2.2. Türkiye Cumhuriyeti Tarihinde Sınıf İçi Öğrenmeleri Destekleyen Okul Dışı
2.2.3. Sınıf İçi Öğrenmeleri Destekleyen Okul Dışı Öğrenmelerle İlişkil
2.2.3.2. Rekreasyon Etkinliklerini Düzenleyen Hâlihazırdak
Essa tese começa como uma boa narrativa, com o primeiro evento do projeto em tempo real. Um aluno do nível avançado me perguntou em 2002: seria correto o ‘to analyze’ ou então ‘analyzing’ após o verbo ‘suggest’? Percebi a partir da pergunta simples que eu tinha a capacidade de responder apenas com intuição do que ‘soa correto’ e sem nenhuma informação além disso. Isto é, na hora não tive para iluminar a alternância, nenhuma regra, classe de verbos que sempre se comportam assim, ou padrão existente que podia fornecer ao aluno em explicação. A pesquisa realizada e relatada na tese nasceu naquele momento.
Embora, não dentro da área de linguística aplicada ao ensino de linguagens, o trabalho envolve assuntos de interesse de professores, alunos, e principalmente a quem elabora material didático. Por esta razão também, o tópico foi introduzido pela perspectiva de aprendizagem de inglês com foco nas construções com complementos verbais indefinidos. Havendo definido o tópico, passei a apresentar o marco teórico que foi usado como base nas análises. A teoria sintática atual que guiou a análise também sugeriu, e certamente restringiu, a metodologia adotada pela coleta dos dados e organização dos mesmos.
Trabalhei com um modelo dinâmico de linguagem em uso (A dynamic usage-based
model) de Langacker (2000). A partir dessa escolha, não mais considerei ‘julgamentos de
nativos’ como fonte válida de dados, e nem para exemplificar fenômenos que eu encontrei em dados de uso. Pela orientação da supervisora da pesquisa encontrei vários corpora de inglês
atual, sentindo-me especialmente satisfeita com o British National Corpus por seu tamanho (100 milhões de palavras) e diversidade impressionante de gêneros e registros de dados escritos e gravados (de fala). Em comparação, International Corpus of English apresentou menos vantagens e, eventualmente, foi eliminado como uma fonte. A nova interface montada pela equipe de Mark Davies (Brigham Young University) facilitou o acesso e categorização dos dados ainda mais a partir de janeiro de 2008. Resolvi re-fazer toda a contagem dos dados atuais, que resultou em poucas diferenças em números absolutos e nenhuma diferença em preferências dos verbos para um complemento ou outro. Porém, tive a satisfação em imaginar que, com todos os dados re-confirmados, a pesquisa agora poderia ser mais facilmente duplicada por outros linguistas. Essa possibilidade ganhou significância durante a leitura, porque uma das minhas maiores decepções na leitura de Duffley (2006) e certos outros trabalhos foi sua impossibilidade de confirmar os dados ou ainda acessá-los para efetuar minha própria investigação a partir deles.
Uma interface similar a do BNC foi montada novamente por Mark Davies para o
Corpus of Contemporary English e disponibilizada em fevereiro de 2008. Uma comparação
de alguns dados para alguns verbos foi feita com o novo corpus, porém uma contagem de todas as construções relevantes para todos os 44 verbos não foi realizada. Um dos objetivos originalmente contemplados foi comparar usos da alternância entre britânicos e falantes de inglês em outras partes do mundo, visando descobrir padrões diferentes e os categorizar por dialeto regional. Por fim, a presente escrita não inclui comentários sobre diferenças regionais no uso da alternância estudada. Pelos dados disponíveis, julguei que tais comentários sobre diferenças regionais seriam muito pouco comprovados e demasiadamente especulativos. Além disto, existem artigos cuja meta principal é estudar a variação regional de certas construções sintáticas relacionadas com as minhas, embora não haja ainda algo precisamente focado em complementos indefinidos.
Estabelecido então os objetivos de encontrar padrões de uso no inglês atual através de dados de corpus, e sem a invenção de nenhum dado, simultaneamente, comecei a leitura abrangente a respeito da alternância estudada. A maioria dos sintaticistas com perspectiva estritamente sincrônica fizeram, no entanto, alguma referência aos usos do gerúndio no passado, aparentemente bem conhecidos a partir das publicações de Teresa Fanego em 1996. Obviamente, era interessante familiarizar com todos os escritos por essa autora que tocam no assunto. Descobri que ela estuda a história do gerúndio desde 1992 até hoje quase exclusivamente. Através das escritas de Fanego, cheguei a conhecer os outros diacronistas interessados na questão (Rudanko, Rohdenburg, Verspoor, Mair, entre outros).
Não mais me lembro quando foi tomada a decisão de estudar dados diacrônicos. A partir da minha insatisfação com análises sincrônicas, que quase sempre estudam classes de sinônimos, parti para estudos na história do gerúndio ainda no princípio das leituras e coleta dos dados. Comecei com o Oxford English Dictionary em CD-ROM, por sua abrangência e reputação como autoridade em etimologia. A partir do estudo preliminar dos verbos do primeiro conjunto, (que continha apenas 30 verbos na época) investiguei a possibilidade de que as origens dos verbos revelam um padrão de uso com complementos. Não foi comprovada tal hipótese. Por outro lado, descobri uma classe por acidente que realmente coincide com uso tanto atualmente quanto ao longo da história. Constata-se que os verbos que entraram em inglês por último foram usados sempre e até hoje com mais gerúndios, ao comparar com infinitivos.
A partir da constatação do crescimento do gerúndio como complemento, tornou-se necessário a busca por outras leituras específicas, descritas nas próximas linhas. Apesar da preferência para obras cognitivas (Langacker, Kemmer, Egan, Taylor, Lee, Tomasello, Biber et al.), consultei ainda, e de forma contínua, gerativistas (Lightfoot, Wierzbicka, Rohdenburg, Fanego); funcionalistas (Quirk, Bolinger, Givon, Lock); e construcionistas (Goldberg, Croft, Wulff, Gries, Rudanko). Encontrar o proposto ‘feedback loop’ de Suzanne Kemmer marcou o princípio da hipótese de pouco entrincheiramento para o complemento ‘novo’ na história: o gerúndio. Tal hipótese é de invenção própria, bem como o ciclo de realimentação em três partes proposta no capítulo de discussão (vide p. 130). Para ser mais preciso, análises de mudanças sintáticas por diacronistas desde os Neogramáticos propunham mecanismos para mudanças identificadas, não muito diferentes das minhas. Um linguista particularmente perspicaz do século XIX Leon Kellner, (1890) iluminou a quase extinção da construção ‘impessoal’ que, eu acredito, foi substituído em grande parte pela nova construção de verbo matrix complementado por um gerúndio. Os mecanismos propostos ao longo da história foram de forma variada denominados por reanálise: McMahon (1994), Cohen (1988), Lehmann (1972); reinterpretação: Barber (1993), Fanego (1997), Kellner (1890); nova aplicação de velhas restrições à luz de princípios e parâmetros: Rohdenburg (2006); gramaticalização: Cohen (2002), Harris e Campbell (1995), Hock (1991) e outros rótulos ainda (vide citações variadas de Fanego ao longo da tese). O que é original nessa tese é a apresentação do funcionamento do mecanismo proposto, e sua associação com a alternância estudada bem como os dados históricos apresentados.