3.2 Fen Bilimleri Öğretmenlerinin Alan Bilgilerine İlişkin Bulgu ve Yorumlar
3.2.1 Fen Bilimleri Alt Öğrenme Alanları (Fizik, Kimya, Biyoloji, Astronomi ve Yer
Quando questionados a respeito dos motivos que levaram estes idosos e/ou seus familiares a procurarem uma instituição asilar, os principais motivos apontados pelos idosos e funcionários foram: procura de um local para maiores cuidados e/ou tratamento de saúde porque em casa não tinha quem cuidasse; problemas com cuidadores e/ou acompanhantes em casa; e os idosos entrevistados relataram também que a vinda para a instituição está relacionada à procura de um local para não ficar sozinho, para ter companhia, pois em casa não tinham alguém disponível, que pudesse os acompanhar.
5.3.1 Procura de um local para maiores cuidados e/ou tratamento de saúde
Dez idosos e os seis funcionários (todos) entrevistados relataram que a mudança da casa antiga para a geriatria deu-se devido a limitações e problemas de saúde que os idosos estavam apresentando e que a clínica nestes casos seria uma opção de tratamento e cuidado que as famílias não estariam conseguindo realizar. Os motivos pelos quais as famílias não estariam conseguindo cuidar destes idosos seriam vários, entre eles: falta de condições físicas e mentais, a casa não estaria estruturada para uma pessoa dependente, falta de conhecimentos suficientes para prestar cuidados de qualidade, todos na casa trabalham e não teria ninguém disponível para auxiliar o idoso na residência. Podemos constatar isto claramente nos seguintes relatos:
Sra. Bolívia: “... porque aqui eu tinha maiores cuidados, porque ela não podia cuidar, por isso eu vim pra cá.”
Sra. Camboja: “... eu tava com a perna engessada até em cima, me cuida elas não tinham jeito, me tirar de cama pra dar banho não tinha jeito, então vim pra cá porque aqui eles fazem tudo né...”
Belize (enfermeira): “... dependendo da saúde né, dependendo do quadro de saúde da pessoa, é melhor na questão da saúde, as vezes até próprio da saúde do idoso e a família as vezes não tem é estrutura, estudos pra conseguir ajudar o idoso nas dificuldades, eu acho que é isso.”
El Salvador (técnico de enfermagem): “Na verdade, eles vêm pra uma clínica geriátrica porque em casa os familiares em geral estão ocupados e não podem cuidar deles”.
Dados semelhantes foram encontrados por Faleiros e Justo (2007) em sua pesquisa, onde a maior parte dos entrevistados apontou o adoecimento como principal motivo para suas internações em instituições asilares.
Para Ramos (2002) a dependência pode ser problemática porque pessoas idosas não querem causar para outras pessoas uma sensação de carga ou não querem absorver os recursos de alguém.
É esperado que enquanto as pessoas conseguem realizar atividades básicas como caminhar, alimentar-se, tomar banho, entre outras, elas possam viver sozinhas ou com a família, mas sem depender dos cuidados desta. No entanto, os idosos “muito idosos”. principalmente os que apresentam mais de 80 anos, que é o caso da maior parte dos entrevistados neste estudo, comumente apresentam alguma limitação ou dependência física como dificuldade ou impossibilidade para caminhar ou para tomar banho, necessitando de auxílio para essas atividades, muitos apresentam ainda doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou Alzheimer, necessitando de controle medicamentoso e nutricional rigorosos, outros passaram por procedimentos cirúrgicos recentemente, o que requer maiores cuidados. Outro problema bastante comum nesta faixa etária é o risco de queda em decorrência da dificuldade de locomoção e de visão, a queda muitas vezes resulta em fratura já que os ossos ficam mais frágeis com a idade avançada. Em todas essas situações descritas, o idoso necessita de cuidados. Normalmente seria esperado que os filhos, noras, genros e netos provessem estes cuidados, mas nos dias de hoje torna-se difícil devido ao fato de a maior parte das pessoas trabalharem fora de casa e/ou estudarem, agregando diversas atividades e papéis o que dificulta a presença em casa por tempo prolongado. Segundo Espitia e Martins (2006, p. 53):
Mas a realidade nos dias de hoje, no que se refere ao idoso, ainda está distante do ideal. Os relacionamentos afetivos estão cada vez mais complexos e comprometedores com as necessidades individuais de cada um, os cuidadores, que muitas vezes eram mulheres, hoje já não se encontram totalmente disponíveis no domicílio, devido ao aumento considerável da necessidade de trabalhar para ajudar, ou em muitos casos, sustentar seus lares. Muitas vezes o idoso acaba absorvendo diretamente ou indiretamente esta situação, principalmente as decorrentes de ordem financeira e social, pois alguns encontram-se incapacitados para permanecerem sozinhos e necessitam de cuidados especiais e contínuos.
5.3.2 Problemas com cuidadores e/ou acompanhantes em casa
Cinco idosos e dois funcionários apontaram os problemas com cuidadores, acompanhantes ou profissionais de enfermagem contratados para realizar cuidados em casa como motivo para procura por uma instituição para o idoso morar. Entre os problemas com cuidadores domiciliares relatados pelos entrevistados estariam as faltas ao serviço, deixando o
idoso sem atendimento e trazendo transtornos para a família, a dificuldade em encontrar pessoas qualificadas, falta de condições financeiras para pagar um cuidador qualificado, troca freqüente de funcionários, descaso, negligência, entre outros. Isto fica claro nos seguintes trechos:
Sra. Holanda: “... aí eu botei uma empregada, essas que cuidam né pra ficar de noite comigo, aí elas eram duas né, em vez de cuidar de mim, elas ficavam na janela comendo cachorro-quente... aí então não tava dando certo...”
Sra. Suíça: “Ah, tinha de ir no supermercado, um dia vinha uma, no outro dia não vinha, telefonavam na última hora: Ah, não posso vir!”
Nicarágua (gerente de saúde): “... eles tavam nas mãos dos cuidadores que daí faziam o que queriam porque o idoso normalmente tava, não tava tão lúcido, tava atrapalhado, não conseguia administrar os cuidadores, não conseguia administrar as coisas da casa, mais os cuidadores, daí eles acabavam vindo pra o lar...”
El Salvador (técnico de enfermagem): “Além disso, muitas vezes contratam funcionários e o funcionário não sabe lidar com o idoso, troca seguidamente de funcionário. Qual a opção melhor: é colocar na clínica porque sai mais barato...”
Perlini, Leite e Furini (2007) salientam que para o idoso que está sendo cuidado a freqüente mudança de pessoa cuidadora torna-se sofrida, estressante e conturbada. As autoras falam da dificuldade de encontrar cuidadores domiciliares porque esta tarefa exige bom condicionamento físico, paciência e tolerância.
Quando o idoso vai para uma instituição geriátrica, estes problemas referidos pelos pesquisados em parte são solucionados, pois a contratação de funcionários, a realização de compras e organização da casa de maneira geral passam a ser tarefas e responsabilidades da equipe dirigente do local. Além disso, na maior parte das vezes, é mais dispendioso manter cuidadores no domicílio do que pagar a mensalidade de uma ILPI, já que em geral é necessário mais de um profissional em casa para manter cuidado de forma ininterrupta se o idoso apresentar grau elevado de dependência física. Durante o tempo em que trabalhei em clínicas geriátricas ocorreram situações em que o técnico de enfermagem ou cuidador faltavam ao trabalho e rapidamente era chamado outro para substituí-lo naquele turno ou alguém do turno anterior ficava até que chegasse outro profissional, o problema portanto é resolvido pela administração do local, quando isto ocorre com cuidadores domiciliares, o familiar tem que substituir o cuidador.
Nove idosos responderam que mudaram para um lar geriátrico para não ficarem sozinhos, para ter companhia, já que no novo local além dos funcionários, há também outras pessoas com idade e situações atuais de vida semelhantes as suas, propiciando a formação de novas amizades. Como já foi comentado anteriormente, todos os pesquisados estavam sem cônjuge no momento da mudança para uma ILPI.
Sra. França: “... eu vou pra lá porque é melhor pra mim, lá tenho companhia...”
Sra. China: “... vou ficar sozinha de novo em Taquara no meu apartamento? Vou ficar aqui e vou ver se me adapto... Mas eu ainda acho que a melhor vida é aqui, ter alguém perto, ter alguém como companheiro de quarto...”.
Sra. Argentina: “Pelo menos eu não fico sozinha, eu tava com pânico de ficar sozinha”.
Os funcionários comentaram que as instituições são positivas para os idosos no sentido de que nestes locais eles têm mais atenção por parte dos funcionários e outros moradores porque em casa, muitas vezes, a família não tem tempo de ouvir e paciência para estabelecer diálogo com eles, além da possibilidade de convivência com pessoas da mesma idade, com vivências e lembranças em comum.
5.4 O conhecimento prévio da ILPI influenciou na escolha do local para o idoso morar