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ARAŞTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESİ VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

4.1 ÇOCUKLAR İÇİN YAZILMIŞ BİYOGRAFİ KİTAPLARININ İNCELENMESİ

4.1.3 Dinî Şahsiyetler Grubunu Temsil Eden Kitapların İncelenmesi

4.1.3.4 Mevlânâ Kimdi?

Instrumento relacionado à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, definido no art. 3.º, XII, da Lei de PNRS, como:

Logística Reversa:90 instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra disposição final ambientalmente adequada.

i. Instrumento de desenvolvimento econômico: a logística reversa visa desenvolver o uso de resíduos e rejeitos nas cadeias produtivas, estimulando o desenvolvimento de mercado, produção e o consumo de produtos derivados de materiais reciclados e recicláveis.

ii. Instrumento social: o sistema de logística reversa priorizará a participação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis constituídas por pessoas físicas de baixa renda. iii. Conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta:

aspecto operacional de como será realizada a logística reversa.

iv. Restituição ao setor empresarial para reaproveitamento em seu ciclo

produtivo ou em outros ciclos: evita o desperdício e a retirada de recursos naturais.

v. Ou outra disposição final ambientalmente adequada: deve-se observar a ordem de prioridade legal – não geração, redução, reutilização, reciclagem,

88 Disponível em: <www.ibope.com.br/forumibope/pesquisa/ibope_sustentabilidade_set07pdf>. Acesso em: dez. 2013.

89 Vide quadro 5.

90 Logística reversa: processo convergente em que os produtos partem de diversos cliente e retornam para uma ou algumas empresas; diferencia-se da logística direta: processo divergente em que o produto parte de uma empresa e chega a diversos clientes.

tratamento de resíduos e disposição final ambientalmente adequada. O setor empresarial arcará com os custos da disposição final ambientalmente adequada, internalizando assim essa externalidade negativa. Segundo Alexandra Aragão, no âmbito dos resíduos, a aplicação do princípio do poluidor pagador “significa que o responsável pelos resíduos é que deve suportar economicamente os custos sociais e ambientais dos resíduos”.91O setor empresarial deverá repensar a sua produção e sua estratégia de vendas.92

De acordo com o art.33 da lei da PNRS: São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

I – agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnica;

II – pilhas e baterias; III – pneus;93

IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista:94

VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes.95

91 ARAGÃO, Maria Alexandra de Sousa. O direito dos resíduos. Coimbra: Almedina, 2003. p. 13. 92 A logística reversa do descarte de medicamentos está sendo discutida no grupo temático GTT01, no

âmbito do CORI. A indústria farmacêutica, por exemplo, acostumada a vender pacotes fechados, no momento em que tiver que recolher esse produto e dar a disposição final adequada talvez modifique sua estratégia para vender apenas a quantidade que o consumidor precisa.

93 No ano de 2006 foram produzidos no Brasil 55 milhões de pneus e 2,6 milhões de automóveis. LEITE, Paulo Roberto.Logística reversa na atualidade. In: JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO; FILHO, José Valverde (Org.). Política nacional: gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Barueri: Manole, 2012. (Coleção Ambiental.) p. 349.

94 No ano de 2006 foram produzidos no Brasil 80 milhões de lâmpadas de mercúrio. LEITE, Paulo Roberto.Logística reversa na atualidade. In: JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO; FILHO, José Valverde (Org.). Política nacional: gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Barueri: Manole, 2012. p. 349. (Coleção Ambiental.)

95 No ano de 2006 foram produzidos no Brasil 10 milhões de computadores e 80 milhões de telefones celular. LEITE, Paulo Roberto.Logística reversa na atualidade. In: JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA,

§ 1.º Na forma do disposto em regulamento ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre poder público e o setor empresarial, os sistemas previstos no caput serão estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau de extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados;

Os consumidores deverão efetuar a devolução após o uso aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e embalagens objeto de logística reversa (art. 32, § 4.º). Os comerciantes e distribuidores deverão efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos e embalagens reunidos ou devolvidos (art. 32, § 5.º). Os fabricantes e os importadores darão destinação adequada aos produtos e embalagens reunidos ou devolvidos, sendo o rejeito encaminhado para disposição final ambientalmente adequada, na forma estabelecida pelo órgão competente do Sisnama e, se houver, pelo plano de gestão integrada de resíduos sólidos.

Quadro 7. Responsáveis pelas etapas da Logística Reversa

Etapas Responsável

Estruturar e implantar sistemas de logística reversa

Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes

Devolução após consumo Consumidor

Devolução aos Fabricantes Distribuidores e comerciantes Destinação final adequada Fabricante ou importador

A implantação e operacionalização dos sistemas de logística reversa, a cargo dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes pode, entre outras medidas (art. 33, § 3.º, da Lei da PNRS):

I – implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados;

Consuelo; MACHADO; FILHO, José Valverde (Org.). Política nacional: gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Barueri: Manole, 2012. (Coleção Ambiental.) p.349

II – disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis;

III – atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata § 1.o.

Com exceção dos consumidores, todos os participantes dos sistemas de logística reversa manterão atualizadas e disponíveis ao órgão municipal competente e a outras autoridades informações completas sobre a realização das ações sob sua responsabilidade (art. 33, § 8.º, da Lei da PNRS).

Caso não cumpram suas obrigações relativas à logística reversa os consumidores estarão sujeitos à penalidade administrativa de advertência e, havendo reincidência, da infração poderá ser aplicada a penalidade de multa, no valor de R$50,00 (cinquenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais), a qual poderá ser convertida em prestação de serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, conforme disposto no art. 62, do Decreto n. 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre infrações e penalidades administrativas ao meio ambiente, que foi alterado pelo art. 84 do Decreto n. 7.404/2010.

Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes que descumprirem obrigação prevista no sistema de logística reversa implantado nos termos da lei da PNRS, consoante com as responsabilidades específicas estabelecidas para o referido sistema estarão sujeitos à multa de 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais), conforme disposto no art. 62 do Decreto n. 6.514, de 22 de julho de 2008.96

96 “Art. 62. Incorre nas mesmas multas do art. 61 quem: […] XII – descumprir obrigação prevista no sistema de logística reversa implantado nos termos da Lei n. 12.305, de 2010, consoante as responsabilidades específicas estabelecidas para o referido sistema; (Incluído pelo Decreto n. 7.404, de 2010); XIII – deixar de segregar resíduos sólidos na forma estabelecida para a coleta seletiva, quando a referida coleta for instituída pelo titular do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; (Incluído pelo Decreto n. 7.404, de 2010). Art. 61. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da biodiversidade: Multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais). Parágrafo único. As multas e demais penalidades de que trata o caput serão aplicadas após laudo técnico elaborado pelo

Cumpre ressaltar que a Lei de PNRS estabeleceu incentivos econômicos (art. 42, V): o poder público poderá instituir medidas indutoras e linhas de financiamento para atender prioritariamente, às iniciativas de: estruturação de sistemas de coleta seletiva e logística reversa.

O rol instituído na Lei da PNRS é exemplificativo podendo os sistemas de logística reversa serem estendidos a outros produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando prioritariamente, o grau de extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados (art. 33, § 1.º).

Os agrotóxicos, pilhas e baterias,97 pneus98 e os óleos lubrificantes99 antes da Lei da PNRS já possuíam programa de logística reversa em razão de exigência legal.

No caso dos agrotóxicos o setor recupera mais de 94% do total de embalagens colocadas no mercado,100 em razão da eficácia do sistema, o Decreto regulamentador n. 7.404/2010 manteve o sistema de logística reversa de agrotóxicos disposto na Lei n. 7.802/1989, alterada pela Lei n. 9.974/2000 e no Decreto n.4.074/2002.

órgão ambiental competente, identificando a dimensão do dano decorrente da infração e em conformidade com a gradação do impacto”.

97 Resolução Conama n. 257/1999, revogada pela Resolução Conama n. 401/2008, alterada pela Resolução Conama n. 424/2010.

98 Resolução Conama n. 259/1999, revogada pela Resolução Conama n. 416/2009.

99 Resolução Conama n. 9/1993, revogada pela Resolução Conama n. 362/2005, alterada pela Resolução Conama n. 450/2012.

100 Ao consumidor coube devolver das embalagens lavadas pós-consumo; aos estabelecimentos comerciais, dispor de local adequado para o recebimento das embalagens e indicar nas notas fiscais de venda e os locais de devolução; ao fabricante recolher e dar destinação adequada às embalagens; e ao governo coube a responsabilidade de fiscalizar e promover, conjuntamente com os fabricantes, a educação ambiental e a orientação técnica necessária para o bom funcionamento do sistema. O Brasil é atualmente referência na logística reversa de embalagens de agrotóxicos. INPEV – Instituto Nacional de processamento de embalagens vazias. Volume de embalagens vazias de agrotóxicos destinados desde 2002. São Paulo, INPEV, 2013. Disponível em: <http://www.inpev.org.br/aplicacoes/publicador/02sq207/inc.asp?arquivold={95062F82-1820-

O Governo Federal instalou, no dia 17 de fevereiro de 2011, o Comitê Orientador para Implementação de Sistemas de Logística Reversa (CORI). O Comitê é formado pelos ministérios do Meio Ambiente, da Saúde, da Fazenda, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Em 2011, foi criado o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA), que funciona como instância de assessoramento para instrução das matérias a serem submetidas à deliberação do Comitê Orientador. Foram criados cinco Grupos Técnicos Temáticos101 que discutem a Logística Reversa para cinco cadeias.

As cinco cadeias identificadas, inicialmente como prioritárias, são:

 GTT01 – Descarte de medicamentos (coordenado pelo Ministério da Saúde);

 GTT02 – Embalagens em geral (coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente);

 GTT03 – Embalagens de óleos lubrificantes e seus resíduos (coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento);

101 A situação da implantação da logística reversa dessas cadeias, em novembro/2013, está mostrada a seguir: Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes – O Acordo Setorial foi assinado dia 19/12/2012; Lâmpadas de Vapor de Sódio e Mercúrio e de Luz Mista – Foram apresentadas duas propostas. O processo de análise pelo MMA e a discussão com os setores proponentes que se seguiu resultou na consolidação dessas em uma proposta conjunta que se encontra em negociação para os ajustes finais após o que será objeto de consulta pública; Produtos Eletroeletrônicos e seus Resíduos – Foram apresentadas dez propostas que, já analisadas pelo MMA, se acham em fase inicial de discussão com os proponentes; Embalagens em Geral – Foram apresentadas quatro propostas que se encontram em fase de análise pelo MMA para posterior discussão com os proponentes; Descarte de Medicamentos – A minuta de Edital de Chamamento e o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica foram aprovados pelo Comitê Orientador em reunião realizada em 08/08/2013. O Edital foi publicado em 10/10/2013 e estabeleceu o prazo de 120 dias para apresentação de propostas. Informações disponíveis em: <http://www.sinir.gov.br/web/guest/logistica-reversa> Acesso em dez. 2013.

 GTT04 – Eletroeletrônicos (coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio);

 GTT05 – Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista (coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente).

Esses Grupos têm por finalidade elaborar propostas de modelagem da Logística Reversa e subsídios para o edital de chamamento para o Acordo Setorial.

A Lei da PNRS instituiu diferentes instrumentos para implementar e operacionalizar os sistemas de logística reversa, nesse sentido:

Na esteira dos instrumentos inovadores, surgem os acordos setoriais e os termos de compromisso, que compõem o rol dos conceitos inéditos trazidos no corpo da Lei, e no seu decreto regulamentador, passam ter a destacada função na forma de implantação da logística reversa.102

São diferentes tipos de instrumentos que têm como objetivo a efetividade do sistema de Logística Reversa: I – acordos setoriais; II – regulamentos; ou III – termos de compromisso.

2.1.2.2.1 Acordo setorial

Definido no art. 3.º da Lei da PNRS como: “ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto”.

De acordo com o art. 20 do Decreto n. 7.404/2010 o procedimento para implantação da logística reversa por meio de acordo setorial poderá ser iniciado pelo Poder Público ou pelos fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes dos produtos e embalagens referidas no art. 18. Os acordos setoriais iniciados pelos fabricantes,

102 SOLER, Fabrício Dorado; MACHADO FILHO, José; LEMOS, Patrícia Faga Iglecias. Acordos setoriais, regulamentos e termos de compromisso. In: JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO; FILHO, José Valverde (Org.). Política nacional: gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Barueri: Manole, 2012. (Coleção Ambiental). p. 79.

importadores, distribuidores ou comerciantes serão precedidos de apresentação de proposta formal pelos interessados ao Ministério do Meio Ambiente, contendo os requisitos do art. 23. (art. 20, § 2.º, do Decreto n. 7.404/2010. O acordo setorial destaca-se como um instrumento de governança porque modifica o eixo estatal, que deixa de ser apenas vertical. O poder público consigna ao setor privado a possibilidade de assumir o seu papel

na tomada de decisão para consecução da sua obrigação de estruturação e implantação da logística reversa.

2.1.2.2.2 Regulamento

Regulamento, veiculado por decreto editado pelo Poder Executivo, que implantará diretamente a logística reversa. Antes da edição do regulamento, o Comitê Orientador – CORI, que é composto pelos Ministros de Estado do Meio Ambiente, que o preside, Ministro de Estado da Saúde, Ministro de Estado do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministro de Estado da Fazenda, deverá avaliar a viabilidade técnica e econômica da logística reversa, para submetê-lo a consulta pública (arts. 30 e 31 do Decreto n. 7.404/2010).

2.1.2.2.3 Termo de compromisso

Termo de compromisso que deverá ser utilizado nas hipóteses em que não houver, em uma mesma área de abrangência, acordo setorial ou regulamento específico, assim como para a fixação de compromissos e metas mais exigentes que o previsto no acordo setorial ou regulamento (art. 32 do Decreto n. 7.404/2010).

Os acordos setoriais assim como os termos de compromisso podem ter abrangência nacional, regional, estadual e municipal.

A logística reversa materializa e simboliza a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Todos que participam do ciclo de vida dos produtos participam da cadeia do fluxo reverso, internalizando assim a externalidade negativa do resíduo, que estava sendo suportada somente pela coletividade.