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Muhasebe Hata Ve Hile Örnekleri

2 MUHASEBE HİLELERİ ve HATALARI

2.7 Muhasebe Hata Ve Hile Örnekleri

Neste capítulo, apresentamos os caminhos teórico-metodológicos selecionados e percorridos para o desenvolvimento deste estudo, tendo em vista atender aos quatro objetivos específicos e norteadores elencados: 1) analisar as influências do Programa nas escolhas profissionais dos alunos de licenciatura e na questão que envolve a valorização do magistério da educação básica; 2) analisar como as atividades têm sido desenvolvidas pelo Programa e se essas atividades têm proporcionado mudanças tanto na formação dos licenciandos quanto na prática profissional dos supervisores da educação básica, professores colaboradores e coordenadores do ensino superior; 3) identificar como tem ocorrido a relação Universidade- Escola e se essa relação tem favorecido a formação dos sujeitos participantes do Programa e a melhoria da qualidade da educação básica; 4) - analisar se e como os recursos e as condições objetivas que são oferecidas pelo Programa para o desenvolvimento das atividades têm favorecido a formação docente proposta.

Considerando o processo de pesquisa como uma atividade sistematizada e intencional, faz-se necessário que o pesquisador, ao longo desse processo, tome consciência da situação, capte seus problemas, reflita sobre eles, formule-os em temos de objetivos realizáveis, organize os meios para atingir os objetivos propostos e intervenha na situação utilizando os meios selecionados. Gil (2002), ao discutir sobre projetos de pesquisa, afirma que os meios utilizados para o desenvolvimento de um estudo configura-se uma opção de trabalho que possibilita a descoberta de uma realidade a partir das inquietações que o pesquisador possui. Dessa forma, o método configura-se como o caminho para se chegar a determinado fim, um conjunto de procedimentos intelectuais adotados para se atingir o conhecimento.

Tendo como base tais princípios, e considerando a natureza do problema e dos objetivos deste estudo, optamos por realizar uma pesquisa de abordagem qualitativa por esta permitir, dentre outros aspectos, a descrição, a análise e avaliação dos dados de forma articulada e aprofundada, bem como a utilização de variadas fontes de informação e a possibilidade de representação dos diferentes pontos de vista presentes numa situação social, sendo o pesquisador o principal instrumento do estudo (LÜDKE; ANDRÉ, 1986).

Segundo Bogdan e Biklen (1994), um aspecto significativo da pesquisa qualitativa é o seu caráter descritivo-analítico. Neste tipo de pesquisa, todas as informações retiradas do

estudo mostram-se com um rico potencial de fornecimento de dados, que vão além de dados estatísticos. Para estes autores, na pesquisa qualitativa os dados não são construídos para confrontar uma hipótese pré-estabelecida, mas sim para construir um cenário. Dessa forma, a direção tomada para a análise e a organização dos dados aparece após a sua construção e após ter-se dispensado certo tempo com esses dados, estudando-se o que pode ser extraído do mesmo para a caracterização do fenômeno em estudo e do contexto ao qual se encontra inserido, tendo em vista os objetivos do estudo e o referencial teórico que o norteia. Assim, mantem-se ininterrupto o movimento dialético ação-reflexão-ação, próprio da atividade sistematizada, a qual se caracteriza pela constante vigilância da reflexão.

3.1. Procedimentos de construção dos dados

Com a realização de uma pesquisa qualitativa, revelou-se o equívoco que seria tomar o PIBID como uma problemática isolada das questões que, historicamente, o debate acadêmico e o movimento dos educadores foram construindo em torno dos cursos e programas de formação docente, bem como da influência das reformas educacionais implementadas em âmbito nacional e internacional. Assim, tendo em vista a compreensão do objeto de pesquisa a partir dos determinantes externos e internos que o constituem, buscamos o delineamento de um corpus teórico que, em concordância com o método adotado, tomasse a realidade como totalidade. Neste momento catalogamos algumas das obras pertinentes ao tema central da pesquisa a fim de que pudéssemos obter discussões atuais e relevantes sobre o assunto, angariando, desta forma, o arcabouço teórico que fosse capaz de orientar os objetivos norteadores deste estudo. Tal etapa ocorreu concomitantemente as demais etapas da pesquisa, haja vista as mudanças que a realidade foi acrescentando ao objeto de pesquisa e as categorias que foram sendo elaboradas para análise e discussão dessa realidade em contínuo movimento.

Delineados os objetivos do estudo e seu método de investigação, foram pensados os instrumentos e técnicas de coleta dos dados que serviriam de base para o alcance dos objetivos propostos. Assim, tendo em vista compreender como os próprios sujeitos envolvidos compreendem e avaliam o PIBID no âmbito de sua formação, foram elaborados roteiros de entrevistas semiestruturadas diferentes para cada participante do estudo (Apêndice 4) e organizada uma relação prévia e flexível de categorias de análise, a fim de que fosse

CAPÍTULO 3 - A opção metodológica e seus procedimentos

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possível criar uma articulação entre os eixos de análise, as questões das entrevistas e os objetivos da pesquisa.

Optamos pela utilização de entrevistas semiestruturadas como instrumento de coleta de dados devido sua flexibilidade na obtenção das informações. Segundo Lüdke e André (1986), essas entrevistas, por não imporem uma ordem rígida de questões, permitem a obtenção das informações de forma notável e autêntica, permitindo ao entrevistador realizar as adaptações necessárias. Ademais, para as autoras, a entrevista configura-se em um importante instrumento de coleta de dados por admitir correções, esclarecimentos e adaptações que a tornam sobremaneira eficaz na obtenção das informações desejadas.

Neste estudo, consideramos a entrevista semiestruturada como um instrumento que possibilita aos participantes a elaboração de suas próprias narrativas, constituindo-se, assim, como um caminho para atingir a prática e as percepções dos envolvidos e também como um recurso de pesquisa que possibilita o contato com o pensamento dos sujeitos, bem como o questionamento destes a respeito de si mesmos, de sua prática e de suas experiências, concepções e conhecimentos. De acordo com Cunha (1997), quando uma pessoa relata os fatos vividos, acaba por reconstruir a trajetória por ela percorrida, dando-lhe novos significados. Assim, a narrativa não deve ser considerada como a verdade literal dos fatos, mas sim como uma representação que deles faz o sujeito, podendo ser transformadora da própria realidade. Segundo a autora, “ao mesmo tempo em que o sujeito organiza suas ideias para o relato - quer escrito, quer oral - ele reconstrói sua experiência de forma reflexiva e, portanto, acaba fazendo uma autoanálise que lhe cria novas bases de compreensão de sua própria prática” (p. 3). Há, portanto, uma relação dialética entre narrativa e experiência, pois, assim como a experiência produz o discurso, este também produz a experiência. Para Bruner (1991, apud GALVÃO, 2005), esse é o verdadeiro significado da narrativa: ao mesmo tempo em que exprime as ideias pelo discurso, opera como instrumento do pensamento ao construir e organizar a realidade.

Para a construção dos dados, foi realizado no segundo semestre do ano de 2013 o contato com o Coordenador Institucional do PIBID da UTFPR, com os coordenadores de área de gestão de processos educacionais e com os coordenadores de área dos subprojetos de quatro campi e cursos (Apêndice 3): campus Curitiba (PIBID Física), campus Pato Branco (PIBID Letras-Inglês), campus Toledo (PIBID Matemática) e do campus Londrina (PIBID Química); a fim de que pudéssemos apresentar a proposta de pesquisa e seus objetivos. Em

seguida, entramos em contato com aos professores supervisores, professores colaboradores e alunos bolsistas para, igualmente, apresentar-lhes a proposta de trabalho e os objetivos do estudo. Diante do consentimento dos participantes por meio da assinatura do “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” (Apêndice 2) - elaborado a partir da exigência do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSCar (Apêndice 1) - iniciamos efetivamente a coleta e construção dos dados.

Feito esse primeiro contato, partimos para a realização das entrevistas com o coordenador institucional, as coordenadoras de área de gestão de processos educativos e com o coordenador, professores supervisores, professores colaboradores e alunos bolsistas de cada subprojeto, visando atender aos objetivos da pesquisa. Todas as entrevistas foram realizadas ao longo do segundo semestre de 2013. Todavia, após a análise dos dados, foi constatada a necessidade de uma entrevista complementar com o coordenador institucional, a qual foi realizada no segundo semestre do ano de 2014.

Aos participantes do estudo foi dada a liberdade para se organizarem individualmente ou em grupos, de acordo com sua disponibilidade. No caso do coordenador institucional, coordenadores de área de gestão de processos educacionais e coordenadores de área, as entrevistas foram realizadas individualmente. O mesmo ocorreu com os colaboradores, exceto em um dos subprojetos, no qual dois dos colaboradores participantes optaram por conceder a entrevista conjuntamente. Outrossim, nos subprojetos em que mais de um supervisor participou, houve a preferência pela entrevista em grupo. Quanto aos bolsistas de iniciação à docência, em todos os subprojetos houve a preferência pela entrevista em grupo. Em alguns campi os alunos bolsistas, denominados “pibidianos” – exceto no PIBID Letras-Inglês do campus Pato Branco, no qual os alunos bolsistas se denominam “pibiders” -, optaram por discutir as questões do roteiro de entrevista em um único grupo e, em outros, os mesmos optaram por se dividir em grupos de acordo com os professores supervisores que os orientam na escola. Por esse motivo, não foi estipulado um número mínimo ou máximo de alunos bolsistas participantes.

Devido a essa forma de organização, escolhida pelos próprios participantes do estudo, foi possível aos mesmos, com base nas questões que lhes eram destinadas, discutir coletivamente sobre as atividades e experiências desenvolvidas cotidianamente no âmbito dos subprojetos, bem como refletir sobre essas experiências, tendo em vista seus alcances, contribuições, possibilidades, lacunas e limitações em termos de formação docente. Para cada

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questão feita em grupo, era dada a liberdade para que os participantes pudessem expor e contrapor suas ideias e argumentos sobre o tema, tendo em vista acrescentar, enriquecer ou complementar as falas dos colegas participantes. Com isso, a entrevista em grupo tornou-se, também ela, um momento de formação para esses participantes.

No total, um coordenador institucional, dois coordenadores de área de gestão de processos educacionais, quatro coordenadores de área, sete professores supervisores, quatro professores colaboradores e quarenta e oito alunos bolsistas de iniciação à docência participaram e colaboraram com o estudo, como é possível observar na Tabela 2. A expressiva participação dos diferentes sujeitos que compõem os subprojetos analisados nesta pesquisa indica, de certa maneira, a relevância que os mesmos atribuem ao PIBID, bem como seu comprometimento com o Projeto:

Tabela 2 – Número de participantes do estudo em relação ao número de participantes dos subprojetos:

Benzer Belgeler