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C. Kuruluş giderlerinden kaynaklanan sorumluluk (TTK md 355/3)

VII. KURUCU MENFAATLERİNİN BENZER DÜZENLEMELERLE

2. Oydan Yoksun Paylar

No Brasil, como em outros países, a pecuária bovina tem como fator limitante da produção, o efeito sazonal das pastagens, provocado pela variação climática. Em uma época do ano, a pastagem é abundante e favorável ao crescimento dos animais e à produção de leite, já em outras, como na estiagem, há falta de forrageiras (Hardoim, 1998), sendo necessário voltar a atenção para seu aproveitamento nos períodos em que há excesso desse material (Ferrari Júnior et al., 1993). Se estocado, na forma de feno ou silagem, o excedente pode ser utilizado durante o período de escassez, sendo os processos facilitados por máquinas modernas que propiciam a confecção de feno em grandes quantidades (Andriguetto et al., 1988).

A alfafa (Medicago sativa, L.) é uma forrageira largamente difundida, principalmente no hemisfério norte, e, por ser um alimento de alto valor nutritivo, é amplamente utilizada na alimentação de animais com elevado requerimento nutricional (Carvalho & Vilela, 1994). Podendo ser cultivada praticamente em qualquer lugar, desde que

o terreno não seja alagadiço e o lençol freático não seja superficial, e, sendo os demais pré- requisitos passíveis de serem corrigidos (Gómez, 1998), esta leguminosa se destaca como componente alimentício de menor preço entre os disponíveis na Argentina (Comerón, 1999).

Outro volumoso, considerado de alto valor nutritivo, o “coast-cross” (Cynodon dactylon (L.) Pers) é um dos mais utilizados em Cuba e no sudeste dos Estados Unidos, nas formas de pastejo e feno. Herrera (1983) informa que o “coast-cross” é uma gramínea que se adaptou às condições de clima tropical e sub-tropical, apresentando como características forrageiras desejáveis, na produção de feno, elevada quantidade de matéria seca por área e alto valor nutritivo. No Brasil, este capim tem sido utilizado em sistemas de produção de leite, a pasto, bem como na forma de feno, como parte da dieta em sistemas de produção de leite em confinamento (Vilela & Alvim, 1996).

Embora a fenação se constitua num processo importante para o desenvolvimento da pecuária nacional, as forrageiras existentes, de uma forma geral, não atendem completamente as necessidades e o equilíbrio alimentar do rebanho brasileiro, sendo importante uma suplementação com alternativas de maior valor nutritivo. A falta de tradição concorre para a resistência do pecuarista em adotar o feno como reserva forrageira de alta qualidade, situação que, entretanto, tende a mudar, à medida em que aumenta o grau de aperfeiçoamento técnico dos agricultores. Nesse âmbito, a fenação ocupa papel importante no manejo das pastagens, permitindo o aproveitamento dos excedentes de forragem ocorridos em períodos de crescimento acelerado de forrageiras, visto que alterações da carga animal são geralmente difíceis de serem realizadas (Evangelista & Rocha, 1995).

A energia desempenha papel vital nos sistemas de produção agrícola pois seu preço altera todas as outras formas de custos da cadeia produtiva (Fluck, 1979).

Energia e produção de alimentos estão de tal forma inter-relacionadas, que qualquer impacto nos custos do petróleo transmitem-se e ampliam-se ao longo da cadeia alimentar, desde a compra da semente, pelo produtor, até os preços de mercado atacadista e varejista, às portas do consumidor. Com tão ampla influência no sistema produtivo agrícola, torna-se importante a determinação criteriosa de metas e prioridades, dos pontos em que a pesquisa agropecuária pode e deve dar a sua contribuição (Rivaldo, 1988).

Dos debates estabelecidos nos últimos anos sobre a questão energética no país, pouca importância se tem dado ao balanço energético dos sistemas produtivos. Considerações maiores têm sido feitas na busca por novas fontes, a partir de culturas com alto potencial de produção calórica. O conhecimento da relação produção/consumo de energia, tanto quanto a análise econômica, é instrumental básico para elaboração de políticas que definam a quantidade de calorias e proteínas no consumo interno, exportação, ou na transformação em combustíveis, permitindo prever o nível de dependência do país nessa área (Carmo et al., 1988; Carmo & Comitre, 1991).

O balanço energético visa estabelecer os fluxos de energia, identificando sua demanda total e eficiência, refletida pelo ganho líquido de energia e pela relação saída/entrada, além da quantidade necessária para produzir ou processar um quilograma de determinado produto. Nesse processo quantificam-se todos os insumos utilizados e produzidos que são transformados em unidades de energia. A determinação de balanços de energia e de eficiência energética são importantes instrumentos no monitoramento da agricultura ante o uso de fontes de energia não renováveis (Hetz apud Siqueira et al., 1999; Bueno et al., 2000).

Vários pesquisadores têm despendido esforços no sentido de quantificar a energia embutida e obtida em várias culturas, procurando determinar os itens de maior consumo. Pimentel et al. (1982) depreenderam que a relação kcal produzida/kcal consumida na produção de milho nos Estados Unidos decresceu de 3,7 em 1945 para 2,8 em 1970. Apesar do rendimento médio do milho ter aumentado aproximadamente 2,4 vezes, a média dos insumos energéticos utilizados aumentou de 0,9 para 2,9 milhões de kcal (3,1 vezes). Pimentel (1980) sugere que os dados fornecidos por vários autores são muito valiosos aos agricultores para que eles possam racionalizar o uso de energia e outros recursos necessários para uma bem sucedida produção agropecuária. A avaliação da energia produzida nos processos agrícolas, seja para cobrir os requisitos nutricionais da população, seja como combustível, para substituir os derivados de petróleo, fornece subsídios que permitem verificar se o setor agrícola está, ou não, cumprindo esses objetivos estratégicos, ou de que forma poderia ser conduzido a fazê-lo (Castanho Filho & Chabaribery, 1983). A identificação de técnicas, métodos ou processos de produção mais poupadores de energia e mais adaptados para os diversos contextos, depende de novas pesquisas (Beber, 1989). A importância da análise do balanço energético é fornecer os parâmetros necessários para mensurar, interpretar e subsidiar a tomada de decisões no direcionamento das políticas tecnológicas (Comitre, 1993).

O presente trabalho teve como objetivo a determinação dos balanços energéticos relativos à produção de feno a partir dos capins “coast-cross” e alfafa, em um Sistema Intensivo de Produção de Leite.