Case of the Advertisements of Audi and Skoda Abstract
5. Bulgu ve Yorumlar
5.6. Rasyonel Tüketiciye Seslenen Reklamlar
A segunda realidade analisada é a do camponês Marcos Antônio Trajano, assentado do PA Dona Helena, localizado no município de Cruz do Espírito Santo – PB. O camponês é casado e possui três filhos, com respectivamente: 16, 14 e 4 anos, e com a ajuda dos filhos e principalmente da esposa, administra toda a área de 7 ha. Destacamos duas especificidades no universo do referido camponês que justifica o destaque dado a esta realidade. A primeira diz respeito à estrutura da área produtiva, que é caracterizada como sendo de manejo agroflorestal, por ter sido reflorestada mais de 50% da área total da parcela; a segunda diz respeito ao compromisso social expressado pela família ao se dispor em transformar seu lugar de vida em uma verdadeira escola, viabilizando constantes visitas de intercâmbio.
Em entrevista, Marcos nos conta que desde o recebimento da terra em 1996 que se preocupa em reflorestar a área, que vai muito além da obrigatoriedade da área da reserva. “Quando fui assentado a área de reserva não chegava a 5%, hoje tenho mais da metade da minha área preservada”71.
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118 Ao fazermos uma análise criteriosa da parcela em debate vemos que ao viabilizar o reflorestamento da área, o camponês garante a sustentabilidade ambiental aliada à econômica e social.
O manejo agroflorestal aumenta a riqueza de matéria orgânica e umidade do solo propiciando um ótimo ambiente para o cultivo encontrado na parcela (macaxeira, frutas, hortaliças, etc), que é basicamente destinado ao consumo da família, sendo um ambiente propício também à criação de abelhas (apicultura), que produzem o mel comercializado por Marcos na Feira da UFPB. Outra importante prática encontrada na parcela é a produção de húmus de minhoca, que tanto responde a demanda de adubação da área produtiva, como se constitui como a maior fonte de renda do camponês. Segue algumas fotos da parcela do Camponês Marcos:
Foto 25: Área preservada da parcela de Marcos Trajano. Autoria: Mariana Borba de Oliveira. Junho de 2011.
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Foto 26: Cultivo de macaxeira no sistema de Agrofloresta. Autoria: Mariana Borba de Oliveira. Junho de 2011.
Foto 27: Marcos Trajano devidamente equipado para o manejo com as abelhas. Autoria: Luiz Pereira Sena. Acervo da CPT, s/d.
A segunda especificidade vivênciada por Marcos e sua família é o compromisso social que os mesmos assumiram, inicialmente sem se dar conta, mas que hoje assumem com orgulho o papel desenvolvido, que é o de abrir as portas da sua área para visitas de intercâmbios. Assim como ressalta Santos (2010: 138) os intercâmbios foram e
120 continuam sendo de grande importância para a formação dos sujeitos que protagonizam a resistência camponesa através do manejo agroecológico:
Trata-se de um mecanismo primordial para a espacialização de informações referentes à agroecologia na Paraíba e sua eficácia é demonstrada pela própria existência das feiras agroecológicas e das demais práticas agrícolas voltadas para a agroecologia: as visitas de intercâmbio se configuram como o ponto de partida, a “semente” da própria agroecologia.
Em entrevista com Marcos, ele nos diz que foram os intercâmbios que proporcionaram os ganhos que hoje ele percebe ao ter optado em produzir por manejo agroecológico72, e que é por isso que ele abre a propriedade dele sempre que solicitado, que geralmente acontece através do pedido das entidades parceiras. Ao tratar dos ganhos proporcionados pelos intercâmbios, ele nos diz que,
(...) lidar com a terra, trabalhar a curva de nível, trabalhar a questão da diversidade, a rotação de cultura, a cobertura morta, usar os defensivos naturais produzidos na própria parcela, inclusive hoje eu trabalho com a minhocultura produzindo húmus para o consumo da minha parcela, e também vendo o excedente para a cidade. E dessa forma me ajudou muito esses intercâmbios.
Marcos apresenta sua parcela aos visitantes como exemplo de uma unidade camponesa que aplica tecnologias sociais e manejos agroecológicos com o objetivo de assegurar a sustentabilidade econômica e social da família, ao mesmo tempo em que preserva a área de reserva da parcela, sempre demonstrando a viabilidade da Agroecologia para o desenvolvimento da localidade em todas as dimensões. Até hoje Marcos já viabilizou a visita de mais de 300 pessoas, entre grupo de agricultores, técnicos, estudantes e professores de diversas áreas do conhecimento73. Segue algumas fotos dos intercâmbios:
72 A origem da formação da Feira da UFPB remete a realização de inúmeros intercâmbios viabilizados com apoio da Comissão Pastoral da Terra – CPT; do mandato político do Deputado Frei Anastácio; e da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa – ASPTA afim de qualificar a produção agroecológica dos camponeses envolvidos no processo.
73 Entre os visitantes destacamos grupos de agricultores do Vale do Mamanguape – PB, de municípios do Agreste e do Sertão da Paraíba, e dos estados vizinhos Pernambuco e Rio Grande do Norte, articulados pela CPT e ASPTA; alunos de graduação de diversos cursos da Universidade Federal do Ceará, e Universidade Federal da Paraíba; Pesquisadores da Emater e Universidade de São Paulo, tendo como
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Foto 28: Alunos dos cursos de Agronomia, Ciências Agrárias e Economia Doméstica da Universidade Federal do Ceará – UFC, e participantes do Projeto Residência Agrária. Intercâmbio realizado através da
articulação do Grupo de pesquisa Gestar: território, trabalho e Cidadania. Junho de 2011.
Foto 29: Marcos explicando aos alunos como se dá a produção de húmus. Autoria: Mariana Borba de Oliveira. Junho de 2011.
principais articuladores Professor Antonio Alberto Pereira professor Adjunto da UFPB campus IV e Professora Maria de Fátima Ferreira Rodrigues professora associada da UFPB campus I.
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