2. MODERNLE ŞME KAVRAMI VE SÜRECİN ÜÇ DÜŞÜNÜRÜ
2.1. Kavramsal Ve Kuramsal Çerçeve
Este capítulo propôs inicialmente uma reflexão em torno de como se deu o processo de transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento. Nesta nova conjuntura social, o ambiente corporativo foi tomado por empresas que consideram o conhecimento um de seus principais ativos, são as denominadas organizações do conhecimento. Elas se destacam pela necessidade de melhorar seus resultados através da gestão eficaz de seus ativos intangíveis, bem como pela necessidade de gerar continuamente um ambiente propício para a criação, codificação, disseminação e compartilhamento do conhecimento.
O surgimento dessas organizações trouxe consigo a necessidade de gerenciar seu principal ativo: o conhecimento. De modo que são elencados diversos modelos de Gestão do Conhecimento, a começar pelo modelo proposto por Nonaka e Takeuchi (1997) que cria uma nova teoria epistemológica em torno do conhecimento organizacional. Para estes autores, o segredo para a criação do conhecimento está na mobilização e conversão do conhecimento tácito em conhecimento explícito. Eles propuseram um modelo teórico fundamentado na idéia de uma espiral do conhecimento, onde existem basicamente quatro formas diferentes de conversão do conhecimento: socialização, externalização, combinação e internalização.
Além do modelo de Nonaka e Takeuchi (1997), também é apresentado o modelo de outros teóricos a exemplo de Tannenbaum e Alliger (2000) que sustentam a idéia de uma gestão do conhecimento pautada em quatro aspectos chaves: o compartilhamento, o acesso, a assimilação e a aplicação do conhecimento. Em seguida, tem-se o modelo proposto por Rastogi (2000), o qual defende a implementação por parte da organização de um conjunto de ações capazes de fomentar e viabilizar a Gestão do Conhecimento, sendo estas ações pautadas em identificar, mapear, capturar, adquirir, armazenar, disseminar, aplicar e criar novos conhecimentos.
Mais adiante é apresentado o modelo de Probst, Raub e Romhardt (1999) que se fundamenta na concepção de que o conhecimento pode ser gerenciado através de ciclos dinâmicos de geração do conhecimento, um interno e outro externo. Já o modelo de Heisig, Mertins e Vorbeck (2003) dimensiona o processo de gestão do conhecimento a partir de quatro processos: criar, armazenar, distribuir e aplicar o conhecimento.
Von Krogh et al (2001) defendem um modelo fundamentado em cinco condições a serem adotadas pelas organizações: instilar a visão do conhecimento, gerenciar conversas, mobilizar os ativistas do conhecimento, criar o contexto adequado e globalizar o conhecimento local. Além de destacar essas cinco condições, os referidos autores salientam um novo referencial estratégico que desdobra o potencial de criação do conhecimento em duas estratégias básicas: estratégias de sobrevivência, em que as empresas exploram um conhecimento para manter o atual nível de sucesso e desempenho; e estratégias de avanço que enfatizam o êxito no futuro e a melhoria no desempenho. Estes autores defendem a concepção de que o conhecimento constitui uma fonte de vantagem competitiva.
Na seqüência, tem-se o modelo de Terra (2000) que propõe uma análise voltada às variáveis: ambiente econômico e social, evolução tecnológica, lógica organizacional e concepções sobre a natureza humana. Já Tejedor e Aguirre (1999) propõem um modelo de gestão do conhecimento focado na relação dinâmica entre cultura, perfil de liderança, mecanismos de aprendizagem e trabalho em equipe.
Choo (2006) parte de um modelo no qual a organização deve direcionar sua atenção para basicamente três aspectos: compreensão do conhecimento enquanto ferramenta estratégica, criação do conhecimento e tomada de decisão. Para este autor, a inter-relação entre informação, competência dos membros e compreensão correta do ambiente proporcionarão vantagens essenciais às organizações, permitindo-lhes agir com inteligência, criatividade e esperteza.
Tem-se ainda o modelo de Davenport e Prusak (1998), fundamentado em três partes: geração do conhecimento, codificação e coordenação do conhecimento e transferência do conhecimento. Na visão destes autores, o conhecimento na empresa é considerado de pouco valor se este não estiver acessível.
O modelo propostos por Wiig (2004) encontra-se fundamentado em cinco estágios: criação, aquisição, refinamento, disponibilização, distribuição e aplicação do conhecimento. Para este autor, o processo de gerir conhecimento só se torna possível com o comprometimento dos profissionais do conhecimento.
Por último, é apresentada a concepção de Rossato (2002) que define um modelo de Gestão do Conhecimento fundamentado num processo estratégico contínuo, focado no gerenciamento do capital intangível da empresa e de todos os pontos estratégicos a ele relacionados. Neste sentido, a referida autora destaca que o processo de gestão do conhecimento deve estar diretamente atrelado à estratégia organizacional e ter sua implantação garantida e patrocinada pela alta gerência.
Além dos modelos de gestão do conhecimento, esta seção também evidenciou as concepções em torno da estratégia competitiva. Destacando-se inicialmente a concepção de Michel Porter (1999) que define, dentre outros aspectos, três tipos de estratégia competitiva de posicionamento: liderança em custo, diferenciação e enfoque. Freeman e Soete (1997) partem de uma tipologia de estratégias fundamentada em seis tipos: ofensivas, defensivas, dependentes, oportunistas, imitativas e tradicionais. Mintzberg (1988) evidencia cinco tipos de estratégias genéricas adotadas pelas organizações a depender de sua mentalidade competitiva. São elas: estratégias de diferenciação por preço, estratégias de diferenciação por imagem, estratégias de diferenciação por suporte, estratégias de diferenciação por qualidade e estratégia de diferenciação por design.
Em seguida, tem-se a concepção de Ansoff (1997) que além de outros aspectos, estabelece uma lista de atributos considerados essenciais para a realização do diagnóstico estratégico da organização, além do que este autor também define uma sequência de sete etapas relativas ao estabelecimento deste diagnóstico. Por sua vez, Miles e Snow (1978) defendem uma tipologia de estratégias baseada em quatro tipos de comportamentos competitivos: defensoras, prospectoras, analistas e reativas.
Além das definições em torno da gestão do conhecimento e da estratégia competitiva, esta seção também procurou fazer em breve recorte em torno da importância das telecomunicações enquanto suportes às organizações do conhecimento. Evidenciando ainda o crescimento deste segmento e seu impacto na esfera econômica e no ambiente corporativo.
Diante das várias abordagens teóricas apresentadas ao longo desta seção, destaca-se a de Von Krogh et al (2001) como sendo aquela que norteia este estudo no que concerne às Práticas de Gestão do Conhecimento e o alinhamento entre estas e a Estratégia Competitiva. Compreende-se que a abordagem defendida pelos referidos autores corresponde àquela que melhor se adéqua à proposta deste estudo. Além da abordagem proposta por Von Krogh et al (2001) também será adotado o modelo de classificação das estratégias de diferenciação proposta por Mintzberg (2066), como sendo aquele que permite a caracterização da organização alvo deste estudo, no que concerne ao tipo de estratégia por ela adotado.
A utilização destas duas abordagens possibilitaram o alcance dos objetivos propostos neste estudo, uma vez que ambas representam aquelas que melhor se harmonizam com a proposta deste trabalho.
CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA
Este capítulo tem como finalidade identificar os principais aspectos metodológicos deste estudo. Ele se encontra subdividido em seis pontos, de modo que o primeiro identifica a natureza da pesquisa e o segundo classifica a pesquisa conforme três características. No terceiro ponto destaca-se o ambiente onde foi desenvolvida a pesquisa, bem como o fato de que a mesma representa um estudo de caso. O quarto ponto evidencia os sujeitos da pesquisa. No quinto ponto destaca-se a técnica metodológica adotada. O quinto ponto propõe a delimitação das variáveis e dos indicadores de avaliação e, por fim, o sexto ponto demonstra a forma pela qual ocorre o tratamento e análise dos dados.