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Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar: Çoklu zeka kuramının uygulandığı deney grubuyla, geleneksel yöntemin uygulandığı kontrol grubunun son

2. İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

3.4. Verilerin Analiz

4.1.4. Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar: Çoklu zeka kuramının uygulandığı deney grubuyla, geleneksel yöntemin uygulandığı kontrol grubunun son

Neste estudo sobre o discurso relatado, pode-se considerar o encaixamento em orações complexas, e apresentar as investigações de Eggins (2004, p. 133), que mostra que muitas abordagens gramaticais tratam certos tipos de sentenças relacionadas em (82) como envolvendo estruturas encaixadas:

(82) (i) O departamento acredita que os estudantes têm direitos e responsabilidades.25

(ii) O examinador disse que o candidato deve passar.26

(iii) Você será avisado de seus resultados quando os relatos do examinador forem recebidos.27

Muitas abordagens, segundo a autora, descrevem as orações que em (i) e em (ii) como orações encaixadas, enquanto em (iii) a oração introduzida por quando pode ser descrita como uma oração adverbial. As orações (i), (ii) e (iii) são exemplos de orações complexas: elas envolvem duas orações e cada oração tem sua própria estrutura interna de constituinte. Em (i) e (ii), as duas orações estão em um relacionamento denominado projeção (HALLIDAY; MATTHIESSEN, 2004, p. 441), por meio do qual um processo de ação mental ou verbal pode ter uma oração ligada que ou relata indiretamente a fala ou os pensamentos de alguém ou cita diretamente a fala ou os pensamentos de alguém. Em (iii), o relacionamento entre as duas orações é de realce, por meio do qual a segunda oração expande o significado da primeira, por contribuir com alguma informação circunstancial relevante para o sentido dela.

Seguindo a análise sistêmica, a autora argumenta que as orações complexas (i) e (ii) são unidades gramaticais e semânticas em tais sequências (e a sequência pode ser de qualquer número de orações, ligadas em certos modos sistemáticos e significativos) estão em um relacionamento de constituência (uma oração é parte de outra oração). Essas orações estão em um relacionamento lógico: cada oração está em um relacionamento de interdependência de

25

(i) The department believes that students have rights and responsibilities. (EGGINS, 2004, p. 133) (Tradução nossa)

26

(ii) The Examiner said that the candidate should pass. (EGGINS, 2004, p. 133) (Tradução nossa)

27

(iii) You will be advise of your results when the Examiner’s reports have been received. (EGGINS, 2004, p. 133) (Tradução nossa)

uma com a outra. Assim, um agrupamento sistêmico dessas orações complexas trata cada uma dessas orações como uma estrutura separada, como nos exemplos seguintes:

(83) (i) O departamento acredita / que os estudantes têm direitos e responsabilidades.28

(ii) O examinador disse / que os candidatos devem passar.29

(iii) Você será avisado / de seus resultados quando os relatos do examinador forem recebidos.30

As conclusões de Eggins (2004) interessam aos estudos sobre o discurso relatado, devido às afirmações sobre as orações complexas. As orações complexas são consideradas unidades gramaticais e semânticas em sequências formadas de qualquer número de orações, ligadas em modos sistemáticos e significativos, por meio de uma relação de constituência de encaixamento. E, dessa maneira, podemos dizer que há uma relação lógico-semântica de interdependência entre as orações, pois uma oração exerce uma função argumental na estrutura da outra e, assim, é parte constituinte dessa oração.

Segundo Eggins (2004, p. 3), embora a Gramática Sistêmico-Funcional trate com a organização estrutural, o interesse é, fundamentalmente, pelos significados da linguagem em uso nos processos textuais. Assim, as principais afirmações teóricas sobre a linguagem são a sua função de fazer significados, que são influenciados pelo contexto sócio-cultural em que são trocados e o processo de uso da linguagem ser um processo semiótico, um processo de fazer significados por escolhas.

Considerando-se que há um amplo alcance de possíveis relacionamentos que podem ser assinalados entre as orações, podem-se apresentar as investigações de Thompson (2004, p. 200), que faz a afirmação de que, na expansão, uma oração expande o significado de outra em vários modos e apresenta o exemplo (84), abaixo, em que a primeira oração acrescenta uma especificação que relaciona a locação de tempo do processo, na segunda oração, que é dominante:

(84) Quando você dorme, todos os músculos da boca relaxam.31

28

The department believes // that students have rights and responsabilities. (EGGINS, 2004, p. 133) (Tradução nossa)

29

The Examiner said // the candidate should pass. (EGGINS, 2004, p. 133) (Tradução nossa)

30

You will be advised of your results when the Examiner’s reports have been received. (EGGINS, 2004, p. 133) (Tradução nossa)

31

Também, Thompson (2004) faz a afirmação de que, na projeção, o relacionamento é conceitualmente mais complexo: uma oração projeta outra no sentido de que ela indica que a outra oração é um segundo uso da linguagem. Isto é, nos casos prototípicos, o que é dito na oração projetada já foi dito anteriormente. Esses tipos de relacionamentos podem ser aplicados para orações encaixadas.

No relato, segundo Thompson (2004, p. 207), projeta-se o significado do evento linguístico original, porque um relato é mais completamente incorporado na própria mensagem e há um maior grau de adequação à oração que projeta: as escolhas de modo verbal refletem o contexto presente e o propósito, como fazem os itens de referência, havendo, ainda, consistência de registro e dialeto. Assim, traços da interação face a face, no evento de linguagem original, como: ‘Sim!’ e exclamações: ‘Oh!’, não são normalmente usados. Ainda, as escolhas de modo verbal do original, que eram possivelmente interrogativas e imperativas, não são reproduzidas – diferentemente dos falantes originais, o narrador ou o autor não está perguntando ou ordenando, mas afirmando e, portanto, a escolha de modo verbal é declarativo. Similarmente, nas orações finitas, no exemplo (85) que segue, as escolhas de tempo são feitas em relação ao contexto do relato, não do evento de fala original:

(85) Ele falou-me / para dar a você as seguintes instruções.32

Relatam-se também pensamentos, segundo Thompson (2004), e, convenientemente, distinguem-se as locuções (eventos verbais projetados) e as ideias (eventos mentais projetados). Tratando-se de idéias, não há nenhum esquema de linguagem para reapresentá-lo, pois o pensamento está na mente de alguém. Entretanto, o elo entre pensamento e linguagem é inerentemente tão forte que a mesma relação de projeção é usada. Mesmo se o pensamento foi ou não de fato formulado, parcialmente ou inteiramente em palavras, o modo que se pode falar sobre ele o constrói em termos de palavras. Assim, desde que não há palavras originais, a norma para projetar pensamentos é por meio de relatos. De qualquer modo, as escolhas de expressões que se abrem constroem o ato mental de significado em termos de projeção, isto é, em termos de fenômeno da linguagem.

Ainda considerando-se o fato de que as projeções podem ser encaixadas, Thompson (2004, p. 208) apresenta a discussão de tipos centrais de projeção, mas, segundo ele, há muitos outros. Por exemplo, há muitos tipos de relatos combinados, em que uma citação aparece como parte de um relato:

32

(86) Ele admitiu / que ele adotou o nome simplesmente / ‘porque ele ocorreu para mim naquele momento’.33

Pode-se observar que os estudos de Thompson (2004) estão relacionados às afirmações de Halliday e Matthiessen (2004). Esses estudos são importantes para as investigações sobre o discurso relatado, porque permitem observar alguma diferença entre orações complexas que apresentam relacionamento lógico-semântico de expansão e projeção. Assim, no exemplo (84) acima, mostra a oração de expansão e faz a afirmação de que, na expansão, uma oração expande o significado de outra em vários modos e, nesse exemplo, pode-se perceber que a primeira oração: Quando você dorme acrescenta especificação relacionando a locação em tempo do processo na segunda: todos os músculos da boca relaxam; e mostra a relação de interdependência em que a primeira oração é dependente e a segunda é dominante. Considera o fato de que projeções podem ser encaixadas e há muitos tipos de relatos combinados, em que uma citação aparece como parte de um relato. Desse modo, considerando-se o exemplo (86), acima, que é um relato combinado, a oração que ele adotou o nome simplesmente ‘porque ele ocorreu para mim naquele momento’, é parte do relato (a oração que projeta) Ele admitiu.

Pode-se dizer, ainda, que alguns processos de organização dos enunciados foram postos sob observação em investigações, segundo Neves (2002), entre eles a construção de orações complexas. Considerando o relacionamento entre orações, Neves (2002, p. 151-253) destaca as relações de encaixamento como aquelas em que uma oração matriz tem um de seus argumentos representado por outra oração (oração completiva). As orações completivas podem constituir predicações (estado de coisas) encaixadas, no exemplo, (87) a seguir, e proposições (fatos possíveis) encaixadas, no exemplo, (88) que também segue:

(87) Até cego vê que a cidade está suja. (FSP) (NEVES, 2002, p. 253).

(88) É só ler as entrevistas dos nossos heróis para ver que nada melhor para substituir um surfista que outro surfista. (FSP) (NEVES, 2002, p. 253).

Pode-se dizer que esses exemplos (87) e (88), aparentemente, trazem construções do mesmo tipo. Entretanto, a abordagem funcionalista explicita os fatos lingüísticos envolvidos nessas diferentes perspectivas: no exemplo (87), a cidade está suja é um estado de coisas que

33

/// He admitted / he adopted the name simply / ‘because it occurred to me at the moment’. /// (THOMPSON, 2004, p. 208) (Tradução nossa)

pode ser percebido pelos sentidos, e na ocorrência (88), nada melhor para substituir um surfista do que outro surfista é um fato possível que pode ser percebido pela mente.

Essas investigações sobre a construção de orações complexas apresentadas por Neves (2002) destacam as relações de encaixamento, definindo-as como aquelas em que uma oração tem outra oração como seu complemento, isto é, essa outra é o argumento do verbo. Assim, a segunda oração é parte constituinte da primeira, apresentando a relação de constituência de encaixamento, concordando com as investigações de Halliday e Matthiessen (2004) sobre o ambiente em que as projeções podem ocorrer.