2.5. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİCİLERİNİN GÖREVLERİ
2.5.2. İnsan Kaynakları Yöneticilerinin Yetkinlikleri
Ao analisar separadamente cada ATIVIDADE proposta aos alunos, na construção da pesquisa e coletada em busca de respostas para os questionamentos que a motivaram, perspectivando essa dissertação na área Matemática, podemos
com certeza citar que foram momentos muito angustiantes.
Vivenciar momentos de análise faz com que recordemos os encontros com os alunos, como cada um elaborou cada atividade e como a pensou. É ouvir novamente suas falas, por tantas vezes inadequadas. Desenhos e escritas de palavras erradas, vocabulário inadequados, gestos de incompreensões ou traços mal interpretados.
Entretanto, na fase final da dissertação, analisando as atividades, percebemos que a falta de referenciais, ou como cita Pais (2008), a falta de “componentes precedentes” fica evidente nos conhecimentos dos alunos, à medida que os conteúdos contemplados nas atividades vão se diversificando. A falta de conteúdos geométricos na vida escolar do aluno é um fato grave e observável nas atividades matemáticas mais básicas propostas.
Podemos alertar para a falta de referenciais geométricos na vida escolar do aluno, sob uma outra ótica pedagógica: este fato grave e observável nas atividades matemáticas mais básicas propostas, se torna um problema mais complexo, quando entendemos que estes conteúdos-referenciais são pertinentes à Proposta Curricular para o ensino da Matemática, entretanto têm seu ensino, de certa forma, ofertados de maneira inadequada ou ineficaz aos alunos.
Há outros aspectos muito importantes a serem analisados: a Geometria é um excelente apoio às outras disciplinas: como interpretar um mapa, sem o auxílio da Geometria? Como interpretar em Artes, uma obra em estilo Cubista? Percebe-se que quando a Matemática tem a Geometria excluída de seu currículo, outros conhecimentos pertinentes às outras disciplinas, também não serão apreendidos pelos alunos de forma significativa.
Outra descoberta feita nas análises, é que os alunos possuem enorme dificuldade com a relação entre o oral e o escrito, ou seja, o componente linguístico. Sob uma visão matemática, os alunos têm muitas dificuldades em se expressar corretamente, utilizando-se de palavras pertinentes ao vocabulário matemático.
Este é um fator que não é pontual e que precisa ser cuidado pela categoria docente, já que a Língua Materna e a Matemática exercem funções paralelas no processo de aquisição do conhecimento matemático, especialmente o da Geometria.
Para Machado (2001), a Matemática e a Língua Materna,
constituem condição de possibilidade do conhecimento em qualquer ramo, sendo responsáveis inclusive pela produção dos próprios instrumentos que irão utilizar; nessa condição é que deveriam ser ensinadas. A ênfase no paralelismo nas funções bem como a indicação da forma natural segundo a qual a impregnação entre os dois sistemas tem lugar no dia-a-dia, na fala ordinária, conduziu à questão das relações entre a oralidade e a escrita. (MACHADO, 2001, p.127)
O que concluímos é que a oralidade apóia a escrita e é condição importante para a aquisição de conceitos, cooperando para a ampliação das possibilidades de aquisição dos conceitos matemáticos, leiamos – geométricos.
Segundo Machado (2007, p.127),
“o inevitável empréstimo da oralidade que a Matemática deve fazer à Língua Materna, sob pena de reduzir-se a um discurso sem enunciador, ao mesmo tempo que destaca uma relação de complementaridade entre os dois sistemas, por esta via põe em evidência a essencialidade da impregnação entre ambas.”
Entretanto, o que é mais preocupante, é que surgem Novas Propostas Curriculares, novas atividades são pensadas, novas metodologias são propostas e a situação caótica do ensino da Geometria continua, e as atividades realizadas pelos alunos refletem esse fato.
Talvez o currículo seja um problema real e precise ser repensado continuamente, acompanhando a evolução tecnológica e as necessidades atuais, não se limitando às escolas públicas, mas estendendo-se às instituições formadoras de professores de Matemática.
Pela importância da Geometria, como conteúdo matemático complexo, ou como conhecimento acumulado historicamente, está clara a sua posição frágil no conhecimento dos alunos e também nos dos professores, assim, é necessário que se conclua, que uma geração que não aprendeu, não conhece o valor da Geometria, não pode ensiná-la, simplesmente porque não sabe ensiná-la e o mais grave: não consegue perceber a gravidade de tal fato na sua prática pedagógica, porque não procura romper esse círculo de ignorância geométrica, de inércia pedagógica.
A situação do nível de conhecimento geométrico demonstrada pelos alunos e sintetizada nas análises de suas atividades, segundo o modelo Van Hiele (1984), ainda é o nível zero, ou seja, o nível da visualização e soluções esporádicas, ou atividades dispersas sem uma seqüência didática lógica e sistematizada do ensino da Geometria não fará com que esse nível avance ou que esse quadro seja
mudado. Atitudes esporádicas ou pontuais, de um ou outro docente em diferentes escolas, serão diluídas na avalanche de informações sem reflexos pedagógicos.
O conhecimento Geométrico só terá importância nos currículos das escolas públicas se houver um esforço contínuo para valorizá-lo na formação de profissionais docentes não só de matemática, mas de outras áreas de interesse da Geometria. A mudança de postura no cotidiano das salas de aulas deverá ser ampla e constante.
Uma teoria esclarecedora da importância da Geometria no processo de desenvolvimento do raciocínio matemático precisa fazer parte da vida prática da classe docente.
O conhecimento Geométrico só terá importância nos currículos das escolas públicas se houver um esforço contínuo para valorizá-lo na formação de profissionais docentes não só de matemática, mas de outras áreas de interesse da Geometria.
A mudança de postura no cotidiano das salas de aulas deverá constituir busca ampla e constante. Uma teoria esclarecedora da importância da Geometria no processo de desenvolvimento do raciocínio matemático precisa fazer parte da vida prática da classe docente. A pesquisa indica, no contexto em que foi realizada, que ela não detém conhecimento teórico, nem prático, sobre como e o que se ensinar de Geometria, e o fator mais agravante nesse cenário é que também parece ignorar as conseqüências danosas ao desenvolvimento e a formação intelectual de seu aluno quando abandona o ensino dos conteúdos geométricos.