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O crescimento da China muito se deve aos investimentos nas áreas científica e tecnológica, em virtude das reformas propostas por Deng Xiaoping ao longo das últimas três décadas de abertura e crescimento da economia.

Um dos pontos centrais na manutenção da ascensão econômica da China é exatamente a possibilidade de seu progresso tecnológico ser sustentável, com base tanto em um modelo anglo-saxão, voltado para a inovação, quanto em um modelo japonês e leste-asiático, voltado para a incorporação e o aperfeiçoamento de tecnologias importadas181.

180 CHAMORRO, Ana I. Salvador. El proceso de reforma económica de China y su adhesión a la OMC.

Disponível em: <http://pecvnia.unileon.es/pecvnia07/07_257_284.pdf>. Acesso em: 28 out. 2013.

112 Conforme enfatiza Cassiolato (2013), desde o início de seu governo em 1979, Deng Xiaoping discursava no parlamento no sentido da imprescindibilidade do avanço científico- tecnológico para concretizar o crescimento econômico chinês.

De fato, Xiaoping já previa que não poderia existir crescimento econômico alheio aos avanços tecnológicos e que medidas necessárias à implementação e ao desenvolvimento de tais tecnologias deveriam ser rapidamente efetivadas.

Para tanto, em 1982, implementou o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias-Chave, concretizado ao longo de quatro planos quinquenais. Após, em 1986, lançou o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Alta Tecnologia, que criou 54 parques de alta tecnologia no país, sendo que o primeiro surgiu em 1988, na zona industrial de Pequim, nas proximidades das duas principais universidades chinesas, a Universidade de Pequim e a Universidade Tsinghua182.

Essa disseminação tecnológica por meio das universidades foi uma alternativa utilizada por Deng para evitar as mazelas enfrentadas por seu antecessor, que acreditava no sucesso de tecnologias exclusivamente nativas, dispensando a aplicação em conjunto das tecnologias estrangeiras.

Conforme infere Lyrio (2010):

Crescentemente cético ante os modelos de perfeita autossuficiência tecnológica e produtiva que, de certa maneira, dominaram e frustraram o Maoísmo, Deng Xiaoping recusou a ideia de produção e controle de tecnologias puramente autóctones e fundamentou suas reformas na incorporação e difusão interna de tecnologia importada.

Kroeber (2007) aduz que o princípio básico da economia da China tem sido “[...] importar tecnologia de forma barata [...], e então produzi-la pelo menor custo possível para o maior número possível de pessoas”. Sendo assim, o autor acredita que, por tal motivo, os índices de penetração e utilização de grande parte dos bens de consumo duráveis chineses sejam maiores do que na maioria dos países com nível de renda equiparada.

Na verdade, esses avanços científicos e tecnológicos foram fruto de reformas políticas que não visavam atingir seus objetivos em curto prazo. Pode-se afirmar que hoje a China está colhendo os frutos de sementes plantadas há 30 anos. “Os chineses diziam que a pesquisa básica é aquela que é básica para a população. Não sei o quanto isso é só retórica ideológica,

113 mas o fato é que o processo de desenvolvimento chinês prescindiu da pesquisa universitária básica”, explica Cassiolato (2013).

Para Freitas:

Embora desde a década de 1980, os programas governamentais chineses contemplassem inovação, só na segunda metade da década de 1990, em particular com o Programa Nacional de Pesquisa Básica, a China começou a desenvolver 'massa crítica' em pesquisa básica, mediante investimentos pesados na formação de pesquisadores, laboratórios, centro de pesquisa etc., bem como na atração de cientistas chineses vivendo no exterior183.

Os programas chineses voltados para ciência e tecnologia a partir da década de 1980 foram planejados para serem executados em longo prazo e serviram como fundamento para dois saltos da China nas décadas seguintes. Conforme assevera Cunha (2012), o primeiro salto ocorreu no fortalecimento das pesquisas realizadas nas pós-graduações, enquanto o segundo se desenvolveu na transformação do perfil típico da indústria exportadora, que primeiramente impulsionou o crescimento da economia com a venda de produtos que necessitavam de mais trabalho do que conhecimento, como brinquedos e roupas, e, atualmente, passou a ter uma grande participação dos itens de alta tecnologia.

Segundo Lyrio (2010), como forma de incentivo, o governo oferece às empresas que têm qualificação tecnológica avançada a isenção de impostos por cinco anos com a possibilidade de outros benefícios por mais oito anos. Outra medida tomada pelo governo chinês é o apoio ao estabelecimento de parques tecnológicos em praticamente todas as maiores cidades chinesas, além da constituição de empresas privadas de pequeno porte criadas por cientistas advindos de instituições governamentais de pesquisa.

No que diz respeito à inovação chinesa, Lyrio aponta estudiosos como John Fairbank, Jared Diamond e Joseph Needham, que consideram o poder de invenção do povo chinês e sua supremacia tecnológica em várias fases da história, como os períodos Song, Yuan e Ming, em que a China se apresentou como um dos principais centros de inovação do mundo.

Embora considere, igualmente, a tradição inventiva do povo chinês, Durant (1935, p. 584) considera que a capacidade de invenção nem sempre se reflete em uma habilidade correspondente para aplicá-la, citando como exemplo o uso da pólvora, que foi utilizada por

183 FREITAS, Maria Cristina Penido. A transformação da China em economia orientada à inovação.

114 muito tempo na dinastia Tang (618/907) na produção de fogos de artifício, mas utilizada como instrumento de guerra somente séculos mais tarde.

Para Durant, apesar da contribuição da bússola e da pólvora, papel de seda e porcelana, não podemos falar dos chineses como um povo industrialmente inventivo. O autor reconhece que eles foram criativos na arte, desenvolvendo suas próprias formas e alcançando um grau de perfeição sensível, sem correspondente em nenhum outro lugar ou tempo, mas assinala que, antes de 1912, estavam satisfeitos com as formas econômicas antigas e tinham um desprezo talvez profético por mecanismos de economia de trabalho.

Nesse sentido é o entendimento de Hobsbawm (1999, p. 56), que considera reduzida a capacidade chinesa de inovar, gerar tecnologia ou desenvolver uma tradição de pensamento filosófico e matemático, assim como sua capacidade de vir a ser uma grande potência por conta de uma suposta incompatibilidade entre confucionismo e mentalidade científico- tecnológica e por uma recusa de assimilação do externo. Isso porque o ideal confucionista prega a aceitação, a passividade e a obediência hierárquica, não contemplando a inovação como forma de evitar conflitos sociais.

No entanto, Lyrio (2010) questiona se não teria ocorrido uma inversão de habilidades na passagem da China imperial para a China moderna, em que houve redução da capacidade de inovar e, ao mesmo tempo, fortalecimento da capacidade de absorver inovações estrangeiras e de aplicá-la. A China contemporânea mais aplica a incorporação e difusão de tecnologia importada.

É importante destacar que essa aplicação da tecnologia importada não é o fim, mas o meio utilizado pelo governo chinês para alcançar a autossuficiência.

Naughton (2007, p. 366-367), em sentido oposto, destaca as novas estratégias adotadas pelo Estado chinês nas áreas de produção, importação e difusão de tecnologia, seguindo as formas clássicas de intervenção, com base em financiamentos diretos, incentivos fiscais e, recentemente, fixação de padrões tecnológicos próprios, o que já faz antever o propósito de Pequim de produzir, cada vez mais, tecnologias concebidas por e para chineses.

Contudo, convém ressaltar que, atualmente, nas áreas de CT&I, o crescimento chinês tem alcançado índices impressionantes. Desde 1999, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento vêm crescendo em média 20% ao ano, tendo atingido 1,44% do PIB em

115 2007, aumentado rapidamente para a média de 2,1%, sendo que a meta é aumentar tais investimentos para 2,5% do PIB em 2020184.

Para alcançar tal objetivo, Freitas destaca que a China pontuou como fator prioritário o que chama de incentivo à inovação nativa. Enfatiza que, segundo o governo chinês, a engenharia reversa ou a cópia não sustentam mais o crescimento econômico em índices elevados, sendo necessário priorizar a inovação nativa original.

Conforme pontua Freitas, a China tem demonstrado forte crescimento no que diz respeito à solicitação de patentes no exterior, o que significa a aplicação de seu conhecimento científico. Conforme assevera:

O número de patentes de invenções obtidas junto ao escritório americano de patentes e marcas (USPTO, na sigla em inglês) atingiu 2.657 em 2010 (90 em 1999). Já o número de solicitações chinesas de patentes internacionais no âmbito do Tratado de Cooperação de Patentes (PCT, na sigla em inglês), que garante proteção às invenções domésticas em 142 países, mais do que triplicou entre 2006 e 2010, levando a China da oitava para a quarta posição do ranking, ultrapassando a Coreia do Sul, a França, o Reino Unido e a Holanda e reduzindo o diferencial em relação à Alemanha, terceiro lugar do ranking, atrás dos Estados Unidos e do Japão185.

Cassiolato (2013) adverte que o uso de patente nem sempre atua como indicador de inovação. Para ele, “o número de registros às vezes pode ser enganoso. Dez patentes podem representar apenas um produto”. Enfatiza ainda que a China, ao utilizar o escritório de patentes norte-americano, o faz de forma mais política, como parte de uma estratégia de concorrência de mercado, uma vez que, na verdade, utiliza o sistema alemão de patenteamento186, que dá prioridade para o modelo de utilidade.

Ainda que os EUA e o Japão se mantenham como os grandes líderes em CT&I, em 2008, a China se tornou o segundo maior produtor mundial de conhecimento científico, demonstrado pelo alto número de artigos publicados em revistas científicas, atrás apenas dos EUA187.

No entendimento de Cunha (2012):

184 FREITAS, Maria Cristina Penido. A transformação da China em economia orientada à inovação.

Disponível em: <http://retaguarda.iedi.org.br/midias/artigos/4e8dbbf760029e9a.pdf>.Acesso em; 14 out. 2013.

185Ibidem.

186 No sistema alemão, o solicitante da patente não necessita explicitar como desenvolveu o produto. 187 FREITAS, Maria Cristina Penido. A transformação da China em economia orientada à inovação.

116 Segundo dados da National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, essa participação era de apenas 0,3% em 1998. Uma década depois, o número de artigos publicados por pesquisadores chineses ultrapassou a casa de 112 mil, respondendo por 12,6% da produção mundial. Entre 2004 e 2008, a participação chinesa ficou acima dos 10% em seis áreas do conhecimento: ciência de materiais, química, física, matemática, engenharias e ciência da computação.

Câmara (2011 apud CUNHA, 2012), citando um relatório da Thomson Reuters de 2011, chama a atenção para a liderança da China em ciência de materiais, já que, em um período de cinco anos, os chineses publicaram mais de 55 mil artigos, ante os 38.189 dos Estados Unidos. Mas a pesquisadora pondera: “[...] as publicações chinesas, embora sejam superiores em número, apresentam um índice de impacto inferior às publicações americanas”.

É importante ressaltar que essa política de investimentos em ciência e tecnologia foi proposta por um governo cujo Conselho de Estado é constituído pela mais alta instância governamental: são engenheiros e cientistas experientes. Dessa forma, o avanço científico e tecnológico é visto como a principal maneira de aumentar a produtividade e incentivar o desenvolvimento econômico e social. Para tanto, o governo implantou, em 2006, o Programa Nacional de Médio e Longo Prazo para o Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, (em inglês, MLP), o qual tem por objetivo transformar a China em uma economia orientada para a inovação até o ano de 2020188.

Ainda segundo Freitas, os objetivos principais de tal programa são a redução da dependência chinesa de tecnologia estrangeira para menos de 30% até 2020; a ampliação das despesas domésticas brutas com produção e desenvolvimento para 2,0% do PIB em 2010 e 2,5% em 2020; o aumento da contribuição das atividades de CT&I a 60% do crescimento do PIB; além de incluir a China entre os cinco principais países em número de patentes domésticas e em citação internacional de artigos científicos189.

Pode-se citar como princípios norteadores do MLP, conforme Freitas: a inovação nativa, os saltos tecnológicos em áreas prioritárias, a promoção do desenvolvimento e a liderança futura.

Em relação à inovação nativa, esta se traduz como incremento à inovação original própria, à inovação integrada (novos usos para tecnologias existentes) e à reinovação (absorção e aperfeiçoamento de tecnologias importadas), como forma de melhorar a capacidade de inovação nacional.

188 FREITAS, Maria Cristina Penido. A transformação da China em economia orientada à inovação.

Disponível em: <http://retaguarda.iedi.org.br/midias/artigos/4e8dbbf760029e9a.pdf>. Acesso em: 14 out. 2013.

117 Os saltos tecnológicos (leapfrogging) em áreas prioritárias visam eleger e acumular esforços em áreas-chave, de força e vantagem relativa, vinculadas à economia nacional e à subsistência da população, bem como à segurança nacional.

A promoção do desenvolvimento tem por objetivo a viabilização das tecnologias- chave que são prementemente indispensáveis para o desenvolvimento econômico e social sustentável e coordenado.

No que se refere à liderança futura, a China pretende aproveitar pesquisas básicas e tecnologias de ponta no intuito de criar novas demandas e novas indústrias, que deverão impulsionar o futuro crescimento econômico e desenvolvimento social.

Outro fator que merece destaque são os investimentos que a China tem feito na educação. Conforme assevera Lyrio (2010), a China “[...] tem investido ainda na formação de novas gerações de pesquisadores e cientistas, com ênfase nas áreas de ciências e engenharia, que recebem cerca de 30% dos quase quatro milhões de alunos que entram a cada ano nas universidades. Nesse sentido, a China tem enviado um número elevado de estudantes para formação superior no exterior. Em 2010, havia 1,24 milhão de estudantes chineses fora do país, dos quais 285 mil eram novos estudantes. Um crescimento de 24%, comparado ao ano de 2009. Esses estudantes encontram-se distribuídos em aproximadamente cem países, mas a grande concentração (90%) ocorre em apenas dez: Estados Unidos, Austrália, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, Cingapura, França, Alemanha e Rússia190.

No entanto, apenas um pequeno percentual dos estudantes chineses que se encontravam no exterior retornava à China. Conforme dispõe Gilman, “[...] um milhão de chineses foram estudar no exterior entre 1978 e 2006, porém mais de 70% não retornaram ao país”191.

Entre os estudantes de nacionalidade chinesa que ingressaram nos programas de doutoramento nos Estados Unidos em 2002 apenas 8% haviam retornado à China em 2007. A taxa de retorno dos chineses é a mais baixa entre todos os países que enviam estudantes aos cursos de doutorado nos Estados Unidos. A título de exemplo, esse autor menciona que as taxas de retorno dos recém-doutores da Tailândia (92%), do México (68%), Taiwan (57%) e Índia (19%)192.

Com o objetivo de reverter esses índices negativos, o governo chinês, no ano de 2008, criou o Programa dos Mil Talentos, que visava atrair estudantes chineses qualificados no

190CHEN, 2011. 191GILMAN, 2010. 192CHENG, 2011.

118 exterior, bem como acadêmicos estrangeiros. Para isso, o programa oferecia benefícios para o pesquisador e sua família, consistentes na disposição de laboratórios equipados com alta tecnologia, orçamentos vultosos para o desenvolvimento da pesquisa, além de benefícios pessoais como seguro-saúde e cobertura das despesas com educação das crianças193.

Nesse sentido, Freitas assevera:

Esse plano decenal prevê elevar o número de pesquisadores a 3,8 milhões em 2020, com 40 mil cientistas de altíssimo nas áreas-chave de inovação. Em termos per

capita, a meta é elevar o número de pesquisadores para 43 por mil habitantes até

2020 (ante 25 por mil em 2008)194.

Além disso, a estratégia de incentivo tecnológico obteve êxito devido às medidas tomadas pelo governo chinês para vincular o acesso ao seu mercado a um grande número de exigências a serem cumpridas pelas subsidiárias das empresas multinacionais, bem como a uma intensa política de incentivo ao capital e à tecnologia nacional, que possibilitaram a criação de grandes empresas chinesas.

Sobre os resultados que a China alcançou ao longo dos últimos anos mediante incentivos nas áreas de CT&I, Cassiolato (2013) aduz que foram extremamente positivos e que, se a China se mantiver nesse patamar, provavelmente, vai se tornar líder tecnológico mundial até 2050.Vejamos:

Numa tentativa preliminar de avaliar os resultados dessa estratégia, nota-se que a porcentagem de produtos de alta tecnologia, no total de manufaturados exportados, aumentou vertiginosamente: passou de aproximadamente 5%, em 1990 para algo em torno de 30%, em 2011 (Banco Mundial). Além disso, a China é, hoje, o maior exportador mundial de tecnologias de comunicação e informação – Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) –, levando, inclusive, os Estados Unidos a dificultarem a entrada em seu mercado desses bens de origem chinesa. As políticas implementadas parecem surtir efeito, e, se os objetivos traçados pelo Estado chinês forem alcançados, em 2050, a China deverá se tornar líder tecnológico mundial195.

Conforme infere Freitas, “[...] mantido na atual trajetória, o avanço chinês na produção científica mundial deverá levar o país à primeira posição em meados da presente década. Em

193GILMAN, 2010.

194 FREITAS, Maria Cristina Penido. A transformação da China em economia orientada à inovação.

Disponível em: <http://retaguarda.iedi.org.br/midias/artigos/4e8dbbf760029e9a.pdf>.Acesso em: 14 out. 2013.

119 algumas áreas do conhecimento como química e nanotecnologia, a China já alcançou reconhecida excelência”196.

Foi possível observar uma modificação nas políticas de CT&I, a partir de 2006, com a aplicação do Plano para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Médio e Longo Prazo, que visou preservar e recombinar capacidades tecnológicas no contexto de estruturação da economia chinesa e sua integração à economia global, o que pode ser confirmado no discurso do presidente Hu Jintao, ao afirmar que o desenvolvimento da ciência e tecnologia seria o fio condutor da sua estratégia de desenvolvimento. Portanto, o crescimento econômico da China atual é diretamente proporcional ao aumento dos incentivos nas áreas de CT&I advindos do governo chinês.

Em contrapartida, a China não tem empenhado esforços com o mesmo propósito no que diz respeito à utilização de tecnologia para assegurar o potencial energético de maneira sustentável, uma vez que ainda se utiliza de fontes não renováveis para manutenção de sua economia.