• Sonuç bulunamadı

BÖLÜM 1: GENEL HATLARI İLE NEFİS

2.2. Nefsin Metaforik Anlatımları

2.2.3. Diğer Metaforik Anlatımlar

2.2.3.3. Gulyabâni

Por fim, quanto às relações introduzidas pelo conector denn, o teste de paráfrase mostrou que ele também introduz relações em três níveis: as epistêmicas causais, as relações epistêmicas não causais e as de motivação entre atos de fala. Esta subseção final apresenta de maneira concisa como se estruturam conceitualmente cada uma das leituras e de que maneira o conector determina e impõe o acesso à base conceitual da causalidade. O foco das considerações elaboradas aqui é a distinção entre os usos do conector denn em contraposição aos usos de da e weil para codificar relações das mesmas parcelas do gradiente causal.

Para que sejam diferenciadas as relações introduzidas pelos conectores causais da língua alemã que concorrem na porção epistêmica do gradiente relacional, é preciso levar em conside- ração um aspecto importante do significado do conector denn já descrito em outra ocasião por Zifonun et al. (1997), conforme ilustra-se abaixo:

Der Konjuntor denn leistet eine Reorientierung, unterbricht also einen nahtlos linearen Fortgang der Informationsübermitteilung zugunsten der Stützung des Anspruch und der Sicherung des Nachvollzugs durch den Adressaten. Ba- sis ist eine Antezipation oder reale Wahrnehmung eines Problems mit der Vorgängeräußerung, das vom Zweifel an der Geltung bis in den Bereich des Unverständnisses reichen kann, so daß der Zweck der Vorgängeräußerung ver- fehlt zu werden droht. Die Begründung soll den Erfolg der Vorgängeräußerung sicherstellen und zugleich ein problematisierendes, den Ablauf hemmendes Zwischenspiel vermeiden. (ZIFONUN et al., 1997, p. 2438)

Dessa maneira, é possível constatar que o conector causal denn apresenta uma propriedade que o distingue dos outros conectores da língua alemã: denn apresenta uma função de suporte à compreensão das informações veiculadas por meio do falante/escritor; ele permite que sejam antecipadas novos dados ao fluxo informacional, de modo que se evite que o ouvinte/leitor apresente situações problemáticas de compreensão sobre a situação descrita e impede que, no caso do uso oral da linguagem, haja interrupções na contribuição de quem detém o turno. No uso escrito da linguagem, o uso do conector denn mostra a preocupação do escritor em veicular informações adicionais que deem suporte àquelas que ele já introduziu em sua contribuição, de forma que seja suprida a necessidade do leitor por argumentos que sustentem informações apresentadas a ele. Não parece, portanto, por acaso que a zona de atuação do conector denn sobre o gradiente relacional seja justamente aquela em que as relações fundamentam-se sobre avaliações empreendidas pelo sujeito de consciência e na motivação de seus atos de fala diante do interlocutor.

4.4.4.1 Relações epistêmicas causais e não causais

As relações epistêmicas causais introduzidas por denn seguem a mesma estrutura conceitual daquelas introduzidas por da e weil. Elas apresentam, entretanto, o componente diferencial mencionado acima: o sujeito de consciência que estabelece a relação causal entre os eventos descritos na situação objetiva procura dar suporte a afirmações sobre a situação descrita, de forma que o papel do ouvinte/leitor como sujeito de consciência secundário é relativamente mais saliente nesses casos, dado que o sujeito de consciência primário procura estabelecer uma relação entre os elementos da conceituação para que o sujeito de consciência secundário esteja apto a acompanhar o fluxo informacional sem que haja interrupções para questionamentos ou dúvidas. No caso do uso escrito da linguagem, as interrupções não têm consequências para a continuidade do fluxo informacional entretido pelo escritor, mas leitor, ao deparar-se com pontos delicados da conceituação, pode perguntar-se qual o fundamento para aquelas afirmações, daí a possibilidade do uso do conector denn.

(17) Dass diese Downloads tatsächlich strafrechtlich verfolgt werden, ist aber unwahrscheinlich. Denn dazu müsste der Anbieter die Daten seiner Nutzer gespeichert haben, wofür es keinen Grund gibt. (HAZ12/JAN.01074)

’É improvável que esses downloads sejam realmente investigados criminalmente. Pois para isso seria necessário que o provedor armazenassem os dados dos usuários — e não existe motivo para que isso seja feito.’

Nos exemplos (17), acima, ilustra o uso de denn como conector responsável por estabelecer nexo entre orações por meio da relação epistêmica causal. No primeiro exemplo, o sujeito de consciência estabelece um vínculo entre seu julgamento como improvável (unwahrscheinlich) de que haja investigação criminal por conta de downloads realizados ilegalmente. Esse julgamento é justificado por meio da introdução de uma causa para tal avaliação, que seria a necessidade de que os provedores do serviço armazenassem as informações dos usuário. A conexão segue, portanto, o sentido inverso daquelas introduzidas por da, em que as premissas, preponderantemente já conhecidas e compartilhadas contextualmente, sustentavam a derivação de conclusões e avaliações do sujeito de consciência. Aqui trata-se do inverso, as conclusões são lançadas ao leitor e as premissas são incluídas como suporte ao fluxo informacional.

No caso das relações epistêmicas não causais, o procedimento de construção e conceituação das avaliações do sujeito de consciência são os mesmos descritos acima. Entretanto, há um completo destacamento da relação causal de base, a partir da qual os exemplos prototípicos são construídos. Permanece, entretanto, a função de “socorro” ao ouvinte/leitor ao procurar fundamentar as constatações realizadas pelo sujeito de consciência. As relações epistêmicas não causais introduzidas por denn estão no limite entre a porção epistêmica do gradiente relacional e aquela em que as relações são estabelecidas entre os atos de fala. Em geral, as relações epistêmicas dessa categoria poderiam, inclusive, ser consideradas como motivação para um ato

de fala assertivo, conforme ilustra os exemplos abaixo:

(18) Bei vielen Schülern darf ein Apfel als Pausensnack nicht fehlen. Denn er ist nicht nur gesund und schmackhaft, ihm wird auch nachgesagt, müde Menschen wieder munter zu

machen. (HAZ12/JAN.00462)

’Para muitos estudantes não pode faltar uma maçã no lanche do intervalo. Pois a fruta não é somente saudável e saborosa, mas também se diz que ela pode devolver o vigor a quem está cansado.’

(19) In der Innenstadt wartet auf sie die meiste Arbeit, denn dort sind sie nicht nur für die Reinigung von Fahrbahnen, sondern auch für die Sauberkeit der Gehwege und der Plätze

zuständig. (HAZ12/JAN.00079)

’É no centro da cidade que lhes espera a maior parte do trabalho, pois ali não são responsáveis apenas pela limpeza das vias, mas também das calçadas e das praças.’

Em ambos os exemplos (18) e (19) é possível verificar um significativo afrouxamento do vínculo causal estabelecido pelo conector, como era de se esperar para as relações epistêmicas não causais. O vínculo mais significativo introduzido pelo conector é a justificativa para o uso de um determinado argumento ao longo da cadeia de segmentos discursivos. Não é possível estabelecer um vínculo causal direto entre a necessidade de muitos estudantes levarem consigo maçãs para o lanche e as propriedades atribuídas à fruta. Antes, a relação introduzida por denn serve essencialmente para dar suporte à constatação do fato realizada pelo sujeito de consciência e convencer o leitor de que tal avaliação é pertinente. O mesmo processo de avaliação e sua subsequente justificativa é exemplificada pela segunda amostra citada, em que o sujeito de consciência primário, o escritor, avalia ser o centro da cidade o local em que os funcionários municipais da limpeza encontrarão mais trabalho e justifica essa avaliação ao apresentar as atribuições de trabalho desses funcionários responsáveis não apenas pela limpeza das vias de circulação de veículos, mas também das calçadas e das praças.

4.4.4.2 Relações entre atos de fala: motivação

Por fim, as relações de motivação entre atos de fala introduzidas por denn servem-se da mesma base das relações epistêmicas não causais, com uma mudança significativa na conceitua- ção do ground: São levados em consideração aspectos da interação comunicativa entre ambos os sujeitos de consciência, o primário e o secundário. Um exemplo de simulação monológica de uma interação dialógica entre os sujeitos de consciência pode ser ilustrada com a ocorrência abaixo:

(20) Vielleicht lernt man den Traumpartner ja auch bei einem Improvisationstheaterabend kennen? In der “Menagerie” könnte das am Freitag tatsächlich passieren, denn zwei

Theaterspielerinnen laden zum gemütlichen Singleabend ins Café am Kötnerholzweg 47

ein. (HAZ12/JAN.00196)

’E seria talvez possível encontrar o parceiro dos sonhos em uma noite de teatro de improviso? Na “Menagerie” isso poderia acontecer, pois duas atrizes convidam a uma aconchegante noite de solteiros no café [. . . ]’

O sujeito de consciência primário, ou seja, o escritor, simula por meio de um jogo de pergunta e resposta a interação entre ele e o sujeito de consciência secundário. O ponto decisivo para o uso do conector denn é a tentativa de justificar perante o leitor a resposta oferecida à pergunta anterior. Ainda que se trate apenas de uma reprodução da interação entre os sujeitos de consciência, torna- se visível a possibilidade de estabelecer vínculos de motivação entre atos de fala por meio do conector denn, o que mostra a versatilidade de denn para abranger as conexões das zonas epistêmica e pragmática do gradiente, em oposição a da e weil.

4.5 Considerações sobre o gradiente relacional da causali-

Belgede Mesnevî’de nefis kavramı (sayfa 72-83)