I. ARAŞTIRMANIN AMACI, ÖNEMİ, METODU, SINIRLANDIRILMASI VE
2.8. PEYGAMBERLERİN KURTULUŞTAKİ ROLÜ
2.8.1. PEYGAMBERLERİN ŞEFAATİ VE DUASI
THEORY: A EMERGÊNCIA DE UMA TEORIA ORIENTADORA DO
ESTUDO
Com base no método de análise de dados selecionado para esta primeira fase do estudo, e intitulado grounded theory, a teoria emerge a partir dos dados, e a idéia principal é iniciar o trabalho de pesquisa sem uma teoria preconcebida (Glaser & Strauss, 1979). De fato, esse estudo iniciou-se com a escolha do tema – universidades corporativas, e o problema de pesquisa – o papel das universidades corporativas junto às instituições de ensino superior tradicionais, considerando-se o contexto do ensino superior; sem uma teoria definida a priori que embasasse o estudo.
Glaser e Strauss (1979) salientam que essas etapas são necessárias e suficientes para permitir a emergência da teoria. Segundo os autores, a teoria gerada pode ser de dois tipos: substantiva ou formal. A primeira volta-se para o
desenvolvimento de uma área substantiva ou empírica de uma investigação social, e a segunda volta-se para o desenvolvimento formal ou conceitual de uma área de investigação social.
Tendo identificado o problema, ainda que em termos gerais, e iniciado o processo de pesquisa, desenvolvendo o referencial bibliográfico, e sobretudo, a partir da coleta de dados secundários, foi possível iniciar o processo de geração de teoria. De acordo com Glaser e Strauss (1979), a primeira coisa a fazer é identificar categorias de uniformidade de dados, e a partir daí, as propriedades e dimensões de cada uma dessas categorias. Categorias são elementos conceituais de uma teoria, propriedades são aspectos ou atributos presentes nas categorias, dimensões são magnitudes em termos de espaço ou tempo. A geração de categorias a partir dos dados coletados tem que ser, totalmente, fruto da sensitividade teórica do pesquisador, sem privilegiar nenhuma perspectiva teórica antes da própria teoria gerada pela evidência dos dados (Glaser & Strauss, 1979).
Devido a temática a respeito de universidades corporativas ser tão recente, não existem teorias que ilustrem esse assunto, e principalmente, teorias que discutam essa assunto sob a perspectiva da representação de possibilidades de cooperação ou competição com as instituições de ensino superior. O processo de seleção de categorias conceituais e a caracterização dessas categorias, em termos de propriedades e dimensões, ocorreu durante o processo de análise dos dados secundários, sem considerar nenhuma perspectiva teórica anterior inclusive porque ela inexiste; e acabou suscitando a tipologia proposta para as universidades corporativas consistindo na emergência de uma teoria, no caso uma teoria do tipo substantiva.
A geração de uma teoria substantiva requer uma análise comparativa entre os grupos dentro de uma mesma área substantiva ou empírica. Considerando comparativamente o tipo de público atendido pelas universidades corporativas, as categorias foram criadas dando origem a uma tipologia para as universidades corporativas. A tipologia proposta consiste em três tipos de universidades corporativas, conforme já foi apresentado na
fundamentação teórica desse estudo (item 3.7): “público interno”, “público externo restrito” e “público externo ampliado”.
Nas metodologias convencionais, a amostragem usualmente precede a análise dos dados, com decisões prévias a respeito de que população extrair uma amostra. Na grounded theory essa ordem dos eventos é inversa. A amostra para a realização do estudo não pode ser determinada antes da coleta de dados (Glaser & Strauss, 1979).
Na presente pesquisa, a definição da amostra só se tornou possível a partir da coleta dos dados secundários, pois foi a análise dos dados secundários que permitiu a emergência da tipologia proposta para as universidades corporativas, ou da teoria substantiva.
De acordo com Glaser e Strauss (1979) a teoria substantiva deve emergir primeiro, servindo de base para a identificação de qual ou quais teorias formais podem ser relevantes. Segundo Dey (1999) essa é uma construção progressiva do conhecimento e da teoria, passando por uma teoria substantiva para uma teoria formal.
Tendo a teoria substantiva como base, materializada na tipologia proposta, extraiu-se a teoria formal significativa para o presente estudo. A teoria formal foi gerada com base na análise dos condicionantes considerando- se o impacto no contexto do ensino superior de cada categoria representada na tipologia proposta, e que se encontra detalhada na fundamentação teórica dessa pesquisa.
De acordo com Dey (1999) o processo de codificação na grounded
theory é um processo chave para a análise qualitativa dos dados. Strauss e
Corbin (1990), definem a codificação como um processo de análise que envolve três fases: open coding, axiel coding e selective coding, e que podem ser resumidas respectivamente em: categorização dos dados, conexão entre as categorias, e foco em uma categoria essencial.
A análise dos condicionantes empreendida, teve como base o enfoque em uma categoria essencial, que corresponde à terceira fase do processo de codificação. Tal análise conduziu à constatação de um maior potencial significante, no âmbito desse estudo, da categoria das universidades
corporativas denominada “público externo ampliado”. Isso conduziu a geração de uma teoria formal que caracteriza as universidades corporativas cujos programas educacionais são oferecidos ao “público externo ampliado”, como representantes, na condição de categoria, de um novo entrante no contexto do ensino superior.
A emergência dessa teoria é que possibilitou a definição da amostra para coleta dos dados primários. Foi então que se definiu, com base na teoria sustentada a partir da tipologia proposta, que a coleta de dados primários deveria ocorrer prioritariamente nas universidades corporativas pertencentes a categoria “público externo ampliado”, por essa ser a categoria com maior potencial significante no que compete à caracterização das universidades corporativas como representativas de um novo entrante no contexto da educação superior.
A amostragem, ainda que intencional, definida com base na teoria emergente, está voltada para a obtenção de novas fontes de dados, que contribuíram para o desenvolvimento conceitual pretendido.
5.2 ANÁLISE DOS DADOS PRIMÁRIOS BASEADA NO MÉTODO DE