4.BEDÎ İLMİNİN GENEL ÖZELLİKLERİ
4.1. BEDÎ İLMİNE DAHİL OLAN SÖZ SANATLARI
4.1.20. Mezheb-i Kelâmî
A base de dados em Excel foi preparada pela Best Forecast. Nesse caso o uso do sistema CATI evitou a transcrição do meio impresso para o digital, pois as respostas eram automaticamente lançadas na base. Esse procedimento evitou o erro de processamento, muito comum em pesquisas. Junto com o banco de dados em Excel, foi preparado um dicionário de variáveis, itens e códigos para facilitar a manipulação da base, conforme orientação do Bolfarine e Bussab (2005).
Antes de liberar os dados para análise, a gerente de pesquisa da empresa contratada efetuou uma análise crítica para identificar erros, inconsistências e outros tipos de engano. A correção pode ser feita com a ajuda da lembrança e interpretação dos entrevistadores. Com o apoio de processos automáticos, quando necessário, as entrevistas foram refeitas.
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Uma entrevista foi abandonada pela supervisora na fase de verificação, devido à idade do respondente (16 anos).
Na seção 6.5.1 deste capítulo foram descritos os procedimentos adotados para o trabalho de campo. Após a coleta, a base dados em Excel foi organizada pela . ' empresa responsável pelo trabalho de campo. A partir dessa base a autora efetuou uma averiguação geral da estrutura de dados, como etapa preparatória para as análises subsequentes.
Para fase de análise, foram utilizadas técnicas de análise de dados univariadas e multivariadas. Devido o método de coleta CATI, não foram identificados # na base de dados. Na análise de , a averiguação de cada uma das variáveis pelos escores padronizados não apresentou qualquer justificativa para exclusão de dados, uma vez que os muito raros foram valores que ficaram fora do intervalo de (93,0; +3,0). Assim, dos 400 questionários respondidos, ao final das primeiras avaliações, todos foram considerados como observações válidas para análise.
A análise das medidas de assimetria e curtose para cada uma das variáveis indicou a não normalidade no comportamento de distribuição das observações. Tal resultado é esperado em variáveis mensuradas através de escala Likert utilizadas em grande parte das pesquisas de marketing (KLEIN, 1998), não tendo sido adotado qualquer procedimento de ajuste.
Uma maneira simples de analisar dados de uma investigação psicoambiental consiste em calcular correlações, no mais simples dos casos, ou uma regressão múltipla, para análise um pouco mais sofisticada (CORRAL9VERDUGO; PINHEIRO, 1999).
Muitos dos estudos em CPA têm sido realizados tomando a variável dependente e considerando o efeito direto de cada preditor sobre ela. Os resultados desses estudos têm mostrado que algumas variáveis, como motivos, habilidades e conhecimento têm um efeito notório sobre o CPA, enquanto que outras variáveis, como renda, nível educacional, idade ou sexo não tem influência significativa, sendo até nula.
Algumas variáveis, que isoladamente apresentam alta correlação com a variável dependente, podem ter em uma regressão múltipla esse efeito prejudicado pela presença de outras variáveis na equação. Isso significa que é necessário considerar influências indiretas, além das influências diretas sobre o CPA, para se ter um quadro mais compreensivo e realista desse tipo de conduta.
Os modelos de regressão múltipla não oferecem a possibilidade de modelar essas relações; o que é possível com a análise de caminho (path analysis), ou com modelos de equações estruturais (MEE) (BENTLER, 1995). Nesses sistemas de análise, é possível estudar efeitos diretos e indiretos de maneira simultânea, assim, como incorporar variáveis com erros de medida, dentro de um mesmo modelo (BENTLER, 1995).
O uso dos modelos de equações estruturais tem sido incorporado aos estudos do CPA, oferecendo perspectivas muito interessantes para a investigação da conduta ambiental responsável (CORRAL9VERDUGO, 1996; GOLDENHAR; CONNELL, 1993; TAYLOR; TODD, 1997). A modelagem de equações estruturais (MEE) tem duas grandes vantagens (HAIR 2005). Primeira, baseado no modelo teórico definido a priori, MEE permite estimar um conjunto de regressões lineares múltiplas separadas, mas interdependentes, onde a mesma variável pode ser independente em uma equação e dependente na outra. A MEE possibilita incluir variáveis latentes na análise, não observáveis diretamente, mas indiretamente mensuradas ou inferidas com uma ou mais variáveis ou indicadores observáveis.
O método de MEE foi utilizado nesta Tese pelas suas possibilidades analíticas. Ele permite avaliar a procedência estatística, a magnitude e a direção dos diversos caminhos ditos causais de modelos (embora sem ser um esquema propriamente experimental). Essa escolha foi reforçada pelos argumentos de Hair
(2005), que apontam como principais diferenciais da MEE em relação a outras técnicas de análise (1) a estimação de relacionamentos interrelacionados, (2) a possibilidade de representar “conceitos” não observáveis nesses relacionamentos, (3) além de avaliar os erros de mensuração.
Trata9se de um recurso poderoso, pois enseja tratamento mais sistemático e holístico de problemas de pesquisa, como no teste de modelos abrangentes, um conjunto de princípios fundamentais ou até uma teoria inteira (JÖRESKOG; SÖRBOM, 1996). Dessa forma, a utilização dessa técnica indica bastante pertinência com os objetivos, proposições e modelos teóricos selecionados nesta Tese. Os procedimentos detalhados sobre a utilização do MEE adotados nesta Tese, bem como os resultados obtidos na fase exploratória encontram9se na parte III.
PARTE III
RESULTADOS DA PESQUISA
0 F F 2 G 3 2 ( Gro Harlen BrundlantNa terceira parte desta Tese apresentam9se os resultados da pesquisa empírica e está divida em quatro capítulos. O capítulo 7 apresenta os resultados da pesquisa exploratória. No capítulo 8 está a caracterização da amostra. Os procedimentos adotados e os resultados da modelagem de equações estruturais estão detalhados no capítulo 9, utilizaram9se técnicas univariada e multivariada para análise dos dados. No capítulo 10 apresenta9se a discussão das hipóteses da pesquisa.
7 RESULTADOS DA PESQUISA EXPLORATÓRIA
As entrevistas em profundidade envolveram dois públicos: o poder público e os consumidores. A entrevista com o Diretor de Coleta Seletiva da Prefeitura de São Paulo (representando o poder público) permitiu elaborar um panorama do programa de coleta seletiva na cidade de São Paulo, de sua estrutura, de algumas das dificuldades enfrentadas e, principalmente, do estágio em que se encontra.
A entrevista com cinco moradores da cidade de São Paulo ajudou principalmente no entedimento da percepção do paulistano sobre seu descarte de lixo diariamente em suas residências. Ressaltaram9se as dificuldades e facilidades, motivações e barreiras, o que foi de grande utilidade para ajustes e adaptações nas escalas selecionadas à realidade do contexto paulistano.
No Brasil, a gestão de resíduos urbanos é atribuição dos governos municipais, inexistindo legislação nacional específica sobre o manejo dos resíduos sólidos73. No
Brasil os programas de reciclagem municipais oficiais, que, quando existem, são restritos e sujeitos à descontinuidade e à alternância de interesses dos grupos políticos no poder (JACOBI; VIVEIROS, 2006), mostram9se um cenário preocupante. Apenas 2% do lixo produzido é coletado seletivamente e somente 6% das residências, em sua maioria nas regiões Sul e Sudeste, são atendidas por serviço de coleta seletiva que ocorre em 8,2% dos municípios brasileiros (IBGE, 2008a).
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A Política Nacional de Resíduos Sólidos (IBGE, 2002) atribui à cadeia produtiva responsabilidade pela recuperação e reciclagem das embalagens descartadas pelo consumidor. Tramita no Congresso Nacional Brasileiro como Projeto de Lei 203 de 1991 e, até final de 2008, não foi sancionada. Sendo a lei aprovada, o governo e as empresas terão de mobilizar o consumidor no sentido de recuperar as embalagens usadas.
Embora os programas formalizados ainda sejam incipientes, há uma coleta seletiva informal em grande escala, tendo como principal agente os catadores74. Fato
curioso é que o Brasil, mesmo sem regulamentação para impulsionar a reciclagem, tem apresentado crescentes índices de reciclagem de embalagens. Dados do CEMPRE mostram que materiais como latas de alumínio, papelão e embalagens de PET apresentaram índices de reciclagem equivalentes aos mais elevados do mundo (vide Tabela 4). Mas estão “mais associados ao valor de matérias9primas e ao alto grau de pobreza e desemprego do que à educação e à conscientização ambiental da população” (IBGE, 2008a).
Tabela 4 – Evolução dos índices de reciclagem no Brasil – 1999 e 2006
ÍNDICE DE RECICLAGEM (%) MATERIAL 1999 2006 EVOLUÇÃO (%) Latas de alumínio 73,0 96,2 31,7 Papelão ondulado 71,0 77,4 9,0 Pneus 10,0 58,0 480,0 Garrafas PET 21,0 47,0 123,8 Papel de escritorio 16,0 49,5 209,3 Latas de aço 35,0 29,0 917,1 Vidro 40,0 46,0 15,0 Embalagem longa9vida 10,0 23,0 130,0 Plásticos em geral 15,0 23,0 53,3 Orgânicos 1,5 3,0 100,0 Fonte: CEMPRE, 2008
Dos resultados apresentados na tabela 4, ressalta9se o crescimento de 480,0% no índice de reciclagem dos pneus entre 1999 e 2006. Um dos fatores motivadores deste índice pode ser creditado à edição da Resolução nº 258, do Conselho Nacional do Meio Ambiente 9 CONAMA de 26 de agosto de 1999, que atribui responsabilidade às empresas fabricantes e importadoras de pneumáticos para uso em veículos aumotivos e bicicletas. Elas ficaram obrigadas a coletar e dar destinação final adequada aos pneus inservíveis, dentro de um prazo
74Desde final dos anos 80, os catadores assumiram um papel importante na reciclagem (LEAL
2002; LEGASPE, 1996). Não há um levantamento preciso sobre seu número no país. As estimativas variam de 300 mil a 800 mil segundo o Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR) (INSTITUTO ETHOS, 2008).
predeterminado75 (RESOLUÇÃO CONAMA, 1999). O crescimento do índice de reciclagem neste período, denota a importância da legislação de comando e controle na solução do problema de resíduos sólidos.
Para as embalagens, na inexistência de um marco regulatório para a gestão de resíduos sólidos domiciliares, permanece o debate sobre o papel da indústria de embalagens, da indústria dos produtos embalados, dos governos e dos consumidores no processo de reciclagem. A própria sociedade, através de iniciativas como as das cooperativas de catadores de recicláveis e de organizações não9governamentais, assume o ônus e alguns bônus da reciclagem de embalagens.