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Anexo 1
1) – Reformar a Junta, Contadoria, Almoxarifado, Pagadoria e Administrações Exteriores da Fazenda Pública para restaurar o crédito que alguns indivíduos lhe tem feito perder com suas criminosas prevaricações.
2) – Vender a quem mais der as fazendas de gado pertencentes à Nação para não continuar no custeio delas em extremo dispendioso.
3) - Preceder a todas as compras e vendas dos gêneros, assim como às arrematações dos prédios, ofícios e contratos em hsta pública, pondo com muita antecipação editais nos lugares em que existem predios, em que se hão de servir os ofícios em que se devem cobrar as rendas contratadas.
4) – Exigir fiadores abonados e com hipotecas especiais em todas as arrecadações de pédios, em que hão de servir os ofícios e contratos, uma vez que a venda dos primeiros não sejam à dinheiro a vista.
5) – Examinar, fiscalizar e ainda arbitrar a qualidade e quantidade dos trabalhos dos oficiais das repartições a bem de não passarem a bem de não passarem o tempo em distrações e ociosidades. O ponto dos oficiais públicos é indispensável. 6) – Não admitir fianças e quantias menores de vinte mil a 20 mil réis.
7) –Prover a cobrança e arrecadação das dívidas em tempo próprio e com responsabilidade dos exatores omissos ou desleixados.
8) - Incorporar os oficiais da Casa de Fundição agora existente na Repartição da Junta, Contadoria, Almoxarifado e Pagadoria da Fazenda. Por falecimento ou na ausência dos empregados atuais, o ouvidor da Junta sirva de fiscal. O tesoureiro da Junta faça as vezes do da Fundação; o primeiro escriturário da Contadoria sirva como escrivão; o porteiro suprima-se; um ensaiador e o fundidor sejam conservados [...].
9) – Obstar a franca extração dos diamantes, criando para os trabalhos desse fóssil precioso uma Companhia de naturais ou estrangeiros que entrem em ajuste com os primeiros, empregados do Tesouro Público Nacional
10) – Extinguir o pagamento do quinto do ouro e fazer compra de tudo o que se quiser tirar pelo preço marcado, recebendo a Fazenda Pública o único interesse do direito senhorial de moedagem. Adotando-se este projeto, renderá o direito da moedagem quantias muito mais avultadas do que presentemente produz o quinto
nesta província. Isto que dito fica, não terá lugar nocaso de se conseguir a criação de uma Companhia de mineiros naturais ou estrangeiros para os trabalhos para os trabalhos montanísticos, mas neste caso dever-se-ão por as maiores cautelas e obstáculos aos extravios dos mineiros ou faiscadores não incorporados em companhias, para que mesmo fato de descaminharem os quintos de ouro que tirarem, não venha a lesar os interesses da Sociedade.
Os obstáculos ao descaminho do ouro são de dificultosíssima praticabilidade. 11) – Não empregar soldados de linha na agência e administração da Fazenda, por que possuindo o simples soldo não tem meios de pagar os alcances em que foram encontrados. Quantas somas dilapidaram os antigos e protegidos soldados de Goiás!!!
12) – fiscalizar, rever ou combinar as contas dos fiéis dos registros da província com a administração dos diversos julgados, em que se acham dos diversos julgados, em que caso se acham envolvidas estas contas.
13) – Colocar os registros nos lugares mais próprios às circunstâncias da população, agricultura e comércio dos tempos presentes.
14) – Não falar com os pagamentos e com os castigos aos fiéis, e guarnições dos registros da província e transferir anualmente os fiéis e guarnições de uns para os outros lugares.
15) – Criar um contador ambulante para examinar a escrituração das receitas e despesas dos julgados mais remotos da Capital.
16) – Conceder arrazoadas comissões aos adminitradores e oficiais da Fazenda dos Julgados. Estas comissões serão tiradas depois de prestarem as suas contas no fim de cada ano e os tesoureiros serão sempre os homens mais abastados dos lugares e outros que a isso se oferecerem apresentando fianças idôneas e hipotecas.
17) – Sobrecarregar de direitos os gêneros de luxo e livras deles o ferro em obras ou em barras, assim como os instrumentos próprios para a agricultura e mineração. 18) – Obrigar os homens vadios, ociosos, aos trabalhos da agricultura, comércio e mineração, afim de prover aumento das rendas ao estado e reformar a libertinagem e a corrupção da boa moral.
19) – Fazer efetiva as responsabilidades dos juízes e outros oficiais de Justiça e Fazenda pelo descuido da arrecadação das sisas dos prédios, escravos, selos de testamento e passagens aos rios e mais rendas nacionais.
20) - Melhorar as barcas e canoas nas passagens imperiais visto que todos fogem e não se querem arriscar nas que atualmente existem para não lhes acontecer o que sucedeu a mim mesmo na passagem do rio Manuel Alves de natividade.
21) – Obrigar a todas as pessoas, até para a conservação da própria vida, atravessarem os rios caudalosos, que têm portos imperiais, nos barcos e canoas públicas, uma vez sejam de construção adequada à largura e força da corrente dos rios e às dimensões dos volumes que ordinariamente se transportam.
22) – Construir porto público ou imperial o denominado Porto dos Pereiras no rio Paranaíba, e o do Manuel João no Rio de S. Marcos, estabelecendo em ambos eles barcos seguros, em que se evitem os grandes riscos que ordinariamente correm os viandantes.
23) Impor um pequeno direito da saída dos cristais tirados da terra do julgado de Santa Luzia, os quais ali comprados a preço vil têm melhor saída nos portos de mar com interesse de quarenta por um. Este parágrafo refere-se ao 17.
24) – Promover a fiação, tecelagem, cortumes e manufaturas de chapéus cujos direitos de saída ainda mesmo o resultado da venda aumenta os interesses do patrimônio.
25) – Reunir o Governo das Armas à administração civil da província, uma vez que que assim convenha ao sistema geral do Império.
A escolha do sujeito para o governo geral deve merecer grandes atenções.
26) –No caso do parágrafo sobredito far-se-a uma conveniente reforma nas secretarias a bem de se conservarem os oficiais necessários a bem se conservarem os oficiais necessários e nunca gente supérflua.
27) – Extinguir a companhia de cavalaria de linha como inútil e despendiosa, criando no lugar uma Companhia de Caçadores.
28) Não prover os postos de sargento-mores de milícias por serem inúteis, atentas as circunstâncias da população. "