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1.6. PSĐKOLOJĐK SAVAŞIN EN ETKĐLĐ SĐLAHI PROPAGANDA

1.6.3. Propagandanın Çeşitleri

Derval Alves de Castro nasceu na Cidade de Goiás, no dia 28 de abril de 1896, filho do coronel Augusto Alves de Castro e de dona Delfina Maria de Castro. Os seus primeiros estudos foram realizados na escola particular de Mestra Nhola30 de 1903 a

1908. Ingressou no Liceu de Goiás em 1909, transferindo-se em 1912 para o Ginásio Diocesano de Uberaba, Minas Gerais, dirigido pelos Irmãos Maristas, onde estudou até 1914. Na cidade mineira de Juiz de Fora cursou a Faculdade de Engenharia Civil e Eletrônica, diplomando-se em 1919. Desde a época em que era estudante de engenharia Derval já manifestava o seu pendor para a literatura, tendo escrito para vários jornais de Minas Gerais, sobretudo de cidades do Triângulo Mineiro e também de seu Estado natal.

Formado, Derval fixou-se em Pernambuco como Engenheiro das Obras Contra a Seca. Em 1920, retornou a Goiás empregando-se como engenheiro da Estrada de Ferro. Ligado por laços de parentesco a personagens de destaque na política da época – seu tio coronel João Alves de Castro era forte aliado do caiadismo, sendo presidente do Estado de 1917 a 1921 – Derval se envolveu na política partidária de Goiás. Tomando o partido dos Caiado ele pugnou arrenhidamente contra os que lhes faziam frente, ficando célebre o estremecimento entre os Alves de Castro, representados por ele, Derval, Airosa e Teódulo Alves de Castro e o polemista Americano do Brasil, em 1921. Nas páginas do jornal O democrata, órgão de propaganda caiadista e no Jornal O Araguary, no Triângulo Mineiro, no qual muito escrevia Americano do Brasil, foram travadas verdadeiras batalhas nas quais vinham à tona problemas familiares, atos

públicos e particulares dos contendores, idéias, comportamentos, erros gramaticais, verrinas muito ao sabor da época (AMERICANO DO BRASIL, 1983, p.8).

Americano com sua pena sarcástica, apelidava os Alves de Castro, recebendo Derval a alcunha de João Goiano II ou Herval Álvaro Castriano. Nestas contendas, nota-se bem a caturrice gramatical e o intelectualismo exibicionista dos contendores, deixando entrever a vaidade daqueles que, apadrinhados pela sorte (e pela política), mantinham-se bem acima do nível intelectual da maior parte dos goianos da época, juntando ao mandonismo político-familiar, o intelectualismo com o qual se sobrepunham à quase que analfabeta população de marginalizados.

Casou-se em Itaberaí, no dia 23 de janeiro de 1927, com Maria Rios Fonseca, filha de Sebastião Antônio da Fonseca31, pertencente a tradicional e influente família

do lugar e Carmelinda Rios, natural de Jaraguá, filha do coronel Tubertino Rios, político forte naquele município e uma das grandes fortunas de Goiás na época.

Em 1930, publica Páginas do Meu Sertão, coletâneas de interessantes crônicas referentes às principais árvores das matas de Goiás. Em 1933 sai a lume Annaes da Comarca do Rio das Pedras, publicado pela Casa Duprat, de São Paulo. Ingressando em 1932 na Faculdade de Direito, recebeu o grau de bacharel em 1936. No dia 6 de novembro de 1940, tomou posse da Cadeira número 07 da Academia Goiana de Letras escrevendo para a ocasião um elegante discurso que foi publicado em opúsculo. Sempre interessado pelas coisas de Goiás, em 1942 funda, em Goiânia, a Sociedade Goiana de Folclore, entidade voltada para as manifestações populares de Goiás.

Faleceu no Rio de Janeiro, então Capital Federal, a 2 de fevereiro de 1952, tendo a municipalidade itaberina, anos depois, dado o seu nome a uma das principais avenidas da cidade.

Derval de Castro escreveu sua narrativa sobre Curralinho, logicamente, do modo como em sua época, no contexto goiano, se escrevia a história. A frase de Tácito sine ira et studio32, por ele utilizada como epígrafe de seu livro, remete a uma narrativa que

pretende ser imparcial, como se os fatos por ele narrados trouxessem, exprimissem, indubitavelmente, a verdade. Sua narrativa pretende trazer à tona o passado tal como

31 Sebastião Antônio da Fonseca (Sinhô Fonseca), sogro de Derval Alves de Castro, era filho do coronel

Luiz Antônio da Fonseca e dona Maria da Paixão Silva Caldas; neto paterno do padre Luiz Antônio da Fonseca, que por sua vez era filho de dona Maria Victória Pedroso de Campos que por sua vez era filha do capitão-mor Salvador Pedroso de Campos.

aconteceu. Essa pretensão de mostrar as coisas como de fato aconteceram, esbarra no fato de que o narrador expõe o passado a partir de seu mundo, de suas perspectivas, de sua vivência psicossocial e idiossincrática. Além disso, o narrador constrói sua narrativa em uma estrutura composta de começo, meio e fim organizando sua pesquisa, o material coletado etc, já em função do final antevisto.

A narrativa é aqui compreendida como a apropriação de um discurso legitimador de uma tradição inventada, de acordo com determinados interesses. Nesse sentido, difere da história como ciência que tem postulados, normas, métodos que devem ser utilizados na busca da compreensão do passado. Ao analisar o livro de Derval de Castro é necessário se colocar na perspectiva do tempo do narrador e da intersubjetividade da narrativa histórica e, o que se entende por intersubjetividade são as representações criadas a partir da vivência do narrador em correlação com seu mundo.

Isto quer dizer que ao analisar o Annaes da Comarca do Rio das Pedras não se pode deixar de lado o seu autor já que a obra é fruto de seu mundo, de sua vivência, do que acredita e do que almeja. Nessa análise em questão deve ficar claro que não se pretende adotar uma postura iconoclasta, desfazendo-se de seu trabalho. Com esta análise pretende-se conhecer como foi construída sua narrativa, a conjuntura em que foi escrita, como se deu a reconstrução da memória de Curralinho em Derval de Castro, o fim almejado por este escritor e o resultado de sua reconstrução em Itaberaí.

Benzer Belgeler