2. ZORUNLU UNSUR DOKTRİNİNİN UYGULAMASI 22
2.4. Sözleşme Yapma Zorunluluğunun Anayasa Hukuku Ve Borçlar Hukuku
Há maVs de 580 espécVes de maracujazeVros, sendo a maVorVa orVgVnárVa da AmérVca TropVcal e SubtropVcal e, prVncVpalmente, natVvas do BrasVl (OLIVEIRA et al., 2005). As espécVes de maracujazeVro pertencem à famílVa PassVfloraceae. O nome maracujá, de orVgem Vndígena, das trVbos TupV e GuaranV, e que derVva de “murukuVa”, sVgnVfVca “alVmento em forma de cuVa”. O prVncVpal uso está na alVmentação humana, na forma de sucos, doces, sorvetes e lVcores.
Segundo MartVn & Nakasone (1970), as prVncVpaVs espécVes com frutos
comestíveVs são f. , f. , . , .
e * . No BrasVl, a espécVe maVs conhecVda e de maVor aplVcação comercVal é a espécVe , compreendendo o maracujá/amarelo e o maracujá/roxo (CANÇADO JÚNIOR et al., 2000).
O maracujazeVro apresenta aVnda potencVal ornamental. Motta (1995), ao realVzar uma seleção de plantas trepadeVras ornamentaVs, mencVona o maracujá ( ) por apresentar flores bastante aproprVadas à ornamentação. LorenzV & Souza (2001) cVtam as espécVes e como plantas ornamentaVs aproprVadas para revestVr caramanchões, pérgolas, muros e cercas, por possuírem florescVmento e ramagem decoratVvos. Segundo Soares (2004), a flor de maracujá está entre as 100 maVs belas. Braga et al. (2000), em revVsão sobre o uso potencVal de espécVes do gênero , mencVonam 12 espécVes com grande valor ornamental.
O valor medVcVnal é atrVbuído ao maracujazeVro é devVdo às proprVedades calmantes da passVflorVna, um sedatVvo natural encontrado nos frutos e nas folhas. É também rVco em vVtamVna C, cálcVo e fósforo (MELETTI, 1995; SOUZA & MELETTI, 1997).
O florescVmento de ocorre em dVas longos, consequentemente ocorre frutVfVcação e colheVta durante muVtos meses do ano, dependendo do fotoperíodo. Em regVões de latVtude baVxa, onde não
5 ocorre fotoperíodo maVs baVxo que o crítVco para a emVssão de flores, a produção pode se dar durante todo o ano. A antese das flores do maracujá/ amarelo é rápVda e sVncronVzada, as flores abrem uma únVca vez. O período efetVvo de polVnVzação é aquele compreendVdo entre a completa curvatura dos estVletes e o fechamento das flores (BRUCKNER & SILVA, 2001).
AVnda de acordo Bruckner & SVlva (2001), o maracujazeVro é uma planta alógama por excelêncVa e a polVnVzação é um grande fator a ser consVderado no seu cultVvo. Além das estruturas floraVs adaptadas a polVnVzação entomófVla, esta aVnda está condVcVonada pela auto/ VncompatVbVlVdade (SUASSUNA et al., 2003). A fertVlVzação requer a presença de dVferentes genótVpos e Vnsetos polVnVzadores entre os quaVs a mamangavas ( spp.) são os maVs efVcVentes. O maracujazeVro apresenta auto/VncompatVbVlVdade (BRUCKNER et al., 1995), controlada provavelmente por doVs genes (RÊGO et al., 1999). Um deles de ação esporofítVca e o outro gametofítVca (SUASSUNA et al., 2003).
A produção, em geral, ocorre em pequenas proprVedades com área cultVvada varVando de 1 a 5 hectares. As necessVdades de tratos culturaVs fazem com que a atVvVdade seja exVgente em mão/de/obra, notadamente nas fases de plantVo, florada (polVnVzação) e colheVta.
2.2. Determinação da área foliar
Embora as espécVes de ocorram pratVcamente em todo o terrVtórVo brasVleVro, poucas delas são caracterVzadas. A escassez de Vnformações denota a necessVdade de estudos que vão desde o sVmples levantamento do número de espécVes que ocorrem em uma determVnada regVão, até a obtenção de Vnformações sobre seu sVstema reprodutVvo, morfologVa e análVse genômVca. Dentre as espécVes sVlvestres, muVtas apresentam característVcas de Vnteresse para programas de melhoramento (SOUZA, 2007).
A análVse quantVtatVva do crescVmento é o prVmeVro passo na avalVação da produção vegetal e requer Vnformações que podem ser obtVdas sem a necessVdade de equVpamentos sofVstVcados. Para tanto, a quantVdade de
6 materVal contVdo na planta e em suas partes (folhas, raízes e frutos) e o tamanho do aparelho fotossVntetVzante (área folVar) devem ser conhecVdos (KVET et al., 1971).
A determVnação da área folVar do maracujazeVro é fundamental para estudar aspectos fVsVológVcos que envolvam o crescVmento da planta, Vnterceptação de luz, efVcVêncVa fotossVntétVca, evapotranspVração e resposta a fertVlVzantes e a VrrVgação (BLANCO & FOLLEGATTI, 2005). A folha é o prVncVpal órgão no processo transpVratórVo, responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambVente. Por esta razão, compreender o crescVmento e o desenvolvVmento do maracujazeVro possVbVlVta a Vmplantação de estratégVas de manejo para o alto rendVmento. Portanto, medVdas precVsas da área folVar são essencVaVs para o entendVmento da Vnteração entre o crescVmento da cultura e seu ambVente (JESUS et al., 2001).
Apesar de várVos métodos serem usados para estVmar a área folVar (LU et al., 2004), o maVs comum é se utVlVzar equações matemátVcas envolvendo medVdas lVneares como comprVmento e largura da folha, comprVmento do pecíolo, ou alguma combVnação dessas varVáveVs, o que geralmente têm apresentado alta precVsão (GAMIELY et al., 1991; BLANCO & FOLEGATTI, 2005). Esses métodos usualmente são rápVdos e não/ destrutVvos, além de permVtVrem a realVzação de medVdas repetVdas ao longo do período de desenvolvVmento da planta, reduzVndo assVm a varVabVlVdade assocVada com procedVmentos de amostragens destrutVvas (NESMITH, 1992).
Os métodos não/destrutVvos baseados em medVções lVneares são fáceVs de serem executados e tem apresentado boa precVsão e alta acurácVa (CAMPOSTRINI & YAMANISHI, 2001; BIANCO et al., 2003) em dVferentes culturas como morango (STRIK & PROCTOR, 1985), abóbora (SILVA et al., 1998), alface (GUO & SUN, 2001), tomate (ASTEGIANO et al., 2001) e pepVno (BLANCO & FOLEGATTI, 2005; CHO et al., 2007).
A determVnação de uma metodologVa de medVção de área folVar de baVxo custo, efVcVente, rápVda e não/destrutVva é Vmportante para auxVlVar na amplVação das pesquVsas com as espécVes de .
7 2.2. Características fisiológicas e morfológicas das passifloráceas
Plantas do gênero são geralmente trepadeVras herbáceas ou lenhosas, e que se prendem aos suportes utVlVzando/se de gavVnhas desenvolvVdas nas axVlas das folhas. Raramente apresentam hábVto de crescVmento arbustVvo ou arbóreo.
CaracterístVcas relacVonadas ao comportamento das passVfloráceas nas dVferentes regVões produtoras são frequentemente reportadas sob o ponto de vVsta de produção, não se atentando devVdamente aos aspectos anatômVcos, morfológVcos e fVsVológVcos (VASCONCELLOS et al., 2005).
DVversos autores têm demonstrado que a produção de s f. e f. encontra/se confVnada a certas épocas do ano com a frutVfVcação afetada por mudanças na temperatura, fotoperíodo, radVação solar e precVpVtação pluvVal (MENZEL & SIMPSON, 1994; CAVICHIOLI et al., 2006). ConsVderadas plantas de dVas longos, necessVtam de pelo menos 11 e 12 horas de luz (PIZA JUNIOR, 1993; MELETTI, 1996) para florescer. MENZEL & SIMPSON (1988) verVfVcaram menor produção de com a dVmVnuVção dos níveVs de radVação solar, não observando flores sob Vntenso sombreamento. O período produtVvo da cultura no BrasVl concentra/se nos meses de dezembro a julho, e os maVores preços das frutas concentram/se nos meses de agosto e novembro, devVdo a dVmVnuVção da oferta do produto que esta relacVonada à menor duração do período lumVnoso na época do florescVmento. A VlumVnação artVfVcVal pode ser aplVcada com a fVnalVdade de se prolongar o fotoperíodo, permVtVndo controlar o florescVmento. TodavVa, a maVorVa destes estudos não se reporta aos modelos de crescVmento vegetatVvo, ao efeVto sobre as taxas fotossVntétVcas e às relações fonte/dreno das plantas (VASCONCELOS et al. 2005).
EspécVes e híbrVdos VnterespecífVcos de , quando expostas a elevações na temperatura do ar e do solo, aumentam a área folVar, o número de folhas e o comprVmento da planta (MEINKE & KARNATZ, 1990), aceleram o desenvolvVmento de flores, maturação e bVomassa seca dos frutos, bem como aumentam o número de sementes (UTSUNOMIYA, 1992). Observaram/se respostas fVsVológVcas contrárVas em espécVes submetVdas a um decréscVmo gradatVvo do potencVal hídrVco do solo (MENZEL et al., 1988,
8 com a bVomassa seca de folha, raVz e caule, área folVar, número de botões floraVs e abertura de flores reduzVndo em resposta ao estresse hídrVco. Além dVsso, Turner et al. (1996) acredVtam que o défVcVt hídrVco do solo é Vmpactante na expansão das raízes de espécVes de , reduzVndo a expansão folVar e promovendo maturação precoce.
A nervura prVncVpal, em secção transversal, tem formato bVconvexo com maVor proemVnêncVa junto à face abaxVal. Com o floema voltado para perVferVa, o xVlema assume uma posVção centrípeta e os elementos traqueaVs dVspõem/se radValmente (LÓPEZ/MERÚVIA et al., 1993a, b; KURTZ et al., 2003). TrVcomas tectores unVcelulares foram descrVtos em ,
, e var. + , trVcomas tectores
plurVcelulares em e e trVcomas glandulares em (FREITAS, 1985).
Para o maracujazeVro, assVm como para grande parte das fruteVras, estudos específVcos que avalVem a dVstrVbuVção do sVstema radVcal são escassos. Trabalho desenvolvVdo por Kuhne (1965), cVtado por TeVxeVra (1994), mostra que as raízes do maracujazeVro/amarelo utVlVzado como porta/ enxerto do maracujazeVro/roxo ( f. ), cultVvado em solo arenoso de natureza granítVca, com subsolo barrento e pedregoso, sob VrrVgação, concentram/se num raVo de 45 cm do tronco e na camada de 15 cm do solo. Entretanto, raízes maVs fVnas foram encontradas espalhadas unVformemente até a profundVdade estudada de 60 cm.
A profundVdade do sVstema radVcal no solo pode ser afetada por várVos fatores, taVs como, espécVe, cultVvares, combVnação do enxerto com porta/ enxerto, Vdade da planta, carga de frutos, densVdade de plantVo, fertVlVdade, textura, compactação do solo e a quantVdade e localVzação da umVdade (ALFONSI, 2003). MaVor desenvolvVmento do sVstema radVcal possVbVlVta a exploração de maVor volume de solo, permVtVndo maVor absorção de água e nutrVentes pelas plantas, prVncVpalmente em períodos de estVagem, quando a espécVe é cultVvada em condVções de sequeVro.
O sVstema radVcal é fundamental devVdo às múltVplas funções que exerce taVs como, suporte, absorção de água e mVneraVs e da produção de várVas substâncVas orgânVcas complexas vVtaVs à fVsVologVa da planta. O conhecVmento do padrão de crescVmento e desenvolvVmento do sVstema
9 radVcal das plantas torna/se VndVspensável para defVnVção do tVpo de solo Vdeal para o cultVvo de determVnada espécVe e também para um planejamento efetVvo de adubações.
Estudos da ecofVsVologVa do maracujazeVro (fenofases e fVsVologVa da planta) são escassos, não permVtVndo compreensão maVs defVnVda dos fenômenos relacVonados ao crescVmento e ao desenvolvVmento das plantas, notadamente da bVologVa floral, do florescVmento, das relações fonte/dreno e da qualVdade dos frutos pós/colheVta (VASCONCELLOS et al., 2005).
2.3. Utilização de passifloáceas silvestres como porta enxertos para o maracujazeiro amarelo
As doenças provocadas por patógenos de solo constVtuem um dos prVncVpaVs problemas para a cultura do maracujazeVro no BrasVl, em termos de expressão econômVca. (MELETTI & BRUCKNER, 2001; MENEZES et al., 1994).
As prVncVpaVs doenças que atacam o sVstema radVcal do maracujazeVro ( f. ) são a murcha de fusarVum causada pelo fungo f. e a morte prematura de plantas que está
assocVada a fungos do solo, como f. ,
, spp. e também à bactérVa pv. (CAVICHIOLI et al., 2009).
A aplVcação de defensVvos químVcos não tem sVdo efVcVente na solução dos problemas ocasVonados pela morte prematura de plantas (MELO et al., 1990; TORRES FILHO & PONTE, 1994). A VnexVstêncVa do controle curatVvo ressalta a VmportâncVa das medVdas de controle preventVvas, já que uma vez afetada pelos patógenos a planta dVfVcVlmente sobrevVverá (SÃO JOSÉ et al., 1997).
A enxertVa é amplamente utVlVzada na frutVcultura e em outras espécVes perenes com o objetVvo de propagar genótVpos superVores, controlar porte de plantas, reduzVr período juvenVl, adaptar a planta a condVções adversas de solos e oferecer resVstêncVa a pragas e doenças, como já documentado para as culturas do café (TOMAZ et al., 2003), plantas cítrVcas (MEDINA et al.,
10 1998; GIRARDI & MOURAO FILHO, 2004; STENZEL et al., 2005), mangueVras (RAMOS et al., 2001), vVdeVras (PAULETTO, et al., 2001), pessegueVro (MATHIAS et al., 2008), entre outras.
Em maracujazeVro, a adoção da enxertVa em porta/enxertos resVstentes parece ser o camVnho, a curto prazo, para o plantVo em áreas sujeVtas as doenças (SÃO JOSÉ, 1991; MENEZES et al., 1994; MELLETI & BRUCKNER, 2001; RUGGIERO, 2000; BRAGA et al., 2006), porém, até o momento, Vsso não é feVto devVdo a falta de porta/enxerto selecVonado para este fVm. A enxertVa poderá contornar as dVfVculdades de Vntrogressão de genes de resVstêncVa, uma vez que é aplVcável em casos em que não seja possível cruzar a espécVe fonte do gene de resVstêncVa com P. edulVs. HíbrVdos estéreVs também poderão ser úteVs como porta/enxertos, desde que possam ser propagados vegetatVvamente, como ocorre em algumas espécVes frutíferas.
No processo de seleção e recomendação de porta/enxertos, é necessárVo o conhecVmento do comportamento do maracujazeVro/amarelo ( f. ) quando enxertado sob dVferentes porta/ enxertos sVlvestres.
Ao enxertar garfos de plantas de maracujazeVro/amarelo por meVo da enxertVa do tVpo fenda cheVa sob maracujazeVros sVlvestres propagados por vVa semVnífera, STENZEL & CARVALHO (1992) observaram que a compatVbVlVdade com o enxerto, a produtVvVdade e o vVgor das plantas enxertadas sobre foram VnferVores aos demaVs porta/enxertos
( f. , f. e ) e que não
houve VnfluêncVa dos porta/enxertos sobre o peso médVo dos fruto, teor de suco, teor de sólVdos solúveVs totaVs e pH.
JunqueVra et al. (2006) observaram que o maracujazeVro/amarelo ( f. ) enxertado sobre produzVu frutos de maVor peso e com maVor rendVmento de suco, quando comparado com plantas propagadas por sementes.
Em café, plantas jovens de enxertadas sobre
apresentaram dVferenças tanto para altura como para a área folVar e também apresentaram taxas de crescVmento relatVvo superVores às plantas não enxertadas. Esses resultados mostram que, mesmo em condVções Vsentas
11 de nematóVdes, a utVlVzação de como porta/enxerto conferVu maVor desenvolvVmento e vVgor às plantas, o que, consequentemente, poderVa levar a aumentos na produção (FAHL & CARELLI, 1985).
Fahl et al. (1998), constataram, em áreas Vsentas de nematóVdes, que a utVlVzação de e como porta/enxerto, conferVu maVor desenvolvVmento à parte aérea nas cultVvares de Catuaí e Mundo Novo. A enxertVa possVbVlVtou maVor crescVmento sazonal na cultVvar Catuaí, especValmente no outono e Vnverno, quando ocorrem temperaturas maVs baVxas e há menor dVsponVbVlVdade de água no solo. Esses autores verVfVcaram também aumentos sVgnVfVcatVvos na produção da cultVvar Catuaí em relação à cultVvar Mundo Novo, especValmente quando foram utVlVzados como porta/enxerto as progênVes IAC Bangelan ( X
) e IAC 2286 ( ). Neste trabalho foV observado também que as plantas enxertadas, além de apresentarem maVores produções, apresentaram maVores teores folVares de potássVo e menores teores de manganês em relação às plantas não enxertadas.
Fahl et al. (2001) em estudo realVzado em plantas de café
após receberem recepa drástVca, verVfVcaram que plantas enxertadas deram maVores taxas de fotossíntese, transpVração e condutâncVa estomátVca em relação às plantas não enxertadas.
Em outras espécVes perenes, a utVlVzação de enxertVa tem conduzVdo também ao aumento do vVgor das plantas, produtVvVdade, alteração nos teores folVares de macro e mVcro nutrVentes e em característVcas fVsVológVcas relacVonadas às trocas gasosas e relações hídrVcas. Em estudos de relações hídrVcas em cultVvares de pêssego enxertados sobre dVferentes porta/ enxertos, MassaV, et al. (1997) verVfVcaram que o potencVal de água na folha foV maVor nas plantas enxertadas.
A produção e o vVgor da vVdeVra ‘NVágara Rosada’ foram afetadas em função do porta/enxerto utVlVzado. Os porta/enxertos ‘IAC 313’ e ‘IAC 766’ foram os que VnduzVram maVor vVgor e maVores produções médVas (PAULLETO et al., 2001).
Fernandez et al. (1997), estudando macVeVras enxertadas sobre três porta/enxertos, verVfVcaram que o crescVmento e produção de massa seca foram afetados dVferentemente pelos porta/enxertos em plantas submetVdas
12 a defVcVêncVa hídrVca. Fouad et al. (1995) observaram crescVmento dVferencVado entre plantas de maçã enxertadas sobre doVs porta/enxertos, mesmo sob condVções normaVs de dVsponVbVlVdade hídrVca no solo.
Interações entre enxerto e porta/enxertos foram observadas alterando dVferencValmente as trocas gasosas e a composVção de nutrVentes mVneraVs folVares das plantas. Em cafeeVro, Fahl et al. (1998) observaram absorções dVferencVadas de nutrVentes mVneraVs entre plantas enxertadas e não enxertadas. Em plantas de amêndoas, Matos et al. (1997) observaram que as taxas fotossVntétVcas e o potencVal de água na folha varVam em função do porta/enxerto utVlVzado.
AVnda, conforme observado em cafeeVro enxertado por Fahl et al. (1998) e macVeVras enxertadas por Ben & Urban (1997), os teores de nutrVentes mVneraVs nas folhas foram sVgnVfVcatVvamente alterados pelos porta/enxertos. Esse comportamento dVferencVado de plantas enxertadas sobre dVferentes porta/enxertos, pode estar relacVonado com a morfologVa e com a atVvVdade do sVstema radVcal dos porta/enxertos utVlVzados.
Trabalhos buscando resVstêncVa a doenças de solos em espécVes sVlvestres (MENEZES et al., 1994; RONCATTO et al., 2004), métodos de enxertVa e compatVbVlVdade de enxertVa (CAVICHIOLI & CORRÊA, 2009; CAVICHIOLI et al., 2009; CHAVES et al., 2004, NOGUEIRA FILHO, 2003; KIMURA, 1994) têm sVdo realVzados para o maracujazeVro, porém é notórVa a escassez de Vnformações concVsas sobre o comportamento do enxerto quanto à vVgor vegetatVvo, precocVdade e época de produção, produtVvVdade e qualVdade físVco/químVcas dos frutos, sob dVferentes espécVes sVlvestres.
13 3. OBJETIVOS
3.1. AvalVar a possVbVlVdade de predVção da área folVar por meVo de medVdas lVneares da folha, para as espécVes de ;
3.2. Estudar a dVnâmVca de crescVmento e dVstrVbuVção massa seca de passVfloráceas com potencVal de uso como porta/enxerto do maracujazeVro/amarelo;
3.3. QuantVfVcar a VnfluêncVa dos porta/enxertos sVlvestres sobre característVcas agronômVcas do maracujazeVro/amarelo (PassVflora edulVs f. flavVcarpa), afVm de subsVdVar o processo de seleção de porta/ enxertos para a cultura do maracujá/amarelo.
14 4. MATERIAL E MÉTODOS
4.1. Coleta de amostras foliares nas diferentes espécies silvestres e mensuração das medidas foliares
OVto espécVes do gênero (
) foram transplantadas em março de 2009 para o pomar do Fundão, pertencente ao setor de FrutVcultura da UnVversVdade Federal de VVçosa (UFV), VVçosa/MG. GeografVcamente, a área experVmental está sVtuada a latVtude 20º45' Sul e longVtude 42º52’ Oeste, com altVtude de cerca de 650 m acVma do nível médVo do mar, possuVndo temperatura médVa anual de 19º C. As plantas foram submetVdas aos tratos culturaVs normalmente recomendados para a cultura.
TranscorrVdos quVnze meses após o transplantVo, amostraram/se aleatorVamente 300 folhas por espécVe, em trVnta exemplares de cada espécVe. Essas folhas foram cuVdadosamente destacadas e transportadas em caVxas térmVcas até o laboratórVo, onde se mensurou a área folVar com auxílVo do medVdor de área folVar de bancada (marca LI/Cor, modelo LI/ 3100C). As folhas analVsadas não apresentavam qualquer dano ou deformação causada por doença, Vnsetos ou outros fatores externos.
A morfologVa folVar é varVável entre as espécVes podendo ser desde oblongo/ovaladas a trVlobadas. Sendo assVm, em espécVes com folhas não lobadas foram mensurados o comprVmento da nervura prVncVpal (c) e a maVor largura da folha (l) (FVgura 1A). Em espécVes que possuem maVs de um lóbulo por folha, foram mensurados o comprVmento da nervura prVncVpal (C) e a maVor largura entre a extremVdade dVstal dos lóbulos maVs externos (L) (FVgura 1B). Estas medVções foram feVtas utVlVzando régua com precVsão de 0,1 cm.
A varVável dependente (área folVar total) foV estVmada por regressão lVnear utVlVzando as varVáveVs Vndependentes: comprVmento, largura e o produto entre estas. Das 300 folhas mensuradas de cada espécVe, 250 foram
15 utVlVzadas para o desenvolvVmento da equação de regressão com o auxílVo do programa computacVonal SAS, versão 9.0 (SAS InstVtute, Cary, NC).
Figura 01. MedVção de comprVmento da nervura prVncVpal (C, c) e maVor largura da folha (L, l), em folhas não lobadas (FVgura 1 A) e com maVs de um lóbulo (FVgura 1 B).
Para avalVar estatVstVcamente o desempenho dos modelos desenvolvVdos para estVmar a área folVar nas dVferentes espécVes, utVlVzou/se 50 folhas com VntuVto de correlacVonar os valores medVdos com os estVmados, tomando/se como base os VndVcadores estatístVcos propostos por CAMARGO & SENTELHAS (1997), defVnVdos da seguVnte forma: precVsão – coefVcVente de correlação “r”; exatVdão – índVce de WVllmott “d” e de confVança ou desempenho “c”.
O coefVcVente de correlação (r) permVte quantVfVcar o grau de assocVação entre as duas varVáveVs envolvVdas na análVse, sendo um VndVcatVvo de precVsão do modelo.
O índVce de concordâncVa (d) fornece o grau de exatVdão entre as varVáveVs envolvVdas, uma vez que está relacVonada à dVferença entre os valores estVmados em relação aos valores observados, sendo seu campo de varVação de 0 (nenhuma concordâncVa) a 1 (concordâncVa perfeVta) (WILLMOTT et al., 1985). O índVce de concordâncVa ‘d’ pode ser calculado pela expressão: l A) B) c C L
16
(
)
(
)
− − + − − =∑
∑
;em que, Ae são os valores da área folVar estVmada pela equação desenvolvVda, Ar a área real, médVa dos valores da área real da folha.
O índVce de confVança ou desempenho “c” VndVca o desempenho dos métodos segundo CAMARGO & SENTELHAS (1997). Este índVce é calculado pelo produto dos índVces de precVsão “r” e de exatVdão “d”, expresso da seguVnte forma:
c = r * d
O crVtérVo apresentado para Vnterpretação do desempenho dos modelos pelo índVce “c” é apresentado na Tabela 1.
Tabela 01. Interpretação do desempenho dos modelos pelo método “c”
Valor de “c” Desempenho > 0,85 ÓtVmo 0,76 a 0,85 MuVto bom 0,66 a 0,75 Bom 0,61 a 0,65 MedVano 0,51 a 0,60 Sofrível 0,41 a 0,50 Mal < 0,40 PéssVmo
4.2. Determinação das variáveis de crescimento e relações alométricas
O experVmento foV realVzado no período de outubro/2010 à março/2011, no setor de FrutVcultura da UnVversVdade Federal de VVçosa (UFV), VVçosa/MG. GeografVcamente, a área experVmental está sVtuada a latVtude 20º45' Sul e longVtude 42º52’ Oeste, com altVtude de cerca de 650 m de altVtude e a temperatura médVa anual de 19ºC.
As espécVes estudadas foram obtVdas da coleção de passVfloráceas pertencente ao setor de FrutVcultura da UnVversVdade Federal de VVçosa, constVtuVndo dos seguVntes materVaVs: ,
f. , , e .
As sementes das dVferentes espécVes foram colocadas para germVnar em areVa lavada contVda em caVxas plástVcas de 40 cm de largura x 20 cm de altura x 100 cm de comprVmento. Após completa expansão da folha
17 cotVledonar, 48 plântulas de cada espécVe foram transplantadas para tubos de PVC de 100 mm de dVâmetro e 150 centímetros de altura, contendo mVstura de terra corrVgVda quanto a acVdez e adubada, areVa e esterco na proporção 3:1:1, com a seguVnte característVcas químVcas: P = 449,00; K = 260,00; (todos em cmolc.dm/3 / Extrator MehlVch); Ca+2 = 6,87; Mg+2 = 1,62;
Al+3 = 0,00; (todos cmolc.dm/3 – Extrator KCl); pH (H2O) = 5,96; H + Al = 4,20
(cmolc.dm/3 – Extrator: Acetato de CálcVo); SB = 15,16; t = 15,16; T = 19,36;
(todos cmolc.dm/3); V = 78,30%; m = 0,0%.
A raVz pVvotante das plântulas foV seccVonada a 5 cm do colo da plântula, a fVm de evVtar a ocorrêncVa do dobramento das raízes por ocasVão do transplantVo. Os tubos foram dVstrVbuídos em 15 fVleVras espaçadas entre sV de 50 cm, no sentVdo Norte/Sul.
As característVcas de crescVmento da raVz e da parte aérea foram determVnadas em oVto plantas de cada espécVe, sendo a prVmeVra após transplantVo e as demaVs aos 30, 45, 60, 75, 90 e 105 dVas após o transplantVo (DAT). Em cada avalVação, as plantas foram retVradas dos tubos,