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PERSONEL YÖNETİMİ-İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİ AYIRIMI

Considerando a autonomia parcial concedida às escolas pela LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/1996 para que, definissem seus próprios projetos pedagógicos e a flexibilidade para adequá-los a cada realidade, a SE - Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, decidiu por apresentar no início do ano de 2008, uma nova Proposta Curricular de Matemática para o Estado de São Paulo.

Trata-se de uma proposta de ação integrada e articulada para os níveis de Ensino Fundamental – Ciclo II e Ensino Médio, cujo objetivo é uma melhor organização do Sistema Educacional do Estado de São Paulo. Com o foco definido em melhorar a qualidade do ensino e elevar os níveis de aprendizagens dos alunos da escola pública esta “ação integrada” apoiada pela CEN P- Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e pela FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação, apresentou um estudo, resultante da participação espontânea de toda classe docente paulista, com direito à sugestões e críticas, realizada durante o ano de 2007, através de questionários e canais abertos “pela tecnologia”.

Além do resultado obtido junto aos Professores, a Secretaria da Educação, ao definir esta Nova Proposta Curricular (2008), levou em conta o processo de experiências já vivenciadas, de práticas acumuladas, ou seja, realizou um amplo levantamento do acervo cultural e tecnológico existente, num processo de revisão, de sistematização e recuperação de documentos, publicações e diagnósticos conhecidos.

Deixando claro que uma proposta deve se colocar em constante aprimoramento, a SE – Secretaria da Educação, no intuito de fomentar o desenvolvimento curricular, traz na sua Nova Proposta Curricular (2008, pp.8-9) alguns subsídios importantes:

O primeiro, um documento básico de apresentação dos princípios orientadores, que aborda algumas das principais características da sociedade do conhecimento e das pressões que a contemporaneidade exerce sobre os jovens

cidadãos, propondo princípios orientadores para a prática educativa. Prioriza a prática de leitura e escrita, define a escola como espaço de cultura e de articulação de competências e conteúdos disciplinares.

O segundo documento, diz respeito às Orientações para uma Gestão do Currículo na Escola. Dirigido especialmente aos Dirigentes, Diretores, Supervisores, Assistentes Técnico-Pedagógicos (PCOP), Professores Coordenadores, tem a finalidade específica de apoiar o gestor, para que seja um líder na implementação da Proposta Curricular, de modo a garantir que o Projeto Pedagógico que organiza o trabalho nas condições singulares de cada escola, seja um recurso eficiente de aprendizagem do aluno.

Também no segundo subsídio, são propostas orientações e estratégias para a educação continuada dos professores, deixando claro que a formação dos professores dentro de cada unidade escolar, será função do PC - Professor Coordenador com o apoio dos outros integrantes do Grupo Gestor.

No intuito de melhor preparar o Professor Coordenador para que este possa também se inteirar melhor dos temas e situações a serem trabalhadas com seus professores nas Escolas apresenta o Caderno do Gestor, que traz recomendações sobre as dificuldades de aprendizagem em Matemática, inclusive lembrando ao Grupo de Gestores a importância de se trabalhar a teoria e conhecer a metodologia que atualmente fundamenta a Proposta Curricular:

Para compreender melhor a natureza das dificuldades de aprendizado em Matemática, é fundamental que se reflita sobre os conceitos e habilidades que se espera que o aluno desenvolva (ponto de vista da Pedagogia) e sobre os processos cognitivos que estão na base desse processo (ponto de vista da Psicologia). As operações lógicas, estudadas por Piaget, são a base para a compreensão dos números e das medidas. Vale observar que a maioria das conclusões dos estudos piagetianos são válidas para o aprendizado e o ensino da Matemática e foram incorporadas ao Construtivismo, enfoque teórico pressuposto na elaboração da Proposta Curricular do Estado de São Paulo (PROPOSTA CURRICULAR – CADERNO DO GESTOR, v. 3, 2008, p.37).

O último subsídio é dirigido aos professores. São os Cadernos do Professor, organizados por bimestre e por disciplina, onde são apresentadas situações de aprendizagem para orientar o trabalho do professor no ensino dos conteúdos disciplinares específicos. Evidenciam as competências necessárias e habilidades a serem trabalhadas com os conteúdos, organizados por série e acompanhados de

orientações para a gestão da sala de aula, para a avaliação e para a recuperação. Também trazem como apoio aos professores, sugestões de métodos e estratégias para que as atividades a serem desenvolvidas nas aulas, experimentações, projetos coletivos, atividades extra-classe, estudos interdisciplinares sejam significativas e o tempo previsto para as aulas propostas neste Caderno.

A Proposta Curricular (2008), traz em seu bojo, uma exigência direcionada à classe docente, para que a implementação da mesma seja realmente concretizada: conhecer a teoria que fundamenta seu trabalho prático, ler para conhecer, experimentar, propor, investigar, analisar, trocar experiências e articular - se com os colegas de outras disciplinas. Ações que a maioria docente tem dificuldades em reconhecer na sua própria prática.

Ainda buscando compreender as orientações pedagógicas contidas nos PCN(s) – Parâmetros Curriculares Nacionais (1996), muitos professores nem se deram conta das modificações que a Nova Proposta Curricular (2008) trouxe para suas práticas pedagógicas já arraigadas. Seis princípios norteiam este novo currículo:

I – Uma escola que também aprende. II - O Currículo como espaço de cultura. III - As competências como referências.

IV - Prioridade para as competências de leitura e escrita. V - Articulação das competências de aprender.

VI - Articulação com o mundo do trabalho (NOVA PROPOSTA CURRICULAR, 2008, pp. 12-20)

A Proposta de 2008, situa os conhecimentos em quatro Grandes Áreas, e como novidade, trata a Matemática como disciplina específica, sendo que na última Proposta Curricular, os PCN (1996), a Matemática pertencia à mesma área de conhecimentos que a Física, a Química e a Biologia:

• Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias;

• Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

• Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;

• Área da Matemática e as áreas do conhecimento.

Três são as razões principais da desvinculação da Matemática.

A primeira diz respeito ao fato de que uma parte da Matemática se dilui quando agregada ao grupo de linguagens em sentido amplo, ou seja, agregada ao

grupo de linguagens das outras Ciências, sendo que esta disciplina possui sua especificidade em relação à linguagem, que com a Língua Materna forma um par fundamental para sua compreensão:

Entre a Matemática e a Língua Materna existe uma relação de impregnação mútua. Ao considerarem-se estes dois temas, enquanto componentes curriculares, tal impregnação se revela através de um paralelismo nas funções que desempenham, uma complementaridade nas metas que perseguem, uma imbricação nas questões básicas relativas ao ensino de ambas. É necessário reconhecer a essencialidade dessa impregnação e tê- la como fundamento para a proposição de ações que visem à superação das dificuldades com o ensino de Matemática. (MACHADO,1990, p.10).

A segunda razão para que a Matemática tenha uma área para si, é a preocupação quanto à manutenção de sua especificidade, pois sua incorporação à área de Ciências, pode distorcer o fato de que a Matemática, mesmo oferecendo uma linguagem especialmente importante e adequada para a expressão científica, constitui um conhecimento específico da Educação Básica. Assim, é necessário que o aluno conheça a Matemática com seu rigor e especificidade científica e que faça parte de suas habilidades, aprender a articulá-la com os outros conhecimentos.

Como terceira razão, a Proposta Curricular (2008), elaborou o tratamento da Matemática como área específica, para facilitar a incorporação crítica dos inúmeros recursos tecnológicos que dispomos para a representação de dados e tratamento de informações, na busca de transformá-la em conhecimento.

Segundo a equipe técnica responsável pela elaboração deste documento, a Proposta para a Matemática não foi a de “isolá-la”, enquanto disciplina. Deixa claro que não houve a pretensão de caracterizar a Matemática como tema especializado, apesar de criarem uma área de Conhecimento só para a disciplina:

Insistimos, no entanto, no fato de que a apresentação da Matemática como uma área específica não pretende amplificar suas supostas peculiaridades nem caracterizá-las como um tema excessivamente especializado ou relevante. Visa apenas a uma exploração mais adequada de suas possibilidades de servir às outras áreas, na ingente tarefa de transformar em conhecimento em sentido amplo, em todas as suas formas de manifestação. (PROPOSTA CURRICULAR DE MATEMÁTICA, 2008, p.39).

2.5.2 Pressupostos teóricos da Proposta Curricular do Estado de São Paulo