2 MUHASEBE HİLELERİ ve HATALARI
2.2 Muhasebenin Temel Kavramları
No ano de 2007, o MEC modificou as atribuições e a estrutura organizacional da CAPES pela Lei no. 11.502/200712, regulamentada pelo Decreto no. 6.316/2007 e, mais tarde, pelo Decreto no. 7.692 de 2012 (BRASIL, 2012a), que revoga o anterior. De acordo com essa Lei, a CAPES passa a assumir, além de suas atribuições relacionadas ao ensino superior e a pós-graduação, a responsabilidade sobre a formulação de políticas e sobre o desenvolvimento de atividades de suporte à formação de profissionais do magistério para a educação básica, subsidiando o MEC na estruturação de um sistema nacional de formação de professores. A referida Lei apresenta as atribuições da CAPES para a educação básica e para o ensino superior. No que se refere à educação básica, a Lei dispõe, em seu artigo 2°, parágrafo 2°:
12
Essa Lei modifica as atribuições e a estrutura organizacional da CAPES de que trata a Lei no 8.405, de 09 de janeiro de 1992; e altera as Leis no. 8.405, de 9 de janeiro de 1992, e 11.273, de 6 de fevereiro de 2006.
§ 2º No âmbito da educação básica, a Capes terá como finalidade induzir e fomentar, inclusive em regime de colaboração com os Estados, os Municípios e o Distrito Federal e exclusivamente mediante convênios com instituições de ensino superior públicas ou privadas, a formação inicial e continuada de profissionais de magistério, respeitada a liberdade acadêmica das instituições conveniadas, observado, ainda, o seguinte:
I – na formação inicial de profissionais do magistério, dar-se-á preferência
ao ensino presencial, conjugado com o uso de recursos e tecnologias de
educação a distância;
II – na formação continuada de profissionais do magistério, utilizar-se-ão, especialmente, recursos e tecnologias de educação a distância (BRASIL, 2007, s/p, grifos nossos).
Como podemos observar, a Lei no. 11.502/2007 (BRASIL, 2007a) reforça a importância da relação público-privado para o desenvolvimento da formação docente, em conformidade com os princípios da reforma educacional iniciada na década de 1990. Além disso, a educação a distância é colocada como alternativa central na formação docente, especialmente em processos de formação contínua, o que mantém o caráter imediatista atribuído historicamente à formação continuada e em serviço em nosso país.
Além das atribuições citadas, cabe ainda a “nova” CAPES, em regime de colaboração com os entes federados e mediante termos de adesão firmados com as IES, articular políticas de formação de profissionais do magistério da educação básica em todos os níveis de governo, planejar ações de longo prazo para a formação inicial e continuada dos profissionais em serviço do magistério da educação básica, elaborar programas de atuação setorial ou regional de forma a atender à demanda social por profissionais do magistério da educação básica, acompanhar o desempenho dos cursos de licenciatura nas avaliações conduzidas pelo INEP, promover e apoiar estudos, pesquisas e avaliações necessários ao desenvolvimento e melhoria de conteúdo e orientação curriculares dos cursos de formação inicial e continuada de profissionais de magistério e, por fim, manter intercâmbio com outros órgãos da administração pública do País, com organismos internacionais e com entidades privadas nacionais ou estrangeiras, visando promover a cooperação para o desenvolvimento da formação inicial e continuada de profissionais de magistério, mediante a celebração de convênios, acordos, contratos e ajustes necessários à consecução de seus objetivos (BRASIL, 2012a). Para o exercício das novas funções, a CAPES conta com o apoio do Conselho Técnico Científico da Educação Básica (CTC/EB) e com a Diretoria da Educação a Distância e Diretoria da Educação Presencial, agregadas à sua estrutura organizacional.
CAPÍTULO 2 - O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência no âmbito da Política Nacional de Formação de Professores no Brasil
_______________________________________________________________________________67 Como apontam Gatti et al. (2011), tem sido grandes as responsabilidades e complexos os desafios enfrentados pela CAPES em suas novas atribuições, órgão do MEC que tem conduzido a política de pós-graduação no país há várias décadas, mas sem tradição de trabalho junto aos cursos de graduação e à educação básica, antes de responsabilidade das Secretarias da Educação Básica, da Educação Superior e da Educação a Distância do próprio MEC.
Considerando suas novas responsabilidades, a CAPES tem criado e subsidiado ações e programas junto ao MEC voltados à formação docente em nível superior. Dentre as ações voltadas à formação inicial de professores para a educação básica está o PIBID, disposto no âmbito do MEC, da CAPES e do FNDE pela Portaria Normativa no. 38, de 12 de dezembro de 2007, com base na referida Lei que atribui a CAPES a indução e o fomento à formação para o magistério da educação básica. De acordo essa Portaria, o PIBID surge com o objetivo de fomentar a iniciação à docência de estudantes das IES federais de educação superior e preparar a formação de docentes nesse nível, em curso presencial de licenciatura de graduação plena, para atuar na educação básica pública (BRASIL, 2007b).
A Portaria Normativa no. 38/2007 priorizava determinados cursos de licenciatura e áreas específicas do conhecimento para o desenvolvimento do Programa. Para a formação de professores para o ensino médio, priorizavam-se as áreas de Física, Química, Matemática e Biologia, nessa ordem, tendo em vista a escassez de professores dessas áreas do conhecimento na educação básica – especialmente nas três primeiras áreas –, a baixa procura por essas licenciaturas e o desempenho dos alunos do ensino médio nessas disciplinas, conforme dados apresentados pelo Relatório do CNE de 2007 e discutidos no capítulo anterior. Para o ensino médio e para os anos finais do ensino fundamental, dão-se ênfase as licenciaturas em Ciências e Matemática e, de forma complementar, as licenciaturas em Letras (língua portuguesa), em Educação Musical e Artística e demais licenciaturas, especificadas no documento.
É interessante notar, portanto, o foco dado pela referida Portaria aos cursos da área de ciências exatas e ciências da natureza, em clara sintonia com os dados apresentados pelo Relatório do CNE do mesmo ano e com suas estratégias de solução para o déficit de formação docente nessas áreas do conhecimento. Isso deixou – em certa medida – em segundo plano a atuação do PIBID na formação de professores para as disciplinas que contemplam conhecimentos igualmente importantes para a formação dos alunos da educação básica como, por exemplo, filosofia, sociologia, história e geografia, abrangidas pela área de ciências
humanas. Da mesma forma, o curso de Pedagogia, responsável, atualmente, por formar o professor polivalente responsável pelos anos iniciais do ensino fundamental, não foi mencionado na Portaria Normativa no. 38/2007.
De acordo com a Portaria no. 38/2007, o PIBID deveria ser desenvolvido apenas em instituições federais de ensino superior e centros federais de educação tecnológica que possuíssem cursos de licenciatura. Em decorrência, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em dezembro do mesmo ano a primeira Chamada Pública MEC/CAPES/FNDE no. 01/2007 para a apresentação de propostas de projetos pelas IES federais para o desenvolvimento do PIBID. Segundo o Edital, as propostas deveriam contemplar, entre outros aspectos, um professor coordenador por área do conhecimento, 30 bolsistas de iniciação à docência por área do conhecimento e um professor supervisor por escola da rede pública conveniada (BRASIL, 2007). A partir deste primeiro Edital, 23 IES foram contempladas com o PIBID13.
Dando continuidade à política de fomento a programas de formação inicial e continuada dos profissionais do magistério da educação básica, foi instituída, por meio do Decreto no. 6.755 de 29 de janeiro de 2009 (BRASIL, 2009a), a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, que disciplina a atuação da CAPES, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no fomento a programas de formação inicial e continuada.
O referido Decreto apresenta os doze princípios que devem fundamentar a Política Nacional de Formação Docente, dentre os quais podemos destacar: a colaboração entre os entes federados na consecução dos objetivos da Política, articulada entre o MEC, as instituições formadoras e os sistemas e redes de ensino; a articulação entre teoria e prática no processo de formação docente, fundada no domínio de conhecimentos científicos e didáticos, contemplando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; o reconhecimento da escola e demais instituições de educação básica como espaços necessários à formação inicial dos profissionais do magistério. O Documento dispõe também sobre objetivos da Política, em consonância com os princípios apresentados. Um dos objetivos se refere à promoção da integração entre a educação básica e a formação inicial docente (BRASIL, 2009a), uma das metas traçadas também pelo PIBID.
13 Disponível em: <https://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/Projetos_Aprovados-
CAPÍTULO 2 - O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência no âmbito da Política Nacional de Formação de Professores no Brasil
_______________________________________________________________________________69 Segundo o disposto no Decreto no. 6.755/2009, os objetivos da Política Nacional de Formação devem ser alcançados por intermédio da criação de Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à Formação Docente e por ações e programas específicos do MEC. Os Fóruns são órgãos colegiados que têm como finalidade organizar, também em regime de colaboração entre os entes federados, a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério para as redes públicas da educação básica. Suas atribuições são: elaborar e acompanhar planos estratégicos com base no diagnóstico e na identificação das necessidades de formação do magistério das redes públicas, apoiado no censo escolar da educação básica; articular ações, otimizar recursos e potencializar esforços em interação com os sistemas de ensino e instituições formadoras sediadas no estado.
À semelhança da Lei no. 11.502/2007, o Decreto no. 6.755/2009 recomenda que a formação inicial seja realizada preferencialmente em cursos presenciais, conjugados com tecnologias da informação e comunicação, e a formação continuada, pela modalidade à distância.
Dentro dessa política de formação de professores destacam-se também as iniciativas de iniciação à docência que devem ser incentivadas pela CAPES para a formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica, mediante fomento a programas de iniciação à docência e concessão de bolsas a estudantes matriculados em cursos de licenciatura de graduação plena nas instituições de educação superior. De acordo com o Decreto no. 6.755/2009, esses programas devem prever, entre outros aspectos, “a articulação entre as instituições de educação superior e os sistemas e as redes de educação básica” e “a colaboração dos estudantes nas atividades de ensino-aprendizagem da escola pública” (BRASIL, 2009a, Art. 10°).
Com consonância com os novos dispositivos, foi publicada nova Portaria (Portaria no. 122 de 16 de setembro de 2009) que dispõe sobre o PIBID no âmbito da CAPES, com base na Lei no. 11.502/2007, na Resolução no. 22, de 24 de abril de 2009 – que delega competência a CAPES para a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes do PIBID – e considerando o disposto na Portaria no. 9, de 30 de junho de 2009 – que institui o Parfor no âmbito do MEC. Em relação à Portaria anterior, trata-se de um documento mais bem detalhado sobre o Programa, suas finalidades, seu financiamento, suas características e sobre as responsabilidades de cada bolsista participante.
A Portaria no. 122/2009, em seu Art. 1°, instituía como finalidade do PIBID o apoio à iniciação à docência de estudantes de licenciatura plena das instituições federais e estaduais de educação superior, visando aprimorar a formação dos docentes, valorizar o magistério e contribuir para a elevação do padrão de qualidade da educação básica (BRASIL, 2009c). Assim, o PIBID foi ampliado também às instituições públicas estaduais e estendido, também, a outras licenciaturas e áreas do conhecimento, dessa vez mais bem especificadas. A partir dessa referida Portaria, outros cursos de licenciatura, tais como Filosofia, Sociologia, Letras- Português e Pedagogia foram contemplados para a atuação no ensino médio. Para o ensino fundamental foram incluídos os cursos de licenciatura em Pedagogia – com destaque para a prática em classes de alfabetização – e a licenciatura em Educação artística e musical. De forma complementar, destacam-se as licenciaturas em Letras – Língua estrangeira, licenciaturas interculturais (como, por exemplo, formação de professores indígenas), licenciaturas em educação do campo e para comunidades quilombolas e demais licenciaturas, desde que justificada sua necessidade social no local ou região.
No mesmo ano, ainda em setembro de 2009, foi publicado pela CAPES o Edital no. 02/2009 para o recebimento de propostas contendo projetos de iniciação à docência submetidas pelas IES públicas, federais e estaduais, com todas as normas que deveriam ser obedecidas de acordo com a Portaria até então vigente. De acordo com este Edital, poderiam ser contemplados até seis subprojetos por IES proponente e, caso tal montante não fosse alcançado na primeira seleção, os recursos restantes poderiam ser redistribuídos as IES que apresentassem subprojetos complementares (BRASIL, 2009d). A partir deste segundo Edital, 66 IES tiveram seus Projetos Institucionais e Subprojetos aprovados e 23 IES, além desses, também seus subprojetos complementares, totalizando 89 IES contempladas14, o que corresponde a um aumento de 287% em relação ao Edital anterior.
A Portaria no. 122 foi revogada no dia 9 de abril de 2010 pela Portaria no. 72/2010 que, contemplando todas as modificações trazidas pela Portaria anterior, ainda estende o PIBID às IES públicas municipais e às instituições comunitárias, confessionais e filantrópicas sem fins lucrativos, abrindo caminho, portanto, à parceira entre os setores público e privado. Além disso, a Portaria no. 72/2010 inclui a Educação de Jovens e Adultos (EJA) como
14 Disponível em: <https://www.capes.gov.br/images/stories/download/editais/Resultado_PIBID2009_Edital
CAPÍTULO 2 - O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência no âmbito da Política Nacional de Formação de Professores no Brasil
_______________________________________________________________________________71 prioridade dentro dos cursos de Pedagogia, além de formação de professores para a educação infantil.
No mesmo mês em que essa Portaria entrou em vigor foi publicado um Edital (Edital no. 18/2010 CAPES, publicado no DOU nº 69, Seção 3. Pág. 18 de 13/04/2010) para submissão de propostas pelas instituições públicas municipais e pelas IES comunitárias, confessionais e filantrópicas sem fins lucrativos. De acordo com este Edital, cada projeto institucional poderia apresentar apenas um subprojeto por licenciatura. Em caso de instituições multicampi, poderia haver mais de um subprojeto de uma mesma área do conhecimento, desde que as licenciaturas fossem localizadas em campi diferentes. Com este Edital, mais 31 instituições foram contempladas pela CAPES com o PIBID15, totalizando, assim, no ano de 2010, 120 IES públicas federais, estaduais e municiais e comunitárias, confessionais e filantrópicas, sem fins lucrativos.
Em 25 de junho de 2010, foi publicado no DOU nº 120 o Decreto no. 7.219 de 24 de Junho de 2010 (BRASIL, 2010a) que, como instrumento legal, substitui as Portarias anteriores e institucionaliza o PIBID, apresentando suas finalidades, os sujeitos a quem se destina, as modalidades de bolsa a serem oferecidas, os critérios para a participação de IES no Programa, as disposições sobre a publicação de editais, as funções das instituições participantes, os níveis de ensino abrangidos pelo programa e as responsabilidades da CAPES para a criação de regulamentos próprios para o desenvolvimento do PIBID. No mesmo ano, em 30 de dezembro, foi aprovada pelo então Presidente da CAPES, Jorge Almeida Guimarães, a Portaria no. 260/2010 (BRASIL, 2010b), que aprova as normas do Programa. Essa Portaria apresenta normais gerais sobre o programa, focando-se especialmente nos procedimentos técnicos para a submissão de projetos pelas IES e nos itens que devem ser respeitados por essas instituições para a aprovação de suas propostas. Esse documento também dispõe sobre os objetivos do PIBID, as modalidades de bolsas, os critérios de custeio e a avaliação das propostas, entre outros aspectos.
No mesmo ano, em 22 de outubro, foi lançado o Edital Conjunto CAPES/ Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) do PIBID para alunos dos cursos de licenciatura dos programas da SECADI, Prolind e Procampo. Poderiam participar desse Edital apenas instituições públicas, universidades e centros universitários
15 Disponível em: <http://www.capes.gov.br/images/stories/download/editais/resultados/ResultadoEdital_
PIBID_040610.pdf>; <http://www.capes.gov.br/images/stories/download/editais/resultados/ResultadoDos Recursos_30jun10_PIBID.pdf>. Acesso em 14/09/2014.
comunitários, confessionais e filantrópicos sem fins econômicos que desenvolvessem os projetos do Prolind e Procampo, aprovados pela SECADI. De acordo com esse Edital, as propostas deveriam levar em consideração as especificidades da formação para a diversidade e das escolas situadas em comunidades indígenas e do campo, harmonizando essas realidades aos objetivos estabelecidos para o PIBID. Em conformidade com as normas gerais do Programa, cada instituição poderia apresentar um único projeto institucional, podendo, ainda, ser apresentados subprojetos distintos no âmbito do Prolind e do Procampo para quatro áreas de licenciatura: Línguas/Linguagens e Códigos; Ciências da Natureza e Matemática; Ciências Humanas e Sociais; e Ciências Agrárias/Desenvolvimento Agroecológico. A partir desse Edital, 21 IES foram contempladas pela CAPES com o PIBID Diversidade16, totalizando, juntamente com o PIBID, 141 instituições em todo o Brasil.
Em 2011, mais um Edital foi aberto pela CAPES (Edital no. 001/2011/CAPES), destinado a todas as IES publicas que estivessem interessadas em submeter propostas contendo projetos de iniciação à docência a serem apoiados no âmbito do PIBID, bem como àquelas que, já possuindo projetos e subprojetos aprovados, tivessem interesse em alterar o projeto vigente (por exemplo, ampliando-o com novos subprojetos). A partir deste Edital, 104 projetos foram aprovados (entre propostas novas e de ajuste)17.
No ano seguinte, em março de 2012, foi lançado o Edital PIBID 11/2012, também destinado as IES públicas que tivessem interesse em enviar novas propostas e àquelas que optassem por alterar o projeto institucional vigente. Diferentemente dos editais anteriores que estabeleciam o prazo de 24 meses para o desenvolvimento do projeto, o Edital PIBID 11/2012 estabeleceu o prazo máximo de um ano para aos projetos aprovados, com vigência final para 31 de julho de 2013. De acordo com o documento, os projetos poderiam ser prorrogados uma única vez por até 12 meses, a critério da CAPES (BRASIL, 2012b). Com este Edital, 262 projetos (novos ou de ajuste) foram aprovados. De acordo o sítio eletrônico da CAPES18, participavam do PIBID, até o ano de 2013, 195 IES de todo o país que desenvolviam 28819
16 Disponível em: <https://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/Resultado_Edital002_2010_
CapesSecad_PIBIDiversidade.pdf>. Acesso em: 14/09/2014.
17 Disponível em: <http://www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid/editais-e-selecoes>. Acesso em:
14/09/2014
18 Disponível em: <http://www.Capes.gov.br/educacao-basica/CapesPibid/relatorios-e-dados>. Acesso em 24 de
agosto de 2013.
CAPÍTULO 2 - O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência no âmbito da Política Nacional de Formação de Professores no Brasil
_______________________________________________________________________________73 projetos de iniciação à docência em aproximadamente quatro mil escolas públicas de educação básica.
No dia 04 de abril de 2013 foi aprovada a Lei no. 12.796 (BRASIL, 2013a) que altera alguns artigos da LDB (Lei no. 9.394/1996) e dispõe sobre a formação dos profissionais da educação. Dentre as várias modificações trazidas por essa Lei está a inclusão do PIBID na atual LDB em seu artigo 62, parágrafo 5°:
A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica pública mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena, nas instituições de educação superior (BRASIL, 2013a).
Vê-se, portanto, uma preocupação em implantar nos termos da Lei o processo de iniciação à docência como parte constituinte da formação do futuro professor da educação básica nas licenciaturas, sinalizando, ao menos em partes, sua consolidação e continuidade na agenda das políticas públicas educacionais.
No mesmo ano, em 18 de julho, a Portaria no. 260/2010 foi revogada pela Portaria no. 96/2013 (BRASIL, 2013b), que aprova o Regulamento do PIBID. Essa última encontra-se atualmente em vigor. Com base nas normas gerais apresentadas pela Portaria que a antecede, e tendo como bases legais a Lei no. 9.394/1996, a Lei no. 12.796/2013 e o Decreto no. 7.219/2010, a Portaria no. 96/2013 apresenta detalhadamente as finalidades técnicas e administrativo-pedagógicas do Programa, alterando e acrescentando algumas das normas apresentadas pela Portaria anteriormente em vigor. Devido à alteração da Portaria, os Projetos aprovados no Edital PIBID 11/2012 tiveram seu prazo de desenvolvimento estendidos até dezembro de 2013, momento em que todas as IES contempladas com o PIBID até o momento e aquelas que estivessem interessadas em aderir ao Programa deveriam submeter a CAPES suas propostas para início em 2014.
De acordo com o Decreto no. 7.219/2010 e com a nova Portaria no. 96/2013 que regulamenta o Programa, o PIBID tem por finalidade fomentar a iniciação à docência, contribuindo para o aperfeiçoamento da formação de docentes em nível superior e para a melhoria de qualidade da educação básica (BRASIL, 2010a). Além do incentivo à formação docente em nível superior para a educação básica, tem por objetivo, entre outros aspectos, constituir-se como elemento integrador entre educação superior e educação básica; inserir os