• Sonuç bulunamadı

II. BÖLÜM

2.4. Süleyman Demirel Döneminde (1991-2000) Türkiye Azerbaycan

Com o início da Segunda Guerra Mundial, a VARIG contando unicamente com aviões de origem alemã, começou a sentir dificuldades em importar material aeronáutico de origem germânica. Neste tempo ainda arrendou do Sindicato Condor dois aviões Focke-Wulf Fw-58C, o PP-CBM denominado de “Aquiri” e o PP-CBN com o nome de “Cacuri” que foram produzidos sob licença nas instalações da Aviação Naval da Ponta do Galeão no Rio de Janeiro.

Para repor a perda de seu maior avião Junker Ju-52/3m (Mauá), a VARIG adquiriu um trimotor italiano Fiat G.2, de asa baixa, que originalmente pertencia ao Ministério da Aeronáutica. Esta aeronave de prefixo PP-VAM, tinha o nome de “Jacuí” e podia transportar até 6 passageiros e 2 tripulantes.

Transcorridos alguns meses, no dia 18 de agosto de 1942, a VARIG adquire da Companhia Juta Fabril o bi-plano inglês Dragon Rapide de Havilland DH-89A. Com esta aeronave, expande suas linhas para além das fronteiras do Rio Grande do Sul, inaugurando no dia 5 de agosto de 1942 a primeira linha internacional ligando Porto Alegre à Montevidéu, com a freqüência de dois vôos semanais.

Em abril de 1943 a VARIG recebeu da Defense Supplies Corp. duas aeronaves Lockheed Electra L10E que haviam pertencido anteriormente a Panair do

Brasil. Foi com a compra de aeronave do tipo Electra 10 que a VARIG começou a padronizar de sua frota.

Os Electras 10 foram as primeiras aeronaves de fabricação norte-americana adquiridas pela empresa e dois anos mais tarde ela receberia diretamente dos Estados Unidos outras seis. Foram comprados num total de oito aeronaves, formando a linha de frente da empresa.

Conforme descreve Flores Júnior (1997), esses aviões, conhecidos como “Electrinha”, eram bimotor metálico com capacidade para 10 passageiros e 3 tripulantes. Sua velocidade média era de 250 quilômetros horários. A VARIG possuía duas versões básicas do mesmo avião: 10-A e 10-E.

O serviço de bordo teve início nestas aeronaves e consistia em uma pequena caixa de lanches que era distribuída aos passageiros pelo co-piloto, pois nesta época ainda não existia comissários no quadro funcional da empresa.

Inicialmente, os Electra-10 foram dotados de um radio goniômetro (equipamento de radio navegação que indica a direção da estação terrestre) da marca Telefunken, sendo de uso manual e operado pelo radiotelegrafista de bordo. Algum tempo depois, foram instalados equipamentos de orientação automática denominados ADF – Automatic Direction Finder, semelhantes aos usados ainda hoje na aviação comercial, que na época eram avançados equipamentos de navegação aérea.

Comenta Fay (2001), que o mercado mundial se abria para a indústria aeronáutica em diferentes regiões. Com a retirada dos países derrotados, principalmente dos alemães, os norte-americanos começam a preencher os espaços. O término da Segunda Guerra Mundial, no ano de 1945, ocasionou diversas mudanças nas empresas do mundo todo, incluindo a VARIG.

Tendo como objetivo a expansão das linhas aéreas e equipar a sua frota com aeronaves modernas disponíveis na época, o Brasil tinha uma qualificada infra- estrutura na rota pelo litoral e contava com bons aeroportos em Belém, São Luís, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador, Caravelas, Vitória, Rio de Janeiro, Santa Cruz, Curitiba, Florianópolis, Santa Maria e Gravataí.

Além disso, inúmeras aeronaves de sobra de guerra e peças de reposição de material aeronáutico foram deixadas nas bases do Nordeste, sendo posteriormente vendidas por preços simbólicos para as empresas nacionais, que, a partir de 1945, entraram num período de grande crescimento (Fay, 2001).

O historiador de aviação comercial Dole Anderson (1979) definiu esta como uma fase de “empreendendorismo” na aviação comercial, expressa pela multiplicação das companhias em operação. Este boom foi possível devido à disponibilização em larga escala de recursos técnicos, materiais e humanos, produzidos no esforço de guerra.

De acordo com o “Código Brasileiro do Ar” de 1938 (Decreto-lei 483, 8/6/38), “para efeito da concessão de linha regular de navegação aérea, haverão os requerentes de provar a sua idoneidade moral e a capacidade técnica e financeira, podendo o Governo outorgar ou negar a concessão”. Este era o único critério para a abertura de uma linha aérea no país, não havendo quaisquer considerações acerca da nacionalidade da empresa, por exemplo.

A VARIG iniciou a negociação com o governo norte-americano visando a aquisição de quatro aeronaves Douglas na versão C-47B, que se encontravam estocadas na cidade de Natal. Adquiridos por valores entre US$ 30 e 35 mil, o primeiro C-47 da VARIG chegou a Porto Alegre na segunda semana de dezembro de 1945, entrando em operação dois meses depois. Relata o Cmte. Goetz Herzfeldt, em entrevista contida na obra “VARIG: uma Estrela Brasileira” de Jackson Flores Júnior (1997):

A chegada do C-47 mudou completamente a VARIG. O fim da Segunda Guerra foi excelente para a companhia. Estávamos com equipamentos alemão, italiano e inglês para os quais não conseguíamos peças. Em Natal havia dezenas de aviões como sobra de guerra, e fui com o Ruhl selecionar os aviões que queríamos. O DC-3 fez com que expandíssemos nossas rotas. Com o DC-6, abrimos a linha para Buenos Aires, e já vislumbrávamos um crescimento real.

Em 1947 a VARIG comprou um único monomotor Nooruyn Norseman VJ, utilizado principalmente no transporte de malotes postais. Em 1948, os primeiros Curtiss Comander C-46A/D entravam em serviço em algumas linhas da empresa, pois além de transportarem passageiros em classe de luxo, adaptaram-se perfeitamente ao transporte de cargas, suprindo uma carência existente na companhia. Assim, ela também possuía o menor preço de carga, concorrendo com a Panair e com a Cruzeiro do Sul, que possuíam um equipamento mais moderno. No final da década de 40 eram desativados os dois Junkers F-13. (Pereira, 1987).

O crescente aumento do número de empresas criadas ocasionou o estabelecimento de novas linhas aéreas e o aumento das freqüências das linhas já

existentes. O cenário então estabelecido propiciou uma forte competitividade entre as empresas aéreas estabelecidas, ocasionando também a falência de várias companhias aéreas e, conseqüentemente, em curto prazo, desaquecimento do incipiente mercado (Chant, 1975).

Nos primeiros anos da década de 50 a VARIG expande suas linhas para o interior dos estados de Santa Catarina e Paraná. Em 1951 suas rotas atingem quatorze cidades no Rio Grande do Sul, seis em Santa Catarina, seis no Paraná, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Montevidéu.

3.3.4 O PRIMEIRO AVIÃO A JATO DA VARIG (PROPULSÃO