2.3. Sağlık Turizmin Çeşitleri
2.3.3. Yaşlı Turizmi ve Engelli Turizm
2.3.3.1. Yaşlı Turizmi
2.3.3.1.4. Palyatif (Terminal Dönem) Yaşlı Bakımı
O BES sofre influência de diversas variáveis como: aspectos bio-demográficos, personalidade, diferenças culturais, valores humanos, entre outras.
O estudo da influência dos aspectos bio-demográficos no BES marcou um estágio inicial da pesquisa nessa área. Warner Wilson (apud Diener et al., 1999), em 1967, fez a primeira grande revisão na área do BES e concluiu que uma pessoa feliz é “jovem, saudável, bem educada, bem paga, extrovertida, otimista, livre de preocupações, religiosa, casada, com elevada auto-estima, tem um trabalho digno, aspirações modestas, de ambos os sexos e com inteligência ampla”. Embora seu trabalho tenha representado um avanço nas investigações sobre o BES, várias de suas conclusões foram ultrapassadas por pesquisas mais recentes. Por exemplo, idade, sexo, educação já não são vistos como pré-requisitos para o BES, enquanto o estado civil e a renda apresentam uma pequena influência no nível de BES das pessoas (Diener & Biswas-Diener, 2000). Em estudo realizado por Campbell (1976 apud Diener & Biswas-Diener, 2000), verificou-se que o conjunto das variáveis bio-demográficas explica menos de 20% da variância no BES. Atualmente compreende-se que as investigações de Wilson foram puramente descritivas e que as variáveis bio-demográficas geralmente são úteis
para compreensão de outras variáveis, funcionam como variáveis de controle mais do que como preditoras do BES.
O segundo estágio da pesquisa acerca do BES, proposto por Diener e Biswas-Diener (2000), foi marcado por investigações mais teóricas, quando eram propostos modelos conceituais para explicar o BES. Neste ponto se incluem os estudos acerca das demais variáveis citadas.
Uma teoria importante, a da adaptação, pode explicar, em parte, a pouca relação das variáveis bio-demográficas com o BES (Diener, Suh & Oishi, 1997). A idéia da adaptação é que as pessoas, inicialmente reagem fortemente aos novos eventos da vida, sejam bons ou maus, mas depois se adaptam ou se habituam a eles. As novas circunstâncias perdem a força que afeta o BES ao longo do tempo e os indivíduos retornam a um “ponto de ajuste” que é determinado por sua personalidade (Diener, Suh & Oishi, 1997; Diener et al., 1999). Dessa forma as coisas boas fazem com que os indivíduos se sintam felizes temporariamente, assim como as coisas ruins só os deixam infelizes temporariamente (Diener & Oishi, 2005). Embora possa variar, nível de BES geralmente volta ao “ponto de ajuste” determinado pela personalidade do indivíduo.
A personalidade é considerada um importante preditor do BES (Diener, Suh & Oishi, 1997; Diener et al., 1999; Diener & Biswas-Diener 2000), sendo os traços de extroversão e neuroticismo os maiores responsáveis, respectivamente, por reações positivas e negativas aos eventos. Esta forte relação entre BES e personalidade pode ser de responsabilidade da hereditariedade. Tellegen (1988 apud Diener, Suh & Oishi, 1997; Diener et al., 1999; Diener & Biswas-Diener, 2000) concluiu que os genes respondem por 40% da variância das emoções positivas e 55% da variância das emoções negativas. Conforme concluiu Wilson em sua ampla revisão sobre o BES (1967 apud Diener et al., 1999), Diener et al. (1999) concordam
que uma pessoa feliz possui traços de personalidade como extroversão, otimismo e despreocupação.
O BES, assim como a personalidade, também sofre influência dos aspectos culturais. Em culturas individualistas, onde a ênfase está no indivíduo e em seus atributos, verificaram- se que os níveis de bem-estar global e de satisfação com domínios específicos são mais altos do que em culturas coletivistas, onde o grupo é considerado mais importante do que o indivíduo. Porém as taxas de suicídio e divórcio nos países individualistas também são maiores. Assim, os individualistas experienciam níveis mais extremos de felicidade, enquanto os coletivistas possuem uma estrutura mais estável e contam com mais apoio social, dos amigos e familiares, por exemplo, em períodos difíceis (Diener, Suh & OishI, 1997; Diener et al., 1999).
Os relacionamentos sociais próximos estão fortemente correlacionados com emoções positivas (Bradburn, 1969 apud Diener & Oishi, 2005), e, assim como o suporte social, demonstra um efeito de longo alcance. As pessoas sentem uma necessidade fundamental de relacionamentos sociais íntimos. Diener e Oishi (2005) sugerem que essas relações não têm apenas correlação, mas podem também causar o bem-estar. Vários estudos confirmam a correlação positiva do casamento com o BES, os casados apresentam maiores níveis de BES do que os solteiros ou viúvos (Argyle, 1999; Diener et al., 1999).
Outro modelo conceitual está baseado na comparação social. De acordo com esse modelo, as pessoas sentem-se felizes quando se percebem melhores do que as outras ao seu redor, do mesmo modo que se sentem infelizes quando se percebem piores do que os outros (Diener et al., 1999; Diener & Biswas-Diener, 2000). Outros padrões podem ser escolhidos para comparar-se, por exemplo, quando está entre pessoas inferiores, o indivíduo pode escolher um padrão superior ao dele para comparar-se (Diener, Suh & Oishi, 1997). O indivíduo pode também se sentir feliz quando, comparando-se com sua situação no passado,
perceber que melhorou em várias dimensões de sua vida, da mesma forma que se sentirá infeliz se perceber que declinou (Diener & Biswas-Diener, 2000). Os efeitos da comparação social podem ser ainda mais poderosos se influenciarem as metas pessoais do indivíduo.
O modelo teórico que acentua a importância das metas e valores defende que, as causas do BES não são universais, mas dependem dos valores e desejos do indivíduo. Se a pessoa progride nas suas metas particulares e age de acordo com seus valores, provavelmente será feliz. Porém, a adoção de metas que são incongruentes com as necessidades ou com as capacidades do indivíduo pode levar baixos índices de BES (Diener et al., 1999).
Por sua vez, o modelo teórico proposto por Csikszentmihalyi (1997 apud Diener & Biswas-Diener, 2000) assegura que, o engajamento em tarefas interessantes pode proporcionar uma vida feliz. Por “atividade interessante” entende-se uma tarefa que ofereça um equilíbrio entre o desafio proporcionado e a habilidade de quem a pratica. Desta forma, acredita-se que uma pessoa pode experienciar uma sensação prazerosa, se estiver envolvida em tarefas que proporcionem um desafio que ela pode satisfazer (Diener, Suh & Oishi, 1997).
O terceiro estágio da pesquisa acerca do BES (Diener & Biswas-Diener, 2000) é marcado pelo uso de medidas sofisticadas, assim como desenhos longitudinais, manipulações experimentais, entre outras. Neste estágio tenta-se inferir que processos psicológicos influenciam o BES e busca-se uma teoria de BES que inclua medidas como um aspecto integral.
Atualmente, para avaliação do nível de BES de um modo geral, o método de medida mais usado é o auto-relato das lembranças em que o respondente julga e relata sua satisfação com a vida e a freqüência de suas emoções positivas e negativas (Diener, Suh & Oishi, 1997). Essa avaliação do respondente pode ser feita através do uso de questionários e escalas. Neste estudo usaremos a escala de satisfação com a vida construída por Pavot e Diener (1993) para
avaliar o nível de satisfação global com a vida dos indivíduos e a escala de afetos positivos e negativos de Diener e Emmons (1984 apud Pavot & Diener, 1993) para avaliar o balanço dos afetos.
O método do auto-relato apresenta algumas limitações importantes. Diener, Scollon e Lucas (2003) sugerem que o método do auto-relato para avaliar o BES pode sofrer influência do autoconceito do respondente. Eles explicam que o significado da medida do BES global pode ser modificado porque recordações acerca de emoções passadas incorporam informações de autoconceito. Além disso, a avaliação da satisfação global com a vida requer o acesso à memória e agregação de informações, em caso de déficit de memória isso pode tornar a influência do autoconceito ainda maior.