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3.1 Fen Bilimleri Öğretmenlerinin Pedagoji Bilgilerine İlişkin Bulgu ve Yorumlar

3.1.4 Sınıf Yönetimi Bilgisi

Quando questionados sobre como foram morar na instituição e de quem teria sido a idéia, quem teria escolhido o local, os idosos responderam de forma que as respostas foram agrupadas em três categorias: Residir em uma geriatria foi uma escolha do idoso; residir em uma geriatria foi idéia de um familiar (o familiar procurou o local e sugeriu ou levou o idoso até o local); residir em uma geriatria foi uma escolha realizada em conjunto (o idoso junto com seus familiares).

5.2.1 Residir em uma geriatria foi uma escolha do idoso

Do total de entrevistados (19), seis afirmaram que foram morar no local por decisão própria. Entre estes podemos observar aqueles que demonstram total autonomia na decisão, como é o caso da Sra. Inglaterra: “Aí eu falei com a minha filha: Me leva lá naquele negócio,

lá no Lar, que eu quero ver como é que é”. Ainda a Sra. França: “Eu vim porque eu quis, eu vim porque eu resolvi vir. Ninguém me indicou, ninguém me forçou, eu até fiz escondido do meu filho”. Mas há aqueles que apesar de terem decidido morar na instituição, esta escolha foi em conseqüência de situações vividas por eles onde a institucionalização parecia ser o único ou o melhor caminho, como é o caso da Sra. Guiana: “Olha, foi praticamente eu, porque como diz o outro, eu tava sabendo o que eu tinha, de que que eu precisava.” E da Sra. Espanha: “Por que eu estou sozinha se eu posso ir pra lá?”

Creutzberg et al (2007) referindo-se à institucionalização: “Nem sempre representará tristeza, desamparo e abandono. Na maior parte das vezes, ainda é o idoso quem decide pela mudança para uma ILPI”.

Segundo Perlini, Leite e Furini (2007), muitas vezes a opção por residir em uma ILPI parte do próprio idoso, ou seja, do desejo da pessoa em encontrar um local no qual tenha atenção, conforto e, especialmente atendimento às suas necessidades básicas, além da possibilidade de não precisar realizar as tarefas domésticas.

5.2.2 Residir em uma geriatria foi idéia de um familiar

A maioria (10) dos idosos entrevistados declarou que a idéia de ir para uma clínica geriátrica, bem como a escolha do local foi feita por seus familiares, sem a participação do principal implicado neste caso: o idoso. Os entrevistados declararam que foram comunicados da decisão dos familiares, mas não tiveram participação neste processo. No entanto, nos relatos dos próprios idosos, fica claro que eles entendem os motivos que levaram os familiares a escolherem o asilamento,e não apresentam ressentimentos com este fato, é o que podemos observar nos seguintes relatos:

Sra. Argentina: “Todos trabalham, e a pessoa que me cuidava saiu, e eles não arrumaram outra pessoa pra me cuidar... E eles resolveram me pôr aqui”.

Sr. Luxemburgo: Meus filhos optaram, meus filhos optaram pra... que eu não podia ficar sozinho, tinha que ir pra um Lar...”

Sra. Cingapura: “A minha sobrinha me trouxe pra cá... A minha sobrinha disse: Vai ser melhor pra senhora. A senhora vai ter amigas”.

Estes dados assemelham-se aos encontrados por Faleiros e Justo (2007) em um estudo que tinha como objetivo investigar como os idosos residentes em uma instituição asilar de São Paulo representavam a si mesmos e o lugar em que viviam. Dos 21 entrevistados neste estudo, apenas 2 disseram que foram para o asilo por vontade própria, sendo que 11, dentre os outros 19 entrevistados que foram encaminhados por outras pessoas, apontaram um familiar como o agente da iniciativa para a institucionalização.

Dentre os idosos que não participaram da decisão, há ainda duas que relataram ter ido contra a própria vontade, levadas por seus familiares, que não lhe ofereceram outra opção e como podemos observar em seus relatos, elas não aceitaram ir para o local e continuam não aceitando mesmo passado alguns anos que estão morando neste local.

Sra. Bélgica: “... Alessandra, não quis e não quero. Não falo porque não adianta...” O irmão levou ela até o local e disse: “Bélgica, você fica aqui no Lar, eu to com setenta e oito anos”.

Sra. Holanda: A filha trouxe ela e disse: “Tu tem que ficar porque aqui tem tudo...” “...Me botaram aqui no inferno...”

Estes trechos acima demonstram que mesmo quando a idéia da institucionalização parte dos familiares, é importante que o idoso participe da decisão e escolha do local onde irá residir, porque o fato de ir contra a própria vontade, sendo a decisão tomada apenas pelos familiares, pode gerar revolta e dificuldade de convivência no local.

No estudo de Pavan, Meneguel e Junges (2008), metade das participantes do grupo por eles estudado afirmou que elas escolheram essa opção e que gostam de viver no asilo, enquanto que as outras foram abandonadas, enganadas com mentiras e/ou falsas promessas de retorno a casa ou ainda internadas à revelia.

Há ainda casos em que o poder de decisão do idoso está comprometido devido a quadros de Alzheimer e demência senil, nestas situações a família é quem decide pelo asilamento como solução para a necessidade de cuidado que este idoso possui. Podemos constatar este fato no relato da enfermeira de uma das instituições – Belize – quando questionada sobre a vinda dos idosos: “A maioria é, tem, ta entrando no quadro de Alzheimer, já são diagnosticados né como Alzheimer, então eles não têm muita... o querer, o poder de escolher, o poder de escolha, eles vêm e gostam...”

5.2.3 Ir para uma geriatria foi uma escolha realizada em conjunto (o idoso junto com seus familiares)

Apenas duas entrevistadas expressaram que a decisão de ida para uma instituição asilar foi realizada em conjunto com seus familiares, como pode se observar na fala da Sra. Colômbia: “Decidimos os três em conjunto, eu e eles os dois, que era melhor pra mim”.

Acredita-se que a melhor forma de escolher o local de moradia do idoso e a modalidade de cuidado seria aquela em que as possibilidades e decisões fossem tomadas em conjunto, isto é, o idoso junto com seus familiares, pois desta maneira ainda estaria preservada a capacidade de decisão e autonomia do idoso. Seria bastante interessante que o

idoso pudesse participar das visitas para conhecer os possíveis locais de sua moradia, e pudesse opinar e escolher dentro das possibilidades dele e da família.

Para Ramos (2002), a capacidade e a possibilidade de ajudar, de participar como sujeito ativo nas interações, podem promover resultados positivos na saúde, principalmente na saúde mental dos idosos.