AMASYA GENELGE’SİNİN ERZURUM VE SİVAS KONGRELERİ ÜZERİNDEKİ ETKİSİ
1- Mustafa Kemal’in Amasya’ya Gelişi ve Faaliyetleri
As famílias da Lagoa Grande são compostas por uma, duas ou três gerações. A primeira corresponde aos casos de pessoas que moram sozinhas, geralmente homens, ou que já perderam os pais, ou idosos viúvos cujos filhos estão casados e possuem moradia própria. As famílias com duas gerações são as mais recorrentes e correspondem à formação pais e filhos, podendo se tratar tanto de casal com filhos, quando os pais são os responsáveis pela moradia, como casal com pais idosos, sendo neste caso, os filhos
C as as Va zi as Ca sa s Pe sq ui sa d as Ca sa s H ab it ad as C om ér ci o s Eq ui p . P ro d. Pa rt ic ul ar es E q ui p. So ci ai s
responsáveis pela casa. Em raros casos, há ainda a formação mãe com filhos. As famílias com duas gerações variam de três a onze membros, sendo mais comum aquelas com três a cinco pessoas. Já as famílias compostas por três gerações têm geralmente de cinco a oito membros, e são formadas por pais, filhos e netos, podendo se tratar tanto de casal com filhos e netos, como de casal com filhos e pais idosos. No primeiro caso, as moradias são sempre co-habitadas, mas já não se pode dizer o mesmo das ocorrências de casal com filhos e pais idosos, já que estes últimos geralmente possuem casa, mas devido à idade avançada, são trazidos para a casa dos filhos para que possam ter melhor assistência da família.
Geralmente, o homem é o responsável pela família. São na maioria agricultores que trabalham principalmente com a cultura do caju, havendo alguns aposentados e trabalhadores rurais. Na mesma proporção destes últimos, encontram-se os que trabalham no setor público, seja na escola e no posto de saúde da Lagoa Grande, seja em instituições na sede do município. Há ainda aqueles que trabalham no setor privado, tanto na sede do município como em Fortaleza. Neste último caso, o homem passa a semana na capital, e retorna para casa nos finais de semana. Nesta situação, é comum que a mulher seja a responsável pela família, por ser ela quem está sempre presente. A noção de responsabilidade deixa de estar relacionada ao provedor para se referir a quem cuida. Também nas famílias com formação do tipo mãe e filhos é a mulher a responsável, desta vez tanto pela provisão como pelo cuidado. Assim como ocorre na população masculina, as mulheres trabalham principalmente na agricultura, e em menor proporção, no setor público. O trabalho feminino no setor privado ocorre de forma mais rara e sempre com jovens que ainda não constituíram família e moram com os pais.
Ainda que a maioria das famílias tenha "nascido e se criado" na Lagoa Grande, é representativa a quantidade de casos de famílias "vindas de fora", seja de outros municípios cearenses, como Aracoiaba, Aratuba, Canindé, e Itapiúna, seja de outras localidades do próprio Município de Barreira, como Mearim. Também são comuns os casos em que os membros de uma mesma família tenham origens diferentes: "Eu nasci e me criei aqui, agora ele (o esposo) já é do Quixadá." (Martinha).
As famílias "vindas de fora" são geralmente de trabalhadores rurais que moram em casas cedidas pelos patrões, assumindo a condição de "morador". Por não possuir uma moradia própria, mudam de casa na medida em que mudam de patrão:
Quando o meu pai era vivo, ele era morador das pessoas, né? Aí [...] onde ele achava um canto que dava pra ele, ele saía e ia trabalhar, ia morar, né? Aí saímos de Aracoiaba e morava uns tempos nuns cantos, depois noutro... Moramos lá no Maranguape, bem sete anos, [...] depois voltamos e viemos morar ali no riacho, e do riacho viemos aqui pra um terreno do Mauro que tem ali, aí de lá ele foi-se embora pra Barreira. Aí foi no tempo que eu me apartei dele e vim pra cá (Lagoa Grande). Fui morar ali no Zezim Vital. (Seu Geraldo) Tal fato faz com que as famílias nesta condição estejam mais dependentes dos patrões, devendo a estes uma maior dedicação e exclusividade. Nesta realidade, a necessidade da casa própria está relacionada à segurança e à estabilidade de um abrigo, já que quando a realiza, a família assume a responsabilidade pela provisão da sua moradia, tornando-se independente do patrão neste aspecto. Isso, por sua vez, acarreta na maior autonomia destas famílias com relação ao trabalho, ficando livres da exclusividade anteriormente exigida e ampliando as possibilidades de oportunidades.
É uma casa boa que é minha, né? Ruim era se fosse dos outros, né? Aí sendo minha, de todo jeito ela é boa. Num tô levando nem chuva nem sol debaixo dela... (Seu Geraldo)
Dentre as famílias "nativas", encontram-se tanto as que sempre permaneceram no local, como aquelas que saíram e depois retornaram. No caso das primeiras, a necessidade de moradia se relaciona com a evolução do ciclo familiar. No casamento está implícita culturalmente a necessidade de moradia. No entanto, quando não há condições para a realização desta, o jovem casal pode passar um período morando na casa dos pais, geralmente do homem. Nestes casos, o casal ocupa um cômodo sem abertura para o interior da casa, sendo acessado ou por um espaço de transição (um alpendre, uma varanda), ou pelo exterior da edificação (Fig. 43). Em alguns casos, é construído um banheiro para o jovem casal. Neste modo de agir está implícito o fato de que os pais não são responsáveis por aquela nova família, ainda que auxiliem quando necessário. Logo que possível em termos de recursos, a moradia é providenciada.
Já o nascimento de um filho, intensifica esta necessidade da casa, fazendo com que, nestes casos, toda a família se mobilize – tanto com relação aos recursos como no que diz respeito ao trabalho – para a realização da moradia. Há sempre o auxílio dos pais, seja doando um pedaço do terreno (quando há), seja cedendo parte da sua própria
moradia. Quando isto ocorre, as condições de iluminação e ventilação das duas residências ficam bastante comprometidas, por conta da geminação das casas (Fig. 44). A doação do terreno, por sua vez, acaba formando pequenos núcleos familiares, em que em uma mesma terra são construídas as casas dos pais e dos filhos.
Figura 43 – Casa do Seu José: quarto do filho casado com acesso pela varanda.
Fonte: Produzida pela autora.
Figura 44 – Casa do Seu José: espaço doado para casa do filho, após o nascimento do neto.
Fonte: Produzida pela autora.
No caso das famílias que saíram da localidade e retornaram, a necessidade de moradia está relacionada com uma vontade de retorno à terra natal e ao desejo de ficar próximo dos parentes. Nesta vontade encontra-se uma busca de identidade, de retorno a si mesmo, por meio de uma volta às origens:
Eu era daqui, e me considerava um matuto, que eu num tive estudo, aí eu achava que bom era morar aqui na minha terra. E pedia muito a Deus que quando eu tivesse com cinquenta anos eu pudesse comprar uma propriedade aqui, um terrenozinho [...] (Seu Manoel)
Eu morava em Fortaleza, era empregado lá e... quando eu saí do emprego, eu recebi um pedacinho de dinheiro, né? [...] Aí vim de lá pra fazer essa casinha aqui, que era na minha terra mesmo, né? Meu pedacinho de chão. Que é herança da finada minha mãe que deixou pra nós, né? (Seu Manuel)