BÖLÜM 1: GENEL HATLARI İLE NEFİS
1.4. Nefsin Sıfatları
Quanto às relações introduzidas pelo conector da, o teste de paráfrase mostrou que ele introduz relações em três níveis: as causais voluntárias, as relações epistêmicas causais e as epistêmicas não causais. A presente subseção apresenta de maneira concisa como se estruturam conceitualmente cada uma das leituras e de que maneira o conector determina e impõe o acesso à base conceitual da causalidade. O foco das considerações elaboradas aqui é a distinção entre os usos do conector da em contraposição aos usos de weil para codificar relações das mesmas parcelas do gradiente causal.
4.4.3.1 Relações causais voluntárias
Em mais de uma ocasião foi exposta e explicada a configuração geral das relações causais voluntárias. Conforme já mencionado quando eram tratados os exemplos de ocorrências com o conector weil, as relações causais voluntárias são estabelecidas no interior da situação objetiva conceituada e a relação propriamente dita é oriunda da mente de um sujeito de consciência participante da referida situação objetiva. A oposição entre as relações causais voluntárias introduzidas por weil e da reside no fato de que o primeiro introduz relações causais marcadas como supostamente desconhecidas pelo ouvinte/leitor, enquanto o segundo introduz relações causais assinaladas com o estatuto de informação compartilhada.
(14) 2010 bat er um eine Neuausfertigung, da sein Zeugnis nicht mehr auffindbar sei.
(HAZ12/JAN.00640)
’Em 2010, ele solicitou uma nova via de seu certificado, pois o original não fora mais encontrado.’
É o caso, por exemplo, da relação causal introduzida por meio da amostra em (14), em que o comportamento de um sujeito de consciência é justificado a partir da relação causal que ele estabelece entre os elementos da situação em que ele se encontra. Não havendo encontrado seu certificado, ele solicitou a emissão de uma nova via. Dado que a amostra foi retirada de uma reportagem sobre a situação de muitos trabalhadores na Alemanha que, havendo perdido seus certificados de trabalho, precisa solicitar novas emissões, a informação introduzida na relação causal pode ser compreendida como compartilhada ou como esperada no contexto discursivo em que o período composto é apresentado. Essa posição quanto ao estatuto informacional das causas introduzidas por da já é de conhecimento amplo e pode ser descrito da seguinte maneira:
Ein da-Satz führt als Erklärung Information an, von der angenommen wird, dass sie dem Adressaten schon bekannt ist. Die Wirkung ist dagegen neue Information. Die Bedeutungskomponente der Bekanntheit begünstigt bei da- Verknüpfungen epistemische Interpretationen. Wenn ihm ein Sachverhalt be- kannt ist, so kann sich der Interpret ohne weiteres davon überzeugen, dass eine Proposition, die diesen Sachverhalt beschreibt, wahr ist. (BLÜHDORN; RAVETTO, 2008, p. 24)
Dessa maneira, constata-se que além do valor informacional conferido pelo conector à causal por ele introduzida, justifica-se também a partir disso o fato de que preponderantemente a atuação do conector da na porção epistêmica do gradiente relacional. Essas relações serão exemplificadas na subseção seguir. Por outro lado, a possibilidade de introduzir relações causais voluntárias exemplifica a versatilidade dos meios linguísticos de codificação da causalidade, de forma que as relações do gradiente não constituem uma escala de relações isoladas, mas um contínuo em que as diferentes possibilidade de conexão indicam diferentes estágios de especialização dos conectores na estrutura do gradiente.
4.4.3.2 Relações epistêmicas causais
A propriedade de introduzir causas marcadas como compartilhadas ou supostamente conhecidas também pode ser encontrada na codificação das relações epistêmicas causais. Nesse caso, há um deslocamento do locus em que ocorre o estabelecimento da relação causal. Ele passa da situação objetiva propriamente dita e passa para a porção do ground comunicativo construído implicitamente na conceituação da situação objetiva. Essa passagem leva à transferência do papel de sujeito de consciência para o falante/escritor, que assume a função de avaliador da situação objetiva.
(15) Das Schweißen des gebrochenen Gleises war schwierig, da es mehr als minus 20 Grad kalt war und erst langsam erwärmt werden musste. (HAZ12/FEB.00442)
’A solda do trilho quebrado foi difícil, porque fazia menos vinte graus e o metal precisava ser aquecido lentamente.’
A ocorrência de uma relação epistêmica causal codificada pelo conector da é representada pelo exemplo acima, em que o escritor julga a situação de soldagem dos trilhos da via férrea e a caracteriza como difícil. Essa caracterização deve-se ao fato de que em fevereiro, em pleno inverno europeu, as temperaturas estavam abaixo de vinte graus negativos e o metal aquecia apenas lentamente. O vínculo causal estabelecido pelo escritor constrói-se a partir de uma informação supostamente compartilhada por seus leitores, a saber: as baixas temperaturas de fevereiro e os problemas que podem causar à manutenção das vias férreas. Dessa maneira, as relações epistêmicas causais introduzidas por da diferenciam-se daquelas introduzidas por weil, na medida em que cada conector seleciona um determinado estatuto informacional para as
causas que introduzem. O primeiro marca as causas como informações dadas no contexto ou compartilhadas, enquanto o segundo as assinala como informação não compartilhada.
4.4.3.3 Relações epistêmicas não causais
Diferentemente de weil, o conector da pode introduzir relações epistêmicas não causais. Nesse caso específico, não há uma mudança no locus do estabelecimento da relação causal — o sujeito de consciência associado ao escrito ainda exerce o papel de avaliador de uma situação. A mudança ocorre, entretanto, no tipo de relação que se estabelece entre as orações. Na relação epistêmica não causal, conforme já mencionado em outras ocasiões, a causalidade em si perde força e cede lugar para outros tipos de inferência a partir de premissas. No caso das premissas introduzidas pelo conector da, são premissas que dispõem do estatuto de informação dada ou compartilhada contextualmente. A partir dessas premissas, um sujeito de consciência julga e avalia aspectos situacionais e chega a conclusões específicas que necessariamente não contam com a participação da causalidade. Há, portanto, uma transposição dos meios de codificação da causalidade para a codificação de outras formas de raciocínio.
(16) Da der 24-Jährige die Feuer nachts, als alle schliefen, gelegt habe, handele es sich “geradezu um versuchten Mord”. (HAZ12/JAN.00278)
’Dado que o jovem de vinte e quatro anos sobreviveu ao incêndio enquanto todos dormiam à noite, trata-se justamente de uma tentativa de assassinato.’
No exemplo (16), acima, a construção da relação de causa na forma do Konjunktiv I — modo verbal utilizado na língua alemã na codificação do discurso indireto — indica que o sujeito de consciência que estabelece o vínculo entre premissa e conclusão não é o próprio escritor, mas um terceiro a quem o escritor cede espaço na conceituação para estabelecer um vínculo entre os elementos da cena avaliada. Nesse caso, a relação se estabelece a partir da constatação de que, havendo o jovem de vinte e quatro anos iniciado um incêndio à noite enquanto todos os demais dormiam, então se trata de uma tentativa de assassinato. Não é a situação em si que é explicada ou motivada pelo sujeito de consciência, mas a tentativa de avaliar um aspecto da situação objetiva a partir dos dados disponíveis a ele. Trata-se, portanto, de uma tentativa de definir e qualificar as ações do jovem a partir do ponto de vista jurídico/criminal.
As relações epistêmicas em geral constituem a maior parte das ocorrências encontrada nos corpus para o conector da — uma representação de cerca de 68% do total das ocorrências. A propriedade de assinalar a oração introduzida como causa com o estatuto informacional de compartilhada ou dada permite às relações codificadas por da servirem de pano de fundo para as avaliações entretidas pelo sujeito de consciência, de forma que é coerente a perspectiva de que da atue preponderantemente na porção epistêmica do gradiente relacional da causalidade, dado que assim existe a possibilidade diferenciação entre as relações introduzidas por weil e ao mesmo tempo estabelece-se uma progressão nas relações que compõem o gradiente, ampliando seu
escopo e capacidade de categorização relacional no âmbito da causalidade. No caso específico das relações epistêmicas causais seria interessante determinar quais tipos de inferências são permitidos e quais não, além de especificar se esses padrões são compatíveis de alguma forma com a base conceitual.