BÖLÜM 1: GENEL HATLARI İLE NEFİS
1.3. Sûfîlerde Nefis Kavramı
1.3.2. Nefsin Mertebeleri…
O teste de paráfrase que o conector weil introduz tanto relações causais voluntárias quanto relações epistêmicas causais. A presente subseção apresenta de maneira concisa como se estruturam conceitualmente ambas as leituras e de que maneira o conector determina e impõe o acesso à base conceitual da causalidade.
4.4.2.1 Relações causais voluntárias
As relações voluntárias introduzidas por weil, conforme será apresentado mais adiante, concorrem com as relações da mesma categoria introduzidas pelo conector da. As relações causais voluntárias têm a particularidade de serem representações do comportamento de indi- víduos e instituições que se justificam a partir da constatação de um vínculo causal. Ou seja, a relação causal é estabelecida no interior da situação objetiva, por um sujeito de consciência que nela esteja conceituado diretamente. Assim, o papel do falante, ou do escritor, é de relatar as ações desse sujeito de consciência presente na conceituação, de forma que o escritor e sua situação comunicativa (o ground) são codificados de maneira implícita, indicando alto grau de subjetificação de sua função, como pode ser visto em ambos os exemplos abaixo:
(10) Der 52-jährige gebürtige Hannoveraner hat vor wenigen Wochen den Abbau von 600 Stellen angekündigt, weil der Veranstalter bei der Produktion von Reisen sparen muss.
(HAZ12/JAN.00109)
’O organizador, nascido em Hanôver, 52, anunciou o corte de 600 vagas, por é preciso economizar na produção de viagens.’
(11) Der Nahrungshersteller Milupa ruft einen Babybrei zurück, weil dieser entgegen den Angaben Gluten und Weizen enthält. (HAZ12/JAN.00200)
’A fabricante de alimentos Milupa solicitou a retirada do mercado de uma papinha para bebês, porque esta continha, apesar das indicações, glúten e trigo.’
Nesse sentido, o exemplo (10) apresenta a causa para o comportamento do sujeito de consciência, um homem de 52 anos nascido em Hanôver (Der 52-jährige gebürtige Hannoveraner) que anunciou o fechamento de 600 vagas de trabalho. A razão para seu comportamento é codificada na oração introduzida por weil e trata-se da necessidade de economizar na produção/organização de viagens. Da mesma maneira, o exemplo (11) justifica as ações tomadas pela fabricante de alimentos Milupa que recolheu um lote de papinha para bebês devido ao fato de que continham glúten e traços de trigo, embora as indicações apontassem para o contrário.
Todavia, essa configuração é padrão para a relação causal voluntária e é compartilhada também pelo conector da. O princípio da não sinonímia indica que diferentes configurações sintá- ticas implicam estruturas semânticas ou pragmáticas diferentes. O conector weil, embora seja um subordinador e tenha a possibilidade tanto de anteposição quanto de posposição à oração-matriz, prefere a última configuração, enquanto da prefere a primeira. Dessa maneira, é necessário determinar de que maneira ambas as construções se diferenciam, apesar de compartilharem as mesmas possibilidades de organização. Blühdorn & Ravetto (2008) aponta para o seguinte fato:
Weilist bezüglich Bekanntheit und Neuheit seiner Konnekte nicht festgelegt. Es leitet Verbletztsätze ein, die voran- oder nachgestellt werden können. Nachs- tellung ist bevorzugt. (BLÜHDORN; RAVETTO, 2008, p. 27).
Assim, assume-se que o conector weil introduz preferencialmente relações causais em que a causa é marcada como informação nova ou que o falante/escritor assume não ser de conhecimento do ouvinte/leitor. Este deve ser um fator responsável também por diferenciar as construções com weil e da no caso das relações epistêmicas causais. Dessa forma, além da estruturação da situação objetiva por meio da causalidade, o conector weil também influencia a estrutura informacional da conceituação em que se encontra inserido.
4.4.2.2 Relações epistêmicas causais
Da mesma maneira, as relações epistêmicas causais introduzidas por weil, conforme tam- bém será apresentado mais adiante, concorrem com as relações da mesma categoria introduzidas pelo conector da. As relações epistêmicas causais assemelham-se às causais voluntárias devido ao fato de que apresentam uma estrutura conceitual semelhante, mas têm a particularidade de serem representações do comportamento mental de indivíduos e instituições que se justificam a partir da representação de um processo de raciocínio em que se estabelece um vínculo causal. Ou seja, a relação causal é estabelecida no exterior da situação objetiva, por um sujeito de consciência que esteja conceituado diretamente no ground comunicativo. Assim, o papel do
falante, ou do escritor, não é mais o de relatar as ações desse sujeito de consciência presente na conceituação, mas o de inferir a partir de uma situação objetiva as consequências de uma relação causal. Assim, o falante/escritor e sua situação comunicativa (o ground) são preferencialmente codificados de maneira implícita, embora divergências nessa configuração tendem a ser explicita- mente codificadas, indicando grau intermediário de subjetificação de sua função, como pode ser visto em ambos os exemplos abaixo, dado que, apesar de implicitamente conceituados, o fator decisivo para a relação epistêmica causal é o fato de que o sujeito de consciência é responsável por avaliar a situação objetiva e não participa diretamente dela.
(12) Weil sich sein Chamäleon Edgar in einer Pension im westfälischen Werne perfekt der grünen Zimmertapete angepasst hatte, hat ein Mitarbeiter eines Reptilienhändlers das Tier bei der Abreise schlicht vergessen. (HAZ12/JAN.00992)
’Dado que seu camaleão, Edgar, camuflara-se prefeitamente no papel de parede verde do quarto de uma pensão na Vestifália, um funcionário de um negociante de répteis simplesmente esqueceu o animal ao ir embora.’
(13) Die Elbvertiefung gefährdet Experten zufolge die Frostschutzberegnung der Bäume mit Wasser aus der Elbe, weil die Vertiefung mehr Salzwasser in den Fluss geraten könnte.
(HAZ12/FEB.00691)
’Segundo especialistas, o aprofundamento da calha do Elba põe em risco a irrigação das árvores como forma de proteção contra o inverno, porque, com o aprofundamento, mais água salgada poderia entrar no rio.’
O vínculo causal estabelecido pelo sujeito de consciência nos exemplos (12) e (13) ilustram de que maneira o conector weil contribui para a estruturação da conceituação ao impor uma determinada estrutura relacional. Em (12), o escritor infere a partir da situação objetiva que o funcionário (Mitarbeiter) de um estabelecimento comercial especializado em répteis esqueceu-se de seu camaleão Edgar devido ao fato de que o animal, ao camuflar-se de verde, adaptou-se perfeitamente à cor do carpete do cômodo. O exemplo (13), por sua vez, apresenta um caso de deslocamento do sujeito de consciência. Nesse exemplo, não se trata do falante/escritor que estabelece o vínculo causal, mas especialistas (Experten) consultados. Eles avaliam que o aprofundamento da calha do rio Elba seria prejudicial às árvores do entorno devido ao fato de que o aumento da quantidade de água salgada no rio influenciaria negativamente na proteção das árvores contra o congelamento no inverno.
Comum a ambos os exemplos, entretanto, é justamente o fato de que o conector weil introduz uma relação causal epistêmica em que o falante/escritor assume que o ouvinte/leitor desconhece as causas para o seu julgamento da situação objetiva, de forma que a relação é introduzida como informação nova no contexto daqueles segmentos discursivos. Confirmada essa possibilidade de conexão entre a estruturação da causalidade e a inclusão de elementos qualificadores do estatuto informacional que a relação apresenta no contexto discursivo em
que ela é utilizada, as relações causais introduzidas por weil apresentam a peculiaridade de introduzirem relações causais ainda supostamente desconhecidas para o ouvinte/leitor, ou seja, elas auxiliam na construção e ampliação do conhecimento de uma das partes da interação linguística ao disponibilizar informações novas sobre uma determinada situação objetiva ou sobre o julgamento de um sujeito de consciência sobre uma situação específica.