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2.1.1.2. Turistlerin Yemek Tüketimini Etkileyen Faktörler

2.1.1.2.4. Psikolojik Faktörler

mão de mó; E) polidor discoide; F) fragmento de tembetá; G) plaina; H) furador; I) almofariz; J) amolador; K) percutor; L) quebra-coco.

Os materiais líticos picoteados e/ou polidos são formados, principalmente, por mãos de mó, lâminas de machado, fragmentos de lâminas de machado e polidores discoides. Porém ainda observei uma lasca de picoteamento, uma pré-forma de lâmina de machado, um fragmento de artefato polido e um fragmento de tembetá. Com exceção

dos polidores e do tembetá, confeccionados em quartzo leitoso, todas as outras peças picoteadas/polidas foram produzidas em rochas básicas (Prancha 3: A-F, Anexo 2: Tabelas 34-35).

Os vestígios de lascamento são constituídos por lascas e núcleos. Entre as lascas, observei duas lascas unipolares primárias e uma lasca secundária, bem como uma lasca siret e uma micro-lasca. Já entre os núcleos, notei dois núcleos com uma plataforma definida, um núcleo com duas plataformas em ângulo e um núcleo com várias plataformas em outras posições. Apenas duas peças foram classificadas como artefatos, sendo uma um furador e a outra uma plaina (Prancha 3: G-H). Os líticos lascados, por sua vez, foram confeccionados em quartzo hialino e leitoso. A superfície da maioria das peças é acortical, com cicatrizes de lascamento anterior. Não obstante, também registrei alguns líticos lascados com córtex característicos de núcleos prismáticos, a exemplo da plaina, bem como uma peça com córtex rugoso e outra com córtex liso (Anexo 2: Tabelas 36-38).

Os materiais líticos brutos, enfim, são formados por alguns amoladores e um percutor, um almofariz, um quebra-coco, uma matéria-corante, um seixo e um fragmento de seixo (Prancha 3: I-L). Os amoladores, o almofariz e o quebra-coco são formados por blocos de rochas básicas, o percutor e os seixos por seixos rolados de quartzito, e o corante por um bloco de óxido de ferro (Anexo 2: Tabelas 39-41).

No setor 1 do sítio Córrego Lalima, em contexto com a cerâmica Guarani, encontrei apenas duas lascas primárias, uma lasca térmica e um fragmento de artefato talhado e retocado. Provavelmente, as lascas primárias foram produzidas a partir do lascamento do mesmo bloco de rocha básica, ao passo que a lasca térmica se originou com o espocamento de um seixo de silexito. O fragmento de artefato apresenta matéria- prima constituída por quartzo fumê. Sem embargo, vale registrar que encontrei um tembetá de resina em contexto com um fragmento corrugado tipicamente Guarani e alguns restos faunísticos em uma sondagem escavada no setor 1 do sítio Córrego Lalima, e que recebi a doação de um tembetá lítico do Sr. Sebastião Cabrocha (Prancha 2: J-L). De acordo com o doador, irmão e vizinho do Sr. Jorge Cabrocha, o doador do cambuchi caguâba, o tembetá foi encontrado no quintal da sua casa, na Sede, no setor 3 do sítio Córrego Lalima. A peça foi confeccionada com o polimento de uma matéria prima constituída por quartzito verde e conta com uma forma idêntica, semelhante a uma “fisga”, ao tembetá polido em quartzo achado no sítio Córrego São Lourenço 1,

localizado no contexto da margem direita do alto curso do rio Paraná, por Kashimoto e Martins (2009: 153).

4.2 A Fase Jacadigo no setor 2 do sítio Asa de Pote

Assim como no setor 2 do sítio Córrego Lalima, a maior parte dos materiais cerâmicos associados à Fase Jacadigo no setor 2 do Asa de Pote é formada por fragmentos de paredes, bordas, bases e, em menor medida, apêndices de vasilhas (Anexo 4: Tabelas 1-2). Porém também encontrei uma rodela de fuso e uma “ficha” fragmentada (Prancha 4: J-K).

A pasta utilizada na confecção do vasilhame cerâmico do setor 2 do Asa de Pote contava com antiplásticos minerais e cacos moídos (Anexo 4: Tabelas 3). Não observei fragmentos temperados com conchas trituradas, como no setor 2 do Córrego Lalima. Sem embargo, a percentualidade de fragmentos de vasilhas temperadas com cacos moídos no setor 2 do Asa de Pote não só é quase tão representativa quanto à dos fragmentos com antiplásticos minerais, como ainda é maior do que no setor 2 do Córrego Lalima.

Provavelmente, do mesmo modo como no setor 2 do Córrego Lalima, algumas vasilhas da Fase Jacadigo no setor 2 do Asa de Pote devem ter sido confeccionadas com a combinação de técnicas de manufatura acordelada e modelada (Anexo 4: Tabela 4). No entanto, afora a rodela de fuso, o modelado foi observado em apenas 2 fragmentos de apêndice, constituídos por alças de suspensão (Prancha 4: I-J). Por outro lado, é importante considerar que, com exceção do torrão de sedimento queimado encontrado ao lado da amostra datada em mais de 6 mil anos, não registrei a presença de bolotas de argila no setor 2 do Asa de Pote.

Bem como no setor 2 do Córrego Lalima, o vasilhame da Fase Jacadigo no setor 2 do Asa de Pote apresentava, principalmente, bordas extrovertidas e diretas, lábios com reforço e rebarba externa e lábios dobrados, bases circulares planas e convexas, e alças de suspensão. Ainda observei uma borda inclinada externa e a presença de bordas com lábio apontado, biselado e marcado externo (Figura 33, Prancha 4: A, G, Anexo 4: Tabelas 5-7).

Nenhuma das bordas contou com 12,5 % ou mais do diâmetro da boca, o que inviabilizou a reconstituição gráfica do vasilhame. No entanto, o exame das bordas

identificadas e a presença de duas paredes infletidas com acabamento de superfície corrugado-simples, típico da Tradição Pantanal, indica que as vasilhas possuíam, ao menos, formas abertas e fechadas, contornos simples e infletidos, com alças de suspensão e, talvez, pescoços pronunciados (Prancha 4: A-B, I, Anexo 4: Tabela 8). Ainda registrei uma parede carenada no setor 2 do Asa de Pote, recolhida no nível 4 de uma sondagem. Contudo, além da carena, a parede apresenta pintura de linhas vermelhas sobre engobo branco na face externa e engobo vermelho na face interna, tipicamente Guarani (Prancha 4: M).

Figura 33: Sítio Asa de Pote, setor 2, fragmentos de borda das vasilhas cerâmicas da Fase Jacadigo: a) extrovertida; b) direta-vertical; c) inclinada-externa. A figura também

mostra a variação de lábios com reforço e rebarba externa, entre outros.

A espessura das vasilhas, por sua vez, variava entre 0,3 e 1 cm (Anexo 4: Tabela 9). Apenas 4 cacos apresentaram espessuras > 1 cm, os quais correspondem ao apêndice de suspensão mostrado na Prancha 4, com 2 cm, a uma das bases, com 1,6 cm, e a duas paredes, com 1,7 e 1,3 cm. Sem embargo, a base e as paredes > 1 cm contam com corrugações tipicamente Guarani na face externa (Prancha 4: L). Destarte, apesar da maioria dos fragmentos do setor 2 do Córrego Lalima também apresentar espessuras ˂ 1 cm, tanto a espessura quanto os outros atributos morfológicos mostram que o vasilhame da Fase Jacadigo no setor 2 do Asa de Pote era mais singelo.

As vasilhas da Fase Jacadigo no setor 2 do Asa de Pote também apresentavam acabamento de superfície preponderantemente simples em ambas as faces e nos lábios (Anexo 4: Tabelas 10-12). No entanto, ao contrário do setor 2 do Córrego Lalima, o setor 2 do Asa de Pote conta com uma frequência maior de fragmentos alisados do que polidos, tanto nas faces quanto nos lábios (Anexo 4: Tabelas 13-14, 18). Apenas um

Prancha 4: Sítio Asa de Pote, setor 2, materiais cerâmicos e líticos da Fase Jacadigo: