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B. Sarı Saltık ve Saltıknâme Hakkında

B.9. Saltıknâme’nin Yazma Nüshaları

2.13. Mitolojik Renkler

O Curso Especial de Saúde Pública, criado em 13 de janeiro de 1925, formou uma nova geração de médicos sanitaristas, todos imediatamente admitidos no Serviço Público Federal. Juntaram-se a outros, que, desde 1916, tinham sido destacados por Carlos Chagas para trabalhar nos Postos de Saneamento e Profilaxia Rural da Capital. Alguns deles tinham formação pela Johns Hopkins que, como já referido, oferecia bolsas de estudos sob os auspícios da Fundação Rockefeller.80 A gripe espanhola, o surto de febre amarela no Rio de Janeiro, em 1925, e o crescimento dos casos de tuberculose eram claros sinais da

79 “Fundação Norte Americana que, em nome da filantropia e da defesa sanitária internacional, estabeleceu relações de cooperação técnica com países sub-desenvolvidos para o controle de doenças endêmicas. Para Costa os seus objetivos se relacionavam aos interesses políticos e econômicos de expansão da influência norte americana no mundo.” Costa, 1985, p.113.

necessidade de superar a velha ordem, baseada em técnicas coercitivas e numa estrutura rígida e centralmente controlada a partir das Delegacias e Inspetorias.

Os novos sanitaristas defendiam que somente com uma nova consciência sanitária dos cidadãos poder-se-ia se dar solução às mazelas sanitárias do país. A ignorância, mais do que a pobreza ou as péssimas condições de vida, era tida como um fator que pesava decisivamente para alta incidência de doenças infecto-contagiosas. A Educação consistia na principal ferramenta para combater a disseminação das doenças. Este ideário estava relacionado à uma nova conformação política do país, com a quebra do regime oligárquico e a presença cada vez mais forte das classes assalariadas urbanas no cenário político e econômico.81 Em um país cujos problemas se tornavam progressivamente mais complexos, a atuação sanitária se colocava nos limites da concepção do Estado a respeito das causas dos problemas sanitários. Novos instrumentos diagnósticos, de profilaxia e de imunização permitiam a atuação mais direta no combate às doenças, não só sobre o meio, mas os indivíduos e as famílias, combatendo as rotas privadas da infecção. O Rio de Janeiro tinha, à época, uma população que beirava um milhão de habitantes. Uma descentralização que permitisse alcançar cada bairro, cada domicílio, cada família, notificando e orientando as pessoas sobre os mais diversos problemas, em uma só ação sanitária integrada, era a base deste novo modo de atuar em saúde. As cidades então deveriam ser divididas em distritos e, em cada um deles, um Centro de Saúde deveria ser instalado, funcionando com vários dispensários em horários alternados, sob a chefia de um médico sanitarista. Tal como tinha sido colocado em prática em várias cidades norte americanas, especialmente em Nova York.

A Epidemiologia, esquadrinhando todo o território urbano por meio da distritalização, poderia agora fornecer, em tempo real, a evolução das principais endemias e epidemias, assim como dos problemas relacionados à saúde materno- infantil e outras doenças, tornando possível medidas eficazes de controle e profilaxia.

O avanço do conhecimento clínico e epidemiológico permitiu implementar um novo modelo de quarentena

“que não é mais um método genérico, que engloba, às cegas e indiscriminadamente, tanto os doentes quanto os sãos, tanto o

que é nocivo quanto o que não é. Esse novo modelo exige um conhecimento minucioso e preciso, que se aplica com cuidado e paciência, e não usa a pura força.”82

As enfermeiras visitadoras consistiam no outro pilar no qual se apoiava esta nova estratégia. Tanto é que, em 1939, o município do Rio de Janeiro contava com 120 profissionais deste tipo, atuando principalmente na tuberculose e na saúde materno-infantil.83

O sucesso desta iniciativa pode ser medido pela evolução dos Centros de Saúde até 1939. Todos os Postos de Saneamento e Profilaxia Rural se transformaram em Centros de Saúde, na cidade do Rio de Janeiro. O mesmo foi feito posteriormente com as antigas Delegacias de Saúde. E como será detalhado mais adiante, em 1934 foi extinta, na Capital da República, a estrutura de Inspetorias, criando-se uma só Inspetoria: aquela que seria responsável pelos Centros de Saúde.

A emergência do Estado Novo alterou a configuração política no país, e trouxe a imperiosa necessidade de consolidação do poder central no nível dos estados da Federação. Antes concentrando suas atividades na Capital da República, o novo Departamento Nacional de Saúde nasceu com o principal objetivo de disseminar as diversas diretrizes da política de saúde por todo o país. Nesta reforma, que só foi, de fato, efetivada em 1941, houve um reforço às ações de cunho mais vertical e campanhista. O país foi subdividido em oito regiões, que sediavam as respectivas Delegacias Federais de Saúde. O objetivo do DNS era o de implantar, a partir de Campanhas Nacionais, o combate às seguintes doenças: tuberculose, lepra, peste, febre amarela, malária, doenças mentais, tracoma, bouba, doenças venéreas e os serviços de bioestatística, águas e esgotos e saúde dos portos. Uma geração inteira de sanitaristas foi deslocada então para os estados para reforçar esta estrutura, tanto nas Delegacias Federais como nos Departamentos Estaduais.

No âmbito político este período é marcado pela indefinição, por parte do Estado, de um arcabouço institucional mais nítido até a consolidação do Estado Novo. A partir daí tornaram-se claros os processos de modernização da

81 Cohn, 1980. p. 6.

82 Sears, 1993. p.21 83 Fontenelle, 1962.

administração estatal, que se fortaleceu enquanto uma estrutura burocrática formal. Este fenômeno foi inspirado no populismo e tinha como principal tarefa intermediar o conflito direto e o enfrentamento dos interesses do capital e do trabalho.84

Benzer Belgeler