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BÖLÜM 3: ŞAH TAHMASB DÖNEMİNDE DİNİ MAKAMLAR

3.4. Nikabet

Uma agenda de ações deve considerar os objetivos econômicos e sociais pretendidos e, no caso da TI, a priorização dessas ações deve levar em conta as características do processo de difusão e as alternativas técnicas, reguladoras e econômicas mais adequadas para o desenvolvimento de cada região. Isso inclui, por exemplo, a educação, o papel do acesso às informações técnicas e de mercado em diferentes regiões e as prioridades em termos de infra-estrutura.

As políticas públicas e privadas devem atuar de forma a melhorar e ampliar a qualidade, a quantidade e o acesso a questões críticas, como fontes de financiamento, identificação de prioridades e oportunidades, promoção da TI e criação de instituições de

apoio, entre outras. Sugere-se que o desenvolvimento de ações relativas à adoção e uso da TI busque identificar e promover as diferentes competências envolvidas, articulando-as entre os agentes envolvidos na cadeia da carne bovina, de forma a maximizar o resultado esperado das ações já implantadas ou a serem implantadas.

As prioridades e objetivos em TI para a pecuária de corte demandam políticas públicas e privadas para potencializar a competitividade da atividade. Nesse sentido, baseado nos resultados obtidos nessa pesquisa, foram propostas ações que visam facilitar a adoção e o uso da TI na pecuária de corte, a partir de observações e informações obtidas nos estudos de caso realizados. As propostas consistem em sugestões de ações e de agentes responsáveis por sua implantação e servem de contribuição para a formulação de políticas públicas e privadas.

A primeira ação a ser realizada seria a criação da Câmara Temática da Agroinformática junto ao MAPA, visando priorizar a discussão de questões estruturais da TI em todo o agronegócio brasileiro, de forma a colaborar para a formação de políticas de longo prazo. Embora as questões tecnológicas estejam na pauta da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, seu desmembramento resultaria na reunião de esforços em busca da difusão entre os diferentes elos das cadeias produtivas, qualidade nos serviços prestados, competitividade das cadeias, harmonização entre os setores e co-gestão pública e privada.

As demais propostas, agrupadas por tema, podem ser colocadas em prática independentemente da criação da Câmara Temática sugerida, mas a integração entre elas se faz necessário para atender aos objetivos propostos. São elas:

a) Capacitação tecnológica e nível educacional

− criação de uma estrutura eficaz de treinamento em TI para os produtores e funcionários envolvidos no manejo de campo nas principais cidades brasileiras;

− revisão das estruturas curriculares de cursos profissionalizantes e superiores, nas áreas de ciências agrárias, economia, administração, engenharia e informática, visando formar profissionais com habilidades multidisciplinares.

A proposta se refere à capacitação para o uso da informática, percebida como habilidades genéricas para entender comandos, textos e instruções, e à capacitação para geração, adaptação e suporte ao uso da informática, de forma a incluir profissionais qualificados para promover o processo de difusão, como programadores, técnicos em informática e telecomunicações, analistas de sistemas e gestores. Esses profissionais são fundamentais para o

processo, na medida em que a implantação de sistemas requer adaptações, treinamentos, criação de bases de dados, suporte a redes e manutenção.

b) Extensão rural

− propiciar treinamento aos produtores e formação aos extensionistas em parceira com as universidades locais, para difundir o uso da TI na atividade pecuária e na gestão da propriedade;

− difundir as novas TI para o setor, bem como assessorar a escolha das melhores opções de sistemas para os produtores, financiando a estrutura física necessária (um computador ligado à Internet para cada grupo de produtores).

A proposta visa ampliar a difusão de informações por meio de seminários e encontros em locais públicos ou privados, de documentos escritos ou eletrônicos, de publicação de anuários de empresas de TI, bem como a oferta de serviços para membros e outros usuários, como a disponibilização de infra-estrutura para cursos e treinamento, desenvolvimento de softwares, fornecimento de suporte (como bases de dados e softwares atualizados), publicação de informativos, organização de workshops, reuniões, boletins e site com o objetivo de manter os pecuaristas e colaboradores atualizados.

c) Infra-estrutura

− acesso aos serviços de telecomunicações, infra-estrutura de informática, Internet e comércio eletrônico;

− democratizar o acesso à TI, estabelecendo mecanismos que permitam o aprendizado, o acesso e a incorporação da TI por produtores e trabalhadores rurais, por meio da implantação de Centros Comunitários, para utilização e disseminação de informações, propiciando o acesso à TI. Nesses espaços, a comunidade rural poderia navegar na Internet, consultar bancos de dados, participar de fóruns de discussão e realizar cursos profissionalizantes.

A disponibilidade de infra-estrutura de telecomunicações, como linhas telefônicas fixas, difusão de TV a cabo e de telefonia celular, é considerado condição fundamental para a difusão da TI. Ressalta-se que o acesso à Internet não depende apenas da

infra-estrutura de telecomunicações, sendo importante a influência exercida pelos fatores culturais, demográficos, renda e educação.

Por esses motivos, os Centros Comunitários poderiam seguir os moldes do CRID – Centro Rural de Inclusão Digital, do Laboratório de Pesquisa Multimeios da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará –, que funciona como ambiente de aprendizagem, instalado em comunidades de assentamento organizadas, de difícil acesso e dificuldade de comunicação com o exterior. Caracteriza-se pela instalação em locais de acesso público e oferece serviços de inclusão digital, informática educativa, cursos à distância e telecomunicações.

d) Oferta de crédito

− criar linhas de crédito específicas para a adoção da TI, com crédito suficiente e juros compatíveis.

A oferta de recursos a juros mais baixos é fundamental para a realização de investimentos maiores, como por exemplo, a identificação eletrônica de um rebanho. Disponibilizada em conjunto com o SISBOV, pode acelerar a adesão ao sistema e a competitividade do Setor.

e) Rastreabilidade

− incentivar a adesão ao SISBOV;

− criar formas de incentivo e estímulo à adoção e uso da TI;

− informatização e a integração entre as agências de defesa, secretarias estaduais de agricultura, certificadoras e SISBOV.

A adesão ao programa desenvolve uma cultura de coleta e registro dos dados da produção, podendo ser um primeiro passo para a adoção de sistemas informatizados de controle. De forma complementar, os incentivos para a adoção da TI poderão ocorrer na forma de facilidades na obtenção de crédito, a exemplo do que vem ocorrendo no estado do Paraná com a adesão ao SISBOV. Por fim, a integração das bases de dados em um sistema único que facilite o acesso e a comunicação é essencial para uma adequada rastreabilidade e fundamental para a eficiência e fiscalização.

f) Relacionamento entre agentes

− promover a capacitação tecnológica em setores estratégicos do agronegócio para o desenvolvimento da cadeia da carne bovina.

O treinamento contínuo dos diferentes agentes da cadeia, com cursos técnicos, teóricos e práticos, e a capacitação tecnológica, visam integrar os agentes por meio da gestão, rastreabilidade e troca de informações, de forma a fortalecer a competitividade da carne bovina nos mercados interno e externo.

Os agentes envolvidos nas propostas apresentadas são os governos federal, estadual e municipal, a iniciativa privada, as associações de classe, as universidades e as instituições de pesquisa. Ressalta-se que para cada caso, determinados agentes assumem maior importância em função das necessidades específicas de cada proposta.

As ações propostas tentaram englobar, de foram generalizada, os entraves e demandas observadas na pesquisa, com o objetivo de fornecer elementos para a tomada de decisão e delineamento de linhas de atuação, visando o desenvolvimento da pecuária brasileira. O estabelecimento de prioridades, bem como a formulação de políticas setoriais e o debate dos temas, dependem dos interesses dos agentes e formuladores envolvidos e de uma análise mais criteriosa de cada situação.