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TÜRKĠYE’DE ĠHALE SĠSTEMĠNĠN 4734 SAYILI KANUN KAPSAMINDA ĠYĠLEġTĠRĠLMESĠNE YÖNELĠK ÖNERĠLER

2. ĠHALE USULLERĠ VE ALIM YÖNTEMLERĠ KONUSUNDA DEĞERLENDĠRME VE ÖNERĠLER DEĞERLENDĠRME VE ÖNERĠLER

2.2. PAZARLIK USULÜ

Podemos definir modelo como um esquema utilitário que reúne elementos de uma realidade, procurando interpretá-la através de símbolos, palavras ou fórmulas matemáticas (Leite, 2006). No caso específico da comunicação de ciência, um modelo visa representar uma teoria ou ideia de como se processa ou estrutura a forma que os cientistas utilizam para comunicar entre pares as investigações realizadas (Costa, 2009). Estes modelos podem variar consoante as disciplinas, os interlocutores, as características e os meios ao dispor de quem produz conhecimento (Costa, 2009).

Desde a década de 70 do século XX que têm surgido diversos modelos para descrever todo o processo de comunicação de ciência, destacando-se Garvey e Griffith (1979), Hurd (1996, 2000), Costa (1999), Björk e Hedlund (2003) e Costa (2009).

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Figura 1 - Modelo de Garvey e Griffith (1979) (Hurd, 2000) (adaptado por Costa, 2009)

Um dos primeiros modelos foi proposto por Garvey e Griffith, em 1979. Ainda que este tenha sido desenvolvido com base na observação empírica de uma única ciência, a psicologia, (Björk, 2007) este modelo foi o princípio de uma série de outros estudos sobre o assunto (Costa, 2009).

Uma das conclusões demonstradas pelos autores do modelo é que, no momento de divulgação da pesquisa através de um canal formal de comunicação, em especial num periódico, uma parte significativa da comunidade científica já tinha conhecimento dos resultados mediante os canais informais de comunicação (por exemplo, os contactos realizados pelo(s) investigador(es) com os seus pares ao longo da investigação) ou os canais formais, como a apresentação de resultados em seminários ou em conferências (Costa, 1999). Para Björk (2007), este modelo de Garvey e Griffith foi uma boa descrição da comunicação científica, quando esta ainda não utilizava os desenvolvimentos tecnológicos.

Como o próprio Homem evolui, o que ele cria também acompanha essa evolução. Assim sendo, com os progressos da comunicação mediada por computador, sobretudo nas últimas décadas, a comunicação científica tem ao seu dispor novos canais para comunicação da ciência, com especial destaque nos canais informais para o correio

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eletrónico e os blogues57, e nos canais formais de comunicação a notoriedade vai para o

uso dos periódicos e monografias em formato digital.

Tendo por base estes desenvolvimentos, diversos teóricos consideram que se vive num clima de transição de um modelo impresso de comunicação de ciência, para um novo modelo mediante a disseminação digital do conhecimento produzido, iniciando-se assim uma nova era na comunicação científica.

Estes desenvolvimentos vieram refletir-se em novos modelos de comunicação de ciência (Costa, 2014).

Como resultado desta nova ordem, em 1996, Julie Hurd reexaminou, à luz dos novos desenvolvimentos tecnológicos, o processo de comunicação científica (Björk, 2007), apresentando um novo modelo que incorpora na sua estrutura a comunicação mediada por computador.

Figura 2 - Modelo de Hurd (1996) (adaptado por Costa, 2009)

Situando-se nos antípodas do modelo de Garvey e Griffith anteriormente exposto, este modelo de Hurd (1996) apresenta-se com uma forte presença da componente digital,

57 Sítio na web ou página pessoal utilizada para partilhar informações, experiências pessoais ou notícias.

Normalmente são compostos por textos ou posts, podendo também ser utilizados como diários em linha. A sua temática varia de acordo com o objetivo do autor ou autores, pode ser atualizado diariamente e receber comentários dos leitores (7GRAUS, 2008-2014).

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onde os canais informais tradicionais, como o telefone e o contacto pessoal, são substituídos pelo correio eletrónico ou pelas listas de discussão. A autora justifica a substituição pelo facto dos canais digitais serem excelentes para contactos entre investigadores, quando separados por grandes distâncias (Leite, 2006). O digital está posteriormente presente aquando da submissão e comunicação do resultado final, onde todo o processo é mediado por computadores. Neste modelo, a autora exclui o formato impresso de todo o processo de comunicação.

Figura 3 - Modelo de Costa (1999) (adaptado por Costa, 2009)

Em contraponto com o modelo de Garvey e Griffith (1979) e o de Hurd (1996), a investigadora da Universidade de Brasília, Sely Costa, em 1999, anuncia um outro modelo que pretende fazer a transição entre a comunicação tradicional e o digital (Costa, 2009).

Com base num estudo realizado no âmbito das ciências sociais, a autora considera que um sistema totalmente digital de comunicação como o de Hurd (1996) não existe, argumentando que a nível das ciências estudadas a utilização de serviços digitais ainda é diminuto. Propõe assim, um modelo híbrido uma vez que, tendo em atenção os desenvolvimentos tecnológicos, não descuida as questões tradicionais que caracterizam a comunicação científica nas ciências sociais (Costa, 2009).

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Neste modelo de Costa (1999), o recurso aos meios digitais está focalizado sobretudo na fase de produção de conhecimento, sendo que, aquando da publicação formal, os produtores de ciência continuam a privilegiar o formato impresso, em especial, os periódicos.

Figura 4 - Modelo de Hurd (2000) para o ano de 2020 (adaptado por Costa, 2009)

Sucede porém que Hurd, no ano 2000, procedeu à revisão do modelo proposto em 1996. Esta revisão foi mais além do que o modelo anteriormente criado, colocando mais a ênfase no digital. A autora justifica esta reformulação com a inovação que alastra de forma rápida, notando-se na utilização intensiva dos computadores pessoais e da web (Hurd, 2000). A autora acrescenta que, esta reformulação é um ensaio futurista com um alcance de aplicação para o ano de 2020.

Pela exposição dos vários modelos, ficamos com a perceção de que o modelo híbrido de Costa (1999) é um dos que melhor responde à realidade dos finais do século XX e perspetiva as primeiras duas décadas da atual centúria. Embora se note a influência cada vez maior do digital, o modelo de Hurd (2000) não nos parece totalmente exequível para a comunicação de ciência de então. Os hábitos e tradições em muitas áreas ainda não permitem uma transposição tão radical. Para este efeito, os cientistas têm em primeiro

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lugar de aceitar que as tecnologias de informação e comunicação lhes trarão benefícios para as suas comunicações (Costa, 2009).

Contudo, nos nossos dias, o modelo de Costa (1999) mostra-se desatualizado, em boa parte, devido aos desenvolvimentos do ambiente digital que se verificam, especialmente após a passagem do milénio com a introdução do conceito de AL ao conhecimento através do uso de periódicos em formato digital e os repositórios institucionais.

Neste sentido, e com o intuito de suprir os novos desenvolvimentos verificados, Björk e Hedlund (2003) propuseram o Scientific Publication Life-Cycle Model (SPLC) que pretende responder aos novos desafios da comunicação de ciência, especialmente com o advento do AL. Este modelo está especificamente desenhado para artigos em periódicos em peer-review, estando hierarquizado numa série de diagramas e em atividades independentes que dizem respeito aos intervenientes - sete ao todo - no processo de comunicação científica (Björk e Hedlund, 2003). Para os autores deste modelo, os intervenientes são os seguintes:

 O Investigador, que realiza a pesquisa e é o autor do artigo;

 O Editor, que gere a publicação onde o artigo poderá ser publicado;

 O Académico, que participa neste processo com uma dupla função de editor e revisor;

 A Biblioteca, que arquiva a publicação e permite o acesso a ela;

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 Os Leitores, que procuram informação e leem as publicações;

 Os Praticantes, sendo aqueles que implementam os resultados das pesquisas de forma direta ou indireta.

No que respeita aos diagramas do modelo, a sua hierarquização é a que apresentamos abaixo, sendo que esta estrutura está suportada em quatro grandes áreas (A1, A2, A3, e A4), que vão desde a realização da pesquisa até à exploração dos resultados da mesma.