BÖLÜM 1: PROGRAM DEĞERLENDĐRME ÇALIŞMARI
1.1. Öğretim Programı ile Đlgili Temel Unsurlar
1.3.1. Program Değerlendirme Çeşitleri
Poucos são os estudos que tentam esclarecer os mecanismos
fisiopatológicos da xerostomia na SS. A patogenia da xerostomia nas
exocrinopatias é complexa e apenas parcialmente elucidada.
A disfunção das glândulas salivares na SS aparece devido à
infiltração linfocitária progressiva no ducto salivar que leva à reação inflamatória causando atrofia acinar e fibrose do parênquima glandular (GUOBIS et al, 2008). A perda de ácinos, extensa fibrose e linfocitose
periductal refletem a cronicidade da doença (WORK, 1981).
A resposta auto-imune desencadeada contra o parênquima glandular
é direcionada para as ribonucleoproteínas Ro/SS-A, com duas cadeias
protéicas de 52 e 60 kDa (citoplasmática), e La/SS-B (nuclear) de 48 kDa. O
mecanismo que pode ser o responsável pelo processo auto-imune é a
apoptose das células epiteliais, em que auto-antígenos intracelulares são
expostos ao sistema imune na superfície das bolhas apoptóticas (TAPINOS
et al, 1999).
Estudos de amostras de biopsias das glândulas lacrimais e salivares
menores de doentes com a SS revelam infiltração por linfócitos,
predominantemente do subgrupo das células T CD4+ com fenótipo CD45RO
e expressão do receptor dos antígenos das células Tα (FOX et al, 1982; OHYAMA et al, 1995), associado à destruição do tecido acinar, com
respectivamente. Existem evidências crescentes de que a apoptose esteja
claramente implicada na destruição da glândula salivar na SS
(MANGANELLI et al, 1997; KONG et al, 1998; AL-MAINI et al, 2000;
JIMENEZ et al, 2002; KÜHTREIBER et al, 2003; SISTO et al, 2006; SISTO
et al, 2007). A destruição do tecido acinar também pode relacionar-se à
apoptose mediada por Fas (também conhecido como CD95), um dos
mecanismos extra-mitocondriais de apoptose (HAYASHI et al, 2004;
OGAWA et al, 2005; NAKAMURA et al, 2005, 2007).
Com base na freqüente discordância entre o grau de lesão acinar na
biopsia e a diminuição fisiológica da produção de líquidos, as citocinas anti-
secretoras produzidas por essas células T parecem desempenhar algum
papel, em particular o interferon- , assim como a interleucina-2 (IL-2) e IL-10
(BROOKES et al, 1996; FOX et al, 1999; GARCÍC-CARRASCO et al, 2001;
BERTORELLO et al, 2004; OGAWA et al, 2005). Além disso, estudos
prévios demonstraram expressão anormal do fator transformador do
crescimento-beta (TGF- ) no tecido glandular salivar dos doentes com SS,
sugerindo sua participação na patogênese da SS (KIZU et al, 1996).
Alguns trabalhos mostraram níveis significativamente elevados de
sódio, potássio e IgA na saliva de doentes com SS (BEN-ARYEH et al, 1983,
1993; NAHIR et al, 1987; VAN DER REIJDEN et al, 1996). Foi encontrada
também correlação desses achados com as alterações histopatológicas
compatíveis com SS nas glândulas salivares labiais (MOUTSOPOULOS et
al, 1980b; SPIELMAN et al, 1982). Numerosos autores acreditam que a IgA
com a SS (ELKON et al, 1983; MÜLLER et al, 1989; BENDAOUD et al,
1991; BERRA et al, 2002). Outros acreditam que a IgA seja marcador de
atividade da doença da glândula salivar na SS primária (ATKINSON et al,
1992).
Alguns autores sugerem ainda que a composição alterada da saliva
(aumento sódio, potássio e IgA) possa ser um sinal do envolvimento
subclínico das glândulas salivares na SS (BEN-ARYEH et al, 1978, 1981,
1993).
Berra et al (2002) demonstraram que anticorpos salivares IgA poderiam
agir contra receptores muscarínicos da acetilcolina e consideraram que
estes anticorpos IgA poderiam estar implicados na fisiopatologia da
xerostomia da SS primária sendo novos marcadores para a diferenciação
entre xerostomia da SS e da xerostomia não relacionada à SS.
Müller et al (1989) demonstraram o aumento da concentração de IgA
sérica nos doentes com SS e que esta se correlacionava com a presença de
hipergamaglobulinemia, enquanto que o aumento de IgM sérico se
correlacionava com a presença de anticorpos anti-nucleares. Ambas as
imunoglobulinas estariam correlacionadas com o número de manifestações
extra-glandulares presentes em cada doente.
Pijpe et al (2007) mostraram que a função das glândulas salivares na
SS deteriora quanto maior o tempo da doença, independente do uso de
Existem evidências crescentes do envolvimento direto de auto-
anticorpos na patogênese tecidual (LORENZ et al, 2000), entretanto, o papel
exato dos auto-anticorpos na SS ainda permanece obscuro (SISTO et al,
2007).
Como se pode observar, até o momento, os mecanismos subjacentes à
destruição do tecido glandular observada nos doentes com SS ainda é
motivo de especulação.
Vários são os critérios utilizados para a avaliação das alterações
glandulares na SS. Um dos critérios inclui o nível de produção salivar que
pode ser avaliado medindo-se as taxas de fluxo com ou sem estímulo.
Entretanto, esses testes carecem de especificidade para a SS, visto que
muitas condições provocam produção diminuída da saliva.
A cintilografia das glândulas salivares, a sialografia secretória, a ultra-
sonografia e a ressonância magnética das glândulas parótidas, apesar de
úteis para demonstrar a anatomia e a função glandulares, só têm papel
limitado na prática clinica rotineira (HOCHBERG, 2001).
Dessa forma, a biopsia das glândulas salivares menores ainda
apresenta-se como principal alternativa para avaliar o comprometimento das
glândulas salivares na SS cujo achado característico consiste na infiltração
linfocítica focal. Este procedimento também é útil para a exclusão de outras
condições passíveis de causar xerostomia (VITALI et al, 1993, 2002;
HOCHBERG, 2001). Sua morbidade é baixíssima em relação à biopsia de
técnica de retirada individual das glândulas através de uma incisão
(GREENSPAN et al, 1974), diferente do que era feito anteriormente, com
retirada de um fuso de mucosa (CHISHOLM e MASON, 1968). Em relação a
outras técnicas de biopsia, como o "punch" e a retirada de elipse de mucosa,
a técnica de retirada individual das glândulas mostrou-se superior pela maior
quantidade de glândulas obtidas e menor morbidade dos ramos sensitivos