4. RÖPORTAJLAR
4.4. Kitle İletişim Araçlarının Türküler Üzerindeki Etkileri
4.4.2. Röportaj: Yücel Pa şmakçı
A família, como qualquer instituição, precisa de princípios para fins de regulação, dentre eles: (1) a dignidade humana, (2) igualdade e respeito de todos, (3) a solidariedade familiar, (4) da igualdade de todos os filhos, (5) o reconhecimento das entidades familiares e (6) proteção à criança, ao adolescente e ao idoso (Lisboa, 2012). Os princípios jurídicos podem ser considerados a base central de todo o sistema legal (Noronha & Parron, 2012). Portanto, dado o grau de relevância destes princípios, tentar- se-á explicitar o objetivo destes a seguir.
Princípio da Dignidade Humana
A dignidade humana pode ser tida como norte para os outros princípios, pois as relações jurídicas privadas familiares devem sempre se orientar pela proteção da vida e da integridade biopsíquica dos membros da família (Lisboa, 2012). A relevância deste princípio é apontada desde o Art. 1º III (1988)3, tendo como fundamento primordial a dignidade da pessoa humana, que é, para muitos, o ponto de transformação do que até então se tinha como paradigma do conceito de família (Noronha & Parron, 2012).
O grau de relevância do princípio da dignidade da pessoa humana é reafirmado no Art. 226 § 7º (2010)4, que assegura o Estado e a paternidade como defensores da dignidade humana da prole. Sendo assim, a dignidade da pessoa humana pode ser vista como uma meta permanente, tanto para o estado quanto para a família (Lobô, 2004). Isso evidencia que todos os indivíduos que constituem a família tem que ser respeitados
3 Art. 1º III, da Constituição Federal do Brasil de 1988;
4 Art. 226º, § 7º, Capítulo VII; Discorre da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso;
com suas particularidades, faixas etárias ou mesmo limitações para que, assim, possam usufruir de seus plenos direitos.
Princípio da igualdade e respeito de todos
A Constituição de 1988 explicita uma preocupação com a igualdade de todos os cidadãos, esta assegura o bem destes, sem preconceito de raça, sexo, cor, idade, ou qualquer outra forma de discriminação (Art. 3º IV, 1988)5, o que em termos gerais iguala todos os brasileiros. Isto posto, entende-se que este princípio repercute no ambiente familiar, uma vez que homens e mulheres devem compartilhar dos mesmos direitos e deveres de forma igualitária (CC Art. 266 § 5º, 1988).
Esta prerrogativa da igualdade entre todos repercute, inclusive, em outros princípios, a exemplo da igualdade entre os filhos, ou mesmo o direito dos pais em exercer a paternidade, ou a guarda da prole. Assim, se “todos são iguais perante a lei” (CF Art. 5º, 1998), deve-se assegurar que a igualdade e o respeito as diferenças devam prevalecer. Portanto, é dever da família manter uma relação igualitária entre seus membros sem qualquer tipo de diferenciação.
Princípio da solidariedade familiar
O princípio da solidariedade diz respeito a todos os membros que compõem a família, estabelecendo que todos devem cooperar para a concretização mínima necessária ao desenvolvimento biopsíquico do outro (Lisboa, 2012). Este princípio é tão relevante que aparece no preâmbulo da Constituição Federal com a seguinte denominação “sociedade fraterna”, de forma mais específica o Art. 3º, I; II; III; IV (1988)6 constitui como objetivo fundamental a construção de uma sociedade “livre, justa e solidária”, a fim de constituir o desenvolvimento desta como um todo, erradicando a pobreza, a miséria e as desigualdades.
5 Art. 3º, IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação; Constituição Federal do Brasil (1988).
Este princípio é de fundamental importância para a sociedade, pois a colaboração mutua é basilar na manutenção das relações sociais. Assim, no ambiente familiar não pode ser diferente, os indivíduos devem ser solidários uns com os outros. Princípio da igualdade de todos os filhos
No que concerne ao princípio da igualdade de todos os filhos, tem-se como ponto de partida a Lei nº 227º § 6º (2010)7, que assegura aos filhos provenientes ou não da relação matrimonial (adotados, frutos de outra relação ou traição) os mesmos direitos e atribuições sem qualquer tipo de discriminação relacionada a sua filiação. Desta forma, na atualidade, deve-se utilizar apenas o temo “filho”, não devendo mais existir distinção entre filhos legítimos e ilegítimos. A partir deste princípio, a ideia de ilegitimidade filiar foi dissolvida, permitindo que todos os filhos comunguem dos mesmos direitos, tanto filhos legítimos como ilegítimos da relação matrimonial.
Princípio do reconhecimento das entidades familiares
A família é conceituada como célula-mãe base da sociedade, amplamente protegida pelo Estado (CF Art. 226, 1988). A família anteriormente se definia oriunda do casamento, no entanto, com o advento da Constituição Federal de 1988, a conceituação de família pode ser ampliada, o que possibilitou o reconhecimento de entidades familiares diferenciadas da família matrimonializada, como por exemplo, a família constituída a partir da união estável.
Este processo de evolução constitucional ao longo dos anos vem se adaptando às novas necessidades e anseios da sociedade. Isso demonstra que o direito tem evoluído de forma substancial, na busca por assegurar na sociedade um sistema legislativo eficiente e que possibilite aos cidadãos dispor de todos os seus direitos.
Princípio da proteção à criança, ao adolescente e ao idoso
7 Art. 227º § da 6, da Constituição Federal do Brasil (1988); Capítulo VII: Da Família, da Criança, do
Uma vez que a família também é constituída por crianças, adolescentes e idosos, faz-se necessário resguardar os direitos destes na constituição. Assim, o princípio da proteção à criança e ao adolescente está previsto no Art. 227 da Constituição Federal do Brasil de 1988, como também é apontado no Art. 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei nº 8.069 (1990)8. Aos idosos é assegurado o amparo, certificando sua participação na comunidade, além do direito à dignidade e ao bem-estar, garantindo- lhes o direito à vida, que deve ser assegurado pela família, pela sociedade e pelo Estado (CF Art. 230, 1988).
Destarte, o princípio da proteção à criança, ao adolescente e ao idoso deve garantir um desenvolvimento saudável, possibilitando livre acesso a lazer, alimentação, educação, esporte, cultura, liberdade, convivência familiar, além de os proteger contra qualquer forma de violência ou discriminação. Apesar disto, fica evidenciado no texto da Constituição de 1988 uma especial atenção à figura do jovem, que aparentemente é estimulado pelo poder público (CF Art. 227, 1988), enquanto o idoso deve ser meramente amparado (CF Art. 230, 1988).
No entendimento da composição familiar o princípio da proteção à criança, ao adolescente e ao idoso também se estende ao incapaz. Ressalta-se que este princípio possui extrema relevância na manutenção das famílias, uma vez que todos os indivíduos que compõem a família possuem seu valor e importância, não podendo ser desmerecido.
Contudo, tendo por base todos os seis princípios mencionados, fica clara a prioridade atribuída pelo Estado à família. Deste modo, esta instituição pode ser visualizada como um conjunto de princípios e normas de direito público e privado que dispõem acerca das relações decorrentes de uma união ou de graus de parentesco entre
8Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras
indivíduos (Luz, 2009). Isto posto, faz-se necessário compreender melhor as relações de conjugalidade e separação, discutidas no tópico seguinte.