2.BÖLÜM: SURİYE’DE DİNİ -ETNİK YAPI VE NUSAYRİLİK
1.SURİYE’NİN ETNİK YAPISI
2. SURİYE’NİN DİNİ YAPISI
2.3. Nusayri Müslümanlar
2.3.1.2. Nusayriliğin Yayılması
Os instrumentos utilizados para a coleta de dados serão descritos brevemente a seguir:
5.2.1 Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais (Role Checklist)
A Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais22 (Role Checklist) é um instrumento de origem norte-americana, semiestruturado e com roteiro padronizado (OAKLEY et al., 1986). Para melhor entendimento, o instrumento encontra-se no ANEXO A, utilizado e reproduzido com a devida autorização da autora responsável pela sua validação no Brasil.
Esse instrumento foi validado no Brasil, no ano de 2005, e tem tradução nas línguas: árabe, holandês, francês, alemão, japonês, espanhol, sueco e português (CORDEIRO, 2005; CORDEIRO et al., 2007). Esse tipo de instrumento dá a voz ao cliente, caracterizando aspectos da vida e desejos (KIELHOFNER et al., 2008).
A tradução e a adaptação cultural basearam-se em método utilizado em questionários para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) (CORDEIRO, 2005). A versão brasileira foi aplicada duas vezes, num intervalo de 15 dias, em 25 pacientes (9 mulheres) clinicamente estáveis. O percentual de concordância bem como o coeficiente de Kappa foram utilizados para verificar a reprodutibilidade, sendo que os valores de Kappa sugeriram coeficientes de concordância moderada (0,41- 0,60) a substancial (0,61- 0,80) para a maior parte dos papéis nas Partes I e II do instrumento (CORDEIRO, 2005).
O instrumento tem por meta obter informações a respeito dos papéis ocupacionais de uma pessoa, englobando a participação do indivíduo em papéis ao longo de sua vida e o grau de importância atribuído a cada papel (OAKLEY et al., 1986; CORDEIRO, 2005). A Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais é um inventário escrito, dividido em duas partes:
A Parte I avalia, através de um tempo contínuo, os principais papéis ocupacionais que servem para organizar a vida diária do indivíduo (OAKLEY et al., 1986). Nessa parte,
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O pesquisador realizou o treinamento com a terapeuta ocupacional Júnia Jorge Rjeille Cordeiro, autora responsável pela validação desse instrumento no Brasil. O curso foi ministrado no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo-SP, durante o ano de 2008.
coletam-se as informações sobre os papéis desempenhados ou planejados nos tempos: passado, presente e futuro (OAKLEY et al., 1986; CORDEIRO, 2005).
No instrumento impresso para a coleta de dados são apresentados dez possíveis papéis ocupacionais, cada um composto por uma breve definição, juntamente com a frequência do desempenho “pelo menos uma vez por semana”. Dentre eles, incluem-se 10 papéis: 1) estudante, 2) trabalhador, 3) voluntário, 4) cuidador, 5) serviço doméstico, 6) amigo, 7) membro de família, 8) religioso, 9) passatempo/amador e 10) participante em organizações. Há também a categoria “Outro” para se adicionar outros papéis não listados, caso referido pelo entrevistado (CORDEIRO, 2005). Esses papéis fornecem as expectativas e/ou oportunidades para o engajamento no comportamento ocupacional (OAKLEY et al., 1986).
Na Parte II, identifica-se o grau de importância que o indivíduo atribui a cada papel relatado na Parte I, registrando-se uma opção classificada como: nenhuma importância, alguma importância ou muita importância (OAKLEY et al., 1986; CORDEIRO, 2005).
O tempo de aplicação do instrumento dura aproximadamente 15 minutos, sendo indicada a aplicação para a população de adolescentes, adultos e idosos com disfunção física ou psicossocial (OAKLEY et al., 1986). A Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais possibilita: a) Obtenção de dados sobre a percepção do indivíduo quanto à sua participação em papéis ao longo de sua vida; b) O grau de importância para cada papel e c) Informações complementares sobre a capacidade de uma pessoa em manter o equilíbrio entre os papéis (CORDEIRO, 2005).
No instrumento original, o passado refere-se a qualquer tempo anterior até os últimos 7 dias precedentes. O presente inclui o dia de aplicação do instrumento até os últimos sete dias da semana corrente e o futuro, qualquer tempo, do amanhã em diante (OAKLEY et al., 1986). Esse critério foi adotado para a coleta de dados da presente pesquisa.
O processo de validação desse instrumento no Brasil teve como amostra vinte e cinco pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A versão em inglês foi traduzida e culturalmente adaptada para o português (Brasil) e então aplicada duas vezes em um intervalo de duas semanas. Como conclusão, esse instrumento foi considerado válido para pessoas com DPOC e, muito provavelmente, para a população brasileira em geral (CORDEIRO et al., 2007). Na validação desse instrumento por Oakley et al. (1986) foi destacada a confiabilidade satisfatória e estável no teste-reteste com o grupo de adultos normais.
Esse instrumento relaciona quatro dimensões de papéis, de acordo com Kielhofner e Burke (1985): 1) a incumbência percebida, 2) a carreira ocupacional, 3) o equilíbrio e, 4) o valor dos papéis.
1) A incumbência percebida: refere-se à crença/percepção individual daquele que desempenha o papel ou, em outras palavras, é a imagem que as pessoas têm acerca dos papéis que elas referem ter. Indica a consciência de uma pessoa sobre os papéis na vida e pode sugerir o grau em que um senso de identidade é conseguido, por meio da participação em um papel (KIELHOFNER; BURKE, 1985; KIELHOFNER; NICOL, 1989; KIELHOFNER, 1992);
2) A carreira ocupacional: a carreira ocupacional emerge como uma série de papéis pontuados pela tomada de decisão inerente ao processo de escolha ocupacional durante o tempo de vida (BLACK, 1976). Condiz com a progressão dos papéis ao longo da vida. A sucessão de papéis ou a continuidade destes produz informação sobre a carreira ocupacional da pessoa e o grau em que o desempenho futuro do papel pode ser afetado por pontos fortes ou fracos nas experiências da pessoa. Descreve a história e a continuidade das mudanças na ocupação no decorrer do tempo e extensão da vida (KIELHOFNER; BURKE, 1985; KIELHOFNER; BURKE; IGI, 1980);
3) O equilíbrio do papel: é a habilidade em manter de forma suficiente os papéis, sem conflito ou sobrecarga das demandas geradas por esses. Indica a competência em organizar efetivamente o comportamento ocupacional. Uma escassez de papéis na vida de uma pessoa, o conflito entre as demandas do papel, ou um desequilíbrio no tempo alocado para os papéis pode resultar em um comportamento ocupacional pouco adaptativo. É o grau em que as pessoas são capazes de integrar com sucesso os papéis da vida em um padrão de vida (KIELHOFNER; BURKE, 1985; KIELHOFNER; NICOL, 1989; KIELHOFNER, 1992);
4) O valor do papel: é o grau de importância que um indivíduo atribui ao mesmo. O valor incorpora o conceito de volição, o qual propõe que o valor influencia a decisão sobre o comportamento ocupacional e a satisfação derivada dele. Esse valor é influenciado pelo desejo da pessoa em ingressar em papéis, no compromisso em desempenhá-los e na satisfação potencial da participação nesses papéis (KIELHOFNER; BURKE, 1985).
5.2.2 Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB)
Considerando que as necessidades para aquisição de tecnologia assistiva e o acesso aos serviços de saúde envolvem questões econômicas, foi pensada a possibilidade da adoção de um critério para caracterizar a amostra da pesquisa quanto a esse aspecto. O CCEB foi escolhido por mensurar em sistema de pontos, o poder aquisitivo, ao invés de classificar os sujeitos em classes sociais.
Desde a década 1970, o CCEB tem sido utilizado para estimar o poder de compra dos indivíduos e famílias urbanas no Brasil pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) (ABEP, 2011). Com base no Levantamento Socioeconômico (LSE) do IBOPE, o critério propõe qualificar a população em classes econômicas por meio de um sistema de pontuação que mensura a capacidade de consumo.
O sistema é construído por análise de regressão da renda familiar23 em função da posse de bens e escolaridade. A despeito de conter em seu formato itens de natureza social, não tem o intuito de definir qualquer caráter sociológico (JUNQUEIRA, 2008).
Os patamares da renda média familiar estão assim distribuídos, segundo as classes: A1 - R$ 11.480,00; A2 - R$ 8.295,00; B1 - R$ 4.754,00; B2 - R$ 2.656,00; C1 - R$ 1.459,00; C2 - R$ 962,00; D - R$ 680,00 e E - R$ 415,00. As pontuações para cada classe são: A1 - 42 a 46 pontos, A2 - 35 a 41 pontos, B1 - 29 a 34 pontos, B2 - 23 a 28 pontos, C1 - 18 a 22 pontos, C2 - 14 a 17 pontos, D - 8 a 13 pontos e E - 0 a 7 pontos (ANEXO B).
5.2.3 Formulário
Com o propósito de caracterizar os sujeitos quanto às questões sociodemográficas, em relação à reabilitação e à tecnologia assistiva, a opção da elaboração de um instrumento pensado para descrever esses aspectos foi a mais adequada. Em função da prescrição, da aquisição, do treino e do acompanhamento dos produtos de tecnologia assistiva ocorrer,
23 A consideração da variável renda familiar per capita, como indicador de condição socioeconômica também foi feita, de acordo com o que afirma Parahyba et al. (2009), dada a importância da renda para a reprodução social no país. Segundo esse autor, as razões para isso são relacionadas à extrema desigualdade socioeconômica e ausência ou insuficiência de suporte institucional. Na ausência ou insuficiência de suportes, como educação, oferta adequada de atendimento de saúde, moradia e transporte, a renda desempenha papel primordial para a aquisição de bens e serviços necessários à reprodução social (PARAHYBA et al., 2009).
preferencialmente, em serviços de atenção especializada (centros de reabilitação), o acesso a esses serviços também foi pensado como um dos itens importantes para compor as perguntas do formulário. A versão final do Formulário, utilizada nesta pesquisa, encontra-se no APÊNDICE A. Segundo Barros e Lehfeld (2002), o formulário e o questionário são instrumentos muito utilizados em pesquisa com o propósito da coleta de informações. Para esses autores, esses instrumentos se diferenciam apenas pela forma de coleta dos dados, que no caso do formulário, o mesmo é preenchido pelo entrevistador, ou seja, de forma indireta. Essa conduta indireta facilita quanto às possibilidades do entrevistador adequar as perguntas ao entendimento do entrevistado e, deste modo, garantir a obtenção de respostas fidedignas quanto ao que está sendo questionado.
O formulário desta pesquisa foi elaborado pelo pesquisador, com base na experiência de atuação na área, em serviços de reabilitação públicos e privados, com a população de adultos e idosos. Um recorte a partir de alguns equipamentos/ dispositivos de tecnologia assistiva foi disposto, a fim de traçar um panorama em relação às necessidades de aquisição de equipamentos de autoajuda pelas pessoas com deficiência. Embora a seleção de equipamentos enfocados no Formulário seja restrita, um aspecto interessante deve ser destacado. A tecnologia assistiva, nesse caso, são os equipamentos que as pessoas já possuem e não aqueles que elas necessitariam ter.
O formulário24 foi construído com questões abertas e fechadas (em sua maioria), organizadas em uma sequência lógica, de assuntos que vão do geral (caracterização dos sujeitos e acesso aos serviços) ao particular, isto é, com ênfase na questão da tecnologia assistiva.
5.2.4 Índice de Barthel Modificado – IBM
O Índice de Barthel é um instrumento amplamente usado no mundo a fim de avaliar a independência funcional e mobilidade (MINOSSO et al., 2010). Esse instrumento padronizado avalia quantitativamente o grau de independência nas Atividades da Vida Diária para um repertório de tarefas funcionais do dia a dia. A escolha de um instrumento que avaliasse as Atividades da Vida Diária foi importante, tanto pela associação dessas atividades com a
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Em um primeiro momento, o Formulário foi apreciado por três alunos de doutorado, na disciplina de três créditos intitulada “Grupos de Pesquisa”, do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da UFSCar, ministrada pela Profa. Dra. Maria Luísa Guillaumon Emmel, orientadora desta tese, durante o 2º semestre de 2010. Este momento possibilitou o incremento do inventário, no que se refere à adequação das questões aos objetivos da pesquisa.
funcionalidade e, consequentemente, com a tecnologia assistiva, como também pelo impacto que essas atividades têm na vida da pessoa com deficiência física. O IBM é um instrumento amplamente utilizado em ensaios clínicos para avaliação do nível de independência funcional e, talvez, a mais antiga medida da quantidade de ajuda necessária em atividades funcionais básicas (PAZ, 2007).
O resultado do instrumento é obtido por meio de um questionário que determina o grau de independência contendo 10 categorias: 1) Higiene Pessoal, 2) Banho, 3) Alimentação, 4) Toalete, 5) Subir Escadas, 6) Vestuário, 7) Controle Esfincteriano (Bexiga), 8) Controle Esfincteriano (Intestino), 9) Deambulação ou Cadeira de Rodas e 10) Transferência Cadeira/Cama. A pontuação varia de 0 a 100, onde 0 classifica um indivíduo com Dependência Total e 100, Totalmente Independente (MAHONEY; BARTHEL, 1965; ARAÚJO et al., 2007). A validação no Brasil do Índice de Barthel foi feita por Minosso et al. (2010), para a população de idosos.
Para teste de confiabilidade foi utilizada a consistência interna e, para verificar a validade foi feita a análise fatorial e as validades de critério convergente e discriminante (MINOSSO et al., 2010). Como resultados, a confiabilidade, estimada pelo alfa de Cronbach, apresentou o valor de 0,90 para a escala total e a análise da validade de critério convergente, utilizando a Medida de Independência Funcional, identificou correlação satisfatória para a maioria dos domínios (MINOSSO et al., 2010).
Em cada uma das categorias há 5 itens envolvendo desde a total dependência (item 1) até a independência completa ou modificada (item 5), para casos em que há alguma assistência, ajuda técnica ou equipamento de apoio. Para a pontuação de cada categoria apresentam-se escores variados de acordo com cada item, nas diferentes classificações: “incapaz de realizar a tarefa”, “requer ajuda substancial”, “requer moderada ajuda”, “requer mínima ajuda” e “totalmente independente”.
Após sua aplicação, o instrumento oferece escores com a respectiva classificação do nível de independência/dependência, para uma interpretação fidedigna dos resultados obtidos. Estes escores, em sua totalidade permitem a seguinte classificação: o indivíduo que obtém 100 pontos é totalmente independente; de 99 a 76 pontos, tem-se uma dependência leve; de 75 a 51 pontos, tem-se uma dependência moderada; de 50 a 26 pontos, a dependência severa; e pontuação de 25 ou menos pontos, classifica-se como dependência total.