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3. ANİMASYON SİNEMASININ GELİŞİMİ VE FANTASTİK ANLATI 71 

3.2 Disney ve Miyazaki’nin Fantastik Evren Anlatı Yapısındaki Tema ve Motifler

3.2.5 Dini ve mitolojik aktarımlar 133 

Os sistemas de Tradução Automática Baseada em Regras (RBMT) traduzem um texto de uma língua original para uma língua alvo usando informações lingüísticas desenvol- vidas manualmente por especialistas proficientes nas duas línguas. De acordo com Mor- rissey (2008), esses sistemas podem ser divididos em três tipos básicos: (1) sistemas de tradução direta, (2) sistemas de tradução baseada em transferência e (3) sistema de tra- dução baseado em interlíngua. Esses tipos de sistemas são usualmente ilustrados em um diagrama piramidal, conforme pode ser observado na Figura 2.7, adaptada de Morrissey (2008).

Figura 2.7: Tipos de sistemas de tradução automática baseado em regras

Os sistemas de tradução direta aplicam uma tradução palavra-por-palavra da língua- original para a língua-destino, isto é, sem realizar qualquer análise sintática ou semântica. O resultado deste tipo de tradução é um texto (na língua-destino) formado a partir da substituição direta das palavras na língua-original. Isso implica que a ordem das palavras no texto traduzido será a mesma ordem das palavras na língua-original, mesmo que a

2.2. SISTEMAS DE TRADUÇÃO AUTOMÁTICA 21 língua-destino não permita esse tipo de estruturação (ordenação das palavras). Isso im- plica que o leitor, em geral, precisa conhecer a estruturação sintática da língua-original para compreender o texto transmitido.

Outro problema enfrentado por esse tipo de sistema é a escolha da tradução correta para cada palavra na língua-original, denominado de ambigüidade léxica. Por exemplo, a palavra "book", em inglês, pode ser traduzida para "livro"ou "reservar", dependendo do contexto. Dessa forma, os textos traduzidos utilizando esse tipo de arquitetura são, em geral, difíceis de compreender. No entanto, para traduções em textos simples que possuam domínios bem restritos, eles podem, em algumas situações, produzir textos úteis.

Os sistemas de tradução baseada em transferência utilizam estruturas gramaticais com regras de tradução (ou exemplos) nos níveis sintático ou semântico para prover traduções mais complexas que as providas pelos sistemas de tradução direta. Mais especificamente, nesse tipo de sistema, o texto na língua-original é primeiramente convertido em uma re- presentação sintática (ou semântica) interna na língua-original (Análise Sintática ou Se- mântica) com base na representação gramatical utilizada. Com base nas regras de tradu- ção (ou exemplos), esta representação é então convertida em uma representação sintática (ou semântica) interna na língua-destino. As regras de tradução, portanto, mapeiam uma representação sintática (ou semântica) da língua-original em uma representação equiva- lente na língua-destino. Essa representação na língua-destino é, então, convertida para uma representação textual nessa língua (Geração Sintática ou Semântica). Por exemplo, nos sistemas de tradução baseado em transferência para línguas de sinais, estruturas gra- maticais como Lexical Functional Grammar ou Synchronous Tree Adjoining Grammar [va Zijl & Olivrin 2008][Veale et al. 1998] são utilizadas.

Uma das vantagens das abordagens baseadas em transferência é que elas são capazes de resolver algumas ambigüidades, como, por exemplo, as ambigüidades léxicas. Uma vez que a análise sintática, em geral, permite identificar a categoria léxica das palavras no texto-original, é possível determinar, por exemplo, que a palavra "book", em inglês, seria traduzida para o substantivo "livro"ou para o verbo "reservar", dependendo do contexto local. No entanto, algumas ambigüidades mais complicadas não são resolvidas, a menos que exista uma similaridade entre as línguas [Dorr et al. 1999], como ocorre na relação entre a língua oral e a língua de sinais de uma país (como, por exemplo, ente Língua Portuguesa e LIBRAS) [Woodward 1973].

A adição de informações semânticas (sistemas de tradução baseada em transferên- cia semântica), no entanto, auxilia na resolução de algumas dessas ambigüidades. Por exemplo, considere a seguinte sentença: "João golpeou o cachorro com uma vara". Nesse exemplo, a análise sintática não é capaz de identificar se "o cachorro estava com a vara"ou

22 CAPÍTULO 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA se "João usou a vara para golpear o cachorro". No entanto, com o auxílio de informações semânticas (ou de contexto), é possível solucionar esta ambigüidade. Por exemplo, se houvesse alguma informação semântica anterior no texto que identificasse que "João es- tava com uma vara e estava sendo ameaçado pelo cachorro".

Em resumo, os sistemas de tradução baseados em transferência produzem traduções melhores que os sistemas de tradução direta, mas tem a necessidade de desenvolver es- tratégias para análise sintática ou semântica, além de ter que desenvolver um conjunto de regras de tradução (ou exemplos).

Por fim, os sistemas de tradução baseados em interlíngua utilizam uma linguagem in- termediária de representação, independente da língua-original, denominada interlíngua. Nesse tipo de sistema de tradução, o texto original é analisado e semanticamente proces- sado, gerando uma representação na interlíngua. Em seguida, a representação na inter- língua é convertida para a representação do texto na língua-destino. Uma vez que uma interlíngua, independente da língua-original, é utilizada, é possível incluir novas línguas no sistemas apenas adicionando uma etapa de análise e geração para a nova língua. Con- forme comentado anteriormente, em um sistema de tradução baseado em transferência, além das etapas de análise e geração, também seria necessário definir um novo conjunto de regras de tradução para cada língua do sistema.

Um dos problemas encontrados neste tipo de abordagem é que como as representações em interlíngua são independentes da sintaxe da língua-original, a geração dos textos na língua-destino tendem a perder o estilo e ênfase do texto original. Contudo, excluindo os textos artísticos (ficção ou poesias), a preservação do estilo de texto do autor é, em geral, supérfluo [Dorr et al. 1999].