ÜNSÜZ+ÜNLÜ+ÜNSÜZ+ÜNLÜ+ÜNSÜZ
2.2. Türemiş Sıfatlar
2.4.3. Sıfat-fiil Grubu Biçimindeki Sıfatlar
A definição mais específica e direta da palavra associativismo relaciona- se com a união de empresas ou pessoas com o objetivo de superar dificuldades e gerar benefícios comuns, através da criação de entidades de representação empresarial, associações específicas ou associações de interesse econômico. Numa definição mais ampla, associativismo é qualquer iniciativa formal ou informal que reúne um grupo de empresas ou pessoas com o principal objetivo de superar as dificuldades e gerar benefícios em nível econômico, social ou político (SEBRAE-SP, 1998).
Ainda conforme o SEBRAE-SP (1998), existem duas formas de associativismo:
- De entidades de Representação Empresarial – que são as Associações Comerciais, Industriais e Rurais; as Associações específicas, com fins sociais ou políticos e os Sindicatos.
- De Parcerias ou Associações de Interesse Econômico – praticado por grupos de países, empresas ou pessoas (cooperativas e associações).
Associativismo, de acordo com ALENCAR (1997), refere-se a atividade humana desenvolvida em um grupo social, que é constituído por uma coletividade de indivíduos ligados entre si por uma rede ou sistema de relações sociais. Especificamente em relação às associações de pequenos agricultores, MUENCHEN (1996) define as
mesmas como entidades que agrupam certo número de produtores, com interesses comuns, tendo como finalidade resolver os seus problemas de forma coletiva e com o uso de práticas solidárias. Dentre os objetivos de tais associações, ALENCAR (1997) destaca o de representação dos interesses dos associados, considerado central pelo menos nos estatutos.
3.3.1 Conceito de associação
Legalmente, associação é uma reunião ou o agrupamento de pessoas para a realização e consecução de objetivos comuns (ideais) sem a finalidade lucrativa, sendo dotada de personalidade jurídica (ANEXO A - ROTEIRO PARA CONSTITUIÇÃO E REGISTRO DE ASSOCIAÇÕES / ANEXO B - ASSOCIAÇÕES E O NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO).
Assim, suas características são: reunião de diversas pessoas para a obtenção de um fim ideal, a ausência de finalidade lucrativa e o reconhecimento de sua personalidade por parte da autoridade competente. Quando tenham por objetivo fins humanitários, beneficentes, culturais, literários etc., colimando efetiva e exclusivamente ao bem estar da coletividade, podem ser declaradas de utilidade pública, desde que atendidos os requisitos impostos por lei (MELCHOR, 2001).
Estas associações sem fins lucrativos estão dentro do chamado Terceiro Setor, ou seja, são aquelas que estão fora do Primeiro e do Segundo Setor. O Primeiro Setor é formado por entidades do poder público, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, isto é, o conjunto de entidades que formam o Estado. O Segundo Setor é formado pelas empresas com fins lucrativos, que têm no lucro sua meta principal. Há estimativas de que o Terceiro Setor formal no Brasil é constituído por, aproximadamente, 220.000 organizações, de acordo com as seguintes categorias: Fundação, Organizações Religiosas, Associações, Sindicatos, Federações e Confederações (ROBLES JUNIOR & CAMPOS, 2000).
3.3.2 O associativismo e o meio rural brasileiro
No Brasil, durante o período colonial, já se conheciam formas associativas de organização do trabalho, como é o caso da ajuda mútua, como os
organização conquista cada vez mais uma posição de destaque no campo brasileiro. São as associações de pequenos agricultores (MUENCHEN, 1996).
Essas organizações buscam a cooperação destinando-se a fim de superar a marginalidade em vários planos (econômico, tecnológico, social, etc). As associações de agricultores tem se constituído em uma forma de adequação ao processo de produção cada vez mais competitivo e seletivo.
Neste contexto, foram e estão sendo implantadas inúmeras experiências concretas, dos mais diversos tipos e com os mais variados objetivos. As diferentes organizações de agricultores, segundo RIBEIRO, citado por NEUMANN et al. (2001), podem ser classificadas em duas formas quanto a sua origem: a associações criadas de forma clientelista e paternalista e as associações criadas por iniciativas não- governamentais e autônomas.
O modelo associativo induzido pelo Estado resulta em organizações com duplo sentido: prestação de serviços de promoção humana e social aos moradores da localidade e repasse de recursos oficiais. Nas associações, os pequenos produtores podem ter acesso aos benefícios do Programa de Apoio ao Pequeno Produtor (PAPP) e, via Conselho de Desenvolvimento Rural (CMDR), se habilitam ao financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). Em que pese esse aspecto de subordinação ao Estado, pode-se dizer que, de certo modo, a associação representa um encurtamento da distância dos direitos ou uma possibilidade de representação baseado no estabelecimento de canal de comunicação com o poder político local ou estadual, uma forma de mediação de interesses ainda não absorvida até mesmo pelos pequenos agricultores (COSTA, 2001).
As associações criadas por iniciativas não-governamentais e autônomas são aquelas em que os grupos buscam a participação dos associados ou beneficiários e que tem perspectivas mais amplas que um único projeto ou momento. Possuem, portanto, legitimidade do ponto de vista dos participantes, com características que são independentes do grupo organizado receber apoio de agências de governo ou de outras entidades (RIBEIRO, citado por NEUMANN et al., 2001).
Esse tipo de organização, que busca a participação dos associados ou beneficiários e que tem perspectivas mais amplas que um único projeto, vem sendo pensado desde o final da década de 70 e amadurecendo de forma diferenciada,
dependendo das experiências, oportunidades e assessorias disponíveis. A alta concentração deste tipo de iniciativas no período 80/85, está relacionada com atividades estimuladoras de órgãos do governo (financiamento, planos de desenvolvimento, etc). O outro período marcante na expansão foi em 1988 e está relacionado, em geral, com vitórias de direções sindicais combativas, que tinham como ponto programático fortalecer os grupos de base (RIBEIRO, citado por NEUMANN et al., 2001).
Atenção especial tem sido dispensada às associações, pela sua capacidade de captar e veicular demandas sociais de diferentes segmentos, em diversas situações, admitindo-se que, de acordo com o engajamento desses mediadores sociais, os associados têm assegurado ou não o encaminhamento de suas reivindicações, com possibilidade de fortalecer sua ação política (COSTA, 2001).
As formas de organização têm evoluído rapidamente, procurando aproveitar, quando aparecem, as novas possibilidades de apoio externo, ou tentando trazer soluções a problemas vividos coletivamente. A emergência rápida de uma nova forma de organização – a associação – e os sucessos reais que encontrou não devem esconder, também, desvios possíveis quando existe abuso da barganha por parte dos agricultores como dos poderes públicos (SABOURIN, 2001).