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3.2. İşletmelerde Karar Alma ve Stratejik Kararlar

3.2.2. ĠĢletmelerde Stratejik Karar Alma

3.2.2.6. Risk Almaya Yönelik Stratejik Kararlar

Das quatro escolas envolvidas na pesquisa, duas delas sequer possuíam o registro da reunião do Conselho de Escola para apreciação, discussão, e aprovação do seu próprio Regimento. A saber: a escola número 3 e a número 4, uma dentro do município de Bauru e a outra fora. Com a ajuda do pesquisador, a direção vasculhou diversos livros de ata do Conselho de Escola e não encontrou registro algum a respeito do Regimento. Nos livros das escolas em questão, os registros feitos saltavam de um ano ao outro sem nenhuma referência ao Regimento, o que causou muito constrangimento aos diretores.

Já as escolas de número 1 e 2 – uma no município de Bauru e a outra de fora - possuem o registro de apreciação e aprovação do Regimento Escolar, ambas lavradas no mês de dezembro do ano de 1998. Cabe observar que a ata da escola número 2 apresenta um erro quanto ao ano de ocorrência da reunião, nela consta que teria sido no dia nove de dezembro de “um mil novecentos e oitenta e oito”, portanto, dez anos antes de quando realmente ocorreu. Não há registro de errata ou de emenda na ata que vise a corrigir esta falha, que parece ter passado despercebida por todos, inclusive pela supervisão que a analisou para dar o Parecer à aprovação pela Dirigente Regional de Ensino de Bauru.

A ata da escola número 1 tem início pela identificação do motivo da reunião: “para apreciação e aprovação do Regimento Escolar da EE...”. É datada de quatro de dezembro de 1998, atendendo à convocação da diretora da escola. Nela consta que “reuniram-se os membros do Conselho de Escola da UE para apreciarem e aprovarem seu Regimento Escolar, elaborado com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar”, em que a diretora salientou os aspectos mais relevantes do Regimento. Os principais pontos citados são as “Normas de Gestão e Convivência” e “Avaliação”, seguido de um “etc.”, o que subtende que os demais pontos não seriam tão relevantes para a escola. Logo em seguida, a ata segue para

sua finalização: “estando todos de acordo quanto ao conteúdo do mesmo, tendo o mesmo sido aprovado por unanimidade, foi encerrada a reunião e lavrada a presente ata, que depois de lida vai assinada por todos os participantes”. Seguem, então, sete assinaturas contando com a da Diretora.

A ata da escola número 2 tem início com o título Ata do Conselho de Escola para apreciação do Regimento Escolar. Seu texto inicial traz a data – que está errada – “Aos nove dias do mês de dezembro do ano de hum mil novecentos e oitenta e oito, numa das dependências desta Unidade Escolar, reuniram-se os membros componentes do Conselho de Escola juntamente com a Direção, para tratar do seguinte assunto: A aprovação do Regimento Escolar”. Posteriormente, ela apresenta que foi feita a leitura do regimento, com a intenção de que todos ficassem conhecendo os itens do Regimento Escolar, e que alguns deles foram discutidos por alguns membros. Logo em seguida cita que o Regimento foi aprovado por unanimidade e que “nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, que foi aprovada e assinada por todos os membros presentes”, contendo 26 assinaturas no total.

Além da falha grave e lastimável de duas escolas sequer terem feito um registro da ocasião – mesmo tendo os diretores garantido que a reunião havia ocorrido – vale ressaltar a superficialidade no registro das outras duas escolas, algo muito abreviado, que leva à impressão de ter sido feito para se cumprir uma norma ou ritual, como uma obrigação burocrática, ou ainda deixando evidente que a discussão a respeito do Regimento não teria muita importância como foi visto na definição de apenas dois pontos considerados como principais pela escola número 1, sem registro de análise dos demais pontos. Acrescenta-se, ainda, o fato de conter apenas seis assinaturas, quando um Conselho de Escola deve conter, no mínimo, vinte componentes, e que sejam representantes de todos os segmentos da comunidade escolar.

Quanto à escola número 2, apesar de contar com vinte e seis assinaturas, chama atenção o fato de que, para a aprovação do Regimento Escolar, foi feita a leitura do Regimento “para que todos ficassem conhecendo os itens”. A equipe deixa transparecer que, portanto, não houve participação na elaboração desse documento, já que os representantes dos segmentos que compõem a comunidade escolar desconhecem seu conteúdo. E uma das questões que se pode colocar é a seguinte:

como poderia um grupo decidir a respeito da aprovação de um documento tão importante como o Regimento, conhecendo seus pontos em tão pouco tempo?

Sem necessitar de grande esforço interpretativo, os registros – e a ausência deles - parecem sugerir que não houve a atenção necessária da equipe escolar na elaboração e aprovação dos Regimentos, talvez estimulada por dois motivos principais: o excesso de autoritarismo e a verticalização das decisões, fazendo com que a escola já soubesse que pouco poderia fazer para alterar o Regimento em relação ao que prescreviam as Normas Regimentais e a pouca experiência da equipe escolar e comunidade no que se refere à participação e tomada de decisões acerca dos assuntos referentes à educação.

Paro (1996), ao analisar os condicionantes internos de participação na escola, salienta que é de fundamental importância o condicionante institucional e destaca o caráter hierárquico da distribuição de autoridade que estabelece relações verticais de mando e submissão, prejudicando as relações horizontais necessárias ao envolvimento democrático e participativo. O autor vê, no Conselho de Escola, uma potencialidade para se romper com esse tipo de relação, um canal de intervenção popular pelo qual se possa reverter o quadro que até hoje se apresenta. Na medida em que todos os setores da escola se envolveram de fato nas tomadas de decisão, a escola poderá tornar-se um centro de verdadeira gestão colegiada.

Segundo ele:

Hoje, quando o diretor reivindica, é fácil dizer-lhe “não”. Tornar-se-á muito mais difícil dizer “não”, entretanto, quando a reivindicação não for de uma pessoa, mas de um grupo, que represente outros grupos e seja instrumentalizado pela conscientização que sua própria organização propícia(Paro, 1997, p. 12).

Dessa forma, as escolas constituiriam um núcleo de pressão que buscasse o atendimento de seus direitos educacionais, rompendo com uma tradição histórica de autoritarismo que sempre afastou dos processos de participação e decisão a maioria da população.

Considerando que o conceito de participação se fundamenta no de autonomia um trabalho importante nas escolas seria aquele que envolvesse a definição de metas comuns, desejadas e compreendidas por todos; o envolvimento da

comunidade no processo escolar e a utilização das capacidades de cada membro da equipe.

Na avaliação de Libâneo (2004) há dois sentidos de participação articulados entre si, um constituindo-se na prática formativa, por meio do currículo e da prática pedagógica e outro como processo organizacional em que os profissionais e usuários das escolas compartilham os processos de decisão. Por meio da vivência prática, a escola deixa de ser uma redoma, e a participação nos órgãos deliberativos da escola ensina aos diversos segmentos da comunidade escolar a sentirem-se responsáveis pelas decisões que os afetam, se expandido até mesmo num âmbito mais amplo, que é o da sociedade. Assim como várias conquistas históricas surgiram de mobilizações contra certas relações de poder estabelecidas, a participação será relevante enquanto se constituir também como resultado de sua própria luta.

Nessa perspectiva, e analisando a atuação dos Conselhos de Escola das escolas estudadas, essa vivência prática participativa parece ainda não ter se estabelecido nessas escolas, principalmente se considerarmos que a participação ou mesmo a gestão democrática não podem ser entendidas como uma benesse do Estado. Mesmo na declaração dos diretores sobre o funcionamento das APMs e dos Conselhos de Escolas, deixam transparecer que algo não vai bem, principalmente ao se considerar que na escola número 3, apesar de o diretor afirmar que o Conselho Escolar funciona muito bem e é “muito participativo”, não há sequer o registro em ata da aprovação do Regimento.o.

O Conselho de Escola constitui-se num importante colegiado, formado por todos os segmentos da comunidade escolar: pais, alunos, professores, direção e funcionários. É por ele que a escola pode decidir em relação aos aspectos administrativos, financeiros e pedagógicos. A instituição de conselhos escolares no Estado de São Paulo dá-se no ano de 1977, com a implantação do Regimento Comum das Escolas de 1º grau, e no ano de 1978, com a implantação do mesmo Regimento Comum voltado para a regulamentação de escolas do 2º grau.

Ao analisar o processo de criação, implantação e funcionamento de colegiados na educação brasileira, Mendonça (2000) apresenta que, na fase inicial, de instituição dos conselhos escolares no estado de são Paulo, os conselhos escolares tinham natureza consultiva, e compunham-se pelo diretor (presidente),

pelo assistente de direção, pelo coordenador pedagógico, pelo orientador educacional, por um professor representante de cada uma das séries, pelo orientador de Educação Moral e Cívica, pelo secretário da escola e por um representante da APM. Nas escolas que ofereciam o 2º grau, eram incluídos dois representantes de alunos, e os docentes participavam na proporção de um para cada grupo de cinco, eleitos pelos pares.

Segundo Paro (1996), o Conselho Escolar torna-se deliberativo a partir do ano de 1984, por meio da lei Complementar nº 375, estabelecendo como membros natos (além do diretor) o coordenador pedagógico, o orientador educacional e o secretário de escola. Os representantes do corpo docente deveriam ser eleitos por seus pares, garantindo a eleição de um professor de cada série. Além destes, comporiam o conselho um funcionário eleito por seus pares, um membro da APM e representantes discentes eleitos por seus pares, sendo um das 8as séries e um para cada série do 2º grau. Percebe-se um avanço com relação à participação de alunos e professores.

Atualmente a conformação legal do Conselho de Escola é estabelecida por meio do Estatuto do Magistério, Lei Complementar nº 444/85, que institui o Conselho de Escola com caráter representativo e deliberativo, que estabelece ainda o princípio da paridade na representação e abre espaço para a participação de todos os atores da educação. O mesmo dispositivo legal estabelece a sua composição com um mínimo de vinte e o máximo de quarenta conselheiros, definindo a proporcionalidade de participação de cada segmento na seguinte conformidade: 40% de docentes, 5% de especialistas da educação, 5% de funcionários, 25% de pais, 25% de alunos e dois suplentes para cada segmento. Entretanto, Paro (1996) questiona esta pretensa paridade proposta pela legislação ao afirmar que ela é falsa “(...) já que o diretor, presidente nato, não entra no cálculo da proporcionalidade dos membros da escola que compõem o dito Conselho (Paro, 1996, p. 72).

Para finalizar, a respeito do exemplo destacado na análise das atas do Conselho de Escola das escolas estudadas, cabe ressaltar o que Mendonça (2000), citando Carvalho (1992), destaca em relação os Conselhos deliberativos encontrados nas escolas:

(...) esses Conselhos pouco têm significado em termos de uma real democracia na gestão das escolas. As eleições para seus membros são organizadas de maneiras pouco democráticas; seu funcionamento fica restrito a questões de pequena importância, quando não reproduzem integralmente o funcionamento arrecadador das Associações de pais e Mestres; a participação é reduzida e os diretores mantêm seu estilo centralizador de administração (Mendonça (2000) apud Carvalho (1992, p. 33), p. 310).

Observação um tanto quanto pessimista, mas que parece aplicar-se ao que fora detectado neste estudo.

Benzer Belgeler