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Birinci Maarif Kongresi ve Milli Eğitim Şuralarında Okul Dışı

2.2. Türkiye Cumhuriyeti Tarihinde Sınıf İçi Öğrenmeleri Destekleyen Okul Dışı

2.2.2. Birinci Maarif Kongresi ve Milli Eğitim Şuralarında Okul Dışı

No presente projeto, foi estudado mais que todos os outros verbos do conjunto o verbo

‘intend’. Gunnel Tottie, Sebastian Hoffmann and Hans Martin Lehmann da Universidade de

Zurich relatam a utilidade do British National Corpus como fonte de pesquisa para alunos de graduação. Uma das monografias analisadas no seu estudo investigou ‘intend + infinitivo’ bem como ‘intend + gerúndio’ com os seguintes resultados:

[Aluna Franziska Lanter encontrou] uma predominância do infinitivo após o ‘intend’ em ambos a fala e escrita, porém a proporção de gerúndios nos dados gravados foi duas vezes maior (6%) do que os dados escritos (3%). Essa diferença é significante com p 0,025. Os resultados combinam com a observação de Fanego (1996) baseado em material histórico escrito de que

os gêneros informais e orais tendem a favorecer o gerúndio 181 (TOTTIE, et al, p. 13).

Na discussão do presente capítulo expliquei porque o gerúndio é usado em situações menos formais e na fala: porque a pressão de registros formais resulta no uso de formas mais tradicionais, que geralmente são também os mais velhos e entrincheirados. Por outro lado, construções com ‘verbo + gerúndio’ são menos entrincheirados, logo prevalecem em situações de mais espontaneidade quando ‘inovação’ é tolerada, ou encorajada. Para questões pedagógicas, faz sentido ensinar a construção ‘intend to return’, porém não ignorar a existência da alternativa ‘intend returning’. Quando surge a segunda em contextos de leitura autêntica em inglês, o professor pode comentá-la com uma explicação simples: que existem as duas construções sem nenhuma diferença em sentido da mesma forma que existe o verbo

‘like’ com os dois complementos. Pode-se apresentar um exemplo de um par com ‘like’ ou ‘start’, mas sem uma lista qualquer de verbos que participam na alternância. Não recomendo

o aproveitamento daquele momento da explicação de um par de equivalentes para introduzir um par não equivalente como ‘remember to do’ e ‘remember doing’.

Ainda no artigo acima citado por Schwartz e Causarano (2007) comparam-se frequências de infinitivos e gerúndios no BNC à frequência dos mesmos usados por grupos de alunos de inglês como língua secundária. Os grupos foram divididos por nível de domínio sobre inglês: (intermediate, high-intermediate e advanced). Seus resultados são: em cada 10.000 palavras do BNC, infinitivos são usados aproximadamente 12 vezes. Isto é uma taxa quase nove vezes mais alta que a taxa do uso de gerúndios. Produção escrita dos alunos demonstra proporções similares, mas com gradativamente menos erros de uso nos níveis mais altos. Baseado nos dados, os autores concluem:

Em termos da nossa análise da frequência de erros produzidos com ambas as construções ‘verbo + complemento’ achamos uma tendência para mais erros com gerúndios ao invés dos infinitivos. Este resultado apoia nossa hipótese que alunos de inglês tendem a cometer mais erros com construções de frequência mais baixa. 182 (SCHWARTZ e CAUSARANO, 2007, p. 52).

181

[Franziska Lanter found a] “predominance of the infinitive after intend in both speech and writing, but also that the proportion of gerunds in speech is twice as high in the spoken sample (6%) as in the written (3%). This difference is significant at p .025. The result tallies well with Fanego’s observation (1996), based on historical written material, that informal and oral modes of expression tend to favour the gerund.” (TOTTIE, et al. no prole, p. 13).

182

“In terms of our analysis of the frequency of errors produced in both verb + complement constructions, we found there was a tendency for more errors to occur with gerunds as apposed to infinitive constructions. This finding supports our hypothesis that ELLs [English Language Learners] will tend to produce more errors with low frequency constructions.” (SCHWARTZ e CAUSARANO, 2007, p. 52).

Pelo ponto de vista de Gramática Cognitiva e levando em consideração toda a argumentação apresentada até este ponto, a interpretação acima citada é obvia, porque tais construções são menos entrincheiradas por todos os falantes de inglês, inclusive aprendizes. Resultado da baixa frequência é que alunos seriam expostos a elas menos vezes e com mais tempo entre ocorrências, o que leva pouco entrincheiramento, sendo assim menos probabilidade de assimilá-las.

A próxima seria de citações contém dados mais específicos sobre a frequência de uso das construções estudadas no presente trabalho junto com decorrentes sugestões pedagógicas referentes a elas. Citações são de Biber (2000), primeiro autor do Longman Grammar of

Written and Spoken English, do seu artigo “Investigating Language Use Through Corpus-

Based Analyses of Association Patterns”.

Os dois tipos de orações complementares em ingles são ‘that-clauses’ e ‘to-

clauses’. Em alguns contextos as duas têm sentidos similares. [...] enquanto

alguns verbos podem controlar ambas as ‘that-clauses’ e ‘to-clauses’ (e.g.

hope, decide, e wish), a maioria dos verbos controlam apenas um tipo ou

outro das orações complementares. Por exemplo, os verbos imagine,

mention, suggest, conclude, guess e argue pode controlar uma ‘that-clause’

mas não uma ‘to-clause’; os verbos begin, start, like love, try e want podem controlar uma ‘to-clause’, mas não uma ‘that-clause’. Essas diferenças fundamentais de associação léxica são ainda mais forte quando considerarmos frequência relativa. Portanto, as tabelas demonstram que os verbos mais comuns controlando uma ‘that-clause’ constituem um conjunto completamente distinto dos verbos mais comuns controlando uma ‘to-

clause’ apesar que alguns desses verbos são gramaticais com ambos os tipos

de oração complementar. (p. 297, ênfase nossa) Em contraste [com verbos que sempre controlam uma ‘that-clause’] tirando o verbo ‘want’ na fala informal, não há um verbo extremamente comum que controle uma ‘to-

clause’. No entanto, há um número grande de verbos distintos que podem

controlar uma ‘to-clause’, sendo eles de muitos e vários domínios semânticos: verbos de processo mental (e.g. expect, learn), verbos de comunicação (e.g. ask, promise), verbos [que expressam] desejo (e.g. want,

like), verbos de decisão (e.g. decide, intend), verbos [que expressam esforço

ou possibilitação] (e.g. try, attempt, allow, enable), verbos de aspecto (e.g.

begin, continue), verbos de probabilidade (e.g. seem, appear).183 (BIBER, 2000 p. 296).

183

“The two most common types of complement clauses are that-clauses and to-clauses. In some contexts these two are similar in meaning. (BIBER, 2000 p. 296). [...] while a few verbs can control both that-clauses and to- clauses (e.g. hope, decide, and wish), most verbs control only one type or the other type of complement clause. For example, the verbs imagine, mention, suggest, conclude, guess and argue can control a that-clause but not a to-clause; the verbs begin, start, like love, try and want can control a to-clause, but not a that-clause. These differential patterns of lexical association are even stronger when we consider relative frequency. Thus, Table 6 and 7 below show that the most common verbs controlling a that-clause constitute a completely separate set from the most common verbs controlling a to-clause, even though some of these verbs are grammatical with both types of complement clause. (p. 297) In contrast [with verbs that always control that-clauses], apart from the verb want in conversation, no individual verb is extremely common controlling to-clauses. However, there are a large number of different verbs that can control a to-clause, and those verbs come from many different semantic domains: mental verbs (e.g. expect, learn), communication verbs (e.g. ask, promise), verbs of desire (e.g. want,

A lista de ‘domínios semânticos’ citada por último é similar à lista de qual foi feito uma tentativa de categorização relatada na seção 4.4 capítulo 4: Resultados (páginas 93 a 95). Lembre-se de que os membros das classes semânticas foram revelados a não demonstrar um comportamento sintático similar. Transformando este insight em uma diretiva para professores e autores de material didático: não deve se apresentar aos alunos sinônimos ou conjuntos de verbos semanticamente similares, com o intuito de explicar seu comportamento sintático. Em outras palavras, é aconselhável evitar a presunção que ‘like’ prefere complementos da mesma forma de ‘dislike’ ou ‘love’ ou ‘adore’ etc. por causa da sua semelhança semântica. Os dados apontam para uma situação contrária. Na gramática nova baseada em corpus: Longman Grammar of Spoken and Written English, há a seguinte observação:

“Por exemplo, quase 75% das ocorrências de ‘like + to-clause’ em ficção e imprensa seguem o modal ‘would’. Em contraste, ‘-ing-clauses’ raramente ocorrem com um sentido hipotético.” 184 (BIBER, et al. 1999, p. 757). Os dados de preferência de complemento demonstram porcentagens coincidentes:

Tabela 13: Uso do verbo ‘like’ com complementos verbais indefinidos (dados do BNC)

verbo com complementos com infinitivo porcentagem infinitivo do total com gerúndio porcentagem gerúndio do total like 14.986 11.293 75,36% 3.693 24,64%

Pergunto: seria melhor apresentar apenas as contruções em contexto de ‘like to do’ e

‘like doing’ sem comentar sobre sua frequência na língua como um todo? De fato ‘would like to do’ é muito mais comum do que ‘like doing’; porém o segundo é mais comum do que a

construção sem modal. Será mais eficaz apresentar um par que representa construções de uso muito alto em todo o corpus como os seguintes em que o ‘like’ com gerúndio contraste com

‘like’ modificado pelo modal ‘may’:

like), verbs of decision (e.g. decide, intend), verbs of effort or facilitation (e.g. try, attempt, allow, enable), aspectual verbs (e.g. begin, continue), and likelihood verbs (e.g. seem, appear).” 183 (p. 299)

184

“For example, c. 75% of the occurrences of like + to-clause in fiction and news are preceded by would. In contrast, -ing-clauses rarely occur with a hypothetical meaning.” (BIBER, et al. 1999, p. 757).

EXEMPLO 4: Fonte BNC: For example, if you like swimming, this exercise is good for strength, stamina, and suppleness; three swimming sessions a week will make you considerably fitter. (bdHB 705).

EXEMPLO 5: Fonte BNC: For example, you may like to swim on Mondays and Fridays, play squash on Wednesdays, and go for a long brisk walk or jog on Saturdays and Sundays. (bdHB 706).

Outro exemplo pertinente é sobre o verbo discutido no capítulo dos resultados, páginas 115 a 117: ‘promise’. Biber conclui seu artigo de 2000 assim: “Orações complementares e infinitives ocorrem frequentemente em ambos os registros orais e literários, no entanto, eles frequentemente combinam com outras feições marcantes de atitude pessoal ou persuasão.” 185 (BIBER, 2000, p. 307). Como exemplo das ‘feições marcantes’ ele apresenta a diferença no uso sintático de ‘tell’ e ‘promise’ que, segundo ele, refletem diferenças nas funções discursivas que cada um exerce.

Esses padrões de associação parecem refletir uma diferença fundamental entre as funções discursivas típicas de tell e promise: Com o verbo promise, o conteúdo da promessa (dado como o objeto direto) é a consideração mais importante, enquanto a pessoa a que foi feita a promessa é muitas vezes irrelevante. Em contraste, a pessoa sendo abordada é muito mais importante com o verbo tell, enquanto o conteúdo da fala é irrelevante em alguns casos. Resultante das funções discursivas distintas, as associações gramaticais dos dois verbos é bastante diferente, apesar das suas potencialidades gramaticais idênticas.186 (BIBER, 2000, p. 295-296).

A análise do Biber (2000) acima significa que os dois verbos participam na construção comum: ‘SN-sujeito tells / promises SN-dativo + complemento infinitivo com função de objeto direto’. No caso da elipse do SN-dativo, o agente será interpretado como idêntico ao agente do verbo ‘promise’. Por outro lado, com ‘tell’ a presença do SN é obrigatório, sendo assim, um agente identificado distinto do agente do verbo matrix. Dados de corpus facilitam observar a diferença entre os dois.

185

“Complement clauses and infinitives occur frequently in both oral and literate registers, but they frequently co-occur with other features marking personal stance or persuasion.” (BIBER, et al. p. 307)

186

“These association patterns seem to reflect a fundamental difference between the typical discourse functions of tell and promise: With the verb promise, the content of the promise (given as the direct object) is the most important consideration, while the person to whom the promise was made is often irrelevant. In contrast, the person being addressed is much more important with the verb tell, while the content of the speech act is in some cases irrelevant. As a result of these discourse functions, the grammatical associations of these two verbs are strikingly different, even though they have identical grammatical potentials.” (BIBER, et al. p. 295-296).

Além disso, o fato que ‘promise’ recentemente (e de forma crescente) pode ser complementado com o gerúndio reflete a diferença na função discursiva dos dois verbos. A tendência identificada no presente trabalho é em direção a um princípio: onde é possível o infinitivo, o gerúndio será. O princípio não aplica a um verbo como ‘tell’ que obrigatoriamente destaca 187 o SN-dativo que ‘recebe’ o conteúdo de que seria ‘told’.

Encerra-se neste ponto a apresentação de sugestões pedagógicas com uma observação direcionada ao professor ou a quem elabora material didático. O recomendável uso de material autêntico escrito originalmente em inglês resulta muitas vezes no surgimento de construções raras sobre quais alunos terão dúvidas. No entanto, a frequência de uso de qualquer unidade sintática deve orientar a ordem em que as construções são explicadas.

187

O uso do verbo ‘destacar’neste contexto equivale o uso técnico do verbo ‘foreground’ pela teoria de Gramática Cognitiva, como, por exemplo, em Langacker (1988).

6 CONCLUSÕES

Deparei várias vezes durante a pesquisa que sinônimos, bem como classes semânticas, não exibem comportamentos sintáticos iguais. Entretanto, o fato não é de admirar. A Jules Gillieron é atribuída a famosa citação: “chaque mot a son histoire” (IORDAN-ORR, 1970, p. 170). As análises diacrônicas aqui apresentadas me levaram a valorizar essa observação que, embora simples, não deixa de ser verdadeira: cada palava têm sua história. Dentro do possível procurei padrões históricos e atuais, encontrando tendências. Contudo, percebe-se que nenhum verbo, nenhuma alternância entre dois complementos e nenhuma construção estudada é igual a outra.