Sohbet n° 216 - Tarih : 18 ocak 2004
3. ġeytan insana MUSALLAT kılınmıĢ ve yetkili kılınmıĢtır. ġeytan 83 kiĢinin MASUM olduğu o dönemin ardından UNUTMADIĞI bu PUT dinlerini yeniden gündeme getirmiĢ, muhalif Kabillerin de
O recorte da pesquisa abrangeu os anos de 2004 a 2015 porque o ano de criação dos NIT poderia não elucidar muito a respeito da constituição da CTT, enquanto que ir ou não além do ano de 2015 dependeria da suficiência e acessibilidade de dados que possibilitassem respostas às questões desta pesquisa. Baseado em Danneels (2010), o primeiro passo da coleta de dados foi o resgate de informações disponíveis publicamente nas páginas virtuais das IES, bem como dos seus NIT. Isso ocorreu entre 20 de outubro de 2015 até 17 de abril de 2016. No entanto, outros acessos foram realizados até o dia 06 de setembro de 2016 visando atualizações.
O segundo passo envolveu o contato de apresentação e esclarecimento por telefone e as explicações detalhadas enviadas por e-mail (Apêndice A). Com as confirmações positivas foram realizadas visitas às instalações e aos integrantes dos NIT e dos setores responsáveis pela transferência tecnológica (BOEHM; HOGAN, 2014) entre os dias 18 e 29 de abril de 2016, mantendo-se, no entanto, os contatos via e-mail, para sanar dúvidas e permitir acesso a novos dados, até 31 de agosto de 2016.
Nesse segundo passo foram realizadas visitas com acesso aos documentos impressos, não técnicos, e que foram fotografados como: material de divulgação, banners, quadros de anotações, esquemas, histogramas, fluxogramas, organogramas, entre outros que eram visíveis e disponíveis aos visitantes. Nesse momento foram realizadas as observações sistemáticas (TAYLOR; BOGDAN, 1998; LÓPEZ; PASCUAL, 2008; GRAY, 2012), todas participantes com base em Burawoy el al. (1991) e Burawoy (2009), de modo a favorecer a compreensão das ações culturais, estruturais e relacionais das IES. Fora as anotações realizadas, foram captadas 448 fotografias de registro das observações para posterior análise. O roteiro de observação e de análise documental utilizado pode ser visto no Apêndice B.
O contato presencial permitiu identificar quais são os principais atores envolvidos em transferência tecnológica, bem como os eventos e os contextos bem sucedidos e recentes. Outras informações não previstas, porém relevantes, foram capturadas para posterior aprofundamento.
O terceiro passo, realizado primariamente durante as visitas in loco, caracterizou- se pela coleta dos documentos técnicos como processos, atas de reuniões, projetos, memorandos, ofícios, contratos (publicados ou não), declarações, termos de sigilo, entre outros que estiveram ligados diretamente à temática da pesquisa e que não costumam ser disponibilizados aos visitantes, totalizando 356 documentos. Nessa etapa foram considerados apenas os documentos que não estivessem em sigilo. Conforme a Lei nº 9.279/1996, o sigilo costuma ter, no mínimo, 18 meses. Essa é uma das razões de terem sido considerados, inicialmente, os documentos datados até o ano de 2015.
O quarto, e último passo, envolveu não apenas observações sistemáticas do ambiente organizacional com gravações em áudio, e respectiva transcrição, mas também anotações e fotos das experiências das visitas, como entrevistas retrospectivas e em profundidade (McCRACKEN, 1988; WOODSIDE; WILSON, 1995; KVALE; BRINKMANN, 2009; GODOI; MATTOS, 2010); elas foram semiestruturadas (dividida em dimensões) e gravadas apenas com permissão, envolvendo os principais tomadores de decisão direta e indiretamente ligados ao NIT de cada uma das IES públicas brasileiras investigadas. O roteiro semiestruturado das dimensões e questões das entrevistas está disponível no Apêndice C. Esse passo também foi efetivado durante as visitas in loco e a lista dos nove entrevistados pode ser vista no Quadro 12. O total de áudio gravado nas entrevistas e nas observações abrangeu um total de 09h53min11seg.
Quadro 12 – Lista dos entrevistados.
IES pública brasileira: Cargo: Código:
USP
Diretor Técnico de Transferência de Tecnologia SPTT00
Pesquisador 01 SPPE01
Diretora Técnica de Propriedade Intelectual SPPI02
Agente de Transferência Tecnológica SPAT03
Analista Administrativo SPAA04
UNICAMP
Diretora de Parcerias UNDP00
Diretora de Propriedade Intelectual UNPI01
Pesquisador 02 UNPE02
Diretor-Executivo UNDE03
Fonte: Elaboração própria.
Os quatro passos da pesquisa, bem como os instrumentos de coleta, foram avaliados em uma pesquisa piloto realizada no NIT da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) nos dias 01 e 09 de março de 2016 com o coordenador do NIT e com o ex- assessor de transferência de tecnologia, totalizando 01h40min53seg de entrevista gravada e posteriormente transcrita. Fora as entrevistas, foram realizadas observações sistemáticas e acessados 102 documentos como processos, contratos, termos de sigilo, ofícios e
memorandos, sendo todos relacionados à transferência tecnológica. Os resultados serviram para ratificar o método da pesquisa e confirmar os instrumentos de coleta de dados antes do início das visitas às duas instituições eleitas.
Os termos e os conceitos adotados nos instrumentos de coleta de dados foram alinhados com os objetivos e com o referencial teórico e estão desdobrados em dimensões prévias, ajustadas conforme o andamento desta pesquisa. O Quadro 13, apresentado na próxima página, apresenta a relação entre objetivos, questões do roteiro de entrevista, aspectos observáveis, dimensões abordadas e autores relacionados.
No Quadro 13 foram destacadas as questões do roteiro de entrevista e da observação (e análise documental) conforme cada objetivo específico e dividido em dimensões. O primeiro objetivo específico foi dividido em três dimensões compostas por: ambiente externo, políticas, mercado e sociedade; posição e modelos internacionais empregados; e estrutura da “meta-rotina”.
O segundo objetivo específico teve como dimensões: dotações e caminhos prévios para o sucesso (detecção); relações mainstream e newstream (apreensão); e evolução da capacidade dinâmica (transformação). O último objetivo específico abrangeu dimensões compostas pelos seguintes termos: identificação dos recursos, competências, rotinas e capacidades incorporadas; estrutura organizacional e a atuação dos gestores/líderes e dos pesquisadores na capacidade dinâmica; e o comportamento evolucionário dos recursos, competências, rotinas e capacidades (detecção, apreensão e transformação).
Quanto às entrevistas, elas foram realizadas individualmente ou, conforme o caso, em grupo até a saturação (BOWEN, 2008). Nesse caso, puderam ser realizadas mais de uma entrevista em dias diferentes com os mesmos indivíduos. O intuito foi atenuar as limitações cognitivas e de memória; além de reforçar as respostas pela repetição, facilitando a construção conceitual.
Quadro 13 – Relações entre objetivos e dimensões da pesquisa.
Objetivos Q* A** Dimensões Exemplo de Autores
Geral Específicos A nalis ar co m o oco rr e a din âm ica do d esen vo lv im en to d a C T T em I E S pú blicas b rasil eir as. Investigar as características da CTT em
IES públicas brasileiras. 1-12 1-14
Ambiente externo, políticas, mercado e sociedade.
Szulanski (2000); Rogers, Takegami e Yin (2001); Bercovitz e Feldmann (2006); Teece (2007); Pavlou e
El Sawy (2011); Carvalho e Cunha (2013). Posição e modelos internacionais
empregados. Teece (2007); Jagoda, Maheshwari e Lonseth (2010). Estrutura da “meta-rotina”. Teece (2007).
Evidenciar os fatores do desenvolvimento da CTT em IES
públicas brasileiras. 13-24 15-26
Dotações e caminhos prévios para o sucesso (detecção).
Takahashi e Sacomano (2002); Bercovitz e Feldmann (2006); Zahra, Sapienza e Davidsson (2006); Teece
(2007); Helfat e Peteraf (2009); Malik e Kotabe (2009); Salunke, Weerawardena e McColl-Kennedy
(2011); Carvalho e Cunha (2013). Relação Mainstream e Newstream
(apreensão). Lawson e Samson (2001); Teece (2007). Evolução da capacidade dinâmica
(transformação).
Rindova e Taylor (2002); Helfat e Peteraf (2003); Teece (2006); Wang e Ahmed (2007); Romme, Zollo
e Berends (2010).
Compreender o comportamento dos recursos, competências, rotinas e capacidades ao longo do desenvolvimento da CTT em IES públicas brasileiras.
25-35 27-30
Identificação dos recursos, competências, rotinas e capacidades incorporadas; estrutura organizacional e a atuação dos gestores/líderes e dos
pesquisadores na capacidade dinâmica.
Zott (2003); Bercovitz e Feldmann (2006); Teece (2007); Jagoda, Maheshwari e Lonseth (2010); Milagres (2011); Miller, Pentland e Choi (2012);
Pentland et al. (2012). Comportamento evolucionário
dos recursos, competências, rotinas e capacidades (detecção,
apreensão e transformação).
Rindova e Taylor (2002); Helfat e Peteraf (2003); Zott (2003); Zahra, Sapienza e Davidsson (2006); Teece (2007); Romme, Zollo e Berends (2010).
Q* - Questões do roteiro de entrevista semiestruturado.
A** - Aspectos do roteiro de observação sistemática e análise documental.
Para confirmar a exatidão dos fatos e a credibilidade das interpretações, todo o material transcrito foi confirmado junto aos entrevistados por meio do envio das transcrições por e-mail para que eles pudessem apreciar e fornecer feedback. Essas verificações pelos participantes serviram para rever e esclarecer os contextos, os eventos, os fatos e as ações que compuseram o composto intencional e organizacional, bem como o desenvolvimento da CTT (GUBA; LINCOLN, 1982; HIRSCHMAN, 1986; RINDOVA; KOTHA, 2001; ZAHRA; SAPIENZA; DAVIDSSON, 2006; TEECE, 2007; BOWEN, 2008; AREND, 2015).