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Pasarofça Antlaşması ve Sınır Tespit Çalışmalarının Değerlendirilmesi

III. Kaynaklar Hakkında

4. Pasarofça Antlaşması ve Sınır Tespit Çalışmalarının Değerlendirilmesi

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...

INTRODUÇÃO

No âmbito do 4º Curso de Mestrado em Enfermagem na área de Especialização em Enfermagem de Reabilitação foi solicitada a realização de um projeto de formação na Unidade Curricular de Opção II, o qual tem como objetivo primordial o desenvolvimento de competências na área de Especialização em Enfermagem de Reabilitação.

A metodologia de projeto de formação, constitui um desafio pessoal, na medida em que este projeto de acordo com Cortesão (1990), irá através de uma atividade intencional procurar produzir conhecimentos, adquirir e desenvolver capacidades, refletir e integrar conhecimentos teóricos/práticos onde a prática alimenta a teoria e a teoria fundamenta a prática e, rever ou adquirir atitudes resolvendo os problemas que preocupam o investigador através de uma dinâmica integradora na autêntica questão.

Subjacente à obrigatoriedade formal da realização deste projeto, está a essência da reflexão. De facto, é necessário refletir antes de agir, de acordo com Melo (2001) a sociedade não se transforma apenas através de grandes reformas, das mega estratégias, mas estará a evoluir sempre que cada um de nós pensa e age em coerência, visando o aperfeiçoamento próprio e dos outros.

Ao longo da sua realização, este projeto, irá integrar saberes que ao longo do curso serão mobilizados no sentido de aquisição de novas competências, colocando o estudante como responsável pelo seu percurso de aprendizagem, na medida em que a este cabe as escolhas das estratégias e atividades a desenvolver, de forma a adquirir as competências que assume como importantes para o seu futuro desempenho enquanto enfermeiro especialista.

Este documento pretende ser o projeto para um importante momento de aprendizagem, tendo em conta os objetivos que delineei, tentando fazer o seu cruzamento com os objetivos do curso, assentando nas minhas motivações e experiências de vida.

Para Dewey (1968) “o projeto supõe a visão de um fim”, desta forma, o fim que pretendo alcançar é o desenvolvimento de competências de enfermagem de reabilitação de forma a promover o autocuidado da pessoa com tetraplegia devido lesão vertebro medular (LVM).

Segundo Legrand (1982) a pedagogia do projeto carateriza-se pelo objeto de estudo e tem um valor afetivo para o aluno, a elaboração do mesmo dá lugar a uma antecipação coletiva e formal das várias fases do seu desenvolvimento e do objetivo a atingir; deve dar origem a uma produção esperada com investimento afetivo; ser flexível; com a possibilidade de reorientá-lo conscientemente e dá lugar a uma alternância individual e negociação coletiva (orientadores).

As competências segundo Benner (2001) não devem ser a mera passagem do tempo, nem a longevidade; mas o refinamento de noções e teorias pré-concebidas ao encontrar muitas situações práticas reais que acrescentam à teoria nuances ou sombreados de diferença.

Este momento de aprendizagem é fundamental para a aquisição de competências, pois é em contexto de estágio que se mobilizam os conhecimentos, se faz a transferência, se reflete na ação, contribuído deste modo para a construção de um novo saber.

A motivação pessoal inerente a este processo de aprendizagem surgiu devido ao facto de desempenhar funções num serviço de neurocirurgia, há cerca de dez anos, desta forma a área de neurocirurgia e neurotraumatologia sempre me suscitaram elevado interesse, pelo que tenho procurado ao longo do tempo fundamentar o meu conhecimento. Apesar de ter presentes alguns conhecimentos neste âmbito, adquiridos ao longo do tempo pela experiência profissional e pelo investimento pessoal na formação, fui sentindo, no decorrer deste último ano, devido à frequência das unidades curriculares que fazem parte deste mestrado, necessidade de aprofundar o meu grau de saber nos cuidados ao doente do foro neurotraumatológico.

A Neurocirurgia é uma área de extrema importância no mundo da Saúde, engloba patologias vasculares cerebrais como as malformações arteriovenosas, hematomas subdurais e hemorragias subaracnoideias. Comporta também toda a vertente oncológica que possa afetar o Sistema Nervoso Central, nomeadamente

menigeomas, gliomas, astrocitomas, entre outros. Inclui hérnias discais e outras patologias que afetam a coluna vertebral e toda a área neurotraumatológica como é o caso da LVM, normalmente com efeitos de paraplegia ou tetraplegia no indivíduo que a sofre.

Todas estas patologias, entre outras associadas a esta especialidade médico- cirúrgica, têm importantes impactos para a pessoa, para a sua vida pessoal e familiar e na maioria das vezes para o resto da vida. Torna-se então evidente que esta pessoa no decorrer deste processo de transição saúde-doença, vai apresentar uma necessidade de cuidados de enfermagem acrescida.

A LVM é, sem dúvida, um tipo de lesão muito grave, pois dá origem a disfunções que influenciam a qualidade de vida de um indivíduo, das múltiplas formas de incapacidade que podem atingir o ser humano, a lesão medular é sem dúvida uma das mais dramáticas. Se pensarmos na importância fisiológica da medula, não só como transmissor de impulsos e mensagens do cérebro para todas as partes do corpo e vice-versa, mas também como um centro nervoso em si próprio, controlando funções como postura, micção, intestino, função sexual, respiração e regulação térmica, apercebemo-nos das consequências que uma lesão a este nível poderá ter (Faria, 2006).

A LVM é uma lesão na medula espinhal que causa interrupção parcial ou total das funções reflexas e voluntárias ao nível abaixo da lesão (Cardoso, 2000; Carvalho & Damasceno, 2003).

Ao longo do tempo tem sido efetuada uma tentativa de classificação da LVM, entre paraplegia e tetraplegia, completas e incompletas. Fala-se de tetraplegia como sendo uma lesão na medula espinhal ao nível da região cervical com uma associação de perda da força muscular nos quatro membros (Maurice, Ropper, & Adams, 2002).

Havendo todas estas alterações possíveis, torna-se evidente que estamos perante uma área de grande pertinência para a atuação do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação (EEER).

Tendo em conta as competências específicas do EEER, nomeadamente: “a) cuida de pessoas com necessidades especiais, ao longo do ciclo de vida, em todos os contextos da prática de cuidados; b) Capacita a pessoa com deficiência, limitação

da atividade e/ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania; c) Maximiza a funcionalidade desenvolvendo as capacidades da pessoa.” (Ordem dos Enfermeiros (OE), 2010, p.2), constata-se que a atuação do EEER na pessoa com tetraplegia devido a LVM em fase de sequelas engloba de forma bastante evidente, todas as competências inerentes ao mesmo.

Com este projeto de formação pretendo adquirir competências de Enfermagem de Reabilitação no sentido de identificar as necessidades da pessoa com tetraplegia devido a LVM, atuar sobre as sequelas, prevenir complicações, promover a autonomia da pessoa e melhorar a sua qualidade de vida. Desta forma proponho o seguinte tema: Promoção do Autocuidado na Pessoa com Tetraplegia em fase de sequelas – Cuidados de Enfermagem de Reabilitação.

Contextualizado o projeto, na presente introdução, apresento a fundamentação teórica, efetuada através de pesquisa sistematizada em artigos científicos, teses de mestrado e livros, procurando enquadrar a LVM e toda a implicação na vida da pessoa com tetraplegia, assim como as competências do EEER, tendo como quadro conceptual a Teoria do Défice de Autocuidado de Dorothea Orem, passando depois à respetiva escolha e fundamentação dos campos de estágio, descrição das competências a adquirir e os respetivos planos de atividades.

Terminarei o documento com pequena reflexão que me permitirá expor as minhas considerações finais.