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Rükneddin IV. Kılıç Arslan Suikastı

Belgede SELÇUKLU DEVLETLER NDE SU KASTLAR (sayfa 194-200)

2. Suriye Selçuklu Devletinde Suikastlar

1.1. Sultan Ve Hanedan Üyelerine Yönelik Suikast Girişimleri.168

1.1.2. Çok Başlı Yönetim ve İki Önemli Suikast

1.1.2.2. Rükneddin IV. Kılıç Arslan Suikastı

Com base na perspectiva histórico-cultural, subsidiada pela compreensão de Bruner sobre a narrativa e pela concepção dialógica da linguagem orientada por Bakhtin, foi feita uma análise interpretativa das narrativas dos adolescentes, estabelecendo inicialmente algumas categorias analíticas teóricas: adolescência/juventude; violência; vulnerabilidade social; risco; proteção e apoio social. As mesmas seguem abaixo para melhor visualização:

Ilustração 1 – Categorias analíticas teóricas

Fonte: Autoria própria

Com a inserção no campo e com a reunião dos materiais – como a transcrição das entrevistas com os adolescentes e a produção dos diários de campo a partir das observações –, foi possível produzir o corpora, composto por esses textos, e então construir categorias analíticas empíricas derivadas das anteriores, que se mostraram relevantes para o entendimento do problema de pesquisa. São elas: família entre risco e proteção; relações com o tráfico; percepção de ameaça; conflitos entre pertencimento comunitário e vida itinerante; reconhecimento e autonomia e impactos da proteção. Vide esquema seguinte:

Ilustração 2 – Categorias analíticas empíricas

Fonte: Autoria própria.

Assim, realizei uma análise com base na triangulação das fontes de dados, reunidas com as anotações dos diários de campo, transcrições das entrevistas narrativas e documentos de acompanhamento dos adolescentes e suas famílias produzidos pelos técnicos do PPCAAM.

A adequação desse tipo de desenho metodológico justifica-se na medida em que uma investigação sobre um fenômeno complexo como risco e proteção, considerando-se o marco teórico apresentado, requer o entendimento dos contextos histórico e cultural nos quais o trabalho se realizou e amplia o olhar para a construção de outros arranjos institucionais e subjetivos.

Nessa perspectiva, busquei elementos nas narrativas dos adolescentes entrevistados que indicassem a unidade de análise proposta no presente estudo, ou seja, a unidade mínima necessária para entender a construção dos sentidos de risco e proteção. Com base na definição de Vigotsky (2000. p. 8), “[...] subentende por unidade um produto da análise que, diferente dos elementos, possui todas as propriedades que são inerentes ao todo e, concomitantemente, são partes vivas e indecomponíveis dessa unidade”.

Como unidade de análise foi proposta a presença discursiva da relação entre vida e morte nas narrativas dos adolescentes e, a partir daí, foi possível tecer elementos que apontassem para a compreensão dos sentidos atribuídos aos signos risco e proteção.

Para Bakhtin (2006) “[...] um signo não existe apenas como parte de uma realidade; ele também reflete e refrata outra. Ele pode distorcer essa realidade, ser-lhe fiel, ou

1. Família entre risco e proteção

2. Relações com o tráfico

3. Percepção de ameaça

4. Conflitos entre pertencimento comunitário e vida itinerante 5. Reconhecimento e

autonomia

apreendê-la de um ponto de vista específico” (2012, p. 32). Temos em Bakhtin a insistência na dimensão axiológica dos enunciados, da sua singularidade e da particularidade contextual. Além dessa dimensão, os componentes dos Círculo de Bakhtin, como Medvedev, expõem outra premissa fundamental para seu raciocínio:

Nós, os seres humanos, não temos relações diretas, não mediadas, com a realidade. Todas as nossas relações com nossas condições de existência – com nosso ambiente natural e contextos sociais – só ocorrem mediadas semioticamente. Vivemos, de fato, num mundo de linguagens, signos e significações. (FARACO, 2009. p. 48).

Dessa forma, os adolescentes em proteção no PPCAAM reconstroem sentidos e significados na relação consigo, mediados por suas famílias e seu entorno cultural, tendo em vista as novas vivências a que estão submetidos. Complementando a conceituação sobre signos, temos:

Para Medvedev (como para todo o Círculo de Bakhtin) os signos são intrinsecamente sociais, isto é, são criados e interpretados no interior dos complexos e variados processos que caracterizam o intercâmbio social. Os signos emergem e significam no interior de relações sociais, estão entre seres socialmente organizados; não podem, assim, ser concebidos como resultantes de processos apenas fisiológicos e psicológicos de um indivíduo isolado; ou determinados apenas por um sistema formal abstrato. Para estudá-los é indispensável situá-los nos processos sociais globais que lhes são significação. (FARACO, 2009. p. 48).

Convém ainda situar no processo de significação as lentes do pesquisador em diálogo com seus interlocutores, afim de que o objeto não seja adequado e enquadrado com a finalidade de responder perguntas. Para Faraco (2009, p. 49 ) “A relação do nosso dizer com as coisas (em sentido amplo do termo) nunca é direta, mas se dá sempre obliquamente: nossas palavras não tocam as coisas, mas penetram na camada de discursos sociais que recobrem as coisas”. Smolka (2004, p. 41), complementa esse entendimento ao afirmar que:

A contribuição de Vygotski está em sua preocupação com as condições materiais de

produção (da significação), isto é, a produção de signos e sentidos enraizada nas condições concretas de existência; a consideração dos mecanismos psicológicos, enraizados na, mas não restritos à esfera orgânica, e a ênfase nos indivíduos-em- relação afetados pela produção e produto da própria atividade socialmente organizada.

Essa retomada teórica teve como objetivo esclarecer elementos importantes para análise no que se refere aos processos de significação por meio da linguagem, propostos por

Vigotski e Bakhtin, considerando as dimensões contextuais, sociais e axiológicas presente nos enunciados dos nossos interlocutores.

Desse modo, as categorias analíticas teóricas (adolescência/juventude, violência, vulnerabilidade social, narrativa, risco, proteção e apoio social), já comentadas no início desse tópico, foram organizadas nos capítulos seguintes, de forma que o campo pudesse dialogar com a teoria e com os temas escolhidos de maneira coerente e pertinente.

Belgede SELÇUKLU DEVLETLER NDE SU KASTLAR (sayfa 194-200)