4. ARAŞTIRMA BULGULARI
4.2. Peyzaj Mimarlığında Kullanılan Soğanlı Bitkilere Ait Çiçeklenme
A área experimental foi subdividida para sistematizar o levantamento da avifauna e foram estabelecidas 4 trilhas de observação com 150 m cada, seguindo a mesma orientação das linhas onde se encontram as aleias, totalizando a extensão de 600 m em cada visita, permitindo a observação de todos os pontos demarcados. O caminhamento obedeceu à orientação pré-
determinada, os pontos de amostragem foram numerados de 1 a 21 (Figura 10), representando as áreas onde as árvores exercem a maior influência (aleias) e locais onde a cana-de-açúcar exerce dominância (espaçamentos entre aleias).
Figura 10. Croqui da área experimental com cultivo de cana-de-açúcar em faixas em um sistema agroflorestal do tipo aleias constituída por essências florestais brasileiras.
A amostragem da avifauna foi realizada por levantamentos qualitativo e quantitativo de forma simultânea (VIELLIARD; SILVA, 1990). Em um período de tempo de observação pré-definido em 10 min para cada ponto de amostragem, foram registrados os contatos visuais e/ou auditivos. A identificação das espécies foi realizada com auxílio do guia de campo de Tomas Sigrist (2009), considerando também as informações gerais sobre
alimentação e estratificação vegetal principal de forrageamento utilizando a definição de guildas ou categorias alimentares de acordo com Jaksić (1981).
O método qualitativo foi do tipo exaustivo que se consiste no registro das espécies até que essas se esgotem na parcela e teve por finalidade estabelecer a lista mais completa possível da avifauna na área de estudo. Foi considerada a presença ou ausência da espécie identificada, relacionada aos locais onde são mais facilmente encontradas. A partir desses dados foi calculado índice frequência de ocorrência da espécie (FO) e o índice de riqueza especifica (S), o que possibilita verificar o número de espécies na área.
Para o levantamento quantitativo a amostragem foi realizada por pontos com distância ilimitada para estudo nos neotrópicos, registrando o número de contatos visuais com a espécie por ponto amostral, sem levar em conta o número de indivíduos presentes, uma vez que a captura não foi realizada. Seguindo a metodologia citada foram determinados os seguintes parâmetros populacionais: a) o índice pontual de abundância (IPA); b) índice de diversidade de Shannon Wiener (H’); c) índice de equitabilidade de Pielou (J’) e d) índice de similaridade de Jaccard (SJ). Esses parâmetros foram empregados nas comparações posteriores com outras espécies e áreas. As aves contabilizadas na região das aleias estavam obrigatoriamente em pousio e/ou nidificando (Figura 11) nas árvores plantadas ou nos tutores (mourões de eucalipto tratado que suportam e protegem as mudas em seu crescimento inicial). Já as aves consideradas nos espaçamentos entre aleias estavam em pousio e/ou nidificando na cana-de-açúcar ou no solo sob a cana. Aves consideradas presentes nas aleias ou na cana foram registradas por contado visual, já espécies identificadas por vocalização (canto e/ou chamado) tiveram a sua presença registrada como “área do entorno”.
A riqueza de espécies foi estimada utilizando-se o 'Jackknife de primeira-ordem' < '= = >+ ? × . @ 1 onde: Sjack1 é número de espécies estimado; Sobs é número total de espécies observado em todas as amostras; Q1 é número de espécies que ocorrem exatamente na amostra 1 e m é número total de amostras.
O cálculo de frequência de ocorrência foi feito para cada espécie a partir da fórmula FO = .CDE
CFD1 × 100 Onde: FO: frequência de ocorrência; Ndi: número
de visitas a campo em que a espécie i foi observada; Ntd: número total de visitas ao campo. Este dado indica a porcentagem de visitas a campo em que a presença de cada uma das espécies foi constatada.
Figura 11. Fotos do sistema agroflorestal de canavial com aleias de árvores brasileiras no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Araras - SP. (A). Foto de ipê amarelo plantado entre linhas de cana (2012). (B). Presença de ninho de pomba no ipê amarelo (2012). (C). Presença de ninho de beija-flor no ipê amarelo (2012).
Para cada espécie foi designada uma categoria de abundância segundo sua frequência de ocorrência nos censos feitos em um habitat específico segundo Naka et al. (2002) a fim de agrupar e sustentar comparações. Os agrupamentos foram: rara - espécies registradas em menos de 5% das visitas à área, isto é, com frequência de ocorrência abaixo de 5; escassa - frequência de ocorrência de 5 à 24; pouco comum - frequência de ocorrência de 25 à 49;
comum - frequência de ocorrência de 50 à 74 e abundante - frequência de ocorrência de 75 à 100.
O índice pontual de abundância foi calculado possibilitando a comparação da estrutura da comunidade de aves entre áreas distintas com base na abundância relativa de cada espécie. O IPA é obtido através do cálculo do número total de contatos de cada espécie dividido pelo número total de amostras pela fórmula IPA = CE
CJ onde IPA: índice pontual de abundância; Ni:
número de contatos da espécie i; Na: número total de amostras (pontos x visitas).
A riqueza dos pontos amostrais foi comparada através do índice de similaridade de Jaccard calculado através de SL =NOPOMM × 100 onde: SJ: índice de similaridade de Jaccard; A: número de espécies exclusivas da área A; B: número de espécies exclusivas da área B; C: número de espécies comuns às áreas A e B.
O índice de Shannon-Wiener foi calculado por 8Q= − ∑ (TUY U) × (log TU), onde S: número de espécies (riqueza) e Pi:número de indivíduos na amostra que pertencem a espécie i, expresso na unidade nats.indivíduo-1. A partir de H´ calculou-se o índice de equitabilidade de Pielou através de ZQ= [Q
\]^ . O software Past® foi utilizado como suporte para os cálculos citados acima.
Os levantamentos ocorreram mensalmente entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012, totalizando 24 visitas com um esforço amostral de 2 horas de observação/visita. Cada visita foi iniciada às 6 horas e concluída às 8 horas da manhã, perfazendo um total de 48 horas de observação. O trabalho foi realizado por uma equipe de dois observadores (n=2).
Para a classificação da ocupação das espécies foram considerados quatro estratos: 1° solo; 2° intermediário; 3° superior e 4° vertical. A nomenclatura científica adotada foi proposta por Sick (1997), todavia, foram acatadas as resoluções de 2011 do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO). Realizou-se a descrição e análise da estrutura trófica da comunidade de aves registrada. A categorização da dieta das espécies seguiu Sick (1997) com alguns acréscimos baseados nas observações de campo relacionando o habito preferencial.
As classificações de endemismo foram baseadas em Sick (1997) com as modificações sugeridas pelo CBRO (2011), considerando residente (R) com evidências de reprodução no Brasil e espécie endêmica do Brasil (E). Já as classificações de conservação seguiram a “Bird Life International”, IUCN (2012) onde: (LC) segura ou pouco preocupante; (NT) quase ameaçada e (VU) vulnerável.
Para cada espécie foi designada uma categoria de abundância segundo sua frequência de ocorrência nos censos feitos em um habitat específico segundo Naka et al. (2002) a fim de agrupar e sustentar comparações. Os agrupamentos foram: a) rara - espécies registradas em menos de 5% das visitas; b) escassa - frequência de ocorrência de 5 a 24%; c) pouco comum - frequência de ocorrência de 25 à 49%; d) comum - frequência de ocorrência de 50 à 74% e e) abundante - frequência de ocorrência de 75 à 100%.