1.2.3. Öğrenme ve Bireysel Farklılıklar
1.2.4.1. Çoklu Zeka Alanları ve Özellikler
1.2.4.1.1. Sözel / Dilsel Zeka
Segundo Halliday e Matthiessen (2004, p. 437-438), há uma função das orações encaixadas, em que não há nenhum nome núcleo (assim a própria oração encaixada funciona
como ‘núcleo’), a oração encaixada é a nominalização do processo. Tal oração é o nome de uma ação, evento ou outro fenômeno. Ela representa um macrofenômeno que pode ser denominado um ato que ocorre em um ambiente mental e, portanto, é aceitável tratá-las como elaborações.
Veja-se o exemplo seguinte:
(69) Nakisha Johnson, 17, disse que ela viu um jovem abrir fogo depois que uma discussão entre jovens tornou-se violenta.24
Este exemplo de discurso relatado mostra uma oração encaixada constituída pelo verbo de processo verbal disse. Relacionando essa oração encaixada ao estudo das estruturas que configuram o discurso relatado, podem-se apresentar exemplos de orações encaixadas que se constituem por meio de verbos de processo mental, nas composições científicas:
(70) Fávero (1992), por exemplo, adotando a perspectiva funcionalista no que se refere à integração dos componentes sintático, semântico e pragmático na análise dos enunciados, considera que a dificuldade encontrada pelos professores na explicação das diferenças entre coordenação e subordinação é decorrente do fato de eles adotarem critérios puramente sintáticos. (22, TD, UNESP, 2002 - 66)
(71) Liberato (2001), ao estudar a estrutura do SN em português, conclui que o artigo definido não é marca de identificabilidade de um SN e, consequentemente, podemos ter SN’s definidos de referentes não identificáveis e SN’s indefinidos de referentes identificáveis. (116, TD, UFRJ, 2009 - 122)
Em termos de realização estrutural, os exemplos acima (70) e (71) se assemelham por serem constituídos na ordem dos complexos oracionais e por se configurarem em estruturas que podem ser consideradas típicas de discurso relatado. Pode-se dizer que esses complexos oracionais, segundo Halliday e Matthiessen (2004), representam os processos mentais cognitivos que permitem a criação de ideias. Essas ideias podem ser retomadas como os fenômenos, isto é, como os fatos criados por processos mentais. Tratando-se, como nesses exemplos, de verbos que permitem processos mentais cognitivos, o que ocorre não é a retomada de um fenômeno experienciado, mas a própria criação deste metafenômeno, que é trazido pelo autor/falante como algo pensado.
Essas ocorrências de projeção servem para a identificação do recurso gramatical que realiza as opções semânticas do sistema de projeção. O que caracteriza o sistema semântico de
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Nakisha Johnson, 17, said she saw one young man open fire after a feud between youths became violent. (HALLIDAY; MATTHIESSEN, 2004, p. 439) (Tradução nossa)
projeção, de acordo com Halliday e Matthiessen (1999, p. 108), é sua função de projetar eventos semióticos, isto é, eventos que se constituem enquanto fenômenos já anteriormente interpretados linguisticamente, isto é, como metafenômenos.
Este processo é tratado como a projeção ou a ideia de um fenômeno – um metafenômeno, que segundo Halliday e Matthiessen (2004, p. 441), é uma ordem diferente de realidade – porque não podemos ver um evento passado. Podemos ver apenas as circunstâncias ou situações resultantes daquele evento, mas o evento passado, ele próprio, somente pode ser tratado como uma projeção. No presente, ambos são possíveis, mas o significado é diferente. Se a ação ver é compreender, ou o que é visto é um relato na escrita, então o relacionamento deve ser de projeção. Assim, metafenômenos – as projeções – podem ser associados somente com certos tipos de processos, principalmente de dizer e de sentir e, em certas circunstâncias, de ser.
Considerando-se a noção de projeção, que é o relacionamento lógico semântico em que a oração vem a funcionar não como uma representação direta da experiência (não linguística), mas como uma representação de uma representação (linguística), pode-se dizer que esses eventos semióticos se prestam a diferentes propósitos ou intenções, como pode ser observado nos seguintes exemplos de discurso relatado:
(72) Bernárdez (1995) sugere que se deve estabelecer uma nova teoria da linguagem: propõe a noção de texto como sistema complexo, aberto e dinâmico, já que o texto é a linguagem em uso, e a linguagem não é um estado, e sim um processo contínuo. (292, DM, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 2008 - 25) (73) Freitas (1995), ao trabalhar com a interface prosódia / sintaxe, entre outros tipos de cláusulas, analisou o papel do nível suprassegmental nas relativas restritivas e não restritivas e concluiu que os informantes tiveram mais dificuldade para produzir distintivamente essas sentenças do que as coordenadas causais e explicativas. (112, TD, ESACS, UFRJ, 2009 - 113)
Esses exemplos de discurso relatado têm a propriedade de indicar usos prototípicos da projeção que, conforme Halliday e Matthiessen (2004, p. 443), podem permitir:
(i) a representação do ponto de vista do cientista (a via que podemos dizer que estabelece a variável crítica);
(ii) atribuição de fonte em novos relatos (a dinâmica mobilidade no fluxo do texto em que cada figura ou evento lingüístico cria um contexto para o próximo) e
(iii) a interligação estrutural, a partir do modo como o discurso relatado está linguisticamente construído e das sinalizações que oferece, permitindo a mobilização do contexto, procedendo à construção da unidade dos sentidos. Esses usos são realizados no discurso relatado por recursos lexicogramaticais que fazem, no estrato semântico, as distinções sistêmicas entre ideia e locução.
O contraste entre ideia e locução refere-se ao nível de projeção e mesmo que as idéias e as locuções se constituam em realizações semióticas (HALLIDAY; MATTHIESSEN, 1999), a projeção de uma locução se dá a partir de um conteúdo fraseado ou gramaticalizado e expresso no mundo físico, dessa maneira, possui uma existência material, e por isso, pode ser direcionada a um receptor. Assim, o nível de realização de uma locução é o lexicogramatical, pois se compõe de um conteúdo fraseado. Entretanto, a projeção de ideias se origina de um conteúdo interior à consciência do indivíduo, não sendo constituída a partir de um fraseado com evidência no mundo físico. Por essa razão, a projeção de ideias é considerada como realizada com origem no estrato semântico, sendo projetada como um significado.
Outra distinção sistêmica que pode ser considerada, segundo Halliday e Matthiessen (2004, p. 443), é a diferença entre relato e citação. Essa distinção, já referida anteriormente, e considerada fundamental para esse estudo do discurso relatado, é, por isso, repetida: A citação se refere ao modo de projeção, em que a projeção combina com o mesmo conjunto de interdependências como as duas relações de interdependência de parataxe e hipotaxe e a constituência da relação de encaixamento. Entretanto, Halliday e Matthiessen (2004, p. 443) observa que há outro ambiente em que as orações projetadas podem ocorrer que é o de encaixamento, e esse modo de projeção por encaixamento permite que a oração projetada seja parte constituinte, estrutural daquela que a projeta. Assim, podemos dizer que é no modo de projeção por encaixamento que se realiza o discurso relatado de composições científicas.
Assim, a oração complexa, em sua propriedade de constituir-se gramaticalmente intricada pelas redes de relações e densidade lexical, é realizada como uma estrutura: é uma configuração de componentes semânticos, gerando um diferente tipo de mecanismo estrutural como seu output – o discurso relatado e suas significações e ressignificações.