice de reprovação no processo seletivo, provavelmente pelos candidatos virem de cursos de graduação fracos. Relata ainda que os cursos de graduação são mais difíceis que os de pós-graduação, fato também apontado por um dos mestrandos de Engenharia Civil.

ECH Or.: o nível decaiu muito ... o nível dos alunos decaiu bastante, além disso, nossos alunos são obrigados a fazer algumas disciplinas, entram como alunos especiais e não como alunos regulares, então eles só passam a alunos regulares se eles passarem nestas duas disciplinas ... tem alunos que passam nas provas mas não passam nos cursos, são reprovados antes do ingresso, mas veja o curso da pós é mais fácil que o da graduação, nós estamos nos adaptando à realidade ... das 3 áreas, alguma coisa em torno de 40, 50 alunos que fazem a inscrição ... ano passado em recursos hídricos tivemos aí dez, doze inscritos e não aprovamos nenhum aluno, nenhum, zero, este ano nós tivemos uns 15 alunos e nós aprovamos três ou quatro, tem um índice de reprovação alto, de 50 alunos que se inscrevem no mestrado no nosso programa, a gente aprova 15, 16 ... também a cada ano a gente vai facilitando um pouco mais para ter alunos ... nós temos até cursos de mestrado, de pós-graduação .... de determinadas áreas que são mais fracos que os cursos que a gente dá para os nossos alunos de graduação, ... graduação é um curso mais pesado, muito mais denso do que o curso de pós-graduação, porque se nós dermos o curso de graduação na pós sei que vamos ter problema.

ECH1: a graduação da Poli a gente faz de um jeito que normalmente você chora de estar fazendo a graduação, porque é muito puxado ... e achei a pós-graduação muito mais fácil.

Mestrandos mais jovens

Os orientadores e um dos mestrandos de Engenharia Civil apontam que os alunos de mestrado são jovens.

ECH1: acho que o número de jovens que está fazendo mestrado hoje é grande, e você vê que tem bastante gente se formando, hoje tem engenharia na Uninove, e não tem mercado para eles, e tem gente boa fazendo mestrado que pode trabalhar muito bem, e estão aceitando mestrado com uma baixa remuneração, foi assustador a quantidade de jovens que vi nos congressos.

ECH Or.: é o perfil dos inscritos dos últimos anos é de uma maioria de recém-formados, e ainda cada vez a gente tem mais uma procura de alunos com uma baixa, com uma formação muito deficiente.

ECM Or.: todos os meus alunos são bastante jovens, para mim isto não fez a menor diferença, eu acho que em termos de maturidade isto certamente tem uma diferença, mas se você aprende a selecionar, acho que a falta de critério de seleção na USP que faz pegar gente muito imatura, se você prestar atenção não só nas habilidades técnicas, mas nas habilidades interpessoais você não tem este tipo de problema.

MD Or.: A tendência hoje é quanto mais jovem mais freqüente, ainda tem pessoas mais velhas que se interessam pela pós, ... na verdade eu acho que é o momento ideal, é um momento em que você tem mais energia, porque tem uma possibilidade de dedicação maior.

MDIP Or.: são mais novos sim, mais recém-egressos da residência e muitos com aquela perspectiva que te falei no início que vão sair de São Paulo, que não são daqui vão voltar, então é agora, aproveitando que eles já estão aqui, com receio de voltar aí se enraizar com empregos e com a família e aí fica muito mais difícil depois.

DH Or.: vem bastante gente de fora da universidade, pessoas bastante jovens, em direitos humanos recebo bastante gente jovem, mas ao mesmo tempo também temos alguns que são profissionais com vários anos de atuação, tem ambos ... diria para você que hoje em dia 70% dos nossos são pessoas que saíram ou tem poucos

anos de formados, 70% mais ou menos tem até 5 anos de formado, outros 30% passariam destes 5 anos, eu tenho acolhido os que são recém-egressos da faculdade e, em geral, eu tenho sido muito feliz nesta escolha, porque os jovens tem uma possibilidade de comprometimento maior com os estudos porque eles estão iniciando e na carreira jurídica você tem algumas saídas, você tem concurso público ou advogar.

DEF Or.: eu atribuo isso a esta demanda do Mercado, que os jovens percebem que há muitos advogados, para me distinguir preciso ter algo mais, é neste sentido de carreira, de querer fazer carreira, acho que este é o principal motivo, é um passo dentro de uma carreira profissional.

Assim como na presente pesquisa, os orientadores de Enfermagem também referiram que os mestrandos estão ingressando mais jovens que na década passada (Bujdoso, 2005). O rejuvenescimento dos ingressantes também foi observado em pesquisa acerca do programa de pós-graduação em Educação da USP (Oliveira, Sousa, 2003).