4. MĠMARLIK TARĠHĠ ĠLGĠSĠ, YAZARLAR VE METĠNLER
4.1 Önceller ve Ortam
4.1.3 Mimarlar
Nesta seção serão apresentados e analisados os dados referentes ao objetivo específico 5 e respectiva questão norteadora: “como a liderança servidora se apresenta na vivência da geração Y, em relação aos chefes atuais?”
Para responder a esta pergunta, foram calculados os escores médios de cada dimensão da liderança servidora e ao final foi apresentado um escore médio geral que representa a opinião dos respondentes a respeito do tema. Os dados na tabela 12, apresentam as medidas de tendência central.
Tabela 12 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais - liderança servidora
Fonte: O autor, 2014.
Os dados na tabela 12, apresentam as medidas de tendência central relacionadas com o modelo de liderança servidora. Analisando cada faceta individualmente, a dimensão do amor, teve o mais alto escore médio (3,4) dentre as demais dimensões, seguida do empoderamento com 3,3 e da confiança com 3,1. Na outra ponta, com os menores escores médios, a humildade obteve escore médio de 2,7 e a visão 2,6. Destaca-se neste ponto também a baixa moda que esta dimensão obteve (1,0) quando comparada com as demais.
Quando observada no gráfico 36, a frequência do comportamento dos chefes imediatos na visão dos respondentes, o amor, com 15,7% das respostas apontando que sempre perceberam o amor no comportamento dos seus chefes, ficou atrás apenas da confiança que com 18,7% das respostas apresentou o maior percentual.
Dimensão Mínimo Máximo Média Moda Mediana Desvio
Amor 1,0 5,0 3,4 4,0 3,5 1,0 Empoderamento 1,0 5,0 3,3 4,0 3,5 1,0 Visão 1,0 5,0 2,6 1,0 2,7 1,1 Humildade 1,0 4,7 2,7 2,3 2,7 0,8 Confiança 1,0 5,0 3,1 3,0 3,0 1,1 GERAL 1,0 5,0 2,9 3,4 2,9 0,7 LIDERANÇA SERVIDORA
Gráfico 36 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais (amor) – frequência
Fonte: O autor, 2014
No entanto, somadas as respostas que apontam que perceberam o amor no comportamento de seus chefes de forma frequente, esta dimensão da liderança servidora, obteve a maioria com 52,2% das respostas.
O empoderamento obteve o segundo maior escore médio (3,3) e a segunda maior frequência relativa da liderança servidora. 47,8% das respostas apontaram que sempre ou frequentemente seus chefes apresentaram este tipo de comportamento. Um grupo significativo de respondentes teve uma percepção ainda maior deste comportamento uma vez que sua moda (4,0) foi maior que a própria média e ficou entre as maiores de todas as dimensões. No Gráfico 37, é apresentada a frequência relativa do empoderamento.
Gráfico 37 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais (empoderamento) – frequência
A visão foi a dimensão da liderança servidora que menos se destacou na percepção dos respondentes. Com o menor escore médio (2,6) de todas as dimensões, esta faceta também apresentou a menor frequência na visão dos respondentes. O gráfico 38, mostra que 28,1% das respostas apontaram que nunca perceberam este comportamento nas interações com seus chefes imediatos, percepção esta que também aparece na moda (1) das respostas.
Gráfico 38 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais (visão) – frequência
Fonte: O autor, 2014.
A humildade, assim como a visão, também apresentou um escore médio relativamente baixo (2,7), quando comparado com as demais dimensões da liderança servidora. O gráfico 39, mostra que 70,4% das respostas disseram que este comportamento é percebido apenas de forma ocasional, rara ou que nunca se apresentou nas interações com seus chefes imediatos.
Gráfico 39 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais (humildade) – frequência
Analisando a frequência de forma separada, a maioria das respostas se concentrou na percepção de um comportamento humilde acontecendo de forma ocasional com 24,6% das respostas. Esta foi a única dimensão da liderança servidora que não alcançou nenhuma resposta com o escore médio máximo (5), sendo seu escore médio máximo 4,7.
A última faceta da liderança servidora que foi analisa foi a confiança. Ela teve um escore médio de 3,1 e uma moda e mediana que tiveram os valores 3 respectivamente. Ao analisar sua frequência no gráfico 40, também percebe-se que este comportamento se apresentou, em boa parte das respostas (25,2%), de forma ocasional. Ainda assim, a quantidade de respostas que aponta que sempre ou frequentemente percebe este tipo de comportamento em suas interações com seus chefes imediatos (40%) é maior do que as duas dimensões apresentadas anteriormente
Gráfico 40 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais (confiança) – frequência
Fonte: O autor, 2014.
De um modo geral, a liderança servidora apresentou um escore médio de 2,9. Na percepção dos respondentes a respeito dos seus chefes a liderança servidora está presente em suas interações com os mesmos, mas de uma forma menos presente quando comparado com os demais modelos de liderança como a liderança transacional que obteve um escore médio de 3,1 e liderança transformacional com um escore médio de 3,4.
Gráfico 41 - Vivência da geração y, em relação aos chefes atuais (liderança servidora) – frequência
Fonte: O autor, 2014.
Quando se analisa o gráfico 41, a frequência com que o comportamento dos chefes se apresenta, confirma-se que a liderança servidora ainda não está tão presente quanto os demais modelos de liderança, no comportamento dos chefes atuais dos respondentes. A maioria das respostas reconheceu que este tipo de liderança se apresentou de forma ocasional (25,7%), rara (18,6%) ou nunca se apresentou (18,2%). Ao analisar as características mais presentes da liderança servidora, destacaram-se o amor, que se apresentou de forma frequente ou sempre em 52,2% dos casos e o empoderamento com 47,8%.
Na próxima seção serão discutidos os dados apresentados, para uma melhor compreensão da teoria a eles ligados.
4.5.2 Discussão dos achados.
Na fundamentação teórica, seção 2.3.3, discutiu-se o modelo de liderança servidora. Apesar de ser um modelo pouco discutido e estudado, Greenleaf (2008) apontou este modelo como um dos únicos a colocar o desejo de servir em primeiro lugar, antes mesmo do desejo pelo poder que os cargos de liderança despertam nas pessoas.
Os achados da pesquisa demonstram que a liderança servidora teve uma percepção limitada por parte dos respondentes. O escore médio de 2,9, indicou que as características do líder servidor não estavam tão presentes no comportamento dos seus chefes. O escore médio (3,7) que aparece nas expectativas dos respondentes, apontou que as características deste
modelo de liderança, precisam estar mais presentes no comportamento dos chefes.
Apesar dos indivíduos desta geração serem muitas vezes rotulados como egocêntricos, Sabo e Harwood (2008) lembram que esta é uma das gerações que mais comprometem seu tempo servindo em causas sociais. O amor, foi a dimensão da liderança servidora com a maior expectativa por parte dos respondentes, e os dados confirmaram que nesta dimensão da liderança servidora, o comportamento dos chefes atuais, apesar de se apresentar em menor intensidade do que a esperada, foi percebido nas relações com seus chefes.
Apesar de pouco difundido e como os achados mostram, menos percebidos quando comparados com os demais modelos de liderança, este modelo possui características reconhecidamente importantes na ótica dos funcionários da geração Y, conforme aponta Benson (2000) ao descrever esta geração como desejosa de aprender e disposta a assumir responsabilidades conforme apontam Lowe, Levitt e Wilson (2008). Uma das características deste modelo que se apresentaram na pesquisa para corroborar com este anseio por aprendizado e desenvolvimento foi o empoderamento que obteve o segundo maior score (6,6) dentre as facetas estudadas e a segunda maior frequência (47,8%).
Outras características importantes na liderança servidora também foram percebidas no comportamento dos chefes. Segundo Greenleaf e Spears (1998), saber escutar, empatia, cura, consciência, persuasão, conceptualização, previsão, gestão, comprometimento com o crescimento dos outros e construção de comunidades são características do líder servidor e parte destas características foi identificada nas relações entre chefes e subordinados da geração Y, mas não tiveram forte presença no comportamento dos chefes, conforme aponta o escore médio (2,9) deste modelo de liderança.
Desta forma conclui-se a apresentação, análise e discussão dos dados referentes a questão norteadora 5 e em seguida serão analisados os dados referentes a questão norteadora de número 6.
4.6 Funções de carreira da mentoria