• Sonuç bulunamadı

Karlofça Antlaşması’ndan Pasarofça Antlaşması’na Kadar Osmanlı Avusturya

III. Kaynaklar Hakkında

3. Karlofça Antlaşması ve Sınır Tespit Çalışmalarının Değerlendirilmesi

2.1. Karlofça Antlaşması’ndan Pasarofça Antlaşması’na Kadar Osmanlı Avusturya

DA PESSOA COM TETRAPLEGIA DEVIDO A LVM

A pessoa com tetraplegia devido a LVM pela complexidade de cuidados especializados que tem implícita necessitará de permanecer sob cuidados hospitalares durante tempo indeterminado, pelo que a prevenção de complicações decorrentes deste mesmo internamento revela-se de uma importância acrescida. Estas complicações podem ser de diferentes níveis, assumindo-se a vertente respiratória como uma das mais prevalentes e com efeitos mais nefastos na sua reabilitação, relacionado quase sempre com as limitações motoras que apresentam.

Nas pessoas com LVM em que há paralisia de músculos respiratórios (consoante o nível da lesão), surge a estase e acumulação de secreções por ineficácia dos mecanismos de limpeza. Uma lesão cervical alta pode resultar em diminuição da capacidade respiratória e pode tornar necessária a instituição imediata de ventilação mecânica Os movimentos respiratórios pouco amplos ou ausentes, com consequente diminuição da ventilação e baixa hidratação, tornam as secreções espessas e estas acumulam-se, constituindo um meio ideal para o desenvolvimento de microorganismos (OE, 2009b).

Tendo como objetivo a interiorização e compreensão da patologia respiratória como co morbilidade decorrente da tetraplegia por LVM e o adquirir de competências específicas a outras áreas de intervenção, conduzindo assim à obtenção do grau de especialista, a prestação de cuidados de Enfermagem de Reabilitação à pessoa com patologia respiratória constitui-se como fundamental, tendo realizado a primeira etapa do seu estágio, com a duração de 6 semanas num contexto de cuidados que permitisse tais conhecimentos. Em complemento com a sua intervenção junto da pessoa com tetraplegia devido a LVM, prestou cuidados especializados numa instituição particularmente vocacionada para o tratamento cirúrgico de patologias do foro cardíaco, onde a necessidade de realização de RFR

A RFR na pessoa submetida a cirurgia cardíaca tem como objetivos a prevenção de complicações broncopulmonares, circulatórias e posturais do pós- operatório, permitindo obter uma recuperação funcional mais rápida e completa possível. Está indicada nas intervenções cirúrgicas sob ação de anestesia geral, devido às suas repercussões sobre a mecânica ventilatória, sendo igualmente fundamental nos doentes portadores de patologia pulmonar e grupos de risco, tais como pessoas com hábitos tabágicos acentuados, com excesso de peso e nos idosos (Heitor, 1988).

A agressão cirúrgica, a anestesia, a dor e a imobilidade provocam hipersecreção brônquica, a disfunção ciliar, a inibição do mecanismo da tosse e a limitação dos movimentos respiratórios da pessoa que, vão contribuir para a retenção de secreções aumentando o risco de infeção broncopulmonar e atelectasias. Por sua vez, as secreções brônquicas vão aumentar a resistência das vias aéreas e o trabalho respiratório, produzindo alterações na ventilação alveolar. Tais fatores podem conduzir à instalação de um quadro de insuficiência respiratória aguda no pós-operatório (Gastaldi, Magalhães, Baraúna, Silva, & Souza, 2008).

Teve oportunidade de acompanhar utentes em regime de ambulatório e em regime de internamento. Os programas de RFR foram iniciados no período pré- operatório, dado que, permite uma melhor compreensão e colaboração da pessoa, facilitando a aprendizagem do que deverá fazer no pós-operatório (Heitor, 1988).

Após observação e avaliação da pessoa, validando o seu conhecimento relativamente à sua situação e cirurgia proposta realizou educação para a saúde sobre os objetivos e benefícios da RFR, salientando a importância da sua colaboração e empenho no cumprimento do programa, para que fosse bem- sucedido. A problemática da dor no pós-operatório não foi esquecida. Além da informação dispensada sobre a terapêutica analgésica, foi feito ensino sobre técnicas de relaxamento, adoção de posições de descanso e controlo da respiração, que permitem diminuir a tensão psíquica e muscular, facilitando o controlo da dor. Para o controlo da respiração foi ensinada a consciencialização dos tempos respiratórios e sua dissociação.

Para assegurar a permeabilidade das vias aéreas, foram ensinados os métodos para facilitar a eliminação das secreções brônquicas, entre as quais a

expiração forçada, o Ciclo Ativo de Técnicas Respiratórias, o Huff e a tosse dirigida e assistida com contenção da ferida operatória e flexão dos membros inferiores, dando ênfase à necessidade de uma hidratação eficaz. Foram também treinadas posições de drenagem postural, respeitando as contra indicações para as posições de drenagem postural com declive e das manobras de percussão e compressão torácica.

Para a prevenção e correção dos defeitos ventilatórios foram instruídos exercícios de reeducação respiratória do tipo abdomino-diafragmática e costais (seletivos e globais) e exercícios de inspirometria incentiva, facilitando uma melhoria da relação ventilação/perfusão.

Com a finalidade de prevenção e correção dos defeitos posturais e deformações torácicas, por adoção de posições de defesa à dor, foram ensinadas técnicas de correção postural e exercícios de mobilização dos membros superiores, da cintura escapular e coluna vertebral.

Todas as estratégias de intervenção de Enfermagem de Reabilitação planeadas e realizadas à pessoa com patologia respiratória e familiar/cuidador permitiram a aquisição e consolidação de novos conhecimentos. Prestou cuidados a pessoas com um vasto leque de patologias das quais se destacam a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, a Asma, o Derrame Pleural, o Pneumotórax, a Atelectasia e as Pneumonias. Os procedimentos efetuados foram sempre ajustados às necessidades e capacidades de cada pessoa, individualizando o seu plano de cuidados, sendo reajustados quando se revelou necessário e tendo presente as contraindicações e limitações da RFR (hemoptises, hemorragias digestivas abundantes, edema pulmonar agudo, estado de choque, síndrome de dificuldade respiratória, tuberculose pulmonar ativa, embolia pulmonar, cancro do pulmão e pleura).

Nesta perspetiva, elaborou planos de cuidados individualizados e jornais de aprendizagem, materializados numa reflexão que reflete o seu percurso de reabilitação neste contexto de cuidados (Apêndice VII).