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Çocuklara Yönelik Reklamcılık Etik Kuralları

The Protection of Children from Media Content and in Media Content: A Study of Ethical Codes for Children in Media

5. Çocuklara Yönelik Reklamcılık Etik Kuralları

O mercado de produtos orgânicos é um dos setores da economia que, nas últimas décadas, se apropria do discurso dos produtos limpos e dos benefícios dos orgânicos à saúde humana, para se favorecer economicamente com a oferta desses produtos à classe média e alta da sociedade, chegando os mesmos, a ter um sobre preço entre 20% e 150%. O mercado nesta perspectiva é entendido como uma variável independente, cuja racionalidade domina todas as instâncias da vida social, ou seja, uma estrutura hegemônica que controla e dirige o consumo (MEIRELLES, 1998).

145 O mercado de orgânicos é considerado um dos ramos de maior crescimento de demanda do agronegócio, tendo alta perspectiva de crescimento da produção para suprir sua procura. Segundo as estimativas da Organic Monitor, as vendas globais de produtos orgânicos no mundo atingiram USD 50,9 bilhões em 2008, dobrando o valor de USD 25 bilhões verificado em 2003, e ainda tem grande perspectiva de crescimento para os próximos anos (IPD, 2011).

O alimento orgânico no Brasil é definido pela Lei 10.831 de 200395, conhecida como Lei dos Orgânicos, cujo artigo 1° considera Sistema Orgânico de Produção Agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente (BRASIL, 2003).

O Censo Agropecuário investigou pela primeira vez em 2006 , a prática de agricultura orgânica nos estabelecimentos agropecuários. Segue quadro com o número total de estabelecimentos com produção orgânica no Brasil:

Quadro 8: Estabelecimentos com produção Orgânica no Brasil

N° total de estabelecimentos rurais

N° estabelecimentos com produção orgânica

Certificados Não certificados

5.175.489 90.497 5.106 85.391

Fonte: IBGE, Censo Agropecuário 2006.

95

146 Apesar do Brasil ter uma realidade socioeconômica diferente dos países europeus, sua produção orgânica cresce desde 1990 a uma taxa entre 10% e 40% ao ano, movimentando R$ 1,3 bilhões em 2006, destes R$ 350 milhões oriundos de estabelecimentos certificados (IBGE, 2006).

Um processo de certificação de modo geral, busca oferecer garantia aos consumidores sobre a natureza de determinado produto, de acordo com Nassar (2009) a certificação possui dois principais objetivos, que são: agir como um instrumento para as empresas gerenciarem e garantirem internamente o nível de qualidade de seus produtos; e informar e garantir aos consumidores que os produtos certificados possuem os atributos procurados, intrínsecos aos mesmos. Desta forma, o mercado dos produtos orgânicos convencional, utiliza o mecanismo da certificação realizada por empresas especializadas – as certificadoras – para garantir sua procedência.

Os organismos que elaboram normas de certificação internacionalmente aceitas, e que dizem respeito direta e indiretamente à produção orgânica são: O International Federation of Organic Agriculture Movements - IFOAM96; European Retailers Produce Working Group – Good Agricultural Practices EurepGap97; o ISO 6598; e o Codex

Alimentarius99.

96 A IFOAM é uma entidade internacional que estabelece regras e normas para definir o que é um produto orgânico e credencia, em todo o mundo, órgãos responsáveis para a inspeção e certificação. Há uma rede internacional de entidades certificadoras, comprometidas com as mesmas normas (MEDAETS; FONSECA, 2005). Das certificadoras nacionais apenas o IBD é credenciado a IFOAM.

97O Eurep Gap é um sistema de gestão da qualidade que estabelece boas práticas agrícolas, e que visa

atender o interesse do consumidor em termos de segurança alimentar, bem-estar animal, proteção ambiental e saúde, segurança e bem-estar do trabalhador (PAULINO; JACOMETI, 2006).

98 O Guia estabelece os padrões para a estruturação dos organismos de certificação, seu sistema de

qualidade, as condições de auditorias internas e análises críticas pela administração, os registros, requisitos e política de pessoal, procedimento de solicitação, avaliação, relatório e decisão sobre certificação, acompanhamento, uso de licenças, certificados e marcas de conformidade, assim como

reclamações aos fornecedores (MEDAETS; FONSECA, 2005).

99 O C

odex Alimentarius ou “código dos alimentos” foi criado em 1962 por uma comissão estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) da Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de oferecer normas de referência internacional para orientar a indústria alimentícia de todos os países, proteger a saúde dos consumidores e favorecer a harmonização de normas a nível internacional e, com isto, a sua comercialização (MEDAETS; FONSECA, 2005).

147 Embora as diretrizes da produção e da certificação sejam internacionalizadas, cada país possui normas próprias, pois é necessária uma adaptação às diferentes condições de produção.

No Brasil as certificadoras precisam estar registradas no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO e no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA. As Certificadoras autorizadas100 a funcionar por

auditoria no Brasil são: O Instituto Biodinâmico de Certificações – IBD; Ecocert Certificadora LTDA; IMO CONTROL do Brasil; Instituto de Tecnologia do Paraná – TECPAR; Organização Internacional Agropecuária – OIA; e o Instituto Nacional de Tecnologia – INT (BRASIL, 2012).

A fiscalização realizada pelas certificadoras é feita por meio de auditorias101 às áreas de produção, que podem ser feitas tanto agendadas quanto aleatórias, e seguem os critérios estabelecidos pela Lei 10.831, e pela Lei 6.323 de 27 de Dezembro de 2007102. De maneira geral, fiscalizam a origem dos insumos, as condições do solo, dos recursos hídricos, e principalmente o não uso de agrotóxico na produção, tendo que ser renovado o selo de certificação todos os anos. Um dos critérios que creditam confiabilidade nesse processo de certificação é o distanciamento da entidade certificadora e o produtor certificado, ou seja, é uma terceira parte que assegura por escrito que um determinado produto está em conformidade com a legislação dos orgânicos. Assim,

a credibilidade do processo de certificação é assegurada pelo fato de que esse procedimento seja realizado por um organismo que não esteja envolvido nos processos produtivo e comercial. A certificação é, portanto, uma declaração da conformidade de um produto a um referencial e deve ser realizada por um organismo independente (MEDAETS; FONSECA, 2005: 17).

100 Lista de certificadoras autorizadas a funcionar no Brasil por auditoria disponibilizada pelo MAPA até o final dessa pesquisa. Cf: http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento- sustentavel/organicos/cadastro-nacional/certificacao-por-auditoria.

101De acordo com Mills (1994 apud MEDAETS; FONSECA, 2005: 13) entende-

se por auditoria: “um exame sistemático e independente para determinar se as atividades da qualidade e respectivos resultados cumprem as providências planejadas, se essas providências são implementadas de maneira eficaz e se são adequadas para atingir os objetivos”.

148 Segue esquema simplificado da certificação por auditoria: