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Nefisten Kurtuluşta Akıl

Belgede Mesnevî’de nefis kavramı (sayfa 102-108)

BÖLÜM 1: GENEL HATLARI İLE NEFİS

2.2. Nefsin Metaforik Anlatımları

2.4.1. Nefisten Kurtuluşta Akıl

Para sobreviver contamos com mecanismos biorreguladores, e parte deles devemos às estruturas das emoções. Charles Darwin catalogou em seu livro A expressão das emoções no homem e nos animais, publicado em 1872, as chamadas emoções primárias ou emoções universais. Mais tarde, em 1966, pesquisadores contemporâneos como o psicólogo californiano Paul Elkman, entre outros, elaboraram esse esquema simples de Darwin e ainda acrescentaram outras emoções7.

Expressão, como o próprio Darwin se referia no livro, representa um daqueles momentos na história da ciência em que uma tese era sugestiva. (...) A principal controvérsia de Expressão é gloriosamente simples. É que as emoções dos seres humanos de todo o mundo são inatas e tão constitutivas e regulares como nossa estrutura óssea, e que isso se manifesta na universalidade das formas pelas quais as expressamos. Por meio de dois tipos de ação muscular, aquelas que resultam na expressão facial e as que controlam os movimentos do corpo, comunicamos o que sentimos aos outros, em geral involuntariamente, como resultado do instinto animal e não do comportamento aprendido. Não só esta capacidade de comunicação é geneticamente determinada como também nos permite, ainda no berço, reconhecê-la também no rosto de adultos, decodificando suas atitudes a partir do que está escrito em suas expressões. Além disso, essa linguagem intensamente complexa e não-verbal mostra uma forte continuidade entre diferentes raças de hoje. (WALTON, 2007, p. 14-15) Embora a teoria evolucionista seja questionável, não se trata aqui de justificar um pensamento artístico através de pesquisas cientificas, e sim de entender melhor o estudo das emoções através da catalogação de Darwin. Pesquisas contemporâneas de Elkman e outros cientistas não representam um desafio ou desacordo a essas idéias que, segundo Walton, são consideradas tão boas hoje quanto na época em que Darwin as propôs.

Elas são as verdades fundamentais da expressão emocional, mas as questões que legam a nós pertencem tanto à investigação filosófica quanto à pesquisa biogenética. Na verdade, muitos trabalhos recentes neste campo, mais notavelmente, as contribuições de Antonio Damásio e William M. Reddy, relacionam as mais recentes descobertas na neurofisiologia do cérebro a condições da vida e ao curso da historia humana". (WALTON, 2007, p. 19)

Damásio e outros cientistas contemporâneos reconhecem também a importância do estudo das emoções primárias catalogadas por Darwin e os

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comportamentos que as definem como presentes em diversas culturas e espécies. "Como é de esperar, a maior parte daquilo que sabemos sobre a neurobiologia da emoção provém do estudo das emoções primárias” (DAMÁSIO, 2004, p. 53).

Uma das maiores críticas feitas a Darwin em relação ao aspecto das expressões das emoções, assunto que nos interessa nesse presente estudo, é o fato de que grande parte do comportamento humano seja culturalmente aprendida. Darwin argumentou que expressões emocionais são parecidas em humanos e em outros animais porque as herdamos de um ancestral comum. Esse é o caso, por exemplo, do sorriso, comum a pessoas em todo o mundo. O fato de pessoas em diferentes partes do globo mostrarem o mesmo comportamento sugere, segundo Darwin, que a característica foi herdada, embora não podemos negar as mutações genéticas, através de estudos neo-darwinistas. No entanto, atemo-nos aos estudos da catalogação das emoções primárias e ao entendimento de que elas estão presentes e impregnadas em nós, até os ossos, desde nossos ancestrais. Segundo o contemporâneo Damásio:

Foi por isso que Darwin conseguiu catalogar as expressões emocionais de tantas espécies e encontrar consistência nessas expressões, e é por isso que, em diferentes partes do mundo e em diversas culturas, as emoções são tão facilmente reconhecidas. (DAMÁSIO, 2000, p. 77)

Darwin, afirmando que nem toda emoção é aprendida, cita Laura Bridgman, que, por ser cega e surda, não poderia ter adquirido nenhuma expressão por imitação. No entanto, quando uma carta de um amigo querido lhe foi transmitida por meio de uma linguagem gestual, "ela riu e bateu palmas, e suas bochechas ficaram rosadas. Em outras ocasiões, foi vista pulando de alegria" (DARWIN, 2000, p. 186). Entretanto, não podemos descartar o fato de que até nesses casos alguns indicativos são aprendidos culturalmente, inclusive inseridos na didática da linguagem gestual.

Em seu livro A expressão das emoções no homem e nos animais, Darwin explica a adaptação do indivíduo ao meio através da funcionalidade das expressões das emoções. Ao observar que diversas culturas apresentam emoções repetidas, ele conclui que muitas dessas emoções são inatas, e não aprendidas.

Sempre que determinadas mudanças nas feições e no corpo exprimirem as mesmas emoções nas diferentes raças humanas, poderemos inferir, com grande probabilidade, que estas são expressões verdadeiras, ou seja, que

são inatas ou instintivas. Expressões ou gestos adquiridos por convenção na infância provavelmente difeririam tanto quanto diferem as línguas. (DARWIN, 2000, p. 24)

Darwin conclui que as características corporais e os padrões comportamentais são conservados como as formas dos ossos ou de qualquer outra estrutura corporal. Ele diz ainda que os comportamentos hereditários englobam membros de uma espécie.

Admitir que padrões comportamentais têm evolução exatamente igual à dos órgãos leva ao reconhecimento de outro fato: eles também têm o mesmo tipo de transmissão hereditária. Em outras palavras, a adaptação dos padrões comportamentais de um organismo ao seu meio se dá exatamente da mesma maneira que a de seus órgãos, isto é, mediante as informações que a espécie acumulou, ao longo de sua evolução, pelo antiquíssimo método da seleção e mutação. (DARWIN, 2000, p. 10-11)

Darwin também aponta que algumas expressões humanas - como mostrar os dentes quando se está furioso ao extremo, ou como na contração dos mesmos músculos faciais durante o riso pelo homem e por vários grupos de macacos - dificilmente podem ser compreendidas sem a crença de que o homem existiu um dia numa forma mais inferior e animalesca. "A partilha de certas expressões por espécies diferentes, ainda que próximas, torna-se mais inteligível se acreditarmos que ambos descendem de um ancestral comum" (DARWIN, 2000, p. 22).

Darwin apresenta descrições físicas das emoções chamadas de primárias ou universais, como raiva, medo, ciúme, nojo, surpresa, tristeza e felicidade. As emoções primárias (tal como Darwin as designa) estão presentes em todas as culturas e por muitas gerações. Talvez seja por isso que experimentá-las permita ao ator acessar memórias e permear múltiplos estados emocionais já presentes em seu corpo.

Belgede Mesnevî’de nefis kavramı (sayfa 102-108)