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Milliyetler İlişkisi Araştırmaları

2. BÖLÜM

6.1. Çin’deki Azınlık Sosyolojisinin Odaklanmış Olduğu Konuları

6.1.1. Milliyetler İlişkisi Araştırmaları

Neste capítulo, exporemos a análise de três iconotextos selecionados em Salammbô, os quais confirmam não somente a estreita relação entre o Oriente e Flaubert, mas também a dimensão plástica do romance, de modo a elevá-lo a uma perspectiva efetiva de transposição intersemiótica entre a imagem e o texto. Neste romance, não localizamos apenas estas três passagens iconotextuais. Com efeito, Salammbô apresenta diversas descrições picturais, que poderiam compor a categorização pictural proposta por Louvel362 (do efeito-quadro à écfrase), embora não tenham sido

analisadas. Contudo, no presente trabalho, o nosso interesse voltou-se para a análise dos três iconotextos. Além disso, estabeleceremos também relações entre estas passagens iconotextuais e a pintura orientalista.

Nesse sentido, visando a uma sumária localização das passagens picturais encontradas, listamos, sob a forma esquemática, as páginas destes trechos, atribuindo um pequeno título a cada um, para auxiliar no seu reconhecimento.363

Salammbô - CAPTÍTULO 1: “Le festin”.

pp. 709-711 → O festim dos Mercenários.

p. 714 → Descrição de Giscon.

pp. 717-718 → Salammbô diante dos Mercenários.

pp. 720-721 → Descrição de Mâtho. pp. 722-723 → Descrição de Mégara.

362 Cf. 4.3.

CAP. II: “À Sicca”. p. 726 → A multidão cartaginesa. p. 730 → Os bárbaros. p. 733 → A cidade de Sica. pp. 737-738 → A esteira de púrpura. pp. 738-739 → Descrição de Hanon.

CAP. III: “Salammbô”.

pp. 745-746 → Vista noturna de Cartago .

pp. 746-747 → No terraço do palácio de Amílcar.

p. 747 → Descrição de Salammbô.

CAP. IV: “Sous les murs de Carthage”.

pp. 753-754 → A fortaleza de Cartago.

pp. 758-759 → O acampamento dos Mercenários. CAP. V: “Tanit”.

p. 771 → As moradias de Cartago. pp. 772-773, 775, 778-779 → O templo de Tanit. CAP. VI: “Hannon”.

p. 793 → Vista do horizonte cartaginês.

CAP. VII: “Hamilcar Barca” pp. 802-803 → O navio. pp. 808-810 → O templo de Moloch. pp. 818-819 → O templo de Eschmoûn. pp. 820-821 → O luxo de Salammbô. pp. 827-828 → Um templo púnico. p. 829 → A sala do Templo.

p. 833 → O desastre provocado pelos

Mercenários.

pp. 835-836 → O jardim do Templo.

CAP. VIII: “La bataille du Macar”.

pp. 844-845 → Os bárbaros acampados em Útica.

pp. 846-847 → A poderosa falange de Amílcar.

CAP. IX: “En campagne”.

pp. 864-865 → Os bárbaros acampados.

p. 867 → Agitação em Cartago.

CAP. X: “Le serpent”.

p. 869 → Salammbô pensativa.

CAP. XI: “Sous la tente”.

pp. 881-882 → Um acampamento bárbaro. pp. 882-883 → Descrição de alguns bárbaros. pp. 885-886 → A cabana de Mâtho.

pp. 886-887 → Mâtho contempla Salammbô.

p. 890 → Mâtho diante de Salammbô.

pp. 895-896 → A grande fúria de Mâtho. CAP. XII: “L’aqueduc”.

p. 899 → Os acampamentos.

pp. 900-901 → Os fugitivos.

p. 912 → Descrição dos bárbaros.

CAP. XIII: “Moloch”.

pp. 917-919 → Máquinas de guerra.

p. 924 → A multidão cartaginesa.

p. 927 → Uma criança.

pp. 931-932 → Os bárbaros contra os

cartagineses.

pp. 934-935 → A poderosa máquina de guerra.

pp. 943-944 → Arquitetura sagrada de Cartago.

p. 945 → Os Sacerdotes cartagineses.

CAP. XIV: “Le défilé de la hache”.

p. 955 → Uma perigosa paisagem.

pp. 980-982 → O grande confronto.

CAP. XV: “Mâtho”.

p. 987 → O cortejo dos Sacerdotes.

pp. 988-989 → Salammbô e outros.

pp. 989-990 → Comemoração em honra à

vitória de Cartago.

Entre todas estas passagens em que o pictural emerge em seus diversos graus de saturação, escolhemos três, a partir das quais trabalhamos. Esta seleção obedeceu, sobretudo, a um critério funcional- narrativo, na medida em que estes iconotextos são importantes para que o narratário conduza o seu olhar em direção a uma rede textual de estilo impessoal e de forte ilusão realística. Cada uma destas passagens descritivas, além de facultar, pelo viés de sua disposição, a construção do visual no texto, possui uma estreita relação com o método científico de Flaubert e com o seu ideal estético. Com efeito, ao lermos e analisarmos os iconotextos escolhidos, notamos não somente uma forte carga matésica, mas também várias disposições imagéticas que se atêm a uma ampla rede de relações abarcando perspectivas geométricas diversas, descrições

prosopográficas, sobretudo a da protagonista, e construções espaciais, topográficas e arquitetônicas.

Nesse sentido, em Salammbô, estes iconotextos reforçam a qualidade objetiva das diversas descrições presentes, de modo a serem funcionalmente importantes para o movimento narrativo. Ao mesmo tempo em que promovem relações descritivas nas quais a preocupação com a clareza e com a objetividade é constante, as passagens selecionadas atingem, de algum modo, o ideal estético fundamental de Flaubert: a representação impessoal da realidade.

Assim, em Salammbô, Flaubert não procura, num primeiro plano, recuperar historicamente a civilização cartaginesa, o que se justifica pela distância espaço-temporal de Cartago e a nebulosidade das certezas histórico-arqueológicas da extinta cidade. Com efeito, em função das poucas provas e vestígios sobre Cartago, este romance expõe uma realidade passível de contestações arqueológicas e históricas. Antes de tudo, o escritor francês procurou retratar literariamente esta civilização. Para tanto, apoiou-se também em suas conjecturas históricas a partir de fontes, embora não sendo exatas e comprovadas, advindas de documentos autênticos, representadas através de uma narrativa verossímil. Nesse sentido, utilizou o método científico, ao qual associou o seu ideal estético da despersonalização, em que a descrição, por assim dizer, quase-exata dos objetos, personagens, locais e eventos, fossem pautadas e resguardadas pela objetividade do relato. Mais do que isso, Flaubert, desejando evadir-se do seu quotidiano deletéreo e isentar-se no relato vê, neste romance, um forte terreno de trabalho a partir do qual não apenas ressalta uma civilização antiga sem qualquer

paralelo com a européia, mas, e principalmente, materizaliza o seu ideal de representação objetiva de modo a construir e a expor várias imagens do ambiente púnico. Nesse sentido, este romance, embora de matéria histórica, não se alinha no mesmo patamar de outras obras em que o caráter histórico, ligado mais a uma construção idealizadora e subjetiva dos locais e dos costumes representados, faz-se presente, como, por exemplo, em Notre Dame de Paris, de Victor Hgo.

Devemos enfatizar que cada um dos iconotextos selecionados é relevante para Salammbô. O primeiro deles, o maior em extensão e localizado no incipit do romance, refere-se ao festim dos Mercenários no interior do palácio do Comandante cartaginês Amílcar Barca. A importância deste texto- imagem se deve, entre outros aspectos, à presença de personagens capitais da obra e à apresentação inicial do centro do poder de Cartago. A relevância do segundo iconotexto reside na descrição prosopográfica da protagonista, epônimo do romance: Salammbô, filha do general cartaginês Hamilcar Barca. A descrição ornamental desta personagem se associa à extrema riqueza da cidade púnica e à sua forte religiosidade. A importância do terceiro iconotexto se deve à descrição topográfica de parte da cidade de Cartago. Com efeito, o narrador, expondo esta região, situa melhor o centro do Império púnico, onde estão localizados os templos sagrados, as mais diversas habitações e o palácio de Amílcar. Ao mesmo tempo, a descrição desta cidade fornece ao narratário uma forte ilusão realista, que o transporta, em seu universo imaginativo, para um ponto alto da região, de modo que tenha um campo de perspectiva visual próximo do das personagens.